Seja bem-vindo! Este Blog se propõe a divulgar o catolicismo segundo a Igreja Católica Apostólica Romana. Os editores do Blog, não estão autorizados a falar em nome da Igreja, não são Sacerdotes e nem donos da verdade. Buscam apenas ser humildes e anônimos missionários na Internet. É também um espaço para postagem de orações, comentários, opiniões. Defendemos a Igreja conservadora. Acreditamos em DEUS e entregamo-nos nos braços de MARIA. Que DEUS nos ilumine e proteja. AMÉM
segunda-feira, 2 de outubro de 2023
Santos Anjos da Guarda - Oração do Anjo da Guarda
2 de outubro - Santos Anjos da Guarda
Encontramos testemunhos que nos motivam a confiarmos nos Santos Anjos
A palavra anjo significa, “enviado, mensageiro divino”, muitas vezes encontramos as manifestações dos anjos como missionários de Deus, e por isso, com clareza lemos no salmo 91: “Pois Ele encarregará seus anjos de guardar-te em todos os teus caminhos”.
Quando nos deparamos com a Anunciação e outros Mistérios da vida de Jesus, conseguimos
perceber que este salmo profetiza a presença dos anjos na vida do
Senhor. Ora, Cristo é o primogênito de todas as criaturas, nosso irmão e
modelo. Se portanto sua humanidade, apesar de unida com a Divindade,
era continuamente protegida por anjos, logo quanto mais devemos ser nós,
seus membros tão frágeis. Tanto o Pai quer isto que revelou a Jesus: “Guardai-vos
de desprezar algum desses pequeninos, pois eu vos digo, nos céus os
seus anjos se mantêm sem cessar na presença do meu Pai que está nos
céus.” (Mt 18,10)
Nos Atos dos Apóstolos e nos escritos de
São Bernardo, Santo Tomás de Aquino e outros Doutores da Igreja,
encontramos testemunhos que nos motivam a confiarmos nos Santos Anjos
protetores de cada um, pois atesta a Sagrada Escritura: “Não são todos
(os anjos) eles espíritos cumpridores de funções e enviados a serviço,
em proveito daqueles que devem receber a salvação como herança?” (Hb
1,14)
Na Inglaterra desde o ano 800 acontecia uma festa dedicada
aos Anjos da Guarda e a partir do ano 1111 surgiu uma linda oração
(apresentada a seguir). Da Inglaterra esta festa se estendeu de maneira
universal depois do ano 1608 por iniciativa do Sumo Pontífice da época.
Aprendamos e rezemos esta quase milenar prece: “Anjo do Senhor – que
por ordem da piedosa providência Divina, sois meu guardião – guardai-me
neste dia (tarde ou noite); iluminai meu entendimento; dirigi meus
afetos; governai meus sentimentos para que eu jamais ofenda ao Deus e
Senhor. Amém.”
Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!
domingo, 1 de outubro de 2023
Evangelho do Dia
Evangelho Cotidiano
26º Domingo do Tempo Comum
Anúncio do Evangelho (Mt 21, 28-32)
— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Minhas ovelhas escutam a minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar! (Jo 10,27)
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”.
Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.
- Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
«Qual dos dois fez a vontade do pai?»
Hoje, contemplamos o pai dono de
uma vinha pedindo aos seus dois filhos: «Filho, vai trabalhar hoje na
vinha!» (Mt 21,29). Um diz que “sim” e não vai. O outro diz que “não” e
vai. Nenhum dos dois mantém a palavra dada.
Seguramente, o que diz “sim” e fica em casa não pretende enganar o seu
pai. Será apenas preguiça, não apenas “preguiça para fazer”, mas também
para refletir. O seu lema é: “O que me importa o que disse ontem?”.
