Seja bem-vindo! Este Blog se propõe a divulgar o catolicismo segundo a Igreja Católica Apostólica Romana. Os editores do Blog, não estão autorizados a falar em nome da Igreja, não são Sacerdotes e nem donos da verdade. Buscam apenas ser humildes e anônimos missionários na Internet. É também um espaço para postagem de orações, comentários, opiniões. Defendemos a Igreja conservadora. Acreditamos em DEUS e entregamo-nos nos braços de MARIA. Que DEUS nos ilumine e proteja. AMÉM
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Santo do dia - 24 de novembro
Santo André Dung-Lac e companheiros
Mártires (séculos XVI a XX)
A evangelização do Vietnã começou no século XVI, através de missionários europeus de diversas ordens e congregações religiosas. São quatro séculos de perseguições sangrentas que levaram ao martírio milhares de cristãos massacrados nas montanhas, florestas e em regiões insalubres. Enfim, em todos os lugares onde buscaram refúgio. Foram bispos, sacerdotes e leigos de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e alguns deles catequistas, seminaristas ou militares.
Hoje, homenageamos um grupo de cento e dezessete mártires vietnamitas, beatificados no ano jubilar de 1900 pelo papa Leão XIII. A maioria viveu e pregou entre os anos 1830 e 1870. Dentre eles muito se destacou o padre dominicano André Dung-Lac, tomado como exemplo maior dessas sementes da Igreja Católica vietnamita.
Filho de pais muito pobres, que o confiaram desde pequeno à guarda de um catequista, ordenou-se sacerdote em 1823. Durante seu apostolado, foi cura e missionário em diversas partes do país. Também foi salvo da prisão diversas vezes, graças a resgates pagos pelos fiéis, mas nunca concordou com esse patrocínio.
Uma citação sua mostra claramente o que pensava destes resgates: "Aqueles que morrem pela fé sobem ao céu. Ao contrário, nós que nos escondemos continuamente gastamos dinheiro para fugir dos perseguidores. Seria melhor deixar-nos prender e morrer". Finalmente, foi decapitado em 24 de novembro de 1839, em Hanói, Vietnã.
Passada essa fase tenebrosa, veio um período de calma, que durou cerca de setenta anos. Os anos de paz permitiram à Igreja que se reorganizasse em numerosas dioceses que reuniam centenas de milhares de fieis. Mas os martírios recomeçaram com a chegada do comunismo à região.
A partir de 1955, os chineses e os russos aniquilaram todas as instituições religiosas, dispersando os cristãos, prendendo, condenando e matando bispos, padres e fiéis, de maneira arrasadora. A única fuga possível era através de embarcações precárias, que sucumbiam nas águas que poderiam significar a liberdade, mas que levavam, invariavelmente, à morte.
Entretanto o evangelho de Cristo permaneceu no coração do povo vietnamita, pois quanto mais perseguido maior se tornou seu fervor cristão, sabendo que o resultado seria um elevadíssimo número de mártires. O papa João Paulo II, em 1988, inscreveu esses heróis de Cristo no livro dos santos da Igreja, para serem comemorados juntos e como companheiros de santo André Dung-Lac no dia de sua morte.
Santo André Dung-Lac e companheiros, rogai por nós!
Mártir (+304)
O santo mártir aparece na prece eucarística. Entretanto, com o novo calendário, seu culto é limitado à basílica romana a ele dedicada, que se ergue na avenida Trastévere. A Paixão contém os habituais embelezamentos legendários, por isso é difícil colher nela qualquer notícia histórica aceitável.
Crisógono é definido como "vir christianissimus". E de tal maneira coerente com a própria fé, que não se deixou seduzir pelo cargo honorífico do consulado — que lhe fora oferecido pelo imperador Diocleciano em pessoa, quando estava de passagem por Aquiléia, com a condição de que renegasse a Cristo e queimasse alguns grãos de incenso no altar de Júpiter.
Ante sua recusa, o “cristianíssimo” Crisógono foi preso na casa de um certo Rufino, que o devia manter confinado à espera de um processo. Rufino terminou sendo convertido por seu prisioneiro, e compartilhou com ele a mesma sorte, isto é, a decapitação. O corpo do mártir foi sepultado pelo presbítero Zoilo em uma galeria subterrânea, escavada sob sua casa.
São Crisógono, rogai por nós!
