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Este Blog se propõe a divulgar o catolicismo segundo a Igreja Católica Apostólica Romana. Os editores do Blog, não estão autorizados a falar em nome da Igreja, não são Sacerdotes e nem donos da verdade. Buscam apenas ser humildes e anônimos missionários na Internet. É também um espaço para postagem de orações, comentários, opiniões.
Defendemos a Igreja conservadora. Acreditamos em DEUS e entregamo-nos nos braços de MARIA. Que DEUS nos ilumine e proteja. AMÉM
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O presidente da CNBB, dom Jaime Spengler (à direita) e o secretário-geral da conferência, dom Ricardo Hoepers (à esquerda).| Foto: CNBB/Flickr
Como eu imaginei, logo a ADPF 442 estará na pauta do Supremo.
No último dia 12, a ação que pretende legalizar o aborto no Brasil até a 12.ª semana de gestação foi liberada para julgamento pela relatora, Rosa Weber,
que também é presidente do STF. [a
ilustre ministra está exercendo uma faculdade do seu cargo e que
certamente não a ajudará espiritualmente nem a isentará de eterna pesada
punição - pessoalmente, defendemos que TODOS e TODAS,
independentemente do que sejam no mundo religioso ou profano, que
defendem o aborto (assassinato covarde e vil de seres humanos inocentes e
indefesos) sejam sumariamente EXCOMUNGADOS.]
Como ela se aposenta daqui a alguns
dias, impossível que ela não quisesse iniciar logo o julgamento, para
poder dar seu voto certo a favor do genocídio de pequenos seres humanos
indefesos e inocentes. Felizmente, desde que a notícia da liberação da
ADPF para julgamento veio a público, o episcopado brasileiro tem reagido
de uma forma que vem dando gosto de ver.
A CNBB chamou a ação de “pauta antidemocrática”, porque é exatamente
isso:um partido político nanico, incapaz de convencer o eleitor a
endossar suas plataformas, resultando em uma bancada minúscula,deixa de
lado a arena legislativa e quer vencer no tapetão.
Além disso, a CNBB
ainda publicou um vídeo em que seu assessor jurídico aponta vários erros
da ADPF:
Bispos em todo o Brasil também já se manifestaram pelos mais
diversos meios. O cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, tem usado
bastante o X (ex-Twitter) a esse respeito.
Trago aqui apenas três exemplos,mas temos bispos no país inteiro fazendo o mesmo.
Sem falar nos sacerdotes e leigos católicos com
enorme audiência na internet, e que também estão fazendo a sua parte.
Como a data exata para início do julgamento ainda não foi divulgada, ao
menos até esta tarde de terça-feira, ainda há tempo para a CNBB e os
bispos adotarem uma série de outras iniciativas.
Eu sugeriria retomar
imediatamente as orações nas missas, seguindo a sugestão que a CNBB fizera para o segundo domingo de agosto.
Durante a semana não temos a oração dos fiéis, mas a Oração do
Nascituro cabe perfeitamente antes da bênção final; aos domingos, quando
o rito prevê a oração dos fiéis, que também seja incluída a prece:
“Está
tramitando no STF – Supremo Tribunal Federal a ADPF 442 (Arguição de
Descumprimento de Preceito Fundamental) que tem como objetivo
descriminalizar quem provoca ou consente com o aborto.
Os deputados,
representantes do povo, disseram não ao aborto, porém há uma força muito
forte para que o STF paute este assunto para descriminalizar o aborto.
Rezemos por aqueles que têm a missão de promover e defender a vida, para
que não se deixem intimidar pelo poder da morte e por ideologias de
exploração dos mais vulneráveis. V: Rezemos ao senhor.”
Ainda há tempo para a CNBB e os bispos adotarem uma série de outras iniciativas antes que comece o julgamento da ADPF 442
Dá
para os bispos fazerem mais que isso? Como já afirmei outro dia, tenho
certeza de que a CNBB está realizando intenso trabalho de bastidores.
Mas eu não descartaria um uso educativo das penas canônicas. O bispo de
Caruaru (PE), dom José Ruy Gonçalves Lopes, pediu explicitamente aos padres de sua diocese que não deem a comunhão a abortistas,
e tem toda a razão, pois é exatamente o que está previsto no cânone 915
do Código de Direito Canônico: “Não sejam admitidos à sagrada comunhão
os excomungados e os interditos, depois da aplicação ou declaração da
pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto” –
a defesa do aborto se encaixa direitinho no conceito de “pecado grave
manifesto”. Se alguém tiver dúvida,vejam o que o então cardeal Joseph Ratzinger escreveu aos bispos norte-americanos em 2000,a respeito de políticos abortistas:
“Quando a cooperação formal de uma pessoa se torna
evidente (entenda-se, no caso de um político católico, sua consistente defesa e
votos em favor de leis permissivas sobre aborto e eutanásia), seu Pastor deve
procurá-lo, instruí-lo sobre o ensinamento da Igreja, informá-lo de que ele não
deve se apresentar para receber a Sagrada Comunhão até que encerre essa
situação objetiva de pecado, e avisá-lo de que ele terá negada a Eucaristia.