O do “não”, sim que se importa com o que disse ontem. Tem remorsos pelo
desaire com seu pai. Da dor arranca a valentia de retificar. Corrige a
palavra falsa com o fato certo. “Errare, humanum est?”. Sim, mas ainda
mais humano —e mais de acordo com a verdade interior gravada em nós—
retificar. Mesmo que custe, porque significa humilhar-se, arrasar a
soberba e a vaidade. Alguma que outra vez vivemos momentos assim:
corrigir uma decisão precipitada, um juízo temerário, uma valorização
injusta… Depois um suspiro de alivio: —Obrigado, Senhor!
«Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas vos precedem no
Reino de Deus» (Mt 21,31). S. João Crisóstomo realça a maestria
psicológica do Senhor perante os “sumos sacerdotes”: «Não lhes atira à
cara diretamente: Porque não acreditastes em João?, Mas pelo contrario
confronta-os —o que resulta muito mais pujante— com os publicanos e as
prostitutas. Assim os recrimina com a força patente dos fatos, a malícia
de um comportamento marcado pelos respeitos humanos e pela vanglória».
Inseridos na cena, provavelmente sentiremos a falta de um terceiro
filho, dado às meias tintas, em cujo comportamento nos seria mais fácil
reconhecer e pedir desculpa, envergonhados. Inventamo-lo com autorização
de Senhor e ouvimo-lo responder ao pai, com voz apagada: `Pode ser que
sim pode ser que não…” E há quem diga ter ouvido no final “o mais
provável é que, talvez, quem sabe…”. (Dr.
Josef
ARQUER
(Berlin, Alemanha)
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Nada há de tão fácil que a nossa tibieza não nos o apresente difícil e pesado» (s. João Crisostomo)
«Nesta transformação do
não´em
sim´, nesta incerção da vomtade da criatura na vontade do Pai, Ele transforma a humanidade e redime-nos. E convida-nos a entrar neste seu movimento: sair do nossonão´e entrar no
sim´ do Filho» (Bento XVI)«Deus é o Senhor soberano dos seus planos. Mas, para a realização dos mesmos, serve-Se também do concurso das criaturas. Isto não é um sinal de fraqueza, mas da grandeza e bondade de Deus onipotente (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 306)
1º de outubro - Santo do Dia
São Remígio ou Rémy
Rémy ou Remígio, como dizemos em português, era um cidadão romano, nascido no ano 440, em Lyon, França. Pertencia a uma tradicional família da nobreza romana, que teve a oportunidade de participar da expansão do Império Romano do Ocidente pela Gália, como era chamado o território francês. Naquela época, a região, que era toda pagã e constantemente assolada por sucessivas invasões dos bárbaros, vinha sendo governada pelo povo franco, mais tarde conhecido como francês. Embora menos evoluídos que os outros povos, eram conhecidos por serem grandes combatentes. Além disso, já haviam prestado serviços militares a Roma no passado.Ao morrer o seu líder, o rei Childerico, em 482, assumiu o trono seu filho Clóvis, com 15 anos de idade. Remígio, como bispo católico que era da diocese de Reims, escreveu-lhe muitas cartas respeitosas e, ao mesmo tempo, dotadas de autoridade: "Vigiai, pois os poderosos não tiram os olhos de ti. Aconselha-te com seus bispos. Divirta-se com os jovens, mas só com os velhos delibere". Apesar de adverti-lo, também demonstrava o reconhecimento de sua soberania e, assim, ganhou a confiança do jovem rei. Tornou-se seu precioso ajudante e conselheiro. Além disso, Remígio também era importante, politicamente, ao reinado de Clóvis, pois trazia consigo o apoio de todos os demais bispos e dos outros grupos de camponeses gálio-romanos já convertidos.
Munido desse apoio, Clóvis venceu a batalha contra os bárbaros visigodos pelo controle de toda a região, dando início à dinastia dos merovíngios. O rei Clóvis, apoiado por sua mulher, Clotilde, que já era uma fervorosa católica, depois canonizada pela Igreja, converteu-se à fé cristã por orientação espiritual de Remígio, sendo por este batizado. Na oportunidade, toda a Corte se converteu e recebeu o mesmo sacramento ao lado do seu soberano, que, instruído na doutrina cristã pelo bispo Remígio, institui-a de vez nos seus domínios.
