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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Epifania do Senhor: Jesus faz-se presente nos corações - 8 de janeiro

Epifania do Senhor: Jesus faz-se presente nos corações



Solenidade

Origens
A origem oriental desta solenidade está implicada no seu nome Epifania (revelação, manifestação). Os latinos usavam a denominação festividade da declaração ou aparição com o significado de revelação da divindade de Cristo — ao mundo pagão, através da adoração dos magos —, aos judeus, com o batismo nas águas do Jordão —, e aos discípulos, com o milagre das bodas de Caná.

No Ocidente
O episódio dos magos, que está além de uma possível reconstrução histórica, podemos considerá-lo, como fizeram os Padres da Igreja, o símbolo e a manifestação do chamado de todos os povos pagãos à vida eterna. Os magos foram a declaração explícita de que o Evangelho era para ser pregado a todos os povos

Transcende a história
Na Igreja oriental, é enfocado particularmente o batismo de Jesus São Gregório Nazianzeno, chamado de “festa das luzes”, e a contrapõe à festa pagã do sol invicto. Na realidade, tanto no Oriente como no Ocidente, a Epifania tem o caráter de uma solenidade ideológica que transcende os episódios históricos particulares.

Epifania do Senhor: a tríplice manifestação do nosso grande Deus

A Manifestação
Celebra-se a manifestação de Deus aos homens na pessoa do Filho, isto é, a primeira fase da redenção. Cristo se manifesta aos pagãos, aos judeus e aos apóstolos, ou seja, são três momentos sucessivos do relacionamento Deus homens.

Diferentes formas
Ao pagão, Deus fala através do mundo visível; o esplendor do sol, harmonia dos astros, a luz das estrelas no firmamento ilimitado são portadores de uma certa presença de Deus. Os magos descobriram no céu os sinais de Deus. Tendo como ponto de partida a natureza, os pagãos podem “cumprir as obras da lei”, diz S. Paulo. 

Uma Profissão de Fé
Os numerosos mediadores da manifestação divina encontram seu término na pessoa de Jesus de Nazaré, no qual resplandece a glória de Deus. Por isso, podemos hoje exprimir “a humilde, trepidante, mas plena e jubilosa profissão de nossa fé, de nossa esperança e de nosso amor” (Paulo VI).

Participar desta “manifestação” significa ser santo

Escola de Santidade
A solenidade da Epifania pode ser lida como uma verdadeira “escola de santidade”: a vida divina, quando entra na história, não pode ficar escondida, mas manifesta-se aos olhos de todos, sem exceção. Mas você precisa saber como agarrá-lo. E este é o sentido mais pleno da revelação cristã: Deus partilha o caminho dos homens para que toda a humanidade possa surgir da fonte da verdadeira vida.

Pertencer a Deus
Participar desta “manifestação” significa ser santo, isto é, pertencer a Deus, mas, ao mesmo tempo, viver plenamente o próprio tempo. Porque a fé cristã não é a negação da experiência humana, mas a sua realização. Uma mensagem poderosa e revolucionária que se “manifesta” em uma criança nascida entre os marginalizados de um subúrbio onde a maioria é a primeira a chegar”

Minha oração

“Ó Deus que, por muitas vezes, vos manifestastes no meio de nós, principalmente por meio de seu Filho encarnado, por misericórdia, não vos canseis de se revelar a nós. Insista conosco, em meio à nossa teimosia e fraqueza. Amém.”

Epifania do Senhor, rogai por nós!


quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Dia de Santa Luzia - 13 de dezembro

Santa Luzia

O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz.

 Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz.

Ela nasceu em Siracusa (Itália) no fim do śeculo III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão.

 Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do “não” para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda.

Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303.

Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus – Luz do Mundo – até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.

Santa Luzia, rogai por nós!

O Dia de Santa Luzia é comemorado anualmente em 13 de dezembro.
Esta data é uma celebração religiosa do catolicismo em homenagem a “padroeira dos olhos e da visão”, para os católicos.

Além de ser a padroeira da visão, Santa Luzia também é considerada a protetora dos oftalmologistas. Aliás, Santa Luzia, em latim, significa literalmente “santa portadora da Luz” ou “aquela que leva a luz”.

A história de Santa Luzia (Luzia de Siracusa) conta que esta jovem italiana teria abdicado de toda a sua riqueza para ofertar aos pobres e sofreu perseguições por ser cristã. De acordo com a lenda, os olhos de Santa Luzia teriam sido arrancados antes de ser decapitada. 