‘Quando, porém, se apresentarem situações em que tais precauções não tenham
obtido efeito (...), o ministro da distribuição da Comunhão deve recusar-se a
dá-la’”.
Mais que isso, acho que só a
excomunhão.
[que é automática para a mãe assassina - aborto é assassinato de ser
humano inocente e indefeso - e para todos que agirem diretamente no
processo de assassinato.] - Quem age diretamente em um aborto (gestante, médicos etc.)
está excomungado automaticamente(cânone 1.398); não é nem mesmo
necessário que o bispo local faça algum tipo de declaração, embora
alguns, como dom José Cardoso Sobrinho, tivessem esse hábito para
reforçar que havia uma pena canônica prevista para o aborto.
Eu tenho
minhas dúvidas quanto à excomunhão automática de um político ou
juiz que votasse, no parlamento ou no tribunal, pela legalização do
aborto ou pelo aumento das circunstâncias em que ele seria legal, mas
absolutamente nada impede que neste caso ocorra a excomunhão ferendae sententiae,
aquela que não é automática, mas ocorre por decisão da autoridade
eclesiástica.
Antes de terminar, quero lembrar que muito cruzadinho de internet já se apressou a dizer algo como “é, mas bispo Fulano fez o L,
não fez?” ou coisa parecida.
Sim, provavelmente ao menos alguns bispos
que agora estão defendendo enfaticamente a vida deram seu apoio, explícito ou
implícito, à eleição deste governo, que já tomou uma série de ações em
favor do aborto, por exemplo no âmbito do Ministério da Saúde, com a
revogação de uma boa Norma Técnica elaborada no governo anterior, ou no
âmbito das relações exteriores, ao retirar o Brasil do Consenso de Genebra(ambas as atitudes, aliás, foram criticadas pela CNBB).
Rezo para que um dia esses bispos se deem conta da colaboração que deram para a ascensão de um governo iníquo.
Mas agora eles estão cobertos de razão.
Guarde a crítica – que sempre tem de ser respeitosa – para depois; este
é o momento de cerrar fileiras em torno dos nossos pastores.
[imperioso destacar que o atual governo está repleto de comunistas e que COMUNISMO
e SATANISMO, COMUNISTA e SATANISTA se completam, precisam estar unidos
para melhor servir a satanás, o senhor das trevas.
São Medardo
Um santo, muito popular na França, nasceu na região de
Saint-Quentin, de uma nobre família; o pai era de estirpe franca e a
mãe, descendente dos colonizadores romanos. A vida de são Medardo, antes e depois da ordenação episcopal, é rica de
saborosas anedotas que, depuradas da lenda, oferecem-nos um homem
tolerante para com as fraquezas humanas, generoso no dar e arguto nas
respostas. De seu desapego dos bens materiais fazem fé alguns episódios
que ainda hoje se contam para suprir o vazio de notícias históricas.
Um ladrão, ao entrar em sua vinha, encheu o cesto de uvas, mas não
conseguiu encontrar o caminho de saída. O santo a indicou, enchendo o
cesto com outra fruta. Um ladrão mais audaz roubou-lhe um dia a vaca,
mas o chocalho, apesar de envolvido em trapos, se pôs a tocar. Medardo,
acorrendo, fez silenciar o toque e deixou ir embora o ladrão com o
produto do roubo. As abelhas, vendo-se despojadas de seu mel,
revoltaram-se e o atacaram. Medardo ordenou-lhes que voltassem quietas à colmeia.
O santo era discípulo do grande bispo Remígio, que o ordenou bispo de
Vermand, nos arredores de Saint-Quentin. Quando a sede episcopal foi
destruída, na passagem dos bárbaros em direção à Espanha, Medardo
transferiu-se para Noyon. De seu episcopado conhecemos bem pouco, e esse
pouco é extraído da vida de santa Radegunda.
A rainha havia fugido de casa, abandonando o marido, o rei Clotário,
culpado de ter assassinado o próprio irmão. A santa pediu para ser
acolhida num mosteiro, para consagrar-se a Deus. Medardo deu-lhe
hospitalidade e, depois de haver refletido muito sobre o difícil
problema canônico, impôs-lhe o véu, conferindo-lhe a ordenação diaconal.
