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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

ADPF 442 - CNBB convoca a maior das armas contra a legalização do aborto - Gazeta do Povo

Vozes - Marcio Antonio Campos

Dom Bruno Elizeu Versari, bispo de Campo Mourão (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, assina carta pedindo a todos os bispos que convoquem orações pela rejeição da ADPF 442.| Foto: Victória Holzbach/CNBB

A ADPF 442 vem aí. Pode não ser hoje nem amanhã, mas virá logo. Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal e relatora da ação   não pautou a ADPF ano passado para não dar munição aos conservadores no período eleitoral, mas agora é diferente.
 Como em outubro ela chega aos 75 anos e se aposenta compulsoriamente, deve colocar o tema na pauta do plenário da corte antes que ela deixe o STF, para que assim o seu voto fique registrado.

Rosa Weber é um dos três votos certos em favor da ADPF, ao lado de Luís Roberto Barroso (que assume a presidência do Supremo em outubro) e Edson Fachin – o trio já deixou isso claro quando sequestrou o julgamento de um habeas corpus para médicos e funcionários de uma clínica de aborto. Cármen Lúcia provavelmente também será favorável, a julgar pelo teor de uma carta que assinou no início de 2022. Hoje, eu diria que o único voto garantido em defesa do nascituro seria o de André Mendonça, já que Ricardo Lewandowski se aposentou – deixando de lado todo o resto da sua lamentável obra no STF em defesa dos corruptos, temos de admitir que Lewandowski deu muitos bons votos em defesa da vida e da família, e foi um dos dois únicos ministros contrários à liberação do aborto de anencéfalos em 2012.

Um julgamento que parte de um provável 4 a 1 contra a vida já começa bem difícil. 
Por isso a CNBB quer que todo o país se una em oração para que a ADPF 442 seja derrotada no Supremo. 
Nesta terça-feira, uma carta enviada a todos os bispos do Brasil, mas endereçada também às lideranças de Pastoral Familiar e às equipes de liturgia, faz um pedido para as missas deste segundo domingo de agosto, início da Semana Nacional da Família e dia dos pais. A CNBB propõe que, nas orações dos fiéis, após a profissão de fé, que seja incluída uma invocação pela rejeição da ADPF 442; e que, antes da bênção final, seja rezada a Oração do Nascituro.



Aqui, a Oração do Nascituro e a sugestão para a invocação no momento das preces:

"Nós vos louvamos, Senhor Deus da Vida; bendito sejais, porque nos criaste por amor; vossas mãos nos moldaram desde o ventre materno"

Oração do Nascituro

Nós vos louvamos, Senhor Deus da Vida.
Bendito sejais, porque nos criaste por amor.
Vossas mãos nos moldaram desde o ventre materno.
Nós vos agradecemos pelos nossos pais
e todas as pessoas que cuidam da vida
desde o seu início, até o fim.

Em Vós somos, vivemos e existimos.
Abençoai todos que zelam pela vida humana e a promovem.
Abençoai as gestantes e todos os profissionais da saúde.
Dai às pessoas e às famílias o pão de cada dia,
a luz da fé e do amor fraterno.

Nossa Senhora Aparecida,
intercedei por nossos nascituros,
nossas crianças, nossos jovens,
nossos adultos e nossos idosos,
para que tenham vida plena em Jesus,
que ofereceu sua vida em favor de todos.

Amém!


A carta é um pedido, ou seja, não obriga os bispos a nada, mas quero muito acreditar que nenhum dos bispos brasileiros seria capaz de recusar algo tão simples e ao mesmo tempo tão essencial. 

Que neste próximo fim de semana cheguem a Deus as preces de um país inteiro unido em favor da vida humana, porque, como diz a carta, “estamos em uma situação que requer muita atenção e oração”.


“Mas é só isso?”

Espero que nenhum católico tenha feito essa pergunta – se tiver, bem, eu diria que esse leitor ainda precisa aprender uma ou duas coisinhas básicas sobre a sua fé, por exemplo sobre como um convento de freiras de clausura faz muito mais pela Igreja e pelo mundo que uma dúzia de gente bem “zelosa” xingando muito no Instagram.

