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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Igreja Universal é condenada pelo STJ a devolver dízimo extorquido de fiel



STJ manda igreja a devolver R$ 74 mil a ex-fiel

Igreja Universal terá de devolver mais de R$ 74 mil de doações feitas por fiel  A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) terá de devolver a uma ex-fiel mais de R$ 74 mil, em valores de 2004 a serem corrigidos. A igreja não conseguiu fazer com que seu caso fosse reavaliado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF).

A fiel trabalhava como contadora. Em 2003, recebeu uma grande quantia em pagamento de um trabalho. Um pastor da IURD a teria então pressionado para que fizesse um sacrifício “em favor de Deus”. A insistência do pastor incluía ligações e visitas à sua residência.

Segundo alegou, estava em processo de separação judicial, atordoada e frágil. Diante da pressão, teria feito a doação de mais de R$ 74 mil, em duas parcelas. Depois disso, o pastor teria sumido da igreja, sem dar satisfações. A IURD afirmava não saber do ocorrido nem ter como ajudá-la. Em 2010, a contadora ingressou com ação para declarar nula a doação.  Ela alegou que, após a doação, passou a sofrer de depressão, perdeu o emprego e ficou em crescente miséria. Testemunhas apontaram que chegou a passar fome, por falta de dinheiro.

Ato de fé
Para a IURD, atos de doação como esse estão apoiados na liturgia da igreja, baseada em tradição bíblica. Disse que a Bíblia prevê oferendas a Deus, em inúmeras passagens.  A defesa da IURD destacou a história da viúva pobre, em que a Bíblia afirmaria ser muito mais significativo o ato de fé de quem faz uma doação tirando do próprio sustento.

Assim, a doação da contadora não poderia ser desvinculada do contexto religioso. A IURD apontou ainda a impossibilidade de interferência estatal na liberdade de crença, sustentando que o estado não poderia criar embaraços ao culto religioso. Além disso, a fiel teria capacidade de reflexão e discernimento suficiente para avaliar as vantagens de frequentar a igreja e fazer doações.

Subsistência
Para o TJDF, as doações comprometeram o sustento da ex-fiel. Entendeu que o ato violava o artigo 548 do Código Civil, que afirma ser nula a doação de todos os bens sem reserva de parte ou de renda suficiente para a subsistência do doador.

O TJDF apontou ainda que o negócio jurídico nulo não pode ser confirmado nem convalesce com o decurso do tempo. Por isso, não se fala em decadência no caso.  O tribunal também afastou a análise do caso sob o ponto de vista do vício de consentimento, já que se discutia a questão da doação universal de bens.

Declínio
Sob essa perspectiva, as testemunhas apontaram que o padrão de vida da contadora foi progressivamente reduzido diante das campanhas de doação. A insistência do pastor teria impedido que ela realizasse seus planos de investimento do dinheiro recebido, entre eles a aquisição de um imóvel.

Além disso, o TJDF entendeu que, sendo profissional autônoma, ela não poderia contar com remuneração regular, e o valor doado constituiria reserva capaz de ser consumida ao longo de anos na sua manutenção.  “Dos autos se extrai um declínio completo da condição da autora, a partir das doações que realizou em favor da ré, com destaque para a última, que a conduziu à derrocada, haja vista que da condição de profissional produtiva, possuidora de renda e bens, passou ao estado de desempregada, endividada e destituída da propriedade de bem imóvel”, afirma a decisão do TJDF.

O tribunal observou ainda que “todo o quadro de ruína econômica em que se inseriu abalou seu estado de ânimo, havendo, ao que consta, até mesmo sido afetada por depressão, que mais ainda dificultou a reconstrução de sua vida”.

Revisão de provas
No STJ, a IURD pretendia demonstrar que o ato da contadora não constituía doação universal, já que ela havia mantido um imóvel, carro e parte da renda obtida com o trabalho.  Mas, para o ministro Sidnei Beneti, a análise da pretensão recursal da Igreja Universal exigiria o reexame de provas do processo, o que é vedado em recurso especial. Por isso, o relator negou provimento ao agravo da igreja, o que mantém a decisão do TJDF.

