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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Nossa Senhora do Carmo: “Senhora do Escapulário”


 Vale a pena vivenciar a devoção à Virgem do Carmo e ao seu Santo Escapulário, pois na hora que mais precisar ela estará presente com seu poderoso e precioso manto.

Escrever sobre a presença de Maria em nossas vidas, em especial Nossa Senhora do Carmo, enaltecendo suas virtudes e mostrando suas graças, me faz questionar: será que os devotos da Virgem do Carmo realmente conhecem sua história, suas promessas e sua verdadeira devoção?
 Por que Maria entregou o Escapulário?
Por exemplo: Você sabe como surgiu essa devoção? Sabe quem teve a visão de Maria? Por que Maria entregou o Escapulário? Qual é o verdadeiro sentido em usar o Escapulário?

É, portanto, a partir destes questionamentos e constatações que proponho esta reflexão, a fim de resgatar a verdadeira história e devoção da Virgem do Carmo. Porém, mais do que o valor histórico da visão que São Simão Stock teve, é importante ressaltar a aceitação da Igreja e a aprovação da devoção do Escapulário, como um incentivo para uma vida cristã autêntica, onde sua essência continua sendo o seguimento do Mestre Jesus Cristo.

Aqui, creio eu, vale um pensamento de Leonardo da Vinci que nos alerta: "Quanto mais conhecemos, mais amamos". Portanto, é isto que quero e pretendo estimular de modo especial: conhecer e compreender melhor a história da Virgem do Carmo para melhor amá-la e melhor venerá-la.

A devoção e história de Nossa Senhora do Carmo remonta inevitavelmente ao Monte Carmelo, onde o grande Profeta Elias viveu na solidão, como ermitão, em torno do ano de 850 a.C. Mas era um homem de Deus, pois deixava que o Senhor fizesse parte de sua vida. Desta forma, ele se colocava atento aos apelos de Deus. Era no Deus Único e Verdadeiro que o Profeta tirava forças e coragem para defender o seu povo.

No seu tempo, Elias enfrenta o rei Acab, anunciando a praga da seca e caminha para o deserto. Ali é alimentado por Deus com pão e carne (1Rs 17,4-6). Desta forma, Elias refaz a caminhada do povo, revivendo a história do passado e despertando na origem da fé o caminho do reencontro com Javé. O Profeta Elias foi um grande testemunho da presença de Deus naquele tempo (1Rs 17,1;18,15). Diante do povo, ele era um homem de Deus, que falava em nome de Javé (1Rs 17,24). Sempre se retirava na solidão (1Rs 17,3;19,3-8), seu alimento era o que a natureza oferecia (1Rs 17,4) e partilhava com os pobres destes alimentos (1Rs 17,15).

Após algum tempo, seguindo as ordens do Senhor, Elias se apresenta ao rei Acab e enfrenta a Rainha Jezabel, esposa do rei, que tinha interesses em desviar o povo de um Deus, único e verdadeiro, para adorar um falso deus chamado Baal. Ela mesma havia criado um grupo de falsos profetas que deveriam divulgar esta devoção ao deus Baal. Profeta Elias, diante de tal situação, revoltou-se e colocou-se para um grande desafio. Pediu que todo o povo de Israel fosse avisado e que se reunisse no Monte Carmelo. Ele estava sozinho diante de quatrocentos e cinquenta profetas de Baal; e assim, Elias enfrentou estes profetas sem medo algum e, diante do povo, provou que o Deus verdadeiro estava ao seu lado. Inspirados na coragem e no testemunho do profeta, o povo se rebelou contra os profetas e seu falso deus. A partir de então, foram crescendo grupos de profetas que viviam em comunidades. (1Rs 19,19-21), (2Rs 2,1-15)

Tempos depois, também inspirados pelos testemunhos de Elias e em seu modo de viver através da oração e do silêncio, um grupo de homens, vindo de várias partes da Europa, chegou ao Monte Carmelo procurando entregar suas vidas a Nosso Senhor Jesus Cristo. Entre 1206 e 1214, Santo Alberto redigiu uma regra para estes eremitas. A Regra da Ordem do Carmo foi aprovada definitivamente pelo Papa Inocêncio IV, em 1247.

