Blog Brasil Católico Total NO TWITTER

Blog Brasil Católico Total NO  TWITTER
SIGA-NOS NO TWITTER

Você é o Visitante nº desde 3 janeiro 2014

Flag Counter

Seguidores = VOCÊS são um dos motivos para continuarmos nosso humilde trabalho de Evangelização

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Sagrado Coração: mais que uma devoção, uma espiritualidade - Consagração ao Sagrado Coração de Jesus - Consagração da Família ao Sagrado Coração

A dedicação ao Sagrado Coração de Jesus, desenvolvida ao longo da vida da Igreja, é mais que uma devoção, é uma espiritualidade

Na Bíblia, há uma dedicação do povo às coisas do coração. “Tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne” (Ezequiel 11,19). “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas”. (Mateus 11, 28-29)


O coração de Jesus é o coração manso e humilde de Deus, colocado dentro do nosso peito. O Senhor não é só uma inteligência suprema, Ele é coração, e o coração de Jesus é a manifestação visível do amor do Pai.

Ao longo desses dois mil anos de história da Igreja, os santos padres desenvolveram a espiritualidade do coração de Jesus. Mais tarde, Santa Maria Margarida, no século XVII, teve a imagem do coração de Cristo para fora do peito, coroado de espinhos e inflamado de amor. Essa imagem acabou fazendo história e aprofundando essa espiritualidade. A Festa do Sagrado Coração de Jesus foi oficializada pela Igreja; a primeira sexta do mês é dedicada a ele.


Os efeitos da consagração ao Sagrado Coração de Jesus estão diretamente ligados às promessas de Jesus feitas a Santa Maria Margarida, as quais foram propagadas doze, porém são inúmeras. O primeiro grande efeito é a experiência do amor de Deus, de quem somos filhos amados. E esse amor não nos abandona; pelo contrário, nos acompanha sempre. Jesus, quando voltou para o Pai, deixou-nos uma grande promessa: “Estarei convosco todos os dias até o fim”. Essa é a certeza: Deus está conosco.


O Senhor é um colo, o Sagrado Coração de Jesus é um refúgio, uma rocha protetora, diz uma das promessas. Ele não é legislador, mas pastor que pega Sua ovelha no colo e cuida de suas feridas.


As experiências de um padre do coração de Jesus são muitas, em minha vida não é diferente. Há uma promessa do Sagrado Coração que diz: “Darei aos sacerdotes consagrados ao meu Sagrado Coração a graça de alcançar até os corações mais endurecidos”. Certa época, eu pregava muito da cabeça, da inteligência, da teologia, e as pessoas se convenciam intelectualmente, mas não no coração, não se convertiam. Até que Deus tocou meu coração e percebi que precisava falar afetivamente do coração de Deus, pois Ele não é só inteligência, é também coração.


Na pregação seguinte, usei dois artifícios: a inteligência e a afetividade para apresentar Deus. Uma pessoa veio a mim, após essa pregação, e disse que tudo o que falei com a cabeça ela compreendeu, mas o que a convenceu e a converteu foi quando eu disse afetivamente que Deus é coração. Daí, surgiu a canção: “Conheço um coração tão manso, humilde e sereno…” Conhecer o coração do Pai converte as pessoas.


O Sagrado Coração de Jesus é mais que uma devoção, é uma espiritualidade. É a espiritualidade da ternura, do coração, é a mística do afeto. É reconhecer que Deus é mais que Pai, Ele é Pai e Mãe, e tem um colo para nós. A grande dica para aproveitar bem toda essa espiritualidade é deixar-se adormecer no coração d’Ele. Há momentos em que precisamos repousar no coração do Senhor, seguir o conselho de Jesus que nos diz: “Vinde a mim vós todos que estais cansados e eu vos aliviarei”. Deixe-se repousar no coração de Deus.

Por: Padre Joãozinho, SCJ

Padre da Congregação do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), doutor em Teologia, diretor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP), músíco e autor de vários livros.
http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/

Consagração ao Sagrado Coração de Jesus 

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma das expressões mais difundidas na Igreja

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Entrego-me e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo minha vida, minhas ações, dores e sofrimentos, para que eu utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar o Sagrado Coração.