Fonte: Site do STJ

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sou a favor do aborto”: Ariovaldo Ramos, IPB de Fortaleza e o “bebê” da apostasia



Quando o PT começou a exigir aborto e homossexualismo, Feliciano mostrou sua forte postura cristã contrária. Ele pôs o oportunismo de lado e permaneceu fiel às convicções cristãs contra o aborto e o homossexualismo. Em contraste, Ari nunca pôs de lado sua fidelidade ideológica quando o PT fazia tais exigências. Ele nem mesmo bocejava. Mas prontamente exigiu a renúncia de Feliciano.
Olhar para um bebê inocente é a coisa mais prazerosa do mundo. Você o pega, com todo o cuidado e carinho, para não deixá-lo cair. Jogar essa preciosidade no lixo? Nem pensar! Não vamos fazer como o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que apaixonadamente apoia o aborto de bebês pobres, que não poderão se tornar gordos dizimistas na igreja dele.

Aborto propositado de bebês humanos é assassinato de inocentes, aos olhos de Deus. Esse tipo de aborto não apoio, jamais.
Mas o que dizer, alegoricamente, do bebê da apostasia? Ele é trazido dentro da igreja, com roupinhas lindas e muitos se apaixonam. Logo, está engatinhando no meio da congregação e no púlpito, se aconchegando no colo do pastor. Quando cresce, é tarde demais para acordar e reagir.
Esse “bebê” chegou tempos atrás à Igreja Presbiteriana de Fortaleza, pertencente à Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Se tivesse chegado com roupinhas descaradas da IURD, a liderança presbiteriana prontamente enxotaria o “bebê” herético. Mas ele veio embrulhado no pacote certo: o apresentador é líder da Comunidade Cristã Reformada e seu foco na Igreja Presbiteriana de Fortaleza foi falar das necessidades das crianças pobres.
Ariovaldo Ramos: o “reformado” esquerdista
Muitos presbiterianos, que se classificam como calvinistas ou reformados, são muito exclusivistas. Apresentar-se como neopentecostal é, na maioria das vezes, é um jeito garantido de ter portas fechadas. Mas apresentar-se como “reformado” é a chave de ouro que abre muitas portas entre eles. O apresentador “reformado” foi Ariovaldo Ramos, que tem conhecido histórico esquerdista, inclusive com ligação com o Movimento Evangélico Progressista, denunciado recentemente pela ex-integrante Maya Felix como o “braço evangélico do PT.” O discurso açucarado de defesa de crianças pobres é suficiente para que Ari, como ele é chamado, tenha acesso ao púlpito e ovelhas das igrejas reformadas, calvinistas e presbiterianas. Usar crianças necessitadas como plataforma da ideologia socialista é meramente um golpe — não muito diferente da enganação que os pedófilos usam para alcançar seus objetivos. O estuprador não chega até as crianças dizendo que vai violentá-las. Ele lhes oferece doces para enganar. Os estupros vêm depois. De forma semelhante, o evangélico esquerdista não prega que está vindo com heresia. Ele apresenta uma plataforma de caridade, especialmente de ajuda às crianças pobres, para enganar. Os estupros espirituais, psicológicos e ideológicos vêm depois.
A presença de Ari na IPB de Fortaleza foi denunciada a mim pelos membros, que ficaram chocados que um dos maiores líderes da Teologia da Missão Integral tivesse conquistado espaço para falar com autoridade na igreja deles. Eles me informaram que, graças ao meu livro “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade” (disponível neste link: http://bit.ly/11zFSqq), eles puderam estar de sobreaviso sobre Ari e seu ensino.
Por baixo do discurso pró-criança de Ari há a ideologia marxista. Ari se diz contra a violência — mas louvou Hugo Chávez, promotor da ideologia comunista, que assassinou mais de 100 milhões de pessoas no mundo inteiro. Ari diz que defende as crianças — mas sempre apoiou o PT, cuja plataforma política adota oficialmente a legalização do aborto, a maior violência contra as crianças. Aliás, de acordo com o jornalista Edson Camargo, Ari também favorece o aborto. Quando toda a mídia esquerdista atacou o Pr. Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Ari ajudou a liderar um movimento evangélico esquerdista que fez coro com os esquerdistas seculares que queriam a cabeça de Feliciano.