Mártires (séculos XVI a XX)
A evangelização do Vietnã começou no século XVI, através de missionários europeus de diversas ordens e congregações religiosas. São quatro séculos de perseguições sangrentas que levaram ao martírio milhares de cristãos massacrados nas montanhas, florestas e em regiões insalubres. Enfim, em todos os lugares onde buscaram refúgio. Foram bispos, sacerdotes e leigos de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e alguns deles catequistas, seminaristas ou militares.
Hoje, homenageamos um grupo de cento e dezessete mártires vietnamitas, beatificados no ano jubilar de 1900 pelo papa Leão XIII. A maioria viveu e pregou entre os anos 1830 e 1870. Dentre eles muito se destacou o padre dominicano André Dung-Lac, tomado como exemplo maior dessas sementes da Igreja Católica vietnamita.
Filho de pais muito pobres, que o confiaram desde pequeno à guarda de um catequista, ordenou-se sacerdote em 1823. Durante seu apostolado, foi cura e missionário em diversas partes do país. Também foi salvo da prisão diversas vezes, graças a resgates pagos pelos fiéis, mas nunca concordou com esse patrocínio.
Uma citação sua mostra claramente o que pensava destes resgates: "Aqueles que morrem pela fé sobem ao céu. Ao contrário, nós que nos escondemos continuamente gastamos dinheiro para fugir dos perseguidores. Seria melhor deixar-nos prender e morrer". Finalmente, foi decapitado em 24 de novembro de 1839, em Hanói, Vietnã.
Passada essa fase tenebrosa, veio um período de calma, que durou cerca de setenta anos. Os anos de paz permitiram à Igreja que se reorganizasse em numerosas dioceses que reuniam centenas de milhares de fieis. Mas os martírios recomeçaram com a chegada do comunismo à região.
A partir de 1955, os chineses e os russos aniquilaram todas as instituições religiosas, dispersando os cristãos, prendendo, condenando e matando bispos, padres e fiéis, de maneira arrasadora. A única fuga possível era através de embarcações precárias, que sucumbiam nas águas que poderiam significar a liberdade, mas que levavam, invariavelmente, à morte.
Entretanto o evangelho de Cristo permaneceu no coração do povo vietnamita, pois quanto mais perseguido maior se tornou seu fervor cristão, sabendo que o resultado seria um elevadíssimo número de mártires. O papa João Paulo II, em 1988, inscreveu esses heróis de Cristo no livro dos santos da Igreja, para serem comemorados juntos e como companheiros de santo André Dung-Lac no dia de sua morte.
Santo André Dung-Lac e companheiros, rogai por nós!
São Crisógono
O santo mártir aparece na prece eucarística. Entretanto, com o novo calendário, seu culto é limitado à basílica romana a ele dedicada, que se ergue na avenida Trastévere. A Paixão contém os habituais embelezamentos legendários, por isso é difícil colher nela qualquer notícia histórica aceitável.
Crisógono é definido como "vir christianissimus". E de tal maneira coerente com a própria fé, que não se deixou seduzir pelo cargo honorífico do consulado — que lhe fora oferecido pelo imperador Diocleciano em pessoa, quando estava de passagem por Aquiléia, com a condição de que renegasse a Cristo e queimasse alguns grãos de incenso no altar de Júpiter.
Ante sua recusa, o “cristianíssimo” Crisógono foi preso na casa de um certo Rufino, que o devia manter confinado à espera de um processo. Rufino terminou sendo convertido por seu prisioneiro, e compartilhou com ele a mesma sorte, isto é, a decapitação. O corpo do mártir foi sepultado pelo presbítero Zoilo em uma galeria subterrânea, escavada sob sua casa.
São Crisógono, rogai por nós!
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Santo do dia - 23 de novembro
São Clemente I
Papa e mártir (+101)
Com grande alegria e veneração lembramos a vida do terceiro Papa que governou, no primeiro século, a Igreja Romana
Temos preciosas informações do terceiro sucessor de são Pedro na Sé Apostólica de Roma - nomeado na prece eucarística -, em um escrito de santo Irineu do ano 180: Clemente "havia visto os apóstolos e conversado com eles, tinha ouvido o próprio som de sua prédica e tivera a sua tradição sob os olhos".