Mas a resposta é “não, não é ‘só’ isso”. A CNBB já participou das audiências públicas que Rosa Weber convocou para discutir sobre a ADPF. 
Sim, ela foi muito desonesta quando:
-  1. chamou muito mais participantes favoráveis que contrários à legalização e 
- 2. convocou quase que apenas entidades religiosas para defender o nascituro, um truque para deixar subentendido que a posição pró-vida era uma convicção religiosa, e não ético-filosófica, com fundamento científico (aliás, leia nosso magnífico especial repleto de argumentos pelos quais seria absurdo o STF legalizar o aborto). 
Mas nem por isso a CNBB deixaria de aproveitar a chance de fazer sua voz ser ouvida, certo? 
O site da conferência está repleto de manifestações, seja da direção nacional da entidade, seja de regionais, seja de bispos individualmente, contrárias à ADPF 442. Nesta quinta-feira, dia 10, dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da CNBB, participa de um seminário sobre o tema na Câmara dos Deputados. E estou certo de que deve haver outras movimentações de bastidores às quais não temos acesso.

Pior que uma Igreja que não se ajoelha é uma Igreja que não deixa ajoelhar

Falando em xingar muito no Instagram, o leitor provavelmente já viu as imagens, ou ao menos ficou sabendo do caso em que dom Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte, negou a comunhão a uma jovem que quis receber a Eucaristia de joelhos na missa em que ela foi crismada. No início houve uma confusão sobre quando é que isso teria acontecido, mas depois o próprio bispo publicou uma explicação e ficamos sabendo que o episódio ocorreu neste último domingo, dia 6.

    “Na Igreja há espaço para todos”, disse o papa Francisco em Lisboa. Pois que também não se fechem as portas a quem quer demonstrar sua devoção a Jesus Eucarístico da forma que julga mais apropriada e que a Igreja considera legítima

O problema é que a explicação do bispo não para em pé. Se a preocupação do bispo é com a pandemia (que já acabou), medo de pegar ou transmitir Covid, ele nem deveria estar dando a comunhão para ninguém, porque afinal é aquela coisa de mão pega hóstia, mão bota hóstia em outra mão, mão coloca a hóstia na boca... e, se formos nos apoiar mesmo em ciência-ciência-ciência, há motivos bastante razoáveis para supor que a comunhão na boca é mais segura que a comunhão na mão, e eu os expliquei em minha coluna de ciência e fé ainda antes que mandassem fechar tudo aqui no Brasil. Além disso, as normas da Igreja, reiteradas pela CNBB, deixam claro que o fiel tem o direito de escolher como deve receber a Eucaristia. 

A frase “jamais se obrigará algum fiel a adotar a prática da comunhão na mão. Deixar-se-á a liberdade de receber a comunhão na mão ou na boca, em pé ou de joelhos” aparece em seguidas edições do Guia Litúrgico-Pastoral e do Diretório Litúrgico da CNBB.

Outro argumento que dom Joaquim usou foi o da locomoção/rapidez, que também não faz sentido. A pessoa não vai ajoelhada do banco ao presbitério, como quem cumpre promessa na passarela de Aparecida. A jovem seguiu normalmente na fila, e só diante do bispo foi se ajoelhar. O que custaria isso, alguns poucos segundos a mais? Mas missa não é pit-stop de Fórmula 1, pelo contrário: quanto mais pressa, maiores as chances de as coisas saírem erradas. No fim, como se vê no vídeo, a insistência de dom Joaquim atravancou a comunhão dos jovens muito mais do que se ele tivesse simplesmente dado a comunhão à garota: ela teria se levantado imediatamente, voltado para o seu lugar e os demais crismados continuariam recebendo a comunhão sem demora.

Por fim, não podia faltar o “tiraram de contexto”. Dom Joaquim reclamou que “manipularam” o vídeo, que “passaram a divulgar que a ela foi negada a comunhão”, e esclareceu que a jovem recebeu, sim, a Eucaristia, mas das mãos do pároco. Isso, para mim, é mero jogo de palavras. Ela recebeu a comunhão? Recebeu. Mas que dom Joaquim não quis lhe dar a Eucaristia, quando era ele quem estava distribuindo o sacramento aos crismados, é mais que evidente.