Esse é meu propósito definitivo e único: ser todo de Deus e fazer tudo por amor a Ele; ao mesmo tempo, renunciar, com todo meu coração, qualquer coisa que não lhe compraz; além de tomar-te, Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minha vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstâncias, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte.

Seja, ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai e livra-me de Sua sabia ira. Ó Coração de Amor, ponho toda minha confiança em ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em tua divindade e bondade.

Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que não faça Tua santa vontade. Permite a Teu amor puro a que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de ti.

Que eu obtenha de tua amada bondade a graça de Ter meu nome escrito em Teu coração, para depositar em Ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em Tua bondade. Amém.

Santa Margarida Maria Alacoque


Consagração da Família ao Sagrado Coração 

Coração Sagrado de Jesus, que revelastes à bem-aventurada Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós queremos, hoje, proclamar Vosso reinado mais absoluto sobre a nossa família. Nós queremos viver, desde hoje, segundo a Vossa vida, queremos fazer florescer entre nós as virtudes às quais prometestes, a paz já aqui na terra; queremos banir para longe de nós o espírito do mundo que Vós reprovastes.

Vós reinareis sobre nossas inteligências pela simplicidade da fé, reinareis sobre nossos corações pelo amor sem reserva, em que estão abrasadas para Convosco e que conservaremos em nós ardente, pela recepção frequente de Vossa divina Eucaristia.

Dignai-Vos, Divino Coração, presidir nossas reuniões, abençoar nossos empreendimentos espirituais e temporais, afastar nossos cuidados, santificar nossas alegrias, consolar nossas penas e, se algum de nós tivesse a desgraça de contristar-Vos, lembrai-lhe ó, Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador penitente, e quando soar a hora da separação, quando vier a morte lançar o luto entre nós, todos nós, os que partem e os que ficam, conformaremo-nos com os Vossos desígnios eternos. Consolaremo-nos com o pensamento de que dia virá em que toda família, reunida no céu, poderá cantar para sempre Vossas glórias e Vossos benefícios.

Que o Imaculado Coração de Maria, que o glorioso patriarca São José, dignem-se apresentar-Vos esta consagração e no-la fazer lembrar todos os dias de nossa vida.

Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai!

Amém.

Trecho retirado do livro: Orações de todos os tempos da Igreja, do Professor Felipe Aquino


29 de junho - Santo do dia

São Pedro e São Paulo Apóstolos

Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.

Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. 

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho. Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Curiosidades sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus

10 curiosidades sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus

- “Queridos jovens, convido-os a preparar-se, na escola do Coração de Cristo, para confrontar com confiança os compromissos que os esperam no percurso da vida”, disse São João Paulo II. 

 A seguir, confira 10 curiosidades sobre a grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus:

1. O simbolismo da imagem representa o imenso amor de Cristo por nós
O Sagrado Coração de Jesus aparece com uma cruz, espinhos e uma chama de fogo fazendo referência ao imenso amor de Cristo pela humanidade e que o demonstrou na cruz. Tem uma ferida no lado devido a lança do soldado romano.

2. É uma tradição muito antiga

A tradição apostólica do Coração de Cristo provém desde os primeiros séculos. Santo Agostinho (+430), Padre e Doutor da Igreja, um dia escreveu que São João, que deitou a cabeça sobre o peito de Cristo durante a última ceia, bebeu os “segredos sublimes das profundidades mais íntimas do Coração de Nosso Senhor”.

3. São Thierry e Santa Clara de Assis foram muito devotos 
Na idade Média, São Thierry (+1148) ensinava que era importante “entrar plenamente no Coração de Jesus, no Santo dos Santos”. Enquanto Santa Clara de Assis (+1253) saudava muitas vezes ao dia o Sagrado Coração no Santíssimo Sacramento.