Foram muitos os atos deste rei convertido que revelaram sua religiosidade autêntica, dotada da caridade cristã. Porém o mérito deve ser dado ao bispo Remígio, pois foi o resultado do seu árduo e ininterrupto trabalho de evangelização que fortaleceu os alicerces do catolicismo no território francês. O bispo Remígio de Reims ensinou não apenas aos reis e príncipes, mas também aos camponeses e a todos os súditos do novo reinado.
Depois de sua morte, em 13 de janeiro de 533, na sua sede episcopal de Reims, Remígio foi aclamado pela população como santo. Venerado ao longo dos séculos, o seu vigoroso culto foi autorizado pela Igreja, que manteve o dia 1° de outubro como a data oficial para a sua festa litúrgica.
São Remígio, rogai por nós!
A
“santa do sorriso”, que “se havia oferecido ao Menino Jesus para ser
seu brinquedo, uma bolinha de nenhum valor, que pudesse ser jogada ao
chão, empurrada com o pé, deixada a um canto”, foi tomada ao pé da
letra. E não teríamos jamais sabido quantos sofrimentos se esconderam
por trás daquela calma e composta tristeza se ela mesma, por obediência,
não tivesse confiado a seus cadernos aquela incomparável "História de
uma alma", que desvelou essa extraordinária força interior.
Marie
Françoise Thérèse Martin, jovem de transparente beleza, órfã de mãe aos
4 anos, criada em Lisieux, ao lado de um pai afetuoso e bom, aos 15
anos pôde ingressar, graças a um indulto especial, no Carmelo de
Lisieux, onde já duas irmãs a haviam precedido e a terceira haveria de
segui-las.
Percorreu a grandes passos o caminho rumo à santidade,
“lançando a Jesus as flores dos pequenos sacrifícios”, que não eram
pequenos, como não foi fácil a ascese sob o signo da “infância
espiritual” — ditada não pela tendência toda feminina de fazer uso de
diminutivos e de palavras carinhosas, mas por uma autêntica e robusta
espiritualidade, em sintonia com a advertência evangélica de “tornar-se
pequenos como as crianças”.
Nos nove anos de vida claustral,
Teresa deixou uma marca profunda, oferecendo ao mundo cristão a
surpreendente imagem de uma jovem freira que, embora relegada à estrita
clausura do Carmelo, viveu imersa na vida eclesial. Isso a ponto de, em
1927, dois anos depois da canonização, ser proclamada padroeira das
Missões, junto com são Francisco Xavier, e, em 1944, copadroeira da
França ao lado da guerreira santa Joana d’Arc.
A
santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de
1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua
vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos
nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus,
seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa:
quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da
santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no
Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão
XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em
Deus.
Todos
os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela
salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino
Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a
um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de
amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância
espiritual.
O
mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária
“desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos
deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e,
como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não
conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos
da terra.
Teresa de Lisieux queria ser tudo: guerreira, missionária, apóstolo. Depois teve a intuição: o amor! “No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor.” Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras: “Oh!…amo-o. Deus meu,…amo-Vos!”
Após
sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas,
de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a
canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões
Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o
Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada
Face doutora da Igreja.
Pio X não hesitou em defini-la “a maior santa dos tempos modernos”. Em
19 de outubro de 1997, João Paulo II declarou-a Doutora da Igreja, a
terceira mulher a receber esta homenagem, depois de Catarina de Sena e
Teresa de Ávila.
Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por nós!
Oração:
Minha oração
“ Ó querida santinha da simplicidade e da infância, ensinai-nos a amar Jesus em nosso cotidiano, naquilo que é mais simples e ordinário. Ajudai-nos, também, a viver a vida com toda a gratuidade que é própria do amor. Pela tua intercessão, seremos o amor na Igreja. Amém!”
Referências: Vatican News
“História de uma alma” – Santa Teresinha
“De mãos vazias” – Conrado de Meester
Conheça 10 fatos sobre Santa Teresinha do Menino Jesus. Assista ao vídeo!