No seu Introdução ao Espírito da Liturgia, o então cardeal Joseph Ratzinger foi bastante incisivo ao dizer que
uma fé e uma liturgia que já não estão acostumadas ao ajoelhar-se estão profundamente doentes”.  

Se ele diz isso de quem já não se ajoelha, o que não diria de quem não deixa ajoelhar? Rezemos, então, pela cura dessa doença, para que, como afirma Ratzinger, “onde o ato de se ajoelhar se perdeu, precisa ser redescoberto, de forma que, em nossa oração, permaneçamos em comunhão com os apóstolos e mártires, com todo o cosmos, em união com o próprio Jesus Cristo”.

“Na Igreja há espaço para todos. Para todos”, disse o papa Francisco aos jovens reunidos em Lisboa na semana passada. 
Pois que também não se fechem as portas a jovens como essa garota, submetida a um enorme constrangimento sem a menor necessidade porque quis demonstrar sua devoção a Jesus Eucarístico da forma que ela julgava mais apropriada e que a Igreja considera plenamente legítima. Ajoelhar-se não é extravagância, não é exibicionismo, não atravanca nem atrapalha a celebração; ajoelhar-se é apenas tornar realidade o que São Paulo escreveu na Carta aos Romanos 14,11. Não custa conferir de vez em quando.


Marcio Antonio Campos - Coluna no Gazeta do Povo 

 

sábado, 1 de julho de 2023

A devoção ao Sangue de Cristo e seu significado

“Contemplemos com devoção o sangue de Jesus derramado até a última gota por nós na cruz pela redenção da humanidade.” (São Pio de Pietrelcina)

O mês de julho é dedicado à devoção do preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão dos nossos pecados. São João Batista apresentou Jesus ao mundo dizendo: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Sem o Sangue desse Cordeiro não há salvação”. Em toda a celebração eucarística, de fato, torna-se presente, juntamente com o Corpo de Cristo, o seu precioso Sangue da nova e eterna Aliança, derramado por todos em remissão dos pecados (cf. Mt 26, 27).


O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16,16) pelo Sangue de Cristo.

Em cada Santa Missa a Igreja renova, presentifica, atualiza e eterniza este Sacrifício de Cristo pela Redenção da humanidade. Em média, a cada quatro segundos essa oferta divina sobe ao Céu em todo o mundo. É o Sangue e o Sacrifício do Senhor oferecido ao Pai para satisfazer a Justiça divina ferida por nossos pecados.
Este Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. Na Comunhão podemos ser lavados e inebriados pelo Sangue redentor do Cordeiro sem mancha que veio tirar o pecado de nossa alma. Mas é preciso parar para adorá-lo no Seu Corpo dado a nós. Infelizmente muitos ainda comungam mal, com pressa, sem Ação de Graças, sem permitir que o Sangue Real e divino lave a alma pecadora e doente.

O Catecismo da Igreja ensina que mesmo que o mais santo dos homens tivesse morrido na cruz, seria o seu sacrifício insuficiente para resgatar a humanidade das garras do demônio; era preciso um sacrifício humano, mas de valor infinito. Só Deus poderia oferecer este sacrifício; então, o Verbo divino, dignou-se assumir a nossa natureza humana, para oferecer a Deus um sacrifício de valor infinito. A majestade de Deus é infinita; e foi ofendida pelos pecados dos homens. Logo, só um sacrifício de valor infinito poderia restabelecer a paz entre a humanidade e Deus.

Leia também: O Precioso Sangue de Cristo
Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Cristo
Jorram Sangue e Água (Jo 19, 34s) – EB
A grandeza do Sangue de Cristo

Hoje esse Sangue redentor de Cristo está à nossa disposição de muitas maneiras. Em primeiro lugar pela fé; somos justificados por esse Sangue  ensina São Paulo:  “Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu Sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5, 8-9).