Como Ari, Feliciano também apoiou o PT na eleição presidencial, mais por oportunismo e ignorância do que por ideologia. Mas quando o PT começou a exigir aborto e homossexualismo, Feliciano mostrou sua forte postura cristã contrária. Ele pôs o oportunismo de lado e permaneceu fiel às convicções cristãs contra o aborto e o homossexualismo. Em contraste, Ari nunca pôs de lado sua fidelidade ideológica quando o PT fazia tais exigências. Ele nem mesmo bocejava. Mas prontamente exigiu a renúncia de Feliciano. Para Ari & Cia, a oposição de Feliciano ao aborto e ao homossexualismo é mais ameaçadora do que as exigências pró-aborto e pró-homossexualismo do PT?
Se até os televangelistas pentecostais e neopentecostais sacrificam seu oportunismo quando o monstro socialista exige o sangue das crianças em gestação, por que protestantes reformados como Ari não conseguem sacrificar sua Teologia da Missão Integral que é amante da ideologia marxista? A denúncia que me chegou foi que o evento de Ari na IPB de Fortaleza focou muito, em nome da Visão Mundial, na doação de dinheiro “para ajudar as crianças necessitadas.” Foi um ato quase que não muito diferente do que a IURD faz, pressionando os membros para dar para Deus, quando na verdade o dinheiro engorda a fortuna do bispo pró-aborto.
Na IPB de Fortaleza, o desafio foi “dar para as crianças,” mas em nome da Visão Mundial. E para onde vai de fato tal fortuna? Anos atrás, a Visão Mundial, conforme denuncia meu livro, financiou um importante congresso de líderes da Teologia da Missão Integral no Brasil. De acordo com minha fonte presbiteriana, no evento na IPB de Fortaleza foi louvada a atuação política de Ferrúcio Feitosa, um presbiteriano que é um político influente do Partido Socialista Brasileiro no Ceará.
Este artigo só foi possível porque um membro da IPB de Fortaleza procurou meu endereço eletrônico para pedir ajuda. Ele disse: “Escrevi essa mensagem para que você use, se quiser, qualquer informação que for útil no seu blog para desmascarar essa gente que usa o Evangelho com fins políticos. Eles usam argumentos justos como a caridade com os necessitados, para conseguir apoio e se tornarem conhecidos nacionalmente para defender as ideias que nós já conhecemos. A caridade é uma obrigação do cristão para com os desfavorecidos, mas não aceito fazer caridade através de organizações esquerdistas.”
Sinto-me constrangido que os membros da IPB tenham de recorrer a mim, e não a um de seus líderes, sobre a infiltração em suas congregações de marxistas mascarados de protestantes “reformados.” Seus pastores, se estivessem com o juízo no lugar, saberiam que sua obrigação é enxotar de seus púlpitos o “bebê” da Teologia da Missão Integral. Eu recomendaria abortar esse “bebê,” que ainda nem cresceu, mas já mostra seus frutos podres.
Apostasia de grandes igrejas “reformadas” no Primeiro Mundo
Não é preciso ser profeta para ver longe onde isso vai dar. As grandes denominações protestantes do mundo estão embarcando na apostasia homossexual. Denunciei que o arcebispo anglicano Desmond Tutu ameaçou ir para o inferno se Deus não parar de condenar o homossexualismo. Mas a Igreja Anglicana, que já tem há anos um bispo homossexual que é conselheiro oficial do presidente Barack Obama, não é a única grande denominação protestante a abraçar a apostasia homossexual. A PCUSA, que é a maior denominação presbiteriana dos EUA, já ordena pastores gays.
A maior denominação presbiteriana da Escócia, que sempre foi referência e modelo internacional entre os presbiterianos, foi apoiada pelo apóstata Desmond Tutu em sua decisão de ordenar homossexuais praticantes como pastores. Em inédita maturidade herética, os líderes denominacionais da Igreja Presbiteriana da Escócia lançaram documento oficial que diz que os judeus não têm nenhum direito à Terra Prometida. Daqui a pouco, vão dizer que Deus e seus anjos também não têm nenhum direito de habitar o Céu!
Entre eles, o “bebê” cresceu e já não pode ser mais abortado.