4. O hino mais antigo dedicado ao Sagrado Coração é chamado “Summi Regis Cor Aveto”
O hino mais antigo ao Sagrado Coração do Jesus é o “Summi Regis Cor Aveto”, em suas primeiras letras fala sobre a saudação que alguém faz ao coração do rei altíssimo. Considera-se que é obra de Herman Joseph (+1241), de Colônia (Alemanha).

5. Há santos que também tiveram visões desta devoção
Há vários santos que tiveram visões sobre o Coração de Jesus: Santa Lutgarda (+1246), Santa Matilde (+1298), Santa Angela de Foligno (+1309), Santa Juliana de Norwich (+1416), Santa Verônica Giuliani (+1727).

6. Santa Gertrudes a Grande propagou a devoção ao Sagrado Coração
Santa Gertrudes a Grande (+1302) foi uma das grandes difusoras da devoção ao Coração de Jesus. Em uma das aparições, a santa repousou sua cabeça sobre a chaga do lado do Senhor e escutou o divino coração palpitar. Depois, perguntou a São João por que não relatou isto em seu evangelho e o Apóstolo lhe respondeu que esta revelação estava reservada para outros tempos, quando o mundo precise ser reavivado no amor.

7. Santa Margarida Maria Alacoque recebeu uma mensagem do próprio Cristo
Santa Margarida Maria Alacoque (+1690) recebeu a seguinte missão de Jesus: “Peço que na primeira sexta-feira depois da oitava de Corpus Christi, se celebre uma Festa especial para honrar meu Coração, e que se comungue nesse dia para pedir perdão e reparar os ultrajes por ele recebidos durante o tempo que permaneceu exposto nos altares”
.
8. Várias encíclicas falam do Coração de Jesus
Depois da extensão oficial da festa do Sagrado Coração para toda a Igreja a pedido do Papa Pio IX em 1856, foram escritas as seguintes encíclicas sobre o Coração de Jesus: “Annum Sacrum”, de Leão XIII, “Miserentissimus Redemptor”, de Pio XI, e “Haurietis Aquas”, de Pio XII.

9. A Festa do Imaculado Coração de Maria é celebrada um dia depois
A Festa do Imaculado Coração de Maria é celebrada no dia seguinte à Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, foi estabelecida assim pelo Papa Pio XII em 1944, porque estes dois corações são inseparáveis.

10. No mesmo dia do Sagrado Coração é realizada o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes
São João Paulo II tinha muito carinho pelo Sagrado Coração de Jesus e ordenou que na festa do divino coração fosse realizado o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. Do mesmo modo, declarou que a festa do Imaculado Coração de Maria seria obrigatória em toda a Igreja universal.

28 de junho - Santo do dia

Santo Atílio


A Igreja sofreu, no início dos tempos, perseguições por parte dos imperadores. E era, ao mesmo tempo, dilacerada pelas heresias que proliferavam por todas as partes, que ameaçavam sua unidade na fé.

Os cristãos das comunidades cristãs de Viena e Lyon foram barbaramente atingidos por uma dessas perseguições. Ela foi decretada pelo imperador Marco Aurélio e atingiu o auge de sua violência em 177, quando chegou à diocese de Lyon, na França.

Os sobreviventes dessa comunidade, cuja maioria procedia da Ásia Menor dirigiram aos cristãos de lá uma circular relatando em detalhes tudo o que aconteceu e como muitos deles foram martirizados numa das mais terríveis matanças da história do cristianismo.

Perseguidos nas casas, nas praças e banhos públicos, os cristãos começaram a ser agredidos e encarcerados. Submetidos a julgamentos em praças públicas, eram condenados à morte. Algumas mortes foram imediatas, para acabar com a liderança. Mas muitos cristãos foram reservados aos espetáculos no anfiteatro, como ocorreu com Atílio.

Ele era um jovem diácono, pouco mais de quatorze anos. Sua família era de nobres da região do Lazio, na Itália. Aliás, o nome Atílio é o diminutivo de Átalo, originário do sabino antigo, muito freqüente na localidade.