É sempre Irineu quem nos informa sobre a célebre carta escrita pelo papa à igreja de Corinto - um importantíssimo documento sobre a Igreja primitiva e sobre a reconhecida autoridade do papa no governo e na direção espiritual e moral das várias comunidades. Ei-la: "Trar-nos íeis júbilo e alegria", escrevia o papa Clemente à Igreja de Corinto, dividida por um cisma interno, "se, curvando-vos às advertências por nós escritas com a graça do Espírito Santo, abandonásseis a ilícita paixão da inveja".
Este é o importante legado deixado pelo papa Clemente. Dele nos fala ainda a basílica constantiniana, construída nas vertentes do monte Célio, provavelmente sobre as ruínas de sua casa, onde são conservadas suas relíquias, transportadas da Criméia, no século IX, por são Cirilo, o grande apóstolo dos eslavos.
Segundo uma antiga tradição, o papa Clemente foi relegado pelo imperador Trajano a uma cidade do Quersoneso, junto com muitos outros cristãos, condenados a trabalhos forçados nas minas de mármore. Sua presença foi de grande conforto para os prisioneiros, até que o próprio imperador encarregou um magistrado de truncar sua atividade com uma exemplar condenação capital, caso Clemente não renegasse publicamente a Cristo, sacrificando aos deuses de Roma. Esta tradição é bem conhecida.
Assim, quando são Cirilo esteve na Criméia, em 868, para evangelizar os Czares, foi-lhe indicada uma fossa dentro da qual se tinham descobertos ossos humanos junto com uma âncora; este particular induziu Cirilo a crer ter encontrado as relíquias do santo pontífice. Mais tarde, Cirilo levou as relíquias para Roma, a fim de serem guardadas na basílica a ele dedicada.
São Clemente I, rogai por nós!
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domingo, 22 de novembro de 2015
Aborto: "O Estado é Laico!". E daí?
Quando algum grupo minoritário quer impor sua vontade sobre a maioria,
imediatamente apelam para a laicidade do Estado. Obviamente, isso
implica em atacar valores religiosos na defesa de suas posições. Foi o
que aconteceu recentemente em um vídeo com alguns artistas idiotas
defendendo a legalização do aborto. O recado desses abortistas (e outros
istas) é a de que o Estado é Laico. Como se isso fosse uma espécie de
salvo conduto para que se cometa qualquer coisa que vá de encontro aos
valores religiosos.
O Estado é a representação política de um povo e seu território. O fato
dele ser laico não significa que seu povo também o seja. Ele é a soma
das partes que o compõe. No caso brasileiro, por ser democrático, deve
se esperar que o Estado reflita as aspirações da maioria de sua
população. E os valores religiosos desta população (que no Brasil é de
maioria cristã) precisam ser respeitados, mesmo ao arrepio da vontade
daqueles que se autodeclaram representantes da população. Aliás, pessoas
alienadas, como esses artistas do vídeo, desconhecem por completo a
importância que a religião tem e teve na evolução da humanidade.
O surgimento da religião foi de importância fundamental para o
desenvolvimento da civilização. Aliás, é ela a responsável pelo seu
surgimento e da família. A noção da imortalidade da alma, presente em
virtualmente todas as religiões, foi o fundamento sobre o qual se ergueu
o núcleo familiar. Foi este o conceito responsável pelo culto à memória
daqueles que morreram, formando o que chamamos hoje de laços
familiares. É por isso que toda e qualquer civilização têm na religião e
na família, seus dois pilares de sustentação.
As primeiras organizações humanas com alguma formação semelhante ao que
conhecemos hoje, baseavam-se em uma estrutura principal: o templo.
Cidades-Estados surgiram em torno de seus locais de adoração. Estes eram
o seus centros nevrálgicos e não é difícil entender o por quê. Todo o
sistema moral e legal estava concentrado nos templos.
Foi a religião, pois, a responsável pelo surgimento do que conhecemos hoje como legislação civil. Assim, a religião de determinado povo ou civilização acabam os definindo. Ao abandoná-la, inicia-se sua extinção. Todas as civilizações duraram enquanto durou a sua religião. Sem o surgimento dela, não teríamos leis, normas ou coisas do gênero. O conceito no qual as leis civis foram baseadas derivam diretamente de valores religiosos. Entretanto, esta não é sua principal importância.