Segundo a História, quando esta Ordem atravessou uma forte crise, seus discípulos foram expulsos, tendo então que se adaptar à realidade da Europa, e foi lá que ocorreu o grande milagre e a maravilhosa intervenção da Nossa Senhora, depois chamada Nossa Senhora do Carmo. Na Europa, os Carmelitas sofreram muito a ponto de se extinguir e foi neste momento que Nossa Senhora apareceu ao Superior Geral dos Carmelitas, chamado Simão Stock, na noite de 16 de julho de 1251, prometendo ajudar a Ordem e dando a ele o Escapulário, como sinal de aliança e proteção

Existem outros elementos importantes desta aparição, porém, meditemos sobre isto: Maria ou como também podemos chamá-la “Senhora do Escapulário”, apareceu num momento de extrema provação, dificuldade e porque não dizer num momento de “vida ou morte”.

Observe que você pode, sem medo, ter confiança e certeza nesta devoção, amor e fervor pela Virgem do Escapulário, pois desde o início ela se mostrou solidária e compassiva aos momentos extremados de dificuldade, sofrimento e provação.

Portanto, a partir deste fato histórico que muitas vezes passa despercebido, você pode tirar uma grande lição e uma inabalável certeza: Vale a pena vivenciar a devoção à Virgem do Carmo e ao seu Santo Escapulário, pois na hora que mais precisar, como aconteceu aos carmelitas, ela estará lá presente com seu poderoso e precioso manto.

Vários Papas promoveram o uso do Escapulário e Pio XII chegou a escrever: "Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – Escapulário não é 'carta-branca' para pecar; é uma 'lembrança' para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte".

Escapulário é a expressão de um manto que cai sobre os ombros, pois a palavra Escapulário vem do latim “scapulae” que tem como significado “ombros”. Ele pode ser confeccionado com materiais diferentes, mas o princípio é sempre o mesmo: um cordão longo ligando duas imagens: uma do Sagrado Coração de Jesus e outra de Nossa Senhora do Carmo, ou Virgem do Carmelo, como também é conhecida, com o Menino Jesus no colo.

Porém, para os cristãos, não deve importar o material do qual esse sacramental é feito, mas sim, o significado que tem ao se colocar sobre os ombros. Ele é a aceitação de um compromisso, um pacto velado que você assumiu: você cuida de sua fé e devoção e a Santa o cuida e protege.

Autor: Pe. Luiz Alberto Kleina
Reitor do Santuário Nossa Senhora do CarmoCuritiba/PR

Fonte: A 12



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

19 de dezembro - Santo do dia

Santo Urbano V

O Papa Urbano V assumiu o cargo em 1362, numa época em que a Europa sofria agitações sociais muito intensas. Numa tentativa de manter o pontífice longe das intrigas e das lutas políticas e revolucionárias, que dominavam Roma, a sede da Igreja fôra transferida para Avignon, na França.

Urbano era monge beneditino e pertencia a uma nobre família francesa. Quando jovem estudou ciências jurídicas e depois lecionou direito em Montpellier e na própria Avignon. Um dia, trocou a laureada toga pelo humilde hábito de monge, chegando a ocupar altos cargos dentro da Ordem beneditina.

Sua biografia é cheia de adjetivos elogiosos: "professor emérito, estudioso de renome, abade de iluminada doutrina e espiritualidade". Por tudo isso foi escolhido pelo Papa Inocêncio IV para desempenhar missões diplomáticas delicadas. Pelo mesmo motivo, quando Inocêncio morreu, foi eleito seu sucessor, mesmo não sendo cardeal.

Seu pontificado durou somente oito anos, mas caracterizou-se, segundo os registros oficiais, pela sábia administração, pelo esforço de renovar os costumes e pela nobreza de intenções. Ele reformou a disciplina eclesiástica e reorganizou a corte pontifícia de maneira que fosse um exemplo de vida cristã, cortando pela raiz muitos abusos. Mas também se preocupava com a instrução do povo. Era o período do humanismo e o ex-professor de direito não mediu esforços para promover as ciências e criar novos centros de estudos. A pedido do rei da Polônia, ergueu e fundou a universidade da Cracóvia e, na universidade de Montpellier, fundou um colégio médico, ajudando pessoalmente estudantes pobres.