Oração para Santa Luzia, a padroeira dos olhos
"Ó, Santa Luzia, que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e conspurcar vossa alma; e Deus, com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos, eu recorro a vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença dos meus olhos.

Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação. Conservai também os olhos de minha alma, a fé, pela qual posso conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós, Santa Luzia, vos encontrais, em companhia dos anjos e santuário.

Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé. Amém.

Santa Luzia, rogai por nós!" 

Oração de Santa Luzia para crianças
"Santa Luzia passou por aqui, seu cavalinho pastando capim.
Sangue de Cristo pingou aqui. Amém"

(Oração para quando entra um cisco ou farpa nos olhos da criança. Fazer a oração enquanto esfrega os olhos da criança com a ponta dos dedos). 

Origem do Dia de Santa Luzia
Não se sabe ao certo porque o Dia de Santa Luzia (ou Santa Lúcia e mesmo Santa Luz) é celebrado atualmente no dia 13 de dezembro.  No entanto, sabe-se que antes da reformulação do Calendário Gregoriano, a data era comemorada próximo do Solstício de Inverno (22 de Dezembro, no hemisfério norte).

As festividades são de origem popular e tradicional, principalmente na Escandinávia. No Brasil e em Portugal, o culto a Santa Luzia também é bastante forte entre a comunidade católica. Os católicos acreditam que o Dia de Santa Luzia é celebrado doze dias antes do Natal como um sinal, para indicar a necessidade da preparação espiritual (iluminação espiritual) e purificação para o nascimento de Jesus Cristo.

Minha oração

“Te pedimos a proteção dos nossos olhos contra todo mal e doença, assim como uma visão purificada para enxergar a Deus em tudo e todos. Que nossa visão vá além do material e alcance o espiritual, percebendo que é tão real e presente nas nossas vidas. Amém.”

Santa Luzia, rogai por nós!

Santa Luzia, protetora dos olhos

Imagem de Santa Luzia, em sua mão direita segura um prato como dois olhos e na mão esquerda segura um ramo de palmeira

Virgem e Mártir

Origens
Santa Luzia nasceu em Siracusa, na Itália, no fim do século III. Conta-se que pertencia a uma família italiana rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão.

A Romaria
Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia. Pela cura da grave doença seria a confirmação do “não” para o casamento.

O Milagre
Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras. Assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda.

“Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade” (Santa Luzia)

A Perseguição
Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. 

Páscoa
Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é, muitas vezes, representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que, por fim, a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no dia 13 dezembro de 304.

Os olhos
Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus – Luz do Mundo – até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.

Santa Luzia: a Portadora da Luz

O Nome
O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz.

Santa Luzia, rogai por nós!

 

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

O Evangelho de São Mateus e o fim do mundo

 O Evangelho de São Mateus e o fim do mundo

Jesus sentado perante o templo de Jerusalém fala a seus discípulos da total destruição deste (24,1-2). 

Sobre esta destruição a maioria dos exegetas estão de acordo em que Jesus se referia historicamente à destruição de Jerusalém ocorrida no ano 70 d.C. Mas, esta destruição é figura profética da consumação dos tempos.

Perante este anúncio, os discípulos perguntam: quando sucederá?
«Diz-nos quando sucederá isso, e qual será o sinal de Tua vinda e do fim do mundo» (24,3ao qual Jesus responde: «Olhem, que não os enganem ninguém. Porque virão muitos usurpando meu nome e dizendo: “eu sou o Cristo”, e enganarão a muitos. Ouvirão também falar de guerras e rumores de guerras. Cuidado, não se alarmem! Porque isso é necessário que suceda, mas não é todavia o fim» (24,4-6).


Como vemos nestes primeiros versículos Jesus não responde diretamente ao “quando”, mas previne os discípulos de serem enganados, pois haverá muitas falsas profecias e muitos falsos profetas. Por outro lado, se bem que sucederão muitas guerras e catástrofes naturais, Jesus é claro que isto não é o sinal do fim.
«Pois se levantará nação contra nação e reino contra reino, e haverá em diversos lugares fome e terremotos. Tudo isto será o começo das dores. Então vos entregarão à tortura e os matarão, e serão odiados de todas as nações por causa do meu nome. Muitos se escandalizarão então e se atraiçoarão e se odiarão mutuamente. Surgirão muitos falsos profetas, que enganarão a muitos. E ao crescer cada vez mais a iniquidade, a caridade da maioria se esfriará. Mas o que perseverar até ao fim, esse se salvará. Se proclamará esta Boa Nova do Reino no mundo inteiro, para dar testemunho a todas as nações. E então virá o fim» (24,7-14).