Colocar-nos em contato com Deus e dar a noção de que seremos julgados
por todos os atos que praticarmos... Esta é a principal importância da
religião. É este conceito fundamental que garantiu e garante ordem à
sociedade. Afinal, uma condenação eterna assusta muito mais do que 10 ou
20 anos de cadeia! São os valores religiosos que trazem ao homem
sentimentos como amor ao próximo, caridade, compaixão e perdão. É por
isso que, até mesmo os ateus, sabem da importância que tem a religião na
organização e formação da sociedade (mesmo não acreditando em Deus).
Impor à maioria que o aborto é direito da mulher é nada além de
canalhice e vigarice. Ali está uma vida (ou a possibilidade de uma vida)
de um ser completamente inocente das circunstâncias que o geraram.
Sobre seus ombros, cai o peso da responsabilidade daqueles que o
geraram. É a injustiça suprema, e a indefesa criatura paga, com sua
vida, uma dívida da qual é completamente isenta. O Estado é Laico. E daí? O povo não é.
PS: antes de começar com mimimi de "mas em caso de estupro" saiba que a campanha pró-morte dos abortistas visa a legalização do aborto sob qualquer circunstância.
PPS: vocês deveriam erguer as mãos aos céus e agradecer que o Estado Laico brasileiro é composto de um povo cristão. Porque se fosse composto por um povo islâmico, 80% desses artistas, gayzistas e outros istas já estariam pendurados em forcas e praça pública.
Blog do Lenilton Morato
Evangelho do Dia
EVANGELHO COTIDIANO
"Senhor, a quem
iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68
NOSSO SENHOR
JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO - Solenidade
Evangelho segundo S. João 18,33b-37.
Naquele
tempo, disse Pilatos a Jesus: «Tu és o rei dos Judeus?».
Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?».
Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?».
Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?».
Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui».
Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».
Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Homilias sobre S. João
«O meu Reino
não é deste mundo»
Escutai todos, judeus e gentios [...];
escutai, todos os reinos da terra! Eu não impeço o vosso domínio sobre este
mundo, «o meu Reino não é deste mundo» (Jo 18,36). Não temais, pois, com esse
medo insensato que dominou Herodes quando lhe anunciaram o meu nascimento.
[...] Não, diz o Salvador, «o meu Reino não é deste mundo». Vinde
todos a um Reino que não é deste mundo; vinde a ele pela fé; que o medo não vos
torne cruéis. É verdade que, numa profecia, o Filho de Deus diz, falando do
Pai: «Por Ele, fui eleito rei sobre Sião, sobre a montanha sagrada» (Sl 2,6).
Mas essa Sião e essa montanha não são deste mundo.
Com efeito, o que é o seu Reino? São os que acreditam nele, aqueles a quem Ele diz: Não sois do mundo, tal como Eu não sou do mundo (Jo 17,16). E, contudo, Ele quer que estejam no mundo e diz ao Pai: «Não te peço que os retires do mundo, mas que os guardes do mal» (Jo 17,15). É que Ele não disse: «O meu Reino não está neste mundo», mas sim «não é deste mundo; se fosse deste mundo, os meus servos viriam combater para que eu não fosse entregue.»
Na verdade, o seu Reino está aqui na terra até ao fim do mundo; até à colheita, o joio está misturado com o trigo (Mt 13,24s). [...] O seu Reino não é deste mundo porque Ele é como um viajante neste mundo. Àqueles sobre quem reina, diz: « Não sois do mundo, pois escolhi-vos do meio do mundo» (Jo 15,19). Eles eram, portanto, deste mundo, quando ainda não eram o seu Reino e pertenciam ao príncipe deste mundo. [...] Todos os que são gerados da raça de Adão pecador pertencem a este mundo; todos os que foram regenerados em Jesus Cristo pertencem ao seu Reino e já não são deste mundo.
«Deus arrancou-nos efetivamente do poder das trevas e transportou-nos para o Reino de seu Filho muito amado» (Col 1,13).
Com efeito, o que é o seu Reino? São os que acreditam nele, aqueles a quem Ele diz: Não sois do mundo, tal como Eu não sou do mundo (Jo 17,16). E, contudo, Ele quer que estejam no mundo e diz ao Pai: «Não te peço que os retires do mundo, mas que os guardes do mal» (Jo 17,15). É que Ele não disse: «O meu Reino não está neste mundo», mas sim «não é deste mundo; se fosse deste mundo, os meus servos viriam combater para que eu não fosse entregue.»