À morte do santo bispo, o rei Clotário, reconhecido, mandou sepultá-lo
em Soissons, capital do próprio reino, num rico túmulo. Sobre este, o
sucessor de Clotário, pouco depois, edificou a célebre basílica e o
mosteiro que levam o nome do santo bispo.
São Medardo
Um santo, muito popular na França, nasceu na região de
Saint-Quentin, de uma nobre família; o pai era de estirpe franca e a
mãe, descendente dos colonizadores romanos. A vida de são Medardo, antes e depois da ordenação episcopal, é rica de
saborosas anedotas que, depuradas da lenda, oferecem-nos um homem
tolerante para com as fraquezas humanas, generoso no dar e arguto nas
respostas. De seu desapego dos bens materiais fazem fé alguns episódios
que ainda hoje se contam para suprir o vazio de notícias históricas.
Um ladrão, ao entrar em sua vinha, encheu o cesto de uvas, mas não
conseguiu encontrar o caminho de saída. O santo a indicou, enchendo o
cesto com outra fruta. Um ladrão mais audaz roubou-lhe um dia a vaca,
mas o chocalho, apesar de envolvido em trapos, se pôs a tocar. Medardo,
acorrendo, fez silenciar o toque e deixou ir embora o ladrão com o
produto do roubo. As abelhas, vendo-se despojadas de seu mel,
revoltaram-se e o atacaram. Medardo ordenou-lhes que voltassem quietas à colmeia.
O santo era discípulo do grande bispo Remígio, que o ordenou bispo de
Vermand, nos arredores de Saint-Quentin. Quando a sede episcopal foi
destruída, na passagem dos bárbaros em direção à Espanha, Medardo
transferiu-se para Noyon. De seu episcopado conhecemos bem pouco, e esse
pouco é extraído da vida de santa Radegunda.
A rainha havia fugido de casa, abandonando o marido, o rei Clotário,
culpado de ter assassinado o próprio irmão. A santa pediu para ser
acolhida num mosteiro, para consagrar-se a Deus. Medardo deu-lhe
hospitalidade e, depois de haver refletido muito sobre o difícil
problema canônico, impôs-lhe o véu, conferindo-lhe a ordenação diaconal.
À morte do santo bispo, o rei Clotário, reconhecido, mandou sepultá-lo
em Soissons, capital do próprio reino, num rico túmulo. Sobre este, o
sucessor de Clotário, pouco depois, edificou a célebre basílica e o
mosteiro que levam o nome do santo bispo.
São Medardo
Um santo, muito popular na França, nasceu na região de
Saint-Quentin, de uma nobre família; o pai era de estirpe franca e a
mãe, descendente dos colonizadores romanos. A vida de são Medardo, antes e depois da ordenação episcopal, é rica de
saborosas anedotas que, depuradas da lenda, oferecem-nos um homem
tolerante para com as fraquezas humanas, generoso no dar e arguto nas
respostas. De seu desapego dos bens materiais fazem fé alguns episódios
que ainda hoje se contam para suprir o vazio de notícias históricas.
Um ladrão, ao entrar em sua vinha, encheu o cesto de uvas, mas não
conseguiu encontrar o caminho de saída. O santo a indicou, enchendo o
cesto com outra fruta. Um ladrão mais audaz roubou-lhe um dia a vaca,
mas o chocalho, apesar de envolvido em trapos, se pôs a tocar. Medardo,
acorrendo, fez silenciar o toque e deixou ir embora o ladrão com o
produto do roubo. As abelhas, vendo-se despojadas de seu mel,
revoltaram-se e o atacaram. Medardo ordenou-lhes que voltassem quietas à colmeia.
O santo era discípulo do grande bispo Remígio, que o ordenou bispo de
Vermand, nos arredores de Saint-Quentin. Quando a sede episcopal foi
destruída, na passagem dos bárbaros em direção à Espanha, Medardo
transferiu-se para Noyon. De seu episcopado conhecemos bem pouco, e esse
pouco é extraído da vida de santa Radegunda.
A rainha havia fugido de casa, abandonando o marido, o rei Clotário,
culpado de ter assassinado o próprio irmão. A santa pediu para ser
acolhida num mosteiro, para consagrar-se a Deus. Medardo deu-lhe
hospitalidade e, depois de haver refletido muito sobre o difícil
problema canônico, impôs-lhe o véu, conferindo-lhe a ordenação diaconal.
À morte do santo bispo, o rei Clotário, reconhecido, mandou sepultá-lo
em Soissons, capital do próprio reino, num rico túmulo. Sobre este, o
sucessor de Clotário, pouco depois, edificou a célebre basílica e o
mosteiro que levam o nome do santo bispo.