Mas dá para abortar esse “bebê” em muitas igrejas no Brasil. Estou fazendo a minha parte, defendendo com todas as minhas forças esse tipo de aborto. No que se refere ao “bebê” da Teologia da Missão Integral, sou “pró-aborto.” Se não abortarmos hoje a apostasia esquerdista e homossexualista do nosso meio, essa apostasia vai abortar casamentos, a sã doutrina e as crianças. Precisamos reagir sem demora. A Igreja Anglicana, que foi uma das primeiras denominações protestantes a ordenar pastores e bispos gays, foi também, quase um século atrás, a primeira denominação protestante a legalizar o uso da contracepção, que essencialmente representa a rejeição de crianças, que são bênçãos de Deus. Hoje, quase todas as igrejas evangélicas seguem a apostasia anglicana da contracepção (http://bit.ly/13NJgOA). Por quanto tempo então essas igrejas conseguirão evitar embarcar na apostasia homossexual dos anglicanos? A IPB tem um imenso reservatório teológico. Mas se não conseguir colocá-lo em prática nas questões essenciais que estão afetando diretamente a sociedade, a igreja e seus membros — do jeito que Silas Malafaia e Marco Feliciano fazem —, acabarão embalando um “bebê” que Malafaia, Feliciano e eu não teríamos dificuldade de abortar.
Niterói: grande reduto “reformado” esquerdista
A IPB de Fortaleza precisa ganhar a conscientização que alguns de seus membros já têm. E Niterói, que é um importante centro de influência reformada e calvinista, precisa de igual conscientização, para que Ariovaldo Ramos não consiga transitar, com seu infame “bebê,” tão livremente ali. Nas igrejas reformadas de Niterói, criticar a Teologia da Missão Integral ou Ari é “pecado” quase tão grave quanto blasfemar contra o Espírito Santo!
Outro grande incriticável é Robinson Cavalcanti, fundador do Movimento Evangélico Progressista, considerado por Ari como um “profeta,” que passou toda a sua vida ministerial semeando o marxismo nas igrejas e, no final da vida, foi assassinado pelo próprio filho. Criticar Cavalcanti ou Ari em Niterói é “pecado” tão grave quanto atacar um dos santos profetas do passado. Niterói já foi sede das atividades de Caio Fábio, nos tempos em que ele era o mais importante reverendo da IPB e o mais importante calvinista do Brasil. Mas ele nunca foi repreendido, nem em Niterói nem pela IPB, por criar em seu meio o “bebê” da Teologia da Missão Integral. Antes de sua queda por escândalos sexuais e financeiros, Deus já estava enviando “profetas” para alertá-lo de sua queda espiritual, mas ele mantinha fechadas as portas de seu ministério e de sua vida para alertas proféticos.
As igrejas reformadas de Niterói que estavam abertas para o Caio Fábio da Teologia da Missão Integral estão hoje abertas para o Ari dessa mesma teologia. Essas mesmas igrejas não teriam dificuldade de fechar suas portas e púlpitos para Macedo e seu baalismo pró-aborto. Mas por que com Ari é diferente? Apoiar Hugo Chávez como ele fez não é gravíssimo? O que conta na balança é ele ser líder da Comunidade Cristã Reformada? E se Macedo fosse fundador de uma Igreja Reformada Universal do Reino de Deus? Aí a história mudaria e as portas e púlpitos se abririam?
Rev. Marcos Amaral: mau exemplo “reformado” no Rio de Janeiro
Eu gostaria muito, então, que o Rev. Marcos Amaral, que também é fã de Hugo Chávez, se apresentasse como líder da IURD. Só assim sua punição e exclusão seriam sumárias e irrevogáveis. Por enquanto, como líder da IPB, ele tem, como Ari, levado seu “bebê” nas congregações da IPB do Rio sem enfrentar portas e púlpitos fechados. No meio pentecostal e neopentecostal, Macedo e sua apostasia abortista estão isolados. A ideia pró-aborto dele é abortada logo que tenta entrar em outras igrejas. Que esse exemplo inspire os protestantes reformados a isolarem Ari e outros promotores reformados da Teologia da Missão Integral. Quer entre igrejas pentecostais, neopentecostais ou reformadas, o “bebê” da apostasia esquerdista precisa ser isolado e abortado. Precisamos urgentemente assumir uma postura radicalmente “pró-aborto” diante do avanço da Teologia da Missão Integral, não só na IPB, mas também em todas as igrejas do Brasil.