Jesus continua profetizando os elementos que haverão de ocorrer antes que venha o final. Elemento que, como vemos, hão sucedido desde a morte do Senhor até nossos dias (recordemos a grande erupção do Vesúvio em 79 d.C.). Como sabemos, ainda hoje, a 2000 anos de distância, o Cristianismo é a terceira religião do mundo e em alguns lugares do Planeta nem sequer se há ouvido mencionar o nome de Jesus, de maneira que se fazemos caso à Escritura o final é ainda uma esperança.
«Quando verem, pois, a abominação da desolação, anunciada pelo profeta Daniel, erigida no Lugar Santo (o que leia, que entenda), então, os que estejam na Judeia, fujam aos montes; o que esteja no terraço, não baixe a recolher as coisas de sua casa; e o que esteja no campo, não regresse para querer seu manto. Ai das que estejam grávidas ou criando naqueles dias! Orai para que vossa fuga não suceda no inverno nem em dia de sábado. Porque haverá então uma grande tribulação, a qual não houve desde o princípio do mundo até o presente nem voltará a haver. E se aqueles dias não se abreviassem, não se salvaria ninguém; mas em atenção aos eleitos se abreviarão aqueles dias» (Mt 24,15-22).

Leia também: 21/09 – São Mateus
O fim do mundo será em 23 de setembro? Sacerdote católico responde
Quando foi escrito o Evangelho segundo Mateus?
Os Evangelhos são verdadeiros?

O texto continua com o que a maioria dos exegetas consideram uma descrição que Jesus fazia, usando termos e figuras do AT (é clara a imagem da mulher de Lot que se converteu em sal, etc.), falava diretamente da destruição física de Jerusalém. A Abominação, parece estar referindo à estátua do César que queriam pôr dentro do templo, mas cujo intento fracassou pela resistência do povo mas que de alguma maneira foi a gota de água que derramou o vaso e que fez a grande rebelião dos judeus contra os romanos e que terminaria com a destruição do templo e a deportação de todos os judeus. Em sua mensagem teológica Jesus nos deixa saber que no meio de qualquer tribulação sofrida por Seu nome, Deus nos ama e não nos abandonará.

«Então, se algum lhes disser: “olhem, o Cristo está aqui ou ali”, não acreditem. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, que farão grandes sinais e prodígios, capazes de enganar, se fosse possível, os  mesmos eleitos. Olhem que Eu os avisei! Assim se alguém vos disser: “Está no deserto”, não saiam; “Está nos aposentos”, não acreditem. Porque como o relâmpago sai por oriente e brilha até ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem» (Mt 24,23-27).

Outra vez Jesus previne a seus discípulos sobre os falsos profetas e aqueles que se farão passar por sua pessoa. Sobre este fato, já S. João, desde sua primeira carta, dá testemunho da realização desta profecia (ver 1João 2,18) e desde então, como veremos mais diante, hão aparecido muitos falsos profetas que – o único que fizeram – foi atemorizar o povo de Deus com falsas predições, e falsas doutrinas.
«Onde esteja o cadáver, ali se juntarão os abutres» (Mt 24,28).

Esta frase um pouco enigmática, há sido aceitado por muitos estudiosos como um sinal de que a vinda será tão evidente que todos se darão conta. Quer dizer, não é nem será nada que esteja escondido, mas evidente. Em seguida, inicia o que se conhece como o “Pequeno Apocalipse de Mateus” onde propõe, como o fizeram todos os apocalípticos, os sinais cósmicos que precederão à chegada do final dos tempos.
«Imediatamente depois da tribulação daqueles dias, o sol se escurecerá, a lua não dará seu resplendor, as estrelas cairão do céu, e as forças dos céus serão sacudidas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e então golpearão o peito todas as raças da terra e verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu com grande poder e glória. Ele enviará a seus anjos com sonora trombeta, e reunirão dos quatro ventos a seus eleitos, desde um extremo dos céus até ao outro. Da figueira aprendam esta parábola: quando já seus ramos estão tenros e brotam as folhas, sabeis que o verão está perto. Assim também vós, quando verem tudo isto, saibam que Ele está perto, às portas» (Mt 24, 29-33).

Recordando: sobre a apocalíptica e seus sinais, devemos pensar que todos estes prodígios cósmicos, se bem que, não se pode negar que possam ser referidos a situações físicas e cósmicas que se produzirão previamente à nova vinda de Cristo, devemos supor, dado que a linguagem apocalíptica fala por meio de “sinais”, que o que Jesus queria deixar claro em seus discípulos é que seu regresso seria precedido de sinais tão evidentes e portentosos que não poderiam escapar à vista de ninguém.