Segundo consta, o presidente do tribunal decidiu reservar o jovem Atílio para ser julgado por último. Queria que ele renegasse a fé, servindo-lhe de troféu para ser enviado ao imperador. Por isso o suplício de Atílio foi longo. Ele teve de assistir a tudo, até quando o seu bispo, Fotino, já ancião, foi agredido e agonizou por dois dias até morrer, mas sem renegar a Cristo.

Depois, Atílio presenciou, no Circo, o martírio de outros companheiros, que foram açoitados com varas e depois entregues às feras. Foram quarenta e oito mártires, que morreram em dias diferentes. Até que, finalmente, no dia 28 de junho, ele também foi sentenciado à morte, porque não renegou a fé cristã.

Atílio morreu queimado sentado numa cadeira de ferro colocada no centro do Circo, num bárbaro espetáculo pagão. Durante a noite, cristãos ainda sobreviventes conseguiam recolher partes dos corpos que restavam e os enterravam secretamente, como fizeram com aquelas do jovem diácono Atílio.

Passada a perseguição, todos foram recolhidos e enterrados naquela que seria, mais tarde, a catedral de Lyon. O culto desses mártires começou logo após, numa solenidade grandiosa que se chamou "festa das Maravilhas". Com a reforma do Martirológio Romano, os mártires cuja identificação era precisa receberam celebração individual. No caso de santo Atílio, ele é festejado no dia 28 de junho. 


 Santo Atílio, rogai por nós!


Santo Irineu de Lyon

Padre da Igreja, grego de nascimento, filho de pais cristãos, nasceu na ilha de Esmirna, no ano 130. Foi discípulo de Policarpo, outro Padre e santo da Igreja. Dele Irineu pôde recolher ainda viva a tradição apostólica, pois Policarpo fora consagrado bispo pelo próprio João Evangelista, o que torna importantíssimos os seus testemunhos doutrinais.

Muito culto e letrado em várias línguas, Irineu foi ordenado por são Policarpo, que o enviou para a Gália, atual França, onde havia uma grande população de fiéis cristãos procedentes do Oriente. Lá, trabalhou ao lado de Fotino, o primeiro bispo de Lyon, que, em 175, o enviou a Roma para, junto do papa Eleutério, resolver a delicada questão doutrinal dos hereges montanistas. Esses fanáticos, vindos do Oriente, pregavam o desprezo pelas coisas do mundo, anunciando o breve retorno de Cristo para o juízo final.

Contudo tanto o papa quanto Irineu foram tomados pela surpresa da bárbara perseguição decretada pelo imperador Marco Aurélio. Rapidamente, em 177, ela atingiu a cidade de Lyon, ocasionando o grande massacre dos cristãos, todos mortos pelo testemunho da fé.

Um ano depois, Irineu retornou a Lyon, onde foi eleito e aclamado sucessor do bispo mártir, Fotino. Nesse cargo ele permaneceu vinte e cinco anos. Ocupou-se da evangelização e combateu, principalmente, a heresia dos gnósticos, além das outras que proliferavam nesses primeiros tempos. Obteve êxito, junto ao papa Vitor I, na questão da comemoração da festa da Páscoa, quando lhe pediu que atuasse com moderação para manter a união entre a Igreja do Ocidente e a do Oriente.

A sua obra escrita mais importante foi o tratado "Contra as heresias", onde trata da falsa gnose, e depois, de todas as outras heresias da época. O texto grego foi perdido, mas existem as traduções latina, armênia e siríaca.

Importante não só do lado teológico, onde expôs já pronta a teoria sobre a autoridade doutrinal da Igreja, mas ainda do lado histórico, pois documentou e nos apresentou um quadro vivo das batalhas e lutas de então.

Mais tarde, um outro tratado, chamado "Demonstração da pregação apostólica", foi encontrado inteiro, numa tradução armênia. Além de vários fragmentos de outras obras, cartas, discursos e pequenos tratados.

Irineu morreu como mártir no dia 28 de junho de 202, em Lyon, e sua festa litúrgica ocorre nesta data. As relíquias de santo Irineu estão sepultadas, junto com os mártires da Igreja de Lyon, na catedral desta cidade. 


Santo Irineu de Lyon, rogai por nós!