Adriano nasceu no ano 635 no norte da África e foi batizado com o
nome de Hadrian. Tinha apenas cinco anos de idade quando sua família
imigrou para a cidade italiana de Nápolis, pouco antes da invasão dos
árabes. Lá estudou no convento dos beneditinos de Nerida, onde se
consagrou sacerdote.
Adriano se tornou um estudioso da Sagrada Escritura, profundo conhecedor
de grego e latim, professor de ciências humanas e teologia. A fama de
sua capacidade e conhecimento chegou ao imperador Constantino II que em
663 o fez seu embaixador junto ao papa Vitalino, função que exerceu
duas vezes. Depois, este papa o nomeou como um dos seus conselheiros.
Quando morreu o bispo da Cantuária, Inglaterra, o papa Vitalino convidou
Adriano para assumir aquele cargo, mas ele recusou a indicação duas
vezes, alegando não ter suficiente competência para ocupar esse posto. O
papa lhe pediu para que indicasse alguém mais competente, pois ele
mesmo não conhecia.
Nesta ocasião Adriano havia se encontrado com seu grande amigo, o
teólogo grego e monge beneditino Teodoro de Tarso que estava em Roma.
Adriano o indicou ao papa Vitalino. Consultado, Teodoro disse que estava
disposto a aceitar, mas somente se Adriano concordasse em ir para a
Inglaterra ajudá-lo na missão evangelizadora. Adriano aceitou de
imediato. O papa consagrou Teodoro, bispo da Cantuária e nomeou Adriano
seu assistente e conselheiro, em 668.
Ele chegou na Inglaterra um ano depois, pois foi detido durante a
viagem, na França sob suspeita que tinha uma missão secreta do imperador
Constantino II, para os reis ingleses, mas foi solto ao atestarem a sua
integridade de sacerdote.
Adriano e Teodoro foram evangelizadores altamente bem sucedidos, junto
ao povo inglês cuja maioria era pagã. O bispo Teodoro, logo colocou
Adriano como abade do convento beneditino de São Pedro, depois chamado
de Santo Agostinho, na Cantuária. Sob sua liderança, esta escola se
tornou um centro de aprendizagem e formação de clérigos para a Igreja
dos povos anglicanos.
Adriano viveu neste país durante trinta e nove anos, totalmente
dedicados ao serviço da Igreja. Nele os ingleses encontraram um pastor
cheio de sabedoria e piedoso, um verdadeiro missionário e instrumento
de Deus. Muitos se iluminaram com os seus exemplos de vida profundamente
evangélica.
Morreu em 9 de janeiro de 710, foi enterrado no cemitério daquele
convento, na Inglaterra. A sua sepultura se tornou um lugar de graças,
prodígios e peregrinação. Em 1091, o seu corpo foi encontrado incorrupto
e trasladado para a cripta da igreja do mesmo convento. Adriano foi
proclamado Santo pela Igreja, que o festeja no dia em que morreu.
Santo Adriano, rogai por nós!
Santo André Corsini
Nasceu no século XIV, dentro de uma
família muito conhecida em Florença: a família Corsini. Nasceu no ano de
1302. Seus pais, Nicolau e Peregrina não podiam ter filhos, mas não
desistiam, estavam sempre rezando nesta intenção até que veio esta graça
e tiveram um filho. O nome: André.
Os pais fizeram de tudo para bem
formá-lo. Com apenas 15 anos, ele dava tanto trabalho e decepções para
seus pais que sua mãe chegou a desabafar: “Filho, você é, de fato,
aquele lobo que eu sonhava”. Ele ficou assustado, não imaginava o quanto
os caminhos errados e a vida de pecado que ele estava levando, ainda
tão cedo, decepcionava tanto e feria a sua mãe. Mas a mãe completou o
sonho: “Este lobo entrava numa igreja e se transformava em cordeiro”.
André guardou aquilo no coração e, sem a mãe saber, no outro dia, ele
entrou numa igreja. Aos pés de uma imagem de Nossa Senhora ele orava,
orava e a graça aconteceu. Ele retomou seus valores, começou uma
caminhada de conversão e falou para o provincial carmelita que queria
entrar para a vida religiosa. Não se sabe, ao certo, se foi
imediatamente ou fez um caminho vocacional, o fato é que entrou para a
vida religiosa na obediência às regras, na vida de oração e penitência.
Ele foi crescendo nessa liberdade, que é dom de Deus para o ser humano.
Santo André ia se colocando a serviço dos
doentes, dos pobres, nos trabalhos tão simples como os da cozinha. Ele
também saía para mendigar para as necessidades de sua comunidade. Passou
humilhação, mas sempre centrado em Cristo.