Na verdade, o seu Reino está aqui na terra até ao fim do mundo; até à colheita, o joio está misturado com o trigo (Mt 13,24s). [...] O seu Reino não é deste mundo porque Ele é como um viajante neste mundo. Àqueles sobre quem reina, diz: « Não sois do mundo, pois escolhi-vos do meio do mundo» (Jo 15,19). Eles eram, portanto, deste mundo, quando ainda não eram o seu Reino e pertenciam ao príncipe deste mundo. [...] Todos os que são gerados da raça de Adão pecador pertencem a este mundo; todos os que foram regenerados em Jesus Cristo pertencem ao seu Reino e já não são deste mundo.
«Deus arrancou-nos efetivamente do poder das trevas e transportou-nos para o Reino de seu Filho muito amado» (Col 1,13).
22 de novembro - Santo do dia
Santa Cecília
Mártir (século II e III)
Santa Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto que uma basílica foi construída em sua honra no século V
Cecília, entre as mais populares virgens de Roma, é apresentada como "virgo clarissima" e ao mesmo tempo como esposa do jovem Valeriano. A "Paixão", posterior ao século V, pouco confiável do ponto de vista histórico, estende-se nos particulares para esclarecer a aparente contradição: virgem esposa.
Na noite de núpcias, Cecília confidenciou ao esposo haver consagrado a própria virgindade a Deus, e acrescentou: “Nenhuma mão profana pode tocar-me porque um anjo me protege”. Convidou-o então a seguir seu exemplo, fazendo antes de tudo com que se batizasse.
O contrariado esposo não protestou. E na manhã seguinte dirigiu-se à via Ápia, onde o papa Urbano estava escondido entre os monumentos funerários. Instruído e batizado, voltou depois para a jovem esposa e um anjo colocou em sua cabeça uma coroa de rosas e lírios.
O irmão de Valeriano, Tibúrcio, seguiu seu exemplo, e ambos se consagraram à piedosa obra de sepultar os mártires cristãos. Foram logo presos, processados e condenados à decapitação a quatro milhas fora de Roma. Pelo caminho os dois irmãos conseguiram converter o prefeito Máximo, que colheu com eles a palma do martírio.
Cecília depôs seus corpos em um sarcófago, depois lhe coube dar a Cristo o extremo testemunho. Condenada à fogueira, saiu ilesa do suplício. Passou-se então à decapitação, mas a espada do verdugo não conseguiu cortar-lhe a cabeça. Cecília esperou assim por três dias a visita do papa Urbano e por todo aquele tempo continuou a professar a sua fé ao Deus Uno e Trino, com os dedos da mão, pois não podia proferir uma palavra. Nesta atitude foi esculpida por Maderno a sua célebre estátua.
Antes de morrer, encontrou um modo de encarregar o papa da distribuição de seus bens aos pobres, pedindo-lhe que transformasse sua casa em igreja. Aqui termina a "Paixão". A história averiguou a existência dos mártires Valeriano e Tibúrcio, se bem que seja difícil estabelecer uma relação entre eles e santa Cecília.
O patrocínio da mártir romana à música sacra deveu-se a uma simples frase que se lê na "Paixão", segundo a qual a jovem esposa, no dia das núpcias, “enquanto os órgãos tocavam, cantava em seu coração tão-só para o Senhor”. Aceita-se que suas relíquias, originariamente guardadas nas catacumbas de São Calisto, ao lado da Cripta dos Papas, tenham sido transferidas pelo papa Pascoal I (817-824) para a basílica do Trastévere, a ela dedicada.
Santa Cecília, rogai por nós!
Mártir (século II e III)
Santa Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto que uma basílica foi construída em sua honra no século V
Cecília, entre as mais populares virgens de Roma, é apresentada como "virgo clarissima" e ao mesmo tempo como esposa do jovem Valeriano. A "Paixão", posterior ao século V, pouco confiável do ponto de vista histórico, estende-se nos particulares para esclarecer a aparente contradição: virgem esposa.
Na noite de núpcias, Cecília confidenciou ao esposo haver consagrado a própria virgindade a Deus, e acrescentou: “Nenhuma mão profana pode tocar-me porque um anjo me protege”. Convidou-o então a seguir seu exemplo, fazendo antes de tudo com que se batizasse.
O contrariado esposo não protestou. E na manhã seguinte dirigiu-se à via Ápia, onde o papa Urbano estava escondido entre os monumentos funerários. Instruído e batizado, voltou depois para a jovem esposa e um anjo colocou em sua cabeça uma coroa de rosas e lírios.