Como suporte a isto devemos tomar em conta a visão cósmica que tinha as pessoas do tempo de Jesus os quais criam que a terra era plana e o centro do universo. Não tinham nem a menor ideia de que a caída de uma estrela sobre a terra é impossível, já que a mais pequena que nos rodeia é infinitamente maior que nosso sol, pelo que é pouco possível que Jesus se referia a fenômenos estelares de caráter físico, mas, mais simbólico. É de notar também que não finaliza seu discurso dizendo que o final do mundo está perto, mas, que Ele está perto. Isto é, que a salvação definitiva está à porta… que não há motivo para assustar-se ou viver com temor. Tudo o que anteceda será o sinal de que a salvação definitiva está chegando… notícia para todo o crente de grande gozo, pelo que longe de afastar esta ideia da vinda de Jesus gritavam, como nós o fazemos em nossas eucaristias “Vem Senhor Jesus!” (Ap 22,20), palavra com as quais se fecha o livro do Apocalipse.
«Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que tudo isto suceda. O céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão. Mas daquele dia e hora, ninguém sabe nada, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas só o Pai» (Mt 24,34-35).

«Como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. 

Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem. Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o senhor pôs sobre os seus serviçais, para a tempo dar-lhes o sustento?

Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. Mas se aquele outro, o mau servo, disser no seu coração: “Meu senhor tarda em vir”, e começar a espancar os seus conservos, e a comer e beber com os ébrios, virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.»

Dado que ninguém sabe nem o dia nem a hora, Jesus termina seu discurso convidando a seus discípulos a permanecer fiéis e a estar sempre preparados, pois sua segunda vinda será de surpresa.

Podemos concluir que à pergunta feita por seus discípulos sobre quando será o fim do mundo e quais seriam os sinais para reconhecer que o final está perto, Jesus conclui dizendo: Quanto ao dia e a hora: ninguém o sabe; e pelo que toca aos sinais que o precederão, o sinal fundamental é que não haverá sinais, será ao improviso, pelo que há que viver sempre preparados.

Fonte: Lista “Reflexões”


domingo, 6 de agosto de 2023

Festa da Transfiguração do Senhor - 6 de agosto

Festa da Transfiguração do Senhor


Festa da Transfiguração do Senhor

História

A festa da Transfiguração recorda a dedicação das Basílicas do Monte Tabor, celebrada desde o fim do século V. Esta festa é posterior à da Exaltação da Cruz (14 de setembro), da qual depende a sua data, marcada para 6 de agosto, 40 dias antes da Exaltação da Cruz. A festa começou a ser celebrada também no Ocidente, a partir do século IX, quando foi inserida no calendário romano pelo Papa Calisto III, em 1457: uma ocasião histórica pela feliz recordação da vitória contra os Turcos, ocorrida no ano anterior, que ameaçavam seriamente o Ocidente.

Festa no Oriente

A Transfiguração do Senhor está entre as grandes festas e solenidades da Igreja oriental, vem precedida com a oração das vésperas solene, seguido da grande vigília de oração, é evidente que, para os nossos irmãos orientais, esta festa tem uma importância extraordinária, pois traduz profundamente a teologia da divinização do homem.

Sagrada Escritura

O episódio da Transfiguração chegou até nós por meio dos relatos dos Evangelhos Sinóticos (Mt 17,1-9; Mc 9,2-10; Lc 9,28-36), mas também por meio de uma alusão, contida na Segunda Carta de São Pedro Apóstolo (1.16 a 18), proposta pela forma litúrgica como uma leitura do livro do profeta Daniel (7-9-10.13-14), se a festa for celebrada na semana.

Neste evento prodigioso, Moisés e Elias (a Lei e os Profetas) apareceram conversando com Jesus. Diante de tudo isso, Pedro se voltou para Jesus para expressar a sua admiração e seu temor pelo que ele e os outros dois discípulos tinham visto e em que eles estavam participando: “Rabino, que quer dizer (mestre), é bom estarmos aqui: vamos fazer três tendas, uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias”.

Uma nuvem chegou, símbolo da presença divina como a que acompanha os judeus, (cf. Êxodo 16, 16), que os envolveu com sua sombra, da qual veio uma voz: “Este é o meu Filho amado: escutai-o!”, repetindo o que Deus, o Pai, já havia revelado por ocasião do batismo de Jesus no Jordão, a primeira teofania da Trindade. “Filho Amado” é um dos mais importantes títulos cristológicos, inspirados por (Isaías 42, 1), onde o termo “amor” significa o Servo de Javé, enquanto o convite: “ouvir”, lembra (Deuteronômio 18,25), onde Moisés anuncia a vinda do profeta do fim dos tempos ao qual o povo deve ouvir.