Os santos foram e continuam a ser pessoas
que comunicaram Cristo para o mundo. Mas Deus tinha mais para André.
Ele ordenou-se padre e como tal continuava nesse testemunho de Cristo
até que Nosso Senhor o escolheu para Bispo de Fiesoli. De início, ele
não aceitou e fugiu para a Cartuxa de Florença e ficou escondido; ao
ponto de as pessoas não saberem onde ele estava e escolher um outro para
ser bispo, pela necessidade. Mas um anjo, uma criança apareceu no meio
do povo indicando onde ele estava escondido. Apareceu também uma outra
criança para ele dizendo-lhe que ele não devia temer, porque Deus
estaria com ele e a Virgem Maria estaria presente em todos os momentos.
Foi por essa confiança no amor de Deus que ele assumiu o episcopado e
foi um santo bispo. Até que em 1373, no dia de Natal, Nossa Senhora
apareceu para ele dizendo do seu falecimento que estava próximo. No dia
da Epifania do Senhor, ele entrou para o céu.
Uma das grandes figuras do século III, Cipriano, de família rica de
Cartago, capital romana na África do Norte. Quando pagão era um ótimo
advogado e mestre de retórica, até que provocado pela constância e
serenidade dos mártires cristãos, converteu-se entre 35 e 40 anos de
idade.
Por causa de sua radical conversão muitos ficaram espantados já que
era bem popular. Com pouco tempo foi ordenado sacerdote e depois sagrado
Bispo num período difícil da Igreja africana.
Duas perseguições contra os cristãos ocorreram: a de Décio e
Valeriano. Estas perseguições marcaram o começo e o fim de seu
episcopado, além de uma terrível peste que assolou o norte da África,
semeando mortes. Problemas doutrinários, por outro lado, agitavam a
Igreja daquela região.
Diante da perseguição do imperador Décio em 249, Cipriano escolheu
esconder-se para continuar prestando serviços à Igreja. No ano 258, o
santo Bispo foi denunciado, preso e processado. Existem as atas do seu
processo de martírio que relatam suas últimas palavras do saber da sua
sentença à morte: “Graças a Deus!”
São Cornélio
Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado, depois de um
período vago na cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição
imposta pelo imperador Décio. O papa Cornélio foi eleito quase por
unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o sucessor,
martirizado por aquele cruel tirano. Assim, Novaciano consagrou-se bispo
e proclamou-se papa, isto é, antipapa. Nessa condição, criou-se o
primeiro cisma da Igreja.
A Igreja debatia, internamente, para tentar uma solução definitiva
quanto à conduta a ser adotada em relação a um dos seus maiores
problemas da época, referente aos "lapsos", nome dado aos sacerdotes e
fiéis que renegavam a fé e separavam-se da Igreja durante as
perseguições que se impunham aos cristãos.
Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adotado um discurso e
uma postura muito indulgente, boa e compreensiva para com os desertores
da fé católica. Atitudes que lhe valeram grandes atribulações e
incompreensões. Mas a toda essa oposição contou sempre com o apoio
incondicional e fiel do bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da
África.
Entretanto o imperador Décio morreu em combate, sendo sucedido por Galo,
que voltou com as perseguições. Assim, o papa Cornélio acabou preso e
exilado para um lugar que hoje se chama Cività-Vecchia, em Roma.
No exílio, o papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Onde
encontrava um pouco de alegria era nas cartas que recebia do bispo
Cipriano, seu admirador e amigo de fé, muito preocupado em mandar-lhe
algumas palavras de consolo.
Morreu em junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por ordem daquele
imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos. Foi
sepultado no Cemitério de São Calixto. A festa litúrgica do santo papa
Cornélio foi colocada, no calendário da Igreja, no dia 16 de setembro,
junto com a de são Cipriano, que depois também foi martirizado pela fé
em Cristo.
Adriano nasceu no ano 635 no norte da África e foi batizado com o
nome de Hadrian. Tinha apenas cinco anos de idade quando sua família
imigrou para a cidade italiana de Nápolis, pouco antes da invasão dos
árabes. Lá estudou no convento dos beneditinos de Nerida, onde se
consagrou sacerdote.
Adriano se tornou um estudioso da Sagrada Escritura, profundo conhecedor
de grego e latim, professor de ciências humanas e teologia. A fama de
sua capacidade e conhecimento chegou ao imperador Constantino II que em
663 o fez seu embaixador junto ao papa Vitalino, função que exerceu
duas vezes. Depois, este papa o nomeou como um dos seus conselheiros.