O irmão de Valeriano, Tibúrcio, seguiu seu exemplo, e ambos se consagraram à piedosa obra de sepultar os mártires cristãos. Foram logo presos, processados e condenados à decapitação a quatro milhas fora de Roma. Pelo caminho os dois irmãos conseguiram converter o prefeito Máximo, que colheu com eles a palma do martírio.
Cecília depôs seus corpos em um sarcófago, depois lhe coube dar a Cristo o extremo testemunho. Condenada à fogueira, saiu ilesa do suplício. Passou-se então à decapitação, mas a espada do verdugo não conseguiu cortar-lhe a cabeça. Cecília esperou assim por três dias a visita do papa Urbano e por todo aquele tempo continuou a professar a sua fé ao Deus Uno e Trino, com os dedos da mão, pois não podia proferir uma palavra. Nesta atitude foi esculpida por Maderno a sua célebre estátua.
Antes de morrer, encontrou um modo de encarregar o papa da distribuição de seus bens aos pobres, pedindo-lhe que transformasse sua casa em igreja. Aqui termina a "Paixão". A história averiguou a existência dos mártires Valeriano e Tibúrcio, se bem que seja difícil estabelecer uma relação entre eles e santa Cecília.
O patrocínio da mártir romana à música sacra deveu-se a uma simples frase que se lê na "Paixão", segundo a qual a jovem esposa, no dia das núpcias, “enquanto os órgãos tocavam, cantava em seu coração tão-só para o Senhor”. Aceita-se que suas relíquias, originariamente guardadas nas catacumbas de São Calisto, ao lado da Cripta dos Papas, tenham sido transferidas pelo papa Pascoal I (817-824) para a basílica do Trastévere, a ela dedicada.
Santa Cecília, rogai por nós!
sábado, 21 de novembro de 2015
Apresentação de Nossa Senhora no Templo
Apresentação de Nossa Senhora
O episódio da apresentação no templo não é narrado nas Sagradas Escrituras, mas em evangelhos apócrifos, em particular no Proto-evangelho de são Tiago, que a Igreja não considera inspirado por Deus.
No entanto, a celebração deste dia é antiga. Era celebrada já no século VI em Jerusalém, e a Igreja do Oriente, que acolheu e conservou zelosamente as tradicionais festas marianas, reserva à apresentação de Maria uma memória particular, como um dos mistérios da vida daquela que Deus escolheu para Mãe de seu Unigênito.
A Igreja do Ocidente, ao manter essa festividade também com a reforma do calendário litúrgico, entendeu praticar um gesto “ecumênico”.
Na Liturgia das Horas, lê-se: “Neste dia da solene consagração da igreja de Santa Maria Nova, construída junto ao templo de Jerusalém, celebramos com os cristãos do Oriente aquela consagração que Maria fez a Deus de si mesma desde a infância, movida pelo Espírito Santo, de cuja graça ficara plena na sua Imaculada Conceição”.
Se bem que não se encontre na tradição hebraica a oferta de meninas ao templo (e menos ainda na tenra idade de três anos, como se lê nos apócrifos, segundo os quais “Maria morou no templo do Senhor como uma pomba, recebendo o alimento das mãos de um anjo”), os cristãos celebram hoje aquele particular oferecimento de Maria a Deus, feito no segredo de sua alma, que a preparou para acolher o Filho de Deus.
Esta menininha — diz são Germano de Constantinopla na homilia sobre a Apresentação — prepara o aposento para acolher a Deus, “mas não é o templo que a santifica e purifica, e sim a sua presença que purifica inteiramente o templo”.
A memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado proto-evangelho de Tiago, livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém.
Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal
Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões:
“Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente”.
A Beata Maria do Divino Coração dedicava devoção especial à festa da Apresentação de Nossa Senhora, de modo que quis que os atos mais importantes da sua vida se realizassem neste dia.
Foi no dia 21 de novembro de 1964 que o Papa Paulo VI, na clausura da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II, consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja.
Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!
Joaquim
e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja
infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo
Espírito Santo desde sua concepção imaculada
O episódio da apresentação no templo não é narrado nas Sagradas Escrituras, mas em evangelhos apócrifos, em particular no Proto-evangelho de são Tiago, que a Igreja não considera inspirado por Deus.
