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quinta-feira, 21 de julho de 2011

21 de julho - Santo do dia

São Lourenço de Brindisi
Geralmente, as chamadas "crianças superdotadas", aquelas que demonstram um dom excepcional para alguma especialidade, quando crescem, parecem "perder os poderes" e nivelam-se com as demais pessoas. São poucas as exceções que merecem ser recordadas. Mas, com certeza, uma delas foi Júlio César Russo, que nasceu no dia 22 de julho de 1559, em Brindisi, na Itália.

Seu nome de batismo mostrava, claramente, a ambição dos pais, que esperavam para ele um futuro brilhante, como o do grande general romano. Realmente, anos depois, lá estava ele à frente das forças cristãs lutando contra a invasão dos turcos muçulmanos, que ameaçava chegar ao coração da Europa depois de ter dominado a Hungria. Só que não empunhava uma espada, mas sim uma cruz de madeira. Nessa ocasião, já vestia o hábito franciscano, respondia pelo nome de Lourenço e era o capelão da tropa, além de conselheiro do chefe do exército romano, Filipe Emanuel de Lorena.

Vejamos como tudo aconteceu. Aos seis anos de idade, o então menino Júlio César encantava a todos com o extraordinário dom de memorizar as páginas de livros, em poucos minutos, para depois declamá-las em público. E cresceu assim, brilhante nos estudos. Quando ficou órfão, aos quatorze anos de idade, foi acolhido por um tio, que residia em Veneza. Nessa megalópole, pôde desenvolver muito mais os seus talentos para os estudos.

Mas a religião o atraia de forma irresistível. Dois anos após chegar a Veneza, ele atendeu ao chamado e ingressou na Ordem dos Frades Menores de São Francisco de Assis. Em seguida, juntou-se aos capuchinhos de Verona, onde recebeu a ordenação e assumiu o novo nome, em 1582. Depois, completou sua formação na Universidade de Pádua. Voltou para Veneza em 1586, como professor dos noviços da Ordem, sempre evidenciando os mesmos dotes da infância.

Tornou-se especialista em línguas e sua erudição levou-o a ocupar altos postos em sua Ordem e também a serviço do sumo pontífice. Foi provincial em Toscana, Veneza, Gênova e Suíça e comissário no Tirol e na Baviera, pregando firmemente a ortodoxia católica contra a Reforma Protestante, além de animar as autoridades e o povo na luta contra a dominação dos turcos muçulmanos. Lourenço foi, mesmo, o superior-geral da sua própria Ordem e embaixador do papa Paulo V, com a missão de intermediar príncipes e reis em conflito.

Lourenço de Brindisi morreu no dia do seu aniversário, em 1619, durante sua segunda viagem à Península Ibérica, na cidade de Lisboa, em Portugal. Foi canonizado em 1881 e recebeu o título de doutor da Igreja em 1959, outorgado pelo papa João XXIII. A sua festa é celebrada um dia antes do aniversário de sua morte, dia 21 de julho.

São Lourenço de Brindisi, rogai por nós!

sábado, 23 de maio de 2009

Nova barbárie invade a nossa sociedade


Nova Barbárie invade a nossa Sociedade

As invasões dos bárbaros fustigaram a Europa nos séculos IV e V; ocuparam metade do Império, foram virulentas pelo ódio sanguinário dos vários “Átilas”, e serenaram com a progressiva instalação em terras espoliadas e com a conversão de Clóvis ao Cristianismo.
Historicamente, significaram destruição de vidas, de monumentos históricos, de novas culturas que se enraizavam.
Provocaram medo, revolta, desolação de pessoas e terras, ocupação de cidades habitadas, e destruição impiedosa de campos arroteados e cultivados.
Os bárbaros destruíram, ocuparam, mataram, para se instalarem e dominarem.
O seu objectivo residia na satisfação de interesses concretos, de ordem económica e política. Satisfaziam-se, por momentos, com ofertas graúdas, que os faziam amainar, mas recrudesciam, em ódio e vingança, quando não chegavam logo ao que procuravam. Valia tudo para conseguir o que se
almejava. Todos os meios justificavam os fins.

A nossa sociedade está a ser dominada por nova barbárie.
A palavra é dura, mas com palavras moles vamos sendo submergidos na avalanche dos que, organizadamente, dão mais atenção ao dinheiro e ao poder, do que ao serviço digno e dignificante das pessoas.
Chegou-se, impunemente, à propaganda da devassidão, como se pode ver numa visita breve aos jornais diários conhecidos e vendidos, a alguns programas de televisão, à enxurrada das revistas banais, expostas em profusão em qualquer quiosque da rua.

São ainda frequentes páginas de jornais, nos menos esperados, a enxovalhar o casamento, a denegrir a família, a entrevistar apenas sobre a vida sexual, ao nível do irracional.
Se passarmos às revistas semanais, publicadas com nomes sonantes, e muitas delas ligadas a jornais diários e a estações de televisão, nelas abundam os casamentos em série, os amores traídos, as devassas à vida pessoal.

Tudo cor-de-rosa, mas para muitos com muito sangue oculto. Os heróis deste país estão entre a gente das telenovelas, do teatro, do futebol, dos escândalos diversos, das tendências sexuais, à procura de apoiantes e até mesmo de praticantes. E, para estes casos, não faltam jornalistas de opinião e programadores zelosos; quem sabe se também interessados.

É esta a cultura que se expande e se protege, na qual vai crescendo muita gente nova que já aprendeu, com os mais velhos, a festejar datas com bebedeiras, a gabar-se de experiências sexuais irresponsáveis, a fazer do “serve-te e deita fora” modo de vida, a fugir aos pais e à família, sem medir as consequências dos seus actos.
É a cultura das telenovelas, nacionais e brasileiras, cheias de pessoas simpáticas, a destilarem com arte, do princípio ao fim, o lixo da vida, misturado com odores de convidativos manjares.
É o pluralismo, e '
cada um é livre para fazer o que lhe apetece ou deseja'.

Assim se diz; desde que se deixou de falar de bem comum e de direitos humanos; desde que se menosprezaram e esqueceram valores espirituais e morais; desde que a família perdeu o valor e se considerou mais um peso que um dom; desde que, impunemente, se deixou que os meios de comunicação social se tornassem os grandes mentores sociais e culturais...; (e assim) ruíram as comportas da seriedade e da vergonha, e avançaram os bárbaros, senhores de muitos bens e de muitos amigos, fazendo do dinheiro o seu deus e da amoralidade a sua lei.
O povo só interessa como produtor incauto de riqueza.
Tudo isto pode dar que pensar
; já que o futebol, com festa antecipada, acabou tão ingloriamente (como era de esperar).
Autor: D. António Marcelino
(Bispo Emérito de Aveiro)





(D. António Marcelino)