Quando morreu o bispo da Cantuária, Inglaterra, o papa Vitalino convidou
Adriano para assumir aquele cargo, mas ele recusou a indicação duas
vezes, alegando não ter suficiente competência para ocupar esse posto. O
papa lhe pediu para que indicasse alguém mais competente, pois ele
mesmo não conhecia.
Nesta ocasião Adriano havia se encontrado com seu grande amigo, o
teólogo grego e monge beneditino Teodoro de Tarso que estava em Roma.
Adriano o indicou ao papa Vitalino. Consultado, Teodoro disse que estava
disposto a aceitar, mas somente se Adriano concordasse em ir para a
Inglaterra ajudá-lo na missão evangelizadora. Adriano aceitou de
imediato. O papa consagrou Teodoro, bispo da Cantuária e nomeou Adriano
seu assistente e conselheiro, em 668.
Ele chegou na Inglaterra um ano depois, pois foi detido durante a
viagem, na França sob suspeita que tinha uma missão secreta do imperador
Constantino II, para os reis ingleses, mas foi solto ao atestarem a sua
integridade de sacerdote.
Adriano e Teodoro foram evangelizadores altamente bem sucedidos, junto
ao povo inglês cuja maioria era pagã. O bispo Teodoro, logo colocou
Adriano como abade do convento beneditino de São Pedro, depois chamado
de Santo Agostinho, na Cantuária. Sob sua liderança, esta escola se
tornou um centro de aprendizagem e formação de clérigos para a Igreja
dos povos anglicanos.
Adriano viveu neste país durante trinta e nove anos, totalmente
dedicados ao serviço da Igreja. Nele os ingleses encontraram um pastor
cheio de sabedoria e piedoso, um verdadeiro missionário e instrumento
de Deus. Muitos se iluminaram com os seus exemplos de vida profundamente
evangélica.
Morreu em 9 de janeiro de 710, foi enterrado no cemitério daquele
convento, na Inglaterra. A sua sepultura se tornou um lugar de graças,
prodígios e peregrinação. Em 1091, o seu corpo foi encontrado incorrupto
e trasladado para a cripta da igreja do mesmo convento. Adriano foi
proclamado Santo pela Igreja, que o festeja no dia em que morreu.
Santo Adriano, rogai por nós!
Santo André Corsini
Nasceu no século XIV, dentro de uma família muito conhecida em
Florença: a família Corsini. Nasceu no ano de 1302. Seus pais, Nicolau e
Peregrina não podiam ter filhos, mas não desistiam, estavam sempre
rezando nesta intenção até que veio esta graça e tiveram um filho. O
nome: André.
Os pais fizeram de tudo para bem formá-lo. Com apenas 15 anos, ele
dava tanto trabalho e decepções para seus pais que sua mãe chegou a
desabafar: “Filho, você é, de fato, aquele lobo que eu sonhava”. Ele
ficou assustado, não imaginava o quanto os caminhos errados e a vida de
pecado que ele estava levando, ainda tão cedo, decepcionava tanto e
feria a sua mãe. Mas a mãe completou o sonho: “Este lobo entrava numa
igreja e se transformava em cordeiro”. André guardou aquilo no coração
e, sem a mãe saber, no outro dia, ele entrou numa igreja. Aos pés de uma
imagem de Nossa Senhora ele orava, orava e a graça aconteceu. Ele
retomou seus valores, começou uma caminhada de conversão e falou para o
provencial carmelita que queria entrar para a vida religiosa. Não se
sabe, ao certo, se foi imediatamente ou fez um caminho vocacional, o
fato é que entrou para a vida religiosa na obediência às regras, na vida
de oração e penitência. Ele foi crescendo nessa liberdade, que é dom de
Deus para o ser humano.
Santo André ia se colocando a serviço dos doentes, dos pobres, nos
trabalhos tão simples como os da cozinha. Ele também saía para mendigar
para as necessidades de sua comunidade. Passou humilhação, mas sempre
centrado em Cristo.
Os santos foram e continuam a ser pessoas que comunicaram Cristo para
o mundo. Mas Deus tinha mais para André. Ele ordenou-se padre e como
tal continuava nesse testemunho de Cristo até que Nosso Senhor o
escolheu para Bispo de Fiesoli. De início, ele não aceitou e fugiu para a
Cartuxa de Florença e ficou escondido; ao ponto de as pessoas não
saberem onde ele estava e escolher um outro para ser bispo, pela
necessidade. Mas um anjo, uma criança apareceu no meio do povo indicando
onde ele estava escondido. Apareceu também uma outra criança para ele
dizendo-lhe que ele não devia temer, porque Deus estaria com ele e a
Virgem Maria estaria presente em todos os momentos. Foi por essa
confiança no amor de Deus que ele assumiu o episcopado e foi um santo
bispo. Até que em 1373, no dia de Natal, Nossa Senhora apareceu para ele
dizendo do seu falecimento que estava próximo. No dia da Epifania do
Senhor, ele entrou para o céu.