No terreno político e militar seu trabalho também foi reconhecido. Organizou uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ameaçavam a Europa. No plano missionário, enviou numerosos grupos de religiosos às regiões européias ainda necessitadas de evangelizadores, como a Bulgária e a Romênia. Além de organizar uma expedição missionária para levar a palavra aos mongóis da longínqua Ásia.

O grande sonho do Papa Urbano V, porém, era levar de volta a sede da Igreja para Roma. Conseguiu isso, em outubro de 1367, sendo recebido com entusiasmada aclamação popular. Foi o primeiro a se estabelecer no palácio ao lado da Basílica de São Pedro, no Vaticano. E, desde então, se tornou a residência oficial dos pontífices. Mas a paz durou pouco. Alguns anos depois Urbano V foi novamente obrigado a deixar Roma, e voltar para Avignon, onde faleceu em 19 de dezembro de 1370.

Santo Urbano V, rogai por nós!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

11 de agosto - Santo do dia

Santa Clara de Assis

Clara nasceu em Assis, no ano 1193, no seio de uma família da nobreza italiana, muito rica, onde possuía de tudo. Porém o que a menina mais queria era seguir os ensinamentos de Francisco de Assis. Aliás, foi Clara a primeira mulher da Igreja a entusiasmar-se com o ideal franciscano. Sua família, entretanto, era contrária à sua resolução de seguir a vida religiosa, mas nada a demoveu do seu propósito.

No dia 18 de março de 1212, aos dezenove anos de idade, fugiu de casa e, humilde, apresentou-se na igreja de Santa Maria dos Anjos, onde era aguardada por Francisco e seus frades. Ele, então, cortou-lhe o cabelo, pediu que vestisse um modesto hábito de lã e pronunciasse os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência.

Depois disso, Clara, a conselho de Francisco, ingressou no Mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas, para ir se familiarizando com a vida em comum. Pouco depois foi para a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde Inês, sua irmã de sangue, juntou-se a ela.

Pouco tempo depois, Francisco levou-as para o humilde Convento de São Damião, destinado à Ordem Segunda Franciscana, das monjas. Em agosto, quando ingressou Pacífica de Guelfúcio, Francisco deu às irmãs sua primeira forma de vida religiosa. Elas, primeiramente, foram chamadas de "Damianitas", depois, como Clara escolheu, de "Damas Pobres", e finalmente, como sempre serão chamadas, de "Clarissas".

Em 1216, sempre orientada por Francisco, Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de abadessa. Mas conseguiu o "privilégio da pobreza" do papa Inocêncio III, mantendo, assim, o carisma franciscano. O testemunho de fé de Clara foi tão grande que sua mãe, Ortolana, e mais uma de suas irmãs, Beatriz, abandonaram seus ricos palácios e foram viver ao seu lado, ingressando também na nova Ordem fundada por ela.

A partir de 1224, Clara adoeceu e, aos poucos, foi definhando. Em 1226, Francisco de Assis morreu e Clara teve visões projetadas na parede da sua pequena cela. Lá, via Francisco e os ritos das solenidades do seu funeral que estavam acontecendo na igreja. Anteriormente, tivera esse mesmo tipo de visão numa noite de Natal, quando viu, projetado, o presépio e pôde assistir ao santo ofício que se desenvolvia na igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas visões, que pareciam filmes projetados numa tela, santa Clara é considerada Padroeira da Televisão e de todos os seus profissionais.

Depois da morte de são Francisco, Clara viveu mais vinte e sete anos, dando continuidade à obra que aprendera e iniciara com ele. Outro feito de Clara ocorreu em 1240, quando, portando nas mãos o Santíssimo Sacramento, defendeu a cidade de Assis do ataque do exercito dos turcos muçulmanos.

No dia 11 de agosto de 1253, algumas horas antes de morrer, Clara recebeu das mãos de um enviado do papa Inocêncio IV a aguardada bula de aprovação canônica, deixando, assim, as sua "irmãs clarissas" asseguradas. Dois anos após sua morte, o papa Alexandre IV proclamou santa Clara de Assis.

Santa Clara de Assis, rogai por nós