Essa voz e a sombra da nuvem lançaram os discípulos em grande medo, de modo a prostrá-los ao chão. Mas quando os discípulos olharam em volta, não viram senão só Jesus. Esta presença, é o único essencial, é a coisa mais importante a ser encontrada no final de uma grande experiência. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém sobre a experiência teofânica vivida, exceto depois que o Filho do Homem ressuscitou dos mortos, o que eles não compreenderam.

Teofania

A Transfiguração é, portanto, uma teofania, uma manifestação tanto da vida divina de Cristo como da Trindade. Nesse sentido, o episódio da vida de Jesus é considerado como o batismo de Jesus no Jordão. A voz do Pai declara Jesus como seu filho amado; o Filho está brilhando de luz, símbolo de sua descida divina; o Espírito envolve os discípulos à sombra da nuvem, tornando-se o portador da voz que testemunha a identidade de Jesus. Jesus foi transfigurado aos olhos dos seus discípulos, e até mesmo os olhos dos discípulos foram transfigurados, no sentido de uma transformação de sua capacidade de ver, contemplar, para ser capaz de encontrar em Cristo a glória de Deus através do Espírito Santo.

A minha oração

“Jesus, amigo de todos, assim como manifestastes a tua glória aos discípulos, te pedimos que se manifeste a nós para que te conheçamos melhor e te amemos acima de tudo, acima de todos! Que o encontro contigo deixe marcas profundas em nossa história. Amém!”

 

 

terça-feira, 27 de junho de 2023

Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Hoje, 27 de junho, é uma das festas mais antigas e belas de Nossa Senhora“Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro”. Jesus é o Perpétuo Socorro. E esta festa é celebrada no mesmo dia do grande S. Cirilo de Alexandria (330-442), bispo e doutor da Igreja, que presidiu o importantíssimo Concílio de Éfeso que no ano de 431 proclamou solenemente Nossa Senhora como Mãe de Deus (Theotókos), diante da heresia de Nestório, patriarca de Constantinopla, que negava esta verdade.

A devoção à Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro é uma devoção universal, conhecida e venerada em todos os continentes do mundo, talvez a mais ampla e conhecida devoção de Nossa Senhora, especialmente no Oriente. No mundo todo são realizadas as famosas Novenas Perpétuas em honra de Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro. Esta novena começou em 11 de julho de 1922 nos EUA.

O famoso e conhecido quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi pintado em estilo bizantino e representa Nossa Senhora, Mãe de Deus, a Senhora das Dores, que socorre seu Filho ainda Menino assustado diante da visão de S. Miguel com o vaso de vinagre à esquerda e S. Gabriel com a Cruz à direita. A Criança divina assustada diante desses instrumentos de sua Paixão se refugia nos braços de sua Mãe, agarra em suas mãos e deixa cair a sandália do pé direito. A Mãe a acolhe e a prepara para um dia viver a Paixão redentora da humanidade.

Leia também: 27/06 – Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Nossa Senhora sofreu as nossas dores

Nossa Senhora tem o semblante coberto de tristeza e resignação e traz na cabeça a coroa de Rainha.

O quadro tem origem desconhecida; segundo um antiga tradição teria sido pintado por S. Lucas, o que não é garantido. Mas com certeza se sabe que desde 1499 é venerado em Roma. Em 1866, o Papa Pio IX o entregou aos Padres Redentoristas para que divulgassem essa devoção, o que eles fazem ainda hoje. Ela é a Patrona dos Redentoristas. Atualmente o quadro original se encontra na igreja de S. Afonso de Ligório em Roma.

Maria é a Senhora que nos apresenta Jesus, o Perpétuo Socorro da humanidade. Cada cristão precisa te-la como mãe. Aos pés da Cruz Jesus a entregou ao discípulo amado João, que representa toda a humanidade, cada um de nós, amados de Jesus. “Mãe, eis ai o teu filho; filho, eis ai a tua Mãe”. E o evangelista S. João diz que “ele a levou para a sua casa” (Jo 19, 25s).

Assista também: A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

S. João levou Nossa Senhora para morar com ele naquela casinha no alto das montanhas de Éfeso que existe ainda hoje, na Turquia. Eu já tive a oportunidade de estar ali em peregrinação. Éfeso era a capital da Província Romana da Ásia; ali havia cerca de 300 mil pessoas no tempo em que Nossa Senhora viveu com S. João.