No aeroporto, Pontífice diz que já está com saudades do Brasil
Num último discurso no Brasil, na base aérea do Galeão, o Papa
Francisco agradeceu às autoridades, organizadores da Jornada Mundial da
Juventude e todos os peregrinos. O Pontífice disse que deixa o país já
com saudades e pediu, novamente, que rezem por ele. Antes de embarcar,
Francisco ainda cumprimentou autoridades.
Papa Francisco leva sua maleta até o avião
Alexandre Cassiano / O Globo
Leia a íntegra do discurso:
“Senhor Vice-Presidente da República, Distintas Autoridade Nacionais, Estaduais e Locais, Senhor Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Senhores Cardeais e Irmãos no Episcopado, Queridos Amigos! Dentro
de alguns instantes, deixarei sua Pátria para regressar a Roma. Parto
com a alma cheia de recordações felizes; essas – estou certo –
tornar-se-ão oração. Neste momento, já começo a sentir saudades.
Saudades do Brasil, este povo tão grande e de grande coração; este povo
tão amoroso. Saudades do sorriso aberto e sincero que vi em tantas
pessoas, saudades do entusiasmo dos voluntários. Saudades da esperança
no olhar dos jovens no Hospital São Francisco. Saudades da fé e da
alegria em meio à adversidade dos moradores de Varginha. Tenho a certeza
de que Cristo vive e está realmente presente no agir de tantos e tantos
jovens e demais pessoas que encontrei nesta inesquecível semana.
Obrigado pelo acolhimento e o calor da amizade que me foram
demonstrados. Também disso começo a sentir saudades.
De modo
particular agradeço à Senhora Presidenta, por ter-se feito intérprete
dos sentimentos de todo o povo do Brasil para com o Sucessor de Pedro.
Cordialmente agradeço a meus Irmãos Bispos e seus inúmeros colaboradores
por terem tornado estes dias uma celebração estupenda da nossa fé
fecunda e jubilosa em Jesus Cristo. Agradeço a todos os que tomaram
parte nas celebrações da Eucaristia e nos restantes eventos, àqueles que
os organizaram, a quantos trabalharam para difundi-los através da
mídia. Agradeço, enfim, a todas as pessoas que, de um modo ou outro,
souberam acudir às necessidades de acolhida e gestão de uma multidão
imensa de jovens, sem esquecer de tantas pessoas que, no silêncio e na
simplicidade, rezaram para que esta Jornada Mundial da Juventude fosse
uma verdadeira experiência de crescimento na fé. Que Deus recompense a
todos, como só Ele sabe fazer!
Neste clima de gratidão e saudades,
penso nos jovens, protagonistas desse grande encontro: Deus lhes
abençoe por tão belo testemunho de participação viva, profunda e alegre
nestes dias! Muitos de vocês vieram como discípulos nesta peregrinação;
não tenho dúvida de que todos agora partem como missionários. A partir
do testemunho de alegria e de serviço de vocês, façam florescer a
civilização do amor. Mostrem com a vida que vale a pena gastar-se por
grandes ideais, valorizar a dignidade de cada ser humano, e apostar em
Cristo e no seu Evangelho. Foi Ele que viemos buscar nestes dias, porque
Ele nos buscou primeiro, Ele nos faz arder o coração para anunciar a
Boa Nova nas grandes metrópoles e nos pequenos povoados, no campo e em
todos os locais deste nosso vasto mundo.
Continuarei a nutrir uma
esperança imensa nos jovens do Brasil e do mundo inteiro: através deles,
Cristo está preparando uma nova primavera em todo o mundo. Eu vi os
primeiros resultados desta sementeira; outros rejubilarão com a rica
colheita!
O meu pensamento final, minha última expressão das
saudades, dirige-se a Nossa Senhora Aparecida. Naquele amado Santuário,
ajoelhei-me em prece pela humanidade inteira e, de modo especial, por
todos os brasileiros. Pedi a Maria que robusteça em vocês a fé cristã,
que é parte da nobre alma do Brasil, como também de muitos outros
países, tesouro de sua cultura, alento e força para construírem uma nova
humanidade na concórdia e na solidariedade. O Papa vai embora e lhes
diz “até breve”, um “até breve” com saudades, e lhes pede, por favor,
que não se esqueçam de rezar por ele. Este Papa precisa da oração de
todos vocês. Um abraço para todos. Que Deus lhes abençoe!