 www.juliosevero.com

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Governo da Angola suspende atividades da Igreja Universal



Medida ocorreu por conta de incidente que deixou 13 mortos
Suspensão será por 60 dias
O governo da Angola suspendeu por 60 dias as atividades da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) no país e a responsabilizou pelo incidente ocorrido em 31 de dezembro do ano passado, em um evento no estádio Cidadela Desportiva, que deixou 13 mortos. De acordo com a agência estatal Angop, a decisão foi tomada no último sábado.
Entre os mortos, estão três crianças. Outras 120 pessoas ficaram feridas. O incidente ocorreu quando os fiéis tentavam entrar no estádio, onde acontecia a "Vigília da virada – Dia do Fim". Uma Comissão de Inquérito foi criada para apurar as causas da confusão e, segundo a Angop, constatou-se que o incidente ocorreu por conta da superlotação no interior e exterior do Estádio da Cidadela. A Igreja Universal teria recebido indicações da direção do Complexo da Cidadela de que o estádio comportava 30 mil pessoas e, ainda assim, acolheu no evento um total de 152.600 fiéis.

Segundo nota dos Órgãos Auxiliares do Presidente da República, “perante a gravidade dos fatos que resultaram lamentavelmente a perda de vidas humanas o Executivo decidiu que a matéria dos autos seja remetida à Procuradoria-Geral da República para o aprofundamento das investigações e a consequente responsabilização civil e criminal”.

O inquérito constatou também que um cartaz publicitário sobre a vigília informava que o evento teria início às 20h, mas que por volta das 18h, os espaços reservados para os fiéis estavam lotados. A organização teria ordenado o encerramento de todos os portões, com exceção do portão VIP e do portão de número seis. Sindicância instaurada pela presidência da República de Angola constatou que para, ordenar a entrada dos fiéis por meio de uma fila, a organização abriu parcialmente o portão de número seis. Por volta das 18h30m, as pessoas começaram a ouvir cânticos e aclamações no interior do estádio e pensaram que o evento teria sido iniciado, começando a forçar a entrada. “Devido a pressão exercida sobre o referido portão os membros da segurança da Igreja que se encontravam do lado interior não resistiram ao fluxo imediato, verificando-se a queda dos fiéis em cadeia, agravada pelo declive do túnel de acesso, pela falta de iluminação e pelo pavimento escorregadio em virtude do derramamento da designada “água consagrada” que estava a ser distribuída aos crentes”, diz a nota da presidência.

Mais igrejas com as atividades suspensas
Por conta do episódio, a nota dos Órgãos de Auxiliares da Presidência da República orienta ainda que as Igrejas Mundial do Poder de Deus, Mundial do Reino de Deus, Mundial Internacional, Mundial da Promessa de Deus, Mundial Renovada e Igreja Evangélica Pentecostal Nova Jerusalém também suspendam suas atividades. Estas igrejas não são reconhecidas pelo Estado angolano, mas realizam cultos religiosos.