Cada um de nós precisa também “levar Maria para sua casa” como Mãe,  como Jesus mandou. Se Jesus no-la deu aos pés da Cruz, com lábios de  sangue, é porque nós precisamos dela para nos ajudar na difícil caminhada da vida em busca da nossa salvação. Desprezar Nossa Senhora como mãe, seria, então, uma ofensa muito grave a Jesus; seria desprezar a última dádiva que Ele nos deixou antes de morrer por nós.

Por:  Prof. Felipe Aquino

 

quarta-feira, 7 de junho de 2023

7 de junho - Santo do Dia

Santo Antônio Maria Gianelli


Entre as múltiplas atividades deste santo lígure, da província de Gênova, está uma associação de nome insólito por ter sido fundada por um pároco, a “sociedade econômica”, embora de finalidades evangélicas. Propunha-se, com efeito, a educar e assistir moralmente as jovens, confiadas aos cuidados das “damas da caridade” — um nome igualmente inusitado, mudado em 1829 para o bem conhecido “filhas de Maria”. A congregação teve um rápido desenvolvimento na América Latina, onde o padre Antônio durante suas visitas era chamado pelo povo de “o santo das irmãs”.

Pároco de Chiavari de 1826 a 1838, não se confinou aos limites de sua vasta paróquia. Um ano depois da nomeação já lançara as bases para a fundação de uma congregação masculina, posta sob o patrocínio de santo Afonso de Ligório, reunindo jovens sacerdotes para as missões populares e para o amparo de paróquias particularmente necessitadas. Os missionários “ligorianos” assumiram o nome de oblatos de santo Afonso.


Eleito bispo de Bobbio em 1837, introduziu na diocese as reformas já promovidas como pároco de Chiavari, instituindo um seminário. Neste reapresentava aos estudantes de filosofia e de teologia a negligenciada Summa de são Tomás de Aquino, em um momento singular, em razão do avanço de um positivismo ateu e de um racionalismo que se haviam infiltrado até mesmo entre os estudiosos católicos. 


Cuidou, pois, da formação do clero com mão enérgica, removendo párocos pouco zelosos e recorrendo com freqüência à colaboração de seus oblatos. Pastor vigilante, mas caritativo e compreensivo, tomista convicto, mas não fechado às novas correntes do pensamento e à renovação da filosofia escolástica, que naqueles anos fermentava em torno do grande pensador e santo sacerdote Antônio Rosmini.


D. Gianelli morreu aos 57 anos, depois de uma vida relativamente breve, mas intensa, dedicada com coração e espírito de missionário às obras benéficas no campo ­religioso e social. Foi canonizado por Pio XII, a 21 de outubro de 1951.

A minha oração

Pedimos ao nosso santo que ensine o caminho da meditação e que, através desta, possamos ser usados pelo Senhor no serviço pastoral, no trabalho cotidiano. Que o seu exemplo e virtude sejam sempre caminho de esperança e caridade para nós, por Cristo nosso Senhor. Amém!

 

  Santo Antônio Maria Gianelli, rogai pro nós!

São Pedro de Córdova

O santo de hoje viveu num tempo de grande perseguição. Foi no século IX, no ano de 851: um rei de outra religião estava impondo para os cristãos a renúncia de Cristo e a adesão a tal outra religião. Claro que muitos optaram pela fidelidade a Jesus, mesmo em meio às ameaças e perseguições.

Pedro, fiel leigo, que foi para Córdova junto com outro amigo por causa dos estudos, deparou-se com aquela perseguição. Eles se apresentaram a um juiz, que questionou a fé daqueles cristãos. E Pedro respondeu testemunhando Jesus Cristo, falando sobre a verdadeira religião, da Salvação, do único Salvador. Aquele juiz não aceitou os argumentos e condenou Pedro e seus companheiros ao martírio.

Eles foram com alegria, testemunhando a esperança da ressurreição. Foram degolados e depois tiveram seus corpos dependurados e queimados, e ainda tiveram suas cinzas lançadas num rio, para que ninguém os venerasse. Diante do testemunho desses mártires, peçamos a Deus a graça da fidelidade.

São Pedro de Córdova e companheiros, rogai por nós!


sexta-feira, 26 de maio de 2023

Santo do Dia - 26 de maio

Santa Maria Ana de Jesus Paredes


 Maria Ana nasceu no dia 31 de outubro de 1618, em Quito, capital do Equador. Sua família era rica: o pai, Jerônimo Paredes e Flores, era um capitão espanhol e a mãe, Mariana Jaramillo, pertencia à nobreza.