Nasceu no Castelo de Sales em 1567. Sua mãe, a condessa, buscou formar muito bem o seu filho com os padres da Companhia de Jesus, onde aprendeu línguas. Muito cedo, fez um voto de viver a castidade e buscar sempre a vontade do Senhor. Ao longo da história deste santo muito amado, vamos percebendo o quanto ele buscou e o quanto encontrou o que Deus queria.
Mais tarde, São Francisco escreveu “Introdução à vida devota” e, vivendo do amor de Deus, escreveu também o “Tratado do amor de Deus”.
Atacado por uma tentação de desconfiar da misericórdia do Senhor, a resposta ele buscou com o auxílio de Nossa Senhora; por isso, foi dissipada aquela tentação. Estudou direito em Pádua, mas, contrariando familiares, quis ser sacerdote. E foi um sacerdote buscando a santidade não só para si, mas também para os outros.
No seu itinerário de pregações, de zelo apostólico e de evangelização, semeando a unidade e espalhando, com a ajuda da imprensa, a sã doutrina cristã, foi escolhido por Deus para o serviço do episcopado em Genebra. Primeiro, como coadjutor, depois, sendo o titular. Um apóstolo do amor e da misericórdia. Um homem que conseguiu expressar, com o seu amor e a sua vida a mansidão do Senhor.
Diz-se que, depois de sua morte, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo, porque, com seu temperamento forte, preferia arranhar a mesa do que responder sem amor, sem mansidão para as pessoas.
Foi fundador da 'Ordem da Visitação', mas também um exemplo para tantos religiosos como os salesianos de Dom Bosco. Eles são chamados assim por causa do testemunho de São Francisco de Sales.
Ele morreu com 56 anos, sendo que 21 anos foram vividos no episcopado como servos para todos e sinal de santidade.
Peçamos a intercessão desse grande santo para que, numa vida devota e vivendo do amor de Deus, possamos percorrer o nosso caminho em busca de Deus em todos os caminhos.
São João Nepomuceno Neumann, natural de Boêmia, nasceu no ano de 1911. Ao ser despertado para o chamado à vida sacerdotal, fez toda a sua formação, mas foi acolhido nos Estados Unidos, em Nova York, pelo Bispo Dom João. Ali, foi ordenado. Como padre, buscou ser fiel à vontade do Senhor. São João pertenceu a congregação dos padres redentoristas e, ao exercer vários cargos, sempre foi marcado pelo serviço de humildade, de ser servo de Deus e servir ao Senhor por amor aos irmãos.
O Espírito Santo pôde contar com ele também para o episcopado, ser um dos sucessores dos apóstolos. Como bispo, participou em cerca de oitenta igrejas e cerca de cem colégios; até a própria Sé, na Filadélfia, foi construída através do seu serviço, do seu ministério episcopal.
São João Nepomuceno Neumann, modelo de pastor e defensor da liberdade que salva e liberta. Uma imagem, um reflexo do Bom Pastor.
Celebramos neste dia a santidade de um grande santo da nossa Igreja, o qual foi digno de ser intitulado de Magno (Grande). Nascido na Alemanha em 1206, numa família militar que desejava para Alberto a carreira militar ou administrativa.
Soldado do Senhor e administrador do Reino de Deus, devotíssimo da Virgem Maria, Santo Alberto optou pelos desejos do coração de Deus, por isso depois de estudar ciências naturais em Pádua e Paris entrou na família Dominicana em 1223, a fim de mergulhar nos estudos, santidade e apostolado. Como consequência da sua crescente adesão ao Reino, foram aumentando os trabalhos na "vinha do Senhor", por isso na Ordem Religiosa foi superior provincial e mais tarde, nomeado pelo Papa, Bispo de Ratisbona, num tempo em que somente um santo e sábio poderia estabelecer a paz entre os povos e cidades, como de fato aconteceu.
Santo Alberto Magno era um apaixonado e vocacionado ao magistério (teve como discípulo São Tomás de Aquino); foi dispensado do Episcopado, para na humildade e pobreza continuar lecionando, pregando e pesquisando e dominando com tranquilidade os assuntos sobre mecânica, zoologia, botânica, metereologia, agricultura, física, tecelagem, navegação e outras áreas do conhecimento, os quais inseriu no seu caminho de santidade: "Minha intenção última, escrevia, está na ciência de Deus". Suas obras escritas encheram 38 grossos volumes e com o testemunho impregnou toda a Igreja de santidade e exemplo de quem soube viver com equilíbrio e graça a fé que não contradiz a razão.
Entrou no Céu em 1280, proclamado Doutor da Igreja e Patrono dos cultores das ciências naturais.