São Pedro e São Paulo
 
A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis.

E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo.

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios.

A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero.

Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre.

São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios".

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre. 


São Pedro e São Paulo, rogai por nós!


Santa Vicência Gerosa
Catarina Gerosa nasceu em 29 de outubro de 1784, em Lovere, no norte da Itália. Reservada e tímida, viveu um período da sua infância atrás do balcão do pequeno comércio da família. De saúde muito débil, não podia estudar. Modesta e caridosa, vivia uma espiritualidade simples, desenvolvida na missa, que freqüentava todos os dias.

Os anos seguintes à invasão napoleônica da Itália mudaram sua vida. A crise econômica levou à morte primeiro seu pai, depois sua irmã Francisca e, por último, em 1814, também sua mãe. Apesar da tragédia pessoal, com ânimo e fé inabalável, Gerosa aceitou tudo com resignação. Confiante em Deus, sofreu no silêncio do seu coração, encontrando forças na oração e na penitência.

Teve o grande amparo de seu confessor e orientador espiritual, que pediu ajuda a Gerosa nas atividades religiosas desenvolvidas pela paróquia às jovens carentes. Com zelo, ela organizou um oratório feminino com encontros de orações e palestras religiosas.

 Foi lá que, em 1824, conheceu Bartolomeia Capitanio. Era uma jovem professora de dezessete anos, nascida também numa família humilde, em Lovere. Desde menina, pensava em dedicar-se a praticar a caridade aos pobres e aos doentes. Por isso se diplomou professora no colégio das clarissas de sua cidade natal.

Conheceram-se por meio do pároco, porque ele queria que Gerosa criasse alguns grupos de orações para jovens. Ele sabia que Bartolomeia havia criado uma escola para instruir e dar formação religiosa às meninas pobres e abandonadas. Lá, Gerosa daria orientação nas práticas das atividades domésticas. A escola tornou-se um centro de encontro para jovens e muitos grupos de orações também foram criados.

Estavam tão empenhadas em auxiliar os pobres e enfermos que foram chamadas para ajudar no hospital de Lovere. Na oportunidade, tiveram a inspiração de dar vida a uma comunidade religiosa feminina do tipo das irmãs de caridade vicentinas. A situação política, entretanto, era desfavorável, não permitia essa interdependência.

Com muita dificuldade, junto com a companheira, Gerosa fundou, em 1827, um novo instituto religioso regular, para dar assistência aos doentes, instrução gratuita às meninas abandonadas, fundar orfanatos e dar assistência à juventude. Foi chamado de Instituto das Irmãs de Maria Menina, com sede em Lovere e com as regras escritas por Bartolomeia. Para evitar objeções de caráter político, o instituto foi fundado autônomo. E assim independente ele permaneceu, cresceu e se difundiu nos anos subseqüentes.

Mas, em 1833, Bartolomeia morreu, com apenas vinte e seis anos de idade. Gerosa continuou sozinha, recebendo, mais uma vez, o apoio e o estímulo de seu orientador espiritual. O instituto estabeleceu-se e recebeu aprovação canônica em 1840. Catarina Gerosa emitiu os votos, vestiu o hábito e tomou o nome de Vicência, sendo eleita madre superiora.

Morreu depois de uma longa doença, em 28 de junho de 1847, e foi sepultada ao lado da co-fundadora, no santuário da Casa-mãe, em Lovere. Atualmente, o Instituto das Irmãs da Caridade das Santas Bartolomeia Capitanio e Vicência Gerosa, ou Irmãs de Maria Menina, atua em toda a Europa, África, Ásia e nas Américas. Santa Vicência Gerosa é celebrada no dia de sua morte e foi canonizada pelo papa Pio XII em 1950.


Santa Vicência Gerosa, rogai por nós! 
 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Oração Consagratória ao Sagrado Coração de Jesus

Eis o Coração que tanto amou os homens, de Jesus


 Oração de Consagração ao Sagrado Coração de Jesus

Coração Sagrado de meu amado Jesus: eu, ainda que vilíssima criatura, vos dou e consagro minha pessoa, vida e ações, penas e padecimentos, confiando que nenhuma parte de meu ser me sirva se não é para amar-vos, honrar-vos e glorificar-vos.