A pequena ficou órfã dos pais aos quatro anos de idade e quem assumiu sua educação foi a mais velha de suas sete irmãs, Jerônima, casada com o capitão Cosme de Miranda, os quais educaram a menina como própria filha. Ela logo começou a despertar para a religião, tornando-se devota fervorosa de Jesus e da Virgem Maria. Muito inteligente e prendada, gostava das aulas de canto, onde aprendia as músicas religiosas, depois entoadas durante as orações.

Orientada espiritualmente pelo jesuíta João Camacho, aos oito anos recebeu a primeira comunhão e quis fazer voto de virgindade perpétua, sendo de pronto atendida. E em sua casa, sem ingressar em nenhuma Ordem religiosa, intuída pelo Espírito Santo, se consagrou somente às orações e a penitência, até os limites alcançados apenas pelos adultos mais santificados.

Em 1639, ingressou na Ordem Terceira Franciscana e tomou o nome de Mariana de Jesus. Ela fora agraciada por Deus com o dom do conselho e da profecia, sabendo como ninguém interpretar a alma humana. A sua palavra promovia a paz entre as pessoas em discórdia e contribuía para que muitas almas retornassem para o caminho do seguimento de Cristo.

Em conseqüência das severas penitências que se impunha, Marianita, era assim chamada por todos, tinha um físico delicado e a saúde muito frágil, sempre sujeita a doenças. Em uma dessas enfermidades, teve de ser submetida a uma sangria, e a enfermeira que a atendia deixou em uma vasilha o sangue que tinha extraído de Marianita para ir buscar as ataduras que faltavam. Ao retornar, viu que na vasilha que continha seu sangue brotara um lírio. A notícia se espalhou e passou a ser conhecida como "o Lírio de Quito".

Como Marianita profetizara, em 1645 a cidade de Quito foi devastada por  um grande terremoto, que causou muitas mortes e espalhou muitas epidemias. Os cristãos todos foram convocados pelos padres jesuítas a rezarem pedindo a Deus e à Virgem Maria socorro para o povo equatoriano. Nessa ocasião Marianita, durante a celebração da santa missa, anunciou que oferecera sua vida a Deus para que os terremotos cessassem. O que de fato ocorreu naquela mesma manhã. Logo em seguida ela morreu, no dia 26 de maio de 1645.

Desde então nunca mais ocorreram terremotos nessas proporções no Equador. Os milagres por sua intercessão se multiplicaram de tal maneira que ela foi beatificada pelo papa Pio IX em 1853. Santa Mariana de Jesus Paredes, o Lírio de Quito, foi decretada "Heroína da Pátria" em 1946 pelo Congresso do Equador. Festejada no dia 26 de maio, foi canonizada pelo papa Pio XII em 1950, tornando-se a primeira flor franciscana desabrochada para a santidade na América Latina. 


Santa Maria Ana de Jesus Paredes, rogai por nós!


São Filipe Néri

 Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça." Há maior boa vontade em colocar no caminho correto as crianças abandonadas do que nessa disposição? A frase bem-humorada é de Filipe Néri, que assim respondia quando reclamavam do barulho que seus pequenos abandonados faziam, enquanto aprendiam com ele ensinamentos religiosos e sociais.

Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Rômolo Néri pertencia a uma família rica: o pai, Francisco, era tabelião e a mãe, Lucrécia, morreu cedo. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe, na infância, surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência, virtudes que ele soube cultivar até o fim da vida. Cresceu na sua terra natal, estudando e trabalhando com o pai, sem demonstrar uma vocação maior, mesmo freqüentando regularmente a igreja.

Aos dezoito anos foi para São Germano, trabalhar com um tio comerciante, mas não se adaptou. Em 1535, aceitou o convite para ser o tutor dos filhos de uma nobre e rica família, estabelecida em Roma. Nessa cidade foi estudar com os agostinianos, filosofia e teologia, diplomando-se em ambas com louvor. No tempo livre praticava a caridade junto aos pobres e necessitados, atividade que exercia com muito entusiasmo e alegria, principalmente com os pequenos órfãos de filiação ou de moral.

Filipe começou a chamar a atenção do seu confessor, que lhe pediu ajuda para fundar a Confraternidade da Santíssima Trindade, para assistir os pobres e peregrinos doentes. Três anos depois, aos trinta e seis anos de idade, ele se consagrou sacerdote, sendo designado para a igreja de São Jerônimo da Caridade.