A suspensão, segundo a agência, deve vigorar enquanto durarem as investigações da Procuradoria-Geral da República. Procurada, a Igreja Universal informou que vai se pronunciar na tarde desta terça-feira.

Fonte: O Globo

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Estados Unidos investigam Universal por remessa ilegal de dinheiro

A Igreja Universal do Reino de Deus é alvo de investigação da justiça americana. De acordo com reportagem da Folha, a suspeita é que a instituição teria praticado crime de lavagem de dinheiro e conspiração, o equivalente a formação de quadrilha segundo a lei brasileira.

Dois doleiros brasileiros teriam denunciado o esquema durante depoimento a promotores americanos. Segundo o jornal eles afirmaram ter remetido ilegalmente R$ 420 milhões do Brasil para Nova York entre 1995 e 2001, cerca de R$ 5 milhões por mês.

A Igreja Universal do Reino de Deus é investigada nos EUA sob suspeita de ter praticado os crimes de lavagem de dinheiro e conspiração, similar ao que o Código Penal brasileiro chama de formação de quadrilha, informa reportagem de Mario Cesar Carvalho, publicada nesta terça-feira pela Folha

Dois doleiros brasileiros disseram a promotores americanos, em acordo de delação premiada, ter remetido ilegalmente o equivalente a R$ 420 milhões do Brasil para Nova York, no período entre 1995 e 2001. As remessas eram na razão de R$ 5 milhões por mês, segundo a dupla. Os investigadores americanos tentam descobrir o que a Universal teria feito com esses recursos nos EUA. A apuração é feita em caráter sigiloso e tem entre os seus alvos o bispo Edir Macedo e a tesoureira da igreja em Nova York, Regina da Silva.

OUTRO LADO

O advogado criminalista da Universal Antônio Sérgio de Moraes Pitombo diz que não pode se manifestar sobre a investigação da Promotoria de Nova York porque se trata de um caso de cooperação internacional entre Brasil e EUA, cujas informações são confidenciais. Ele confirma, porém, que a apuração existe.

Moraes Pitombo aceitou falar genericamente sobre as suspeitas que recaem sobre a igreja. Segundo ele, é preciso relativizar a palavra dos doleiros que estão colaborando com as investigações nos EUA e no Brasil. "Não posso me manifestar sobre o mérito do processo, mas é preciso tomar muito cuidado com a palavra de colaboradores que cometeram crimes e estão tentando reduzir suas penas", afirma.

A suspeita de remessa ilegal é incompatível com os padrões de administração da Universal, na visão dele. "Pelos cuidados fiscais e contábeis da igreja, a remessa [de dólares por doleiros] seria completamente inviável". Ainda segundo ele, o volume de remessas citado pelos doleiros não faz o menor sentido. "Remessas na proporção de R$ 5 milhões por mês são inverossímeis", afirma.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Igreja Universal comete mais fraudes nos EUA

Mais fraudes praticadas pela Igreja Universal, desta vez desviando dinheiro de fiéis
Logo que ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, ao lado de mais nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus, como responsável por um esquema de desvio de dinheiro de fiéis para enriquecimento pessoal e compra de empresas, o bispo Edir Macedo disse ser vítima de perseguição. Se quiser manter a mesma linha de defesa, terá de alegar agora que é vítima de um complô internacional. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou na semana passada que investigará o bispo Macedo e os nove acusados por suspeita de estelionato, desvio de recursos e lavagem de dinheiro em território americano. O motivo, segundo as denúncias, é que eles teriam usado, para lavar o dinheiro dos fiéis, pelo menos 15 contas abertas em bancos nos Estados Unidos, nas cidades de Miami, Nova York e Farmville. 