Esta é minha vontade irrevogável: Ser todo vosso e fazer tudo por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a quanto possa desagradar-vos. 

Vos tomo, pois, oh! Coração Divino, pelo único objeto de meu amor, protetor de minha vida, prenda de minha salvação, remédio de minha inconstância, reparador de todas as culpas de minha vida; e asilo seguro na hora de minha morte. Sede, pois, oh! Coração bondoso, minha justificação para com Deus Pai, e afastai de mim os raios de sua justa cólera.


Oh! Coração amoroso, ponho toda a minha confiança em Vós, pois ainda que temo tudo de minha fraqueza, sem dúvida, tudo o espero de vossa misericórdia; Consumi em mim tudo o que vos desagrada e resiste, e fazei que vosso puro amor se imprima tão intimamente em meu coração, que jamais chegue a esquecer-vos nem a estar separado de Vós. 


Vos suplico, por vossa mesma bondade, escrevais meu nome em Vós mesmo, pois quero ter cifrada toda minha sorte em viver e morrer como vosso escravo. Amém.


Quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Você conhece a mensagem?


Dia 27 de junho nossa Igreja celebra o dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma devoção universal, conhecida e venerada em todos os continentes do mundo, talvez a mais ampla e conhecida devoção de Nossa Senhora, especialmente no Oriente. No mundo todo são realizadas as famosas Novenas Perpétuas em honra de Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro.


Pensando nisso, achamos interessante divulgar um artigo do site Gaudium Press que explicará o significado do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


A Mensagem do Quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Aparentemente é um simples quadro de mais uma das inúmeras devoções à Santa Mãe de Deus, mas se nos determos em seus detalhes, veremos que a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é cheia de simbolismos e significados
.
Medindo 53 por 41,5 centímetros o ícone foi produzido no estilo bizantino em madeira sobre um fundo dourado. Na época em que a obra foi executada, durante o Império Romano, os artistas utilizavam o ouro ou simplesmente sua cor para retratar apenas as grandes personalidades.

Segundo a tradição o quadro foi pintado por um artista até hoje desconhecido que, por sua vez, inspirou-se em uma pintura atribuída a São Lucas. O ícone é rico em detalhes e a cada um deles é atribuído um significado, uma simbologia, uma mensagem.


Eis alguns desses detalhes:
1. Abreviação grega de “Mãe de Deus”.
2. Estrela no véu de Maria, a Estrela que nos guia no mar da vida até o porto da salvação.
3. Abreviatura de “Arcanjo São Miguel”.
4. Coroa de Ouro – O quadro original foi coroado em 1867 em agradecimento dos muitos milagres feitos por Nossa Senhora em seu título preferido “Perpétuo Socorro”.
5. Abreviatura de “Arcanjo São Gabriel”.
6. São Miguel apresenta a lança, a vara com a esponja e o cálice das amarguras.
7. A boca de Maria é pequenina, para guardar silêncio, e evitar as palavras inúteis.
8. São Gabriel com a cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus.
9. Os olhos de Maria, grandes, voltados sempre para nós, a fim de ver todas as nossas necessidades.
10. Túnica vermelha, distintivo das virgens no tempo de Nossa Senhora.
11. Abreviação de “Jesus Cristo”.
12. As mãos de Jesus apoiadas na mão de Maria, significando que por elas nos vêm todas as graças.
13. Manto azul, emblema das mães naquela época. Maria é a Virgem – Mãe de Deus.
14. A mão esquerda de Maria sustentando Jesus – a mão do consolo que Maria estende a todos que a ela recorrem nas lutas da vida.
15. A sandália desatada – símbolo talvez de um pecador preso ainda a Jesus por um fio – o último – a devoção a Nossa Senhora.

Assista também: A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

O fundo do quadro é de ouro, dele esplendem reflexos cambiantes, matizando as roupas e simbolizando a glória do paraíso para onde iremos, levados pelo perpétuo socorro de Maria.