São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus mediante “a aspersão do seu sangue” (1Pe 1, 2). “Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo.” (1Pe 1,19).
 
O Papa João Paulo II disse que: “O sinal do “Sangue derramado”, como expressão da vida doada de modo cruento em testemunho do amor supremo, é um ato da condescendência divina à nossa condição humana. Deus escolheu o sinal do sangue, porque nenhum outro sinal é tão eloquente para indicar o envolvimento total da pessoa”.
O Papa Bento XIV (1740-1748), ordenou a missa e o ofício em honra ao Sangue de Jesus, que foi estendida à Igreja Universal por decreto do Papa Pio IX (1846-1878). São Gaspar de Búfalo propagou fortemente esta devoção, tendo a aprovação da Santa Sé; foi o fundador da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue – CPPS, em 1815. Nasceu em Roma aos 06 de Janeiro de 1786.

O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. “Isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26, 28).

Assim, o Sangue do Senhor nos libertou do pecado, da morte eterna e da escravidão do demônio. São Paulo diz: “Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”  (Rm 5,9). Por seu Sangue Cristo nos reconciliou com Deus: “ por seu intermédio reconciliou consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus” (Cl 1,20).

Com o seu Sangue Cristo nos resgatou, nos comprou, nos fez um povo Seu: “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue”(At 20,29). “Por esse motivo, irmãos, temos ampla confiança de poder entrar no santuário eterno, em virtude do Sangue de Jesus” (Hb 10,19).

Este Sangue redentor está à nossa disposição também no Sacramento da Confissão; pelo ministério da Igreja e dos sacerdotes o Cristo nos perdoa dos pecados e lava a nossa alma com o seu precioso Sangue. Infelizmente muitos católicos ainda não entenderam a profundidade deste Sacramento e fogem dele por falta de fé ou de humildade. O Sangue de Cristo perdoa os nossos pecados na Confissão e cura as nossas enfermidades espirituais e psicológicas.

Este Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus.


“O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? Do  mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor” (1 Cor 10,16-27).

É pelo Sangue de Cristo que os santos e os mártires deram testemunho de sua fé e chegaram ao céu: “Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro” (Ap 7,14).“Estes venceram-no por causa do Sangue do Cordeiro e de seu eloquente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte” (Ap 12, 11).

Assista tambémFomos resgatados pelo sangue de Cristo – 1Pe 1,17ss
É pelo Sangue derramado que Ele venceu e se tornou Rei e Senhor:
“Está vestido com um manto tinto de Sangue, e o seu nome é Verbo de Deus…” (Ap 19,13-16).

O Sangue de Cristo por nós derramado deve nos levar a viver como Ele viveu. Como disse a Carta aos hebreus: “Portanto, irmãos, já que pelo Sangue de Cristo temos uma fundada esperança no acesso ao santuário… atendamos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras… ” (Hb 10, 19.24).

Por estes e tantos outros motivos precisamos cultivar em nós a fé e a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo e colher as inúmeras bênçãos que o Senhor têm para distribuir em nossas vidas.

Retirado do livro: “Você conhece o poder do Sangue de Cristo?”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

 

terça-feira, 27 de junho de 2023

Detalhes simbólicos do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

  Detalhes simbólicos do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Dia 27 de junho nossa Igreja celebra o dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma devoção universal, conhecida e venerada em todos os continentes do mundo, talvez a mais ampla e conhecida devoção de Nossa Senhora, especialmente no Oriente. 

No mundo todo são realizadas as famosas Novenas Perpétuas em honra de Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro.

Pensando nisso, achamos interessante divulgar um artigo do site Gaudium Press e Aleteia que explicará o significado do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

A Mensagem do Quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Aparentemente é um simples quadro de mais uma das inúmeras devoções à Santa Mãe de Deus, mas se nos determos em seus detalhes, veremos que a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é cheia de simbolismos e significados

Medindo 53 por 41,5 centímetros o ícone foi produzido no estilo bizantino em madeira sobre um fundo dourado. Na época em que a obra foi executada, durante o Império Romano, os artistas utilizavam o ouro ou simplesmente sua cor para retratar apenas as grandes personalidades.