A investigação será comandada por promotores de Nova York, chefiados por Adam Kaufmann, um nome conhecido na apuração de delitos cometidos por brasileiros em território americano. Foi Kaufmann quem investigou o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) por desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro. A Justiça americana decretou a prisão de Maluf, e hoje ele é considerado fugitivo no país. No caso da Universal, o primeiro passo dos promotores será quebrar o sigilo das contas bancárias ligadas à Universal. Serão analisadas as movimentações financeiras de cinco empresas, entre elas a Rede Record de Televisão, que tem escritório também em Nova York. O bispo Macedo, que declara legalmente morar nos Estados Unidos, pode ser convocado a depor. 

A participação americana é um pedido dos promotores paulistas, com base no acordo de cooperação internacional entre os dois países. Documentos enviados aos americanos descrevem a engenharia financeira que permitia o desvio ilegal do dinheiro. Segundo a legislação, o dinheiro doado às igrejas por fiéis só pode ser usado na manutenção de suas atividades ou em obras sociais. As denúncias revelam, porém, que as doações feitas de boa-fé tiveram destino diferente. 

Os investigadores vão quebrar o sigilo das contas
de empresas e pessoas ligadas à Universal


Segundo a investigação, os bispos e os pastores arrecadavam doações, a maior parte em dinheiro vivo. Dados da Receita Federal anexados ao processo somam pelo menos R$ 1,4 bilhão por ano, doados pelos fiéis da Universal. Parte desse dinheiro era, de acordo com as denúncias, destinada a empresas de fachada ligadas à Universal no Brasil e depois enviada a duas empresas ligadas ao grupo, sediadas em paraísos fiscais: Cableinvest e Investholding. Ambas movimentaram valores em contas de bancos nos Estados Unidos. A lavagem se completava, dizem as investigações, quando as duas empresas traziam o dinheiro de volta ao Brasil na forma de empréstimos de fachada, para que integrantes da Universal comprassem bens particulares ou investissem em empresas, como redes de rádio ou TV. 

A investigação ganhou consistência com a descoberta de que uma casa de câmbio e corretora paulista, a Diskline, suspeita de participar de um esquema de remessas ilegais ao exterior, tinha entre seus clientes a Igreja Universal. A Diskline abastecia contas de brasileiros lá fora por meio de um sistema que escapava da fiscalização do Banco Central, conhecido como dólar-cabo. Os promotores paulistas e os investigadores federais analisam agora documentos relativos a essas transferências para reunir novas provas da lavagem de dinheiro pelos bispos da Universal. 

Os documentos apreendidos na Diskline, produto de investigações da PF e da CPI do Banestado, ficaram quatro anos na Assessoria de Análise e Pesquisa da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Na sede da empresa, foi apreendida uma tabela que descreve 24 remessas feitas entre agosto de 1995 e fevereiro de 1996, no total de R$ 7,5 milhões (ou R$ 17,9 milhões, em valores atualizados). Segundo os registros, duas pessoas eram as responsáveis por levar o dinheiro da Universal para os doleiros. Elas eram identificadas pelos codinomes Ildinha/Fé e Fifo. 

De acordo com uma das testemunhas do Ministério Público ouvida por ÉPOCA, o nome verdadeiro de Ildinha é Izilda Santa Fé. Ela é mulher de um ex-pastor da Universal. Izilda, segundo a testemunha, era quem levava o dinheiro dos fiéis às empresas do grupo e aos doleiros. “Ela era pessoa de confiança da Alba”, diz a testemunha. “A Alba decidia para onde ia o dinheiro, e a Izilda carregava a mala.” Alba Maria Silva Costa está entre os dez denunciados pelo MP de São Paulo por supostos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ela estaria à frente da área financeira do grupo. 

Os investigadores procuram agora a outra encarregada de transportar o dinheiro dos fiéis, uma ex-pastora da Universal que mora no Rio de Janeiro e hoje comanda outra igreja evangélica. Segundo testemunhas, ela também era encarregada de levar o dinheiro a doleiros e empresas ligadas ao grupo. ÉPOCA procurou os advogados da Universal para ouvi-los a respeito das denúncias, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.