No entanto, a celebração deste dia é antiga. Era celebrada já no século VI em Jerusalém, e a Igreja do Oriente, que acolheu e conservou zelosamente as tradicionais festas marianas, reserva à apresentação de Maria uma memória particular, como um dos mistérios da vida daquela que Deus escolheu para Mãe de seu Unigênito.
A Igreja do Ocidente, ao manter essa festividade também com a reforma do calendário litúrgico, entendeu praticar um gesto “ecumênico”.
Na Liturgia das Horas, lê-se: “Neste dia da solene consagração da igreja de Santa Maria Nova, construída junto ao templo de Jerusalém, celebramos com os cristãos do Oriente aquela consagração que Maria fez a Deus de si mesma desde a infância, movida pelo Espírito Santo, de cuja graça ficara plena na sua Imaculada Conceição”.
Se bem que não se encontre na tradição hebraica a oferta de meninas ao templo (e menos ainda na tenra idade de três anos, como se lê nos apócrifos, segundo os quais “Maria morou no templo do Senhor como uma pomba, recebendo o alimento das mãos de um anjo”), os cristãos celebram hoje aquele particular oferecimento de Maria a Deus, feito no segredo de sua alma, que a preparou para acolher o Filho de Deus.
Esta menininha — diz são Germano de Constantinopla na homilia sobre a Apresentação — prepara o aposento para acolher a Deus, “mas não é o templo que a santifica e purifica, e sim a sua presença que purifica inteiramente o templo”.
A memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado proto-evangelho de Tiago, livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém.
Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal
Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões:
“Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente”.
A Beata Maria do Divino Coração dedicava devoção especial à festa da Apresentação de Nossa Senhora, de modo que quis que os atos mais importantes da sua vida se realizassem neste dia.
Foi no dia 21 de novembro de 1964 que o Papa Paulo VI, na clausura da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II, consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja.
Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!
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Unigênito
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
As Ameaças dos terroristas do Estado Islâmico aos católicos
Como católicos, que reflexão podemos fazer acerca dos ataques terroristas em Paris?
Assista também: Atentados do Estado Islâmico contra os cristãos x Cruzadas
O que diz a Igreja sobre o uso de armas?
Há poucos dias o maior líder muçulmano da
Arábia Saudita pediu a destruição de todas as igrejas cristãs. O sheik
Abdul Aziz bin Abdullah, o grão-mufti da Arábia Saudita, declarou que é
“necessário destruir todas as igrejas da região”. O Estado Islâmico
vende, crucifica e enterra crianças vivas no Iraque, diz a ONU. Um
piloto foi queimado vivo pelo Estado Islâmico, e muitos cristãos tem
sido degolados diante das câmeras.
Novamente estamos todos chocados com mais
um “atentado contra toda a humanidade”, que foram os ataques
terroristas bárbaros cometidos em Paris. O pior de tudo é que se quer
justificar o ódio em nome de Deus, como se Deus não fosse Amor.
Sabemos que não são os muçulmanos de
maneira geral que provocam esses atos, mas apenas uma facção criminosa,
os chamados jihadistas do Estado Islâmico. Muitos líderes muçulmanos já
se manifestaram contra esses atos.
A Arábia Saudita afirma que atentados
violam todas as religiões. Estado Islâmico chegou ao Ocidente. O imã da
mesquita Al-Azhar, instituição de grande prestígio do islã sunita, Ahmed
Al-Tayeb, condenou os ataques “odiosos” e apelou “o mundo inteiro a se
unir contra este monstro” do terrorismo. O presidente iraniano, Hassan
Rohani, adiou sua viagem prevista para a Europa e condenou os ataques,
chamando-os de “crimes contra a Humanidade”. O ministro saudita das
Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, condenou “os ataques terroristas
odiosos”, considerando que constituem uma “violação de toda a ética,
toda moral e toda religião”.
Um grupo de imames (líderes religiosos do
islã) se dirigiu para a região da casa de shows Bataclan, em Paris, e
cantou “A Marselhesa”, o hino nacional francês, para demonstrar
solidariedade às vítimas dos ataques terroristas ocorridos na
sexta-feira.
Mas agora, é preciso que todas essas
instituições do islamismo que protestaram contra os ataques terroristas
façam uma ação enérgica e profunda contra os “irmãos” islâmicos
jihadistas, para colocarem um fim a essa insanidade. Ninguém melhor do
que os adeptos do Islã, para fazer parar essa ação terrorista.