Segundo a tradição o quadro foi pintado por um artista até hoje desconhecido que, por sua vez, inspirou-se em uma pintura atribuída a São Lucas. O ícone é rico em detalhes e a cada um deles é atribuído um significado, uma simbologia, uma mensagem.

Eis alguns desses detalhes:

 
1. Abreviação grega de “Mãe de Deus”.
2. O quadro original foi coroado em 1867. O quadro original foi coroado em 1867 em agradecimento dos muitos milagres feitos por Nossa Senhora em seu título preferido “Perpétuo Socorro”.
3. Estrela no véu de Maria, a Estrela que nos guia no mar da vida até o porto da salvação.
4. Abreviatura de “Arcanjo São Miguel” .
5. O Arcanjo São Miguel apresenta a lança com que foi perfurado o lado de Cristo, a vara com a esponja embebida em vinagre oferecida a Cristo na Cruz para que bebesse, e o cálice da amargura.
6. A boca de Nossa Senhora guarda silêncio - A boca de Maria é pequenina, para guardar silêncio, e evitar as palavras inúteis.
7. A túnica é vermelha, cor da realeza e do martírio. -  Túnica vermelha, distintivo das virgens no tempo de Nossa Senhora.
8. O Menino Jesus segura as mãos de Maria, que permanecem abertas como convite a colocarmos ali as nossas próprias mãos, unindo-nos a Jesus; e os dedos de Nossa Senhora apontam para o Filho, mostrando que Ele é o Caminho. As mãos de Jesus apoiadas na mão de Maria, significando que por elas nos vêm todas as graças.
9. Abreviatura de “Arcanjo São Gabriel”.
10. Maria olha diretamente para nós.  Os olhos de Maria, grandes, voltados sempre para nós, a fim de ver todas as nossas necessidades.
11. São Gabriel com a Cruz e os pregos,  instrumentos da morte de Jesus.
12. Abreviatura de Jesus Cristo em grego.
13. Jesus veste roupas da realeza. O halo ornado com uma cruz proclama que Ele é o Cristo.
14. A mão esquerda de Maria sustenta Jesus: a mão do consolo que ela estende a todos os que a procuram nas lutas da vida.
15. A sandália desatada simboliza a humildade de Nosso Senhor Jesus Cristo e a esperança de um pecador que, agarrando-se a Jesus, vai em busca da Sua misericórdia. O Menino levanta o pé para não deixar a sandália cair, visando assim salvar o pecador.
16. O manto azul com forro verde sobre a túnica vermelha também apresenta cores da realeza. Manto azul, emblema das mães naquela época. Maria é a Virgem – Mãe de Deus. Somente a imperatriz podia usar essas combinações de cores na tradição bizantina. O azul, além disso, era ainda o emblema das mães.
17. Por fim, todo o fundo dourado destaca a importância de Maria: é símbolo de poder e nobreza, bem como da glória do Paraíso para onde iremos, levados pelo Perpétuo Socorro da Santíssima Mãe de Deus e Mãe nossa.


Assista também: A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

O fundo do quadro é de ouro, dele esplendem reflexos cambiantes, matizando as roupas e simbolizando a glória do paraíso para onde iremos, levados pelo perpétuo socorro de Maria.

Assustado pela aparição dos dois anjos, mostrando-lhe os instrumentos de sua morte, Jesus corre para os braços de sua Mãe, e com tanta pressa que desamarrou-se o cordão da sandália… Nossa Senhora abriga-o com ternura e o Menino Jesus sente-se seguro nos braços de sua Mãe. O olhar de Nossa Senhora não se dirige ao menino, mas a nós – apelando para os homens evitarem o pecado, causa do susto e da morte de Jesus. As mãos de Jesus estão na mão de Maria para lembrar que Ela é a Medianeira de todas as graças.

Por Emílio Portugal Coutinho
Fontes: Gaudium Press
Aleteia
Transcrito por Blog Catolicismo