Assustado pela aparição dos dois anjos, mostrando-lhe os instrumentos de sua morte, Jesus corre para os braços de sua Mãe, e com tanta pressa que desamarrou-se o cordão da sandália… Nossa Senhora abriga-o com ternura e o Menino Jesus sente-se seguro nos braços de sua Mãe. O olhar de Nossa Senhora não se dirige ao menino, mas a nós – apelando para os homens evitarem o pecado, causa do susto e da morte de Jesus. As mãos de Jesus estão na mão de Maria para lembrar que Ela é a Medianeira de todas as graças.

Por Emílio Portugal Coutinho
Fonte: http://www.gaudiumpress.org/content/38073

Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Hoje, 27 de junho, é uma das festas mais antigas e belas de Nossa Senhora: “Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro”. Jesus é o Perpétuo Socorro. E esta festa é celebrada no mesmo dia do grande S. Cirilo de Alexandria (330-442), bispo e doutor da Igreja, que presidiu o importantíssimo Concílio de Éfeso que no ano de 431 proclamou solenemente Nossa Senhora como Mãe de Deus (Theotókos), diante da heresia de Nestório, patriarca de Constantinopla, que negava esta verdade.

A devoção à Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro é uma devoção universal, conhecida e venerada em todos os continentes do mundo, talvez a mais ampla e conhecida devoção de Nossa Senhora, especialmente no Oriente. No mundo todo são realizadas as famosas Novenas Perpétuas em honra de Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro. Esta novena começou em 11 de julho de 1922 nos EUA.

O famoso e conhecido quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi pintado em estilo bizantino e representa Nossa Senhora, Mãe de Deus, a Senhora das Dores, que socorre seu Filho ainda Menino assustado diante da visão de S. Miguel com o vaso de vinagre à esquerda e S. Gabriel com a Cruz à direita. A Criança divina assustada diante desses instrumentos de sua Paixão se refugia nos braços de sua Mãe, agarra em suas mãos e deixa cair a sandália do pé direito. A Mãe a acolhe e a prepara para um dia viver a Paixão redentora da humanidade.

Leia também: 27/06 – Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Nossa Senhora sofreu as nossas dores

Nossa Senhora tem o semblante coberto de tristeza e resignação e traz na cabeça a coroa de Rainha.

O quadro tem origem desconhecida; segundo um antiga tradição teria sido pintado por S. Lucas, o que não é garantido. Mas com certeza se sabe que desde 1499 é venerado em Roma. Em 1866, o Papa Pio IX o entregou aos Padres Redentoristas para que divulgassem essa devoção, o que eles fazem ainda hoje. Ela é a Patrona dos Redentoristas. Atualmente o quadro original se encontra na igreja de S. Afonso de Ligório em Roma.

Maria é a Senhora que nos apresenta Jesus, o Perpétuo Socorro da humanidade. Cada cristão precisa te-la como mãe. Aos pés da Cruz Jesus a entregou ao discípulo amado João, que representa toda a humanidade, cada um de nós, amados de Jesus. “Mãe, eis ai o teu filho; filho, eis ai a tua Mãe”. E o evangelista S. João diz que “ele a levou para a sua casa” (Jo 19, 25s).
Assista também: A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

S. João levou Nossa Senhora para morar com ele naquela casinha no alto das montanhas de Éfeso que existe ainda hoje, na Turquia. Eu já tive a oportunidade de estar ali em peregrinação. Éfeso era a capital da Província Romana da Ásia; ali havia cerca de 300 mil pessoas no tempo em que Nossa Senhora viveu com S. João.

Cada um de nós precisa também “levar Maria para sua casa” como Mãe, como Jesus mandou. Se Jesus no-la deu aos pés da Cruz, com lábios de sangue, é porque nós precisamos dela para nos ajudar na difícil caminhada da vida em busca da nossa salvação. Desprezar Nossa Senhora como mãe, seria, então, uma ofensa muito grave a Jesus; seria desprezar a última dádiva que Ele nos deixou antes de morrer por nós.

Por:  Prof. Felipe Aquino