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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Resposta ao comentário do Padre Mateus

Recebemos no POST sobre Santa Francisca Xavier Cabrini - clique aqui para acessar o POST e comentário - um comentário enviado por Padre Mateus  - não é disponibilizado um LINK ou e-mail para contato;  buscando esclarecer o assunto transcrevemos abaixo comentário e a opinião oficial do Blog CATOLICISMO.


"Comentário do Padre Mateus:

'Padre Mateus disse...
Este sitio traz afirmações históricas inverossímel. Lembrem-se que o Cristianismo nasceu no Oriente e não no Ocidente. Como a Igreja Ortodoxa pode ter nascido de um cisma com Roma?
Quando Roma ainda era uma cidade totalmente pagã, Pedro já pontificava Antioquia, João acolhia a Mãe de Deus e da Igreja consigo e chefiava a Igreja de Éfeso, Tiago, o irmão do Senhor, a de Jerusalém. Todos os Concílios Ecumênicos se deram no Oriente e nunca em Roma. Por favor, não deturpe a História, a bem da verdade que os senhores dizem servir. Para nós, Roma é que se apartou da Tradição e da nossa comunhão.'

23 de dezembro de 2009 10:28"


NOTA do Blog CATOLICISMO:
Entendemos oportuno destacar que não há da parte do Blog Catolicismo nenhuma aversão a Igreja Católica Ortodoxa e reconhecemos que antes do estabelecimento da Sé de Roma - sendo considerado Sua Santidade, o Papa, o 'primeiro entre os pares' - existiam vários Patriarcados, sendo oportuno lembrar que foram várias as causas do cisma que separou a Igreja Católica, até então UNA, em dois ramos: 
Oriental e Ocidental, cabendo as igrejas orientais a denominação de ORTODOXA e a Igreja Católica Ocidental sendo denominada Igreja  Católica Apostólica Romana, sendo uma das causas a cláusula 'filioque'.

Natural que não pretendemos ensinar ao Padre Mateus, que com certeza tem mais conhecimentos sobre o assunto do que a soma do conhecimento de todos os editores do Blog Catolicismo, porém,  explicando para os leigos o cerne da Cláusula 'filioque' é que no entendimento  das igrejas orientais o Espírito Santo procede apenas do Pai enquanto  a Igreja Católica Apostólica Romana entende que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho - essa diferença de entendimento sobre a procedência do Espírito Santo é facilmente percebida no Credo Niceno-Constantinoplano. 


Outro aspecto que desagrava a Igreja Ocidental era o 'cesaropapismo', ou seja, a subordinação das Igrejas Ortodoxas a uma autoridade secular.

Lembramos ao  Padre Mateus que tanto na descrição do Blog CATOLICISMO quanto nos seus objetivos não há restrições as igrejas ortodoxas - inclusive até constam trechos em que as defendemos e nos mesmo também reconhecemos que não temos procuração das mesmas para defende-las nem tão pouco elas precisam de nossa defesa - o que somos contrários é ao fato de que a Igreja Católica Apostólica Brasileira - ICAB, por razões que desconhecemos, tem optado por manter igrejas da ICAB 'disfarçadas' de Ortodoxas.


Discordamos disso, por ser nosso entendimento que a ICAB tem o direito de manter suas igrejas, difundir sua crença e principios mas deve fazer de forma clara, assumindo, inclusive com a denominação na própria igreja, que naquele local funciona  uma Igreja integrante da Igreja Católica Apostólica Brasileira.

Mas o que tem ocorrido com alguma frequencia é que uma determinada Igreja começa a funcionar, o padre se veste sempre de batina na cor preta, diz que a igreja é ortodoxa e na realidade quando fomos visitar tal igreja constatamos que todos rituais são latinos, exatamente iguais aos adotados pela Igreja Católica Apostólica Romana e com ligeiras modificações pela brasileira.

Citamosw dois exemplos em que o ritual seguido na 'igreja ortodoxa' não coincide com o seguida pelas verdadeiras Igrejas Ortodoxas:
- o Sinal da Cruz é feito no estilo Ocidental do ombro esquerdo para o direito, portanto, contrário ao Sinal da Cruz da Igreja Ortodoxa;
- a Cruz usada nas cerimonias da autodenominada igreja ortodoxa é a latina.


Portanto, Reverendo Padre Mateus, esperamos ter deixado esclarecido que nada temos contra as verdadeiras, as autênticas Igrejas Ortodoxas, também nada temos contra a Igreja Católica Apostólica Brasileira, mas, temos tudo contra a 'falsificação', contra uma igreja da ICAB se apresentar como se fosse Igreja Ortodoxa.

No Distrito Federal, na cidade satélite de Taguatinga, existem duas igrejas que são exemplos fiéis do que falamos, ficando uma em Taguatinga Centro e outra em Taguatinga Norte.


NA PAZ DO SENHOR,


Editores do Blog CATOLICISMO


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cisma - Divisão Igreja Romana x Igreja Ortodoxa

Cisma

A causa principal do rompimento doutrinário que deu origem as Igrejas Ortodoxas e a Romana.
Se a Igreja, espalhada no conjunto da bacia mediterrânica e organizada em redor dos seus cinco patriarcados (Roma. Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém), soube guardar no princípio a sua unidade global, (seguramente, largos sectores da parte oriental da Igreja desligaram-se dela após o Concílio de Calcedônia - as Igrejas da Armênia, da Etiópia, do Egito), esta unidade tornar-se-á mais aleatória depois da queda do Império romano do Ocidente.