É uma minoria poderosa que age agora
também no Ocidente, bem armada e fanática; chegam até a se encantar com a
morte numa ação terrorista. As causas desse terrorismo exacerbado são
profundas, e pesam também sobre o Ocidente, mas não cabe aqui uma
análise profunda dessas causas. O que interessa agora, é como enfrentar
esse caos. O Presidente da França declarou guerra ao EI e já começou um
ataque maciço sobre ele.
Sabemos que a força só pode ser usada
legitimamente em prol da justiça e da legítima defesa, seja pessoal ou
social. Então, a sociedade tem o direito e o dever de se defender; mas,
nem sempre a pura guerra é solução suficiente. Uma ação conjunta e
coordenada do Ocidente para frear este terrorismo será necessária, mas
não suficiente. É verdade que o campo diplomático oferece poucas
alternativas para se obter a paz junto ao EI, no entanto, a pura guerra
contra ele pode não ser eficaz, tendo em vista a virulência de seu
fanatismo.
Leia também: Estado Islâmico: “Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes e escravizaremos as suas mulheres”
Sabemos, por exemplo, que os países
árabes não fabricam essas armas, munições e bombas usadas pelos
terroristas. Elas são fabricadas no Ocidente, no “mundo civilizado”.
Então, é urgente impor um embargo de qualquer tipo de armamento para o
terrorismo.
E mesmo para uma “guerra justa”, a Igreja
ensina que é preciso observar alguns pontos. O Catecismo impõe algumas
condições para que a “guerra justa” não causa um mal maior ainda:
“É preciso considerar com rigor as
condições estritas de uma legítima defesa pela força militar. A
gravidade de uma tal decisão a submete a condições rigorosas de
legitimidade moral. É preciso ao mesmo tempo:
1- Que o dano infligido pelo agressor à nação ou à comunidade de nações seja durável, grave e certo.
2- Que todos os outros meios de pôr fim a tal dano se tenham revelado impraticáveis ou ineficazes.
3- Que estejam reunidas as condições sérias de êxito.
4- Que o emprego das
armas não acarrete males e desordens mais graves do que o mal a
eliminar. O poderio dos meios modernos de destruição pesa muito na
avaliação desta condição”. (CIC, §2309)
O que diz a Igreja sobre o uso de armas?
Penso que os três primeiros itens, estão
satisfeitos nesse caso do terrorismo do EI, mas é preciso analisar com
cuidado o item 4.
Mais do que tudo é preciso rezar,
implorar a Deus que nos dê a sua paz e nos livre desse perigo. A luta da
Igreja contra o jihadismo fanático vem desde o século VII. O pai de
Carlos Magno, Pepino o Breve, na batalha de Beziers, na França, em 732,
teve de conter pelas armas o avanço deles na Europa, que tinham o
intuito de anular o cristianismo. E Carlos Magno teve de continuar essa
luta. Oitocentos mártires cristãos foram decapitados em Otranto, na
Itália em 1480. Desde a queda de Constantinopla, em 1454, era apenas uma
questão de tempo até que os muçulmanos invadissem a Europa. O sultão
Maomé II havia dito ao Papa Sisto IV que “levaria seu cavalo para comer
alfafa sobre o túmulo de São Pedro”.
O EI é uma organização terrorista que
declarou, em 29 de junho de 2014, um califado em um território entre a
Síria e o Iraque. A meta do Estado Islâmico é estabelecer um califado —
Estado regido pela lei do islã, a sharia –, e governar todos os
muçulmanos. O EI controla poços e refinarias de petróleo, lucrando com o
seu contrabando. Também cobra impostos e obtém dinheiro de resgates.
O grau de coordenação dos ataques em
Paris mostra que eles formam um poder. Enquanto o grupo tiver seu
santuário, continuará atraindo recrutas e se multiplicando.
Cada vez mais fica claro que, se as
potências ocidentais não tomarem uma atitude firme contra o Estado
Islâmico o grupo não dará trégua. E agora chegaram ao Ocidente. Todo
cuidado é pouco. A fé católica repudia radicalmente a violência e o
desrespeito à religião de cada um. Deus é Amor, Paz, Bondade,
Misericórdia.
Fonte: Prof. Felipe Aquino
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