Tão grande era a sua consciência dos problemas da comunidade que formou um grupo de religiosos e leigos para discutir os problemas, rezar, cantar e estudar o Evangelho. A iniciativa deu tão certo que depois o grupo, de tão numeroso, passou à Congregação de Padres do Oratório, uma ordem secular sem vínculos de votos.

Filipe se preocupou somente com a integração das minorias e a educação dos meninos de rua. Tudo o que fez no seu apostolado foi nessa direção, até mesmo utilizar sua vasta e sólida cultura para promover o estudo eclesiástico. Com seu exemplo e orientação, encaminhou e orientou vários sacerdotes que se destacaram na história da Igreja e depois foram inscritos no livro dos santos.

Mas somente quando completou setenta e cinco anos passou a dedicar-se totalmente ao ministério do confessionário e à direção espiritual. Viveu  assim até morrer, no dia 26 de maio de 1595. São Filipe Néri é chamado,  até hoje, de "santo da alegria e da caridade". 

A minha oração

“São Filipe, intercedei por mim e conduzi-me à alegria verdadeira no serviço ao Cristo e à caridade amável por todo o povo de Deus. Quero também eu poder cantar a glória de Deus e anunciar, com coração apaixonado, a Sua Palavra. Amém!”

 

 

São Filipe Néri, rogai por nós!


quarta-feira, 24 de maio de 2023

24 de maio - Dia de Nossa Senhora Auxiliadora

Maria SS., Nossa Senhora Auxiliadora

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo,não ficará sem receber a sua recompensa.


E se alguém escandalizar um desses pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço.

Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, ‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”. Pois todos hão de ser salgados pelo fogo. Coisa boa é o sal. Mas se o sal se tornar insosso, com que lhe restituireis o tempero? Tende, pois, sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros”.
Maria SS., Nossa Senhora Auxiliadora, acompanha sempre a Igreja de que é Mãe e Rainha, sobretudo nos momentos mais difíceis e angustiantes. Foi por isso que S. João Bosco a escolheu sob esse título para ser a padroeira da Congregação Salesiana. D. Bosco tinha plena consciência de que, já em sua época, as ideologias estavam a tomar conta das escolas, expulsando a verdade das salas de aula. E para evitar que em meio a tantos erros e confusões as almas jovens se envenenassem de princípios contrários à fé católica, era necessário recorrer ao poderosíssimo auxílio da Virgem bendita.


Só ela, como Mãe zelosa e protetora, nos pode garantir o triunfo contra a heresia e a mentira, espalhadas no mundo por aquele que é homicida desde o início e pai de todo engano. Porque os piores inimigos do povo cristão, com efeito, não são aqueles que podem ferir nossos corpos, arrojando-os às prisões ou dando-os à morte, mas os que, na cultura e na literatura, no ensino e nas cátedras, difundem os erros mais perversos, as ideias mais absurdas, os projetos ideológicos mais revoltantes que a soberba humana é capaz de conceber. Hoje, em que essa batalha contra a verdade e a pureza da fé parece ter chegado ao ápice, confiemo-nos ao patrocínio de Nossa Senhora Auxiliadora e peçamos-lhe nos conceda, como soldados do exército de Cristo, a graça de defendermos sempre, com santa intransigência, a doutrina católica, os imperativos do Evangelho e os direitos da Santa Igreja Romana, coluna e sustentáculo da verdade.

Site:  Padre Paulo Ricardo

São João Bosco e a devoção de  a Nossa Senhora Auxiliadora

E justamente em 1862, ele tem o “Sonho das Duas Colunas” e no ano seguinte seus primeiros acenos para a construção do célebre e grandioso Santuário de Maria Auxiliadora. E esta devoção à Mãe de Deus, desde então se expandiu imediata e amplamente.             

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".

Escreveu o santo: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

Oração a Nossa Senhora Auxiliadora, Protetora do Lar

Santíssima Virgem Maria
a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos,
nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa.
Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.

Preservai esta casa de todo perigo:
do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades,
dos ladrões, dos malfeitores, da guerra
e de todas as outras calamidades que conheceis.

Abençoai, protegei, defendei,
guardai como coisa vossa
as pessoas que vivem nesta casa.

Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante,
a de viverem sempre na amizade de Deus,
evitando o pecado.

Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus,
e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus
e para com todos aqueles
pelos quais Ele morreu na cruz.

Maria, Auxílio dos Cristãos,
rogai por todos que moram nesta casa
que Vos foi consagrada.

Amém.