As divergências culturais - uso do latim no Ocidente, do grego no Oriente bem depressa cederão o passo às divergências de ordem político-religiosa que resultaram da separação do mundo mediterrânico em entidades políticas distintas. A anarquia merovíngia no Ocidente que, por muitas vezes, fez do papa o único elemento estável, reforça a autoridade jurídica do primeiro romano, o qual anteriormente desfrutava apenas de uma primazia de honra.

O desenvolvimento do Império de Carlos Magno (séculos VIII e IX) havia de acentuar esta tendência para ver na parte ocidental da Igreja o modelo e o guia de toda a Igreja. Na impossibilidade de se fazer reconhecer por Bizâncio, Carlos Magno será tentado a utilizar argumentos teológicos para demonstrar o caráter de subordinação do Império do Oriente, e, por conseqüência, igualmente da sua Igreja.
E muito embora os papas desta época tenham ainda reagido contra a introdução oficial de tais argumentos nos cânones da Igreja, o pomo de discórdia lançado pelos "livros de Carlos Magno" - a questão do Filioque - dividirá cada vez mais o Ocidente e o Oriente cristãos.

O Filioque - "o Espírito Santo procede do Pai e do Filho" - é um acrescentamento tardio, feito por um sínodo ocidental (Toledo, século VI), ao texto primitivo do Concílio de Nicéia que afirma que o "Espírito Santo procede do Pai." A ofensa pareceu muito grave aos olhos da parte oriental da Igreja, e isso por duas razões. Por um lado, um órgão eclesiástico - ocidental, na ocorrência - arrogou-se o direito, sem consultar o conjunto do corpo eclesial, de modificar uma formulação doutrinal elaborada por um concílio ecumênico que representava a Igreja universal.
A introdução do "Filioque" constituía, já só por si, uma ferida aberta na unidade da Igreja.
Por outro lado, o próprio conteúdo do acrescento manifesta uma divergência doutrinal profunda sobre a natureza de Deus.

Se para os Padres do Concílio de Nicéia o Espírito Santo não pode proceder senão do Pai porque Deus é, primeiro que tudo, pessoal - Pai, Filho e Espírito Santo, antes de ser Essência divina única - para os teólogos ocidentais de Toledo que seguem sobre este ponto o grande teólogo ocidental Sto Agostinho, Deus é, antes do mais, Essência divina única, o que permite então falar de uma dupla origem do Espírito Santo - do Pai "e do Filho." A introdução progressiva do "Filioque" no Ocidente será o índice das divergências doutrinais cada vez mais profundas que, por seu turno, terão repercussões sobre a doutrina da Igreja, pregada respectivamente pelas duas partes da cristandade, estas doutrinas divergentes que alargam reciprocamente o fosso que se vai cavar cada vez mais.

Na sua reação contra o cesaropapismo carolíngio. os papas acabarão por chegar a confundir cada vez mais a sua autoridade espiritual de patriarcas do Ocidente com uma autoridade jurídica de coerção, o seu primado de honra com o poder universal e absoluto. Em conseqüência, conforme já se disse ' , "reformando a Igreja do Ocidente, os papas tentaram estender as suas reformas ao Oriente e fracassaram. Este fracasso contribuiu ainda para apertar a unidade de uma cristandade ocidental monolítica e fechada sobre si mesma."

Um dos incidentes maiores desta luta manhosa devia ser a tentativa feita pelo papa Nicolau I de depor o patriarca de Constantinopla, Fócio, eleito regularmente, que respondeu com uma "encíclica," acusando o papa de heresia. Compreendiam-se cada vez menos, faltando cada vez mais uma linguagem comum. Em 1014, por ocasião da coroação do imperador Henrique II, a Igreja ocidental introduziu oficialmente na sua liturgia o uso do Filioque, decisão que precipitou o movimento de ruptura. agora inevitável.

Apesar do espírito muito compreensivo de alguns pontífices (como João VIII, 872-882) e do desejo dos Orientais de continuarem a ver na pessoa do Papa o primado de honra de toda a Igreja, as divergências culturais, doutrinais, políticas e eclesiásticas que cavavam um fosso cada vez mais profundo entre a parte ocidental e oriental da única Igreja de Cristo, acabaram por provocar a ruptura. Paradoxalmente, estas divergências aparecerão, no momento do drama, sob a forma de querelas incidentes sobre questões menores relativas aos ritos exteriores, tais como o uso do pão sem fermento, o celibato dos padres, etc.

Para regular estes diferendos, legados do papa Leão IX dirigiram-se a Constantinopla em 1054 onde, perante as reticências do patriarca que punha em dúvida a sua boa-fé, os emissários de Roma depuseram sobre o altar de Santa Sofia a bula de excomunhão que acusava os Gregos, entre outras coisas, de terem "subtraído (sic) o Filioque" da confissão de fé e de admitirem o casamento dos padres.

Em 1204, por ocasião do saque de Constantinopla pelos Cruzados latinos, o irreparável - sob o ponto de vista humano será consumado: não se falará mais, daí para diante, da Igreja de Cristo, mas da Igreja latina romana à qual faz frente a Igreja oriental ortodoxa.

Os concílios "de união" (Lião e Florença, nos séculos XIV e XV), pelos seus fracassos, apenas tornam mais doloroso o escândalo do primeiro grande cisma da Igreja que, rompendo o equilíbrio interno do Corpo de Cristo, abrirá a porta aos cismas posteriores da cristandade ocidental - a Reforma e as seqüelas de outras divisões. Daqui por diante, as duas partes da cristandade evoluirão separadamente.