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Este Blog se propõe a divulgar o catolicismo segundo a Igreja Católica Apostólica Romana. Os editores do Blog, não estão autorizados a falar em nome da Igreja, não são Sacerdotes e nem donos da verdade. Buscam apenas ser humildes e anônimos missionários na Internet. É também um espaço para postagem de orações, comentários, opiniões.
Defendemos a Igreja conservadora. Acreditamos em DEUS e entregamo-nos nos braços de MARIA. Que DEUS nos ilumine e proteja. AMÉM
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José
Cafasso nasceu em Castelnuovo d'Asti, em 1811, quatro anos antes do
conterrâneo João Bosco, o Apóstolo dos Jovens e também santo da Igreja.
Ambos trabalharam, na mesma época, em favor do povo e dos menos
favorecidos, material e espiritualmente.
Mas enquanto João Bosco
era eloqüente com os estudantes, um verdadeiro farol a iluminar os
caminhos tormentosos da adolescência, Cafasso dedicava-se à contemplação
e a ouvir seus fiéis em confissão, o que acabou levando-o aos cárceres e
prisões.
Estava determinado a ouvir os criminosos que queriam se
confessar e depois consolá-los mesmo fora da confissão. Era uma figura
magra e encurvada devido a um defeito na coluna que o fazia manter-se
nessa posição mesmo nas horas em que não estava no confessionário.
Padre
Cafasso freqüentou o curso de teologia de Turim e ordenou-se aos vinte
e dois anos. Difícil predizer que seria um grande predicador, mas com
sua voz mansa e suave era muito requisitado pelos companheiros de
sacerdócio, que procuravam os seus conselhos.
Formado, passou a
dar aulas e acabou tendo João Bosco como aluno. Apoiou Bosco em todas as
suas empreitadas, inclusive quando lotou a escola de jovens pobres de
toda a região que não tinham dinheiro para a educação. Quando
Bosco retirou a criançada e a levou para sua própria casa, em Valdocco,
foi a ajuda financeira de seu mestre José Cafasso que tornou isso
possível. E ele fez mais: pouco antes de morrer, doou tudo o que possuía
a João Bosco, para que ele continuasse sua obra no ensino e orientação
dos jovens.
Morreu jovem, com apenas quarenta e nove anos, no dia
23 de junho de 1860. O título de "Padroeiro dos Encarcerados e dos
Condenados à Pena Capital" esclarece bem como viveu o seu apostolado.
Suas visitas aos cárceres eram o consolo dos presos e sua figura
tornou-se a presença mais constante em todos os enforcamentos realizados
em sua cidade, Turim. Mas sua ajuda não se limitava aos encarcerados,
estendia-se às famílias, ao socorro às esposas e aos filhos para que não
se desviassem do caminho de Cristo.
Padre José Cafasso era
sempre o último companheiro de todos os que seriam executados no
cadafalso, por isso ficou conhecido, entre o povo, como o "padre da
forca". Em 1947, foi canonizado, e sua veneração litúrgica designada
para o dia de seu trânsito.
A minha oração
“Senhor, que a exemplo de São José Cafasso, eu possa também me
entregar ao zelo aos irmãos e à salvação das almas. Peço, pela
intercessão deste santo, por todos aqueles que hoje se encontram em
situações de prisões: sejam elas físicas, espirituais ou psicológicas.
Libertai-nos, Senhor. Amém!”
Francisco Maria Bianchi nasceu no dia 2 de dezembro de 1743,
na cidade de Arpino, França, e viveu quase toda a sua vida em Nápoles,
Itália. Era filho de Carlo Bianchi e Faustina Morelli, sua família era
muito cristã e caridosa. Francisco viveu sua infância num ambiente
familiar, de doação ao próximo e que o influenciou durante toda sua
existência religiosa.
Aos doze anos entrou para o "Colégio dos Santos Carlos e Felipe" da
ordem dos Barnabistas e em 1762, para o seminário onde jurou fidelidade a
Cristo e fez seus votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência.
Completou os estudos de direito, ciência, filosofia e teologia em
Nápoles e Roma. Foi ordenado sacerdote aos 25 de janeiro de 1767. Tendo
em vista sua alta cultura, seus Superiores o enviam de volta para
lecionar no Colégio de Belas Artes e Letras de Arpino e, dois anos
depois, ao Colégio São Carlos em Nápoles, para ensinar filosofia e
matemática. Em 1778 foi chamado para ensinar na Universidade de Nápoles.
No ano seguinte recebe o título de "Sócio Nacional da Real Academia de
Ciências e Letras". A intensa atividade no campo da cultura não o
impediu, todavia, de viver plenamente a vida de religioso, desempenhando
importantes cargos na Congregação e continuando a exercer seu
ministério sacerdotal.
Com o transcorrer dos anos padre Bianchi deixou gradativamente de
praticar o ensino e viveu mais o sacerdócio contemplativo e penitente na
mortificação dos sentidos. Ao seu redor se formou uma próspera família
espiritual. A fama de sua virtuosidade e santidade cresceu na mesma
proporção em que suportou heroicamente uma doença incurável que o
imobilizou numa cadeira por treze anos, os últimos de sua vida. Mesmo
assim não deixou de celebrar a Santa Missa, de acolher e aconselhar a
todos os que o procuravam, distribuindo palavras de coragem e conforto.
Consumido pela doença morreu em 31 de janeiro de 1815, envolto pela paz e
suprema alegria espiritual.
Francisco Bianchi viveu durante o período conturbado e histórico das
sucessivas conquistas e batalhas empreendias pelo imperador Napoleão
Bonaparte. Assistiu a destruição de todas as bases políticas da Europa.
Sobretudo, viu o clima anti-religioso ser instalado e que se
materializou contra o clero com leis de confisco, incêndios e expulsões
de congregações inteiras dos domínios napoleônicos. Mas, padre Francisco
Bianchi se manteve apaixonadamente sacerdote de Cristo. Lutou contra a
miséria, a desnutrição, as epidemias, as doenças e por fim contra a
baixa estima dos habitantes tão abandonados politicamente.
O seu funeral foi um dos mais comoventes, onde estiveram reunidas
personalidades ilustres das áreas das artes, da ciência, da Igreja e a
imensa população, para as últimas homenagens àquele que chamaram de
"Apóstolo de Nápoles" e "santo". Em 1951, foi canonizado pelo papa Pio
XII, em Roma. E as relíquias mortais de São Francisco Saveiro Maria
Bianchi foram sepultadas na capela da Igreja de Santa Maria de
Caravaggio em Nápoles, Itália. Para sua homenagem e culto foi escolhido o
dia 31 de janeiro.
São Francisco Saveiro Maria Bianchi, rogai por nós!
São João Bosco
João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa
família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d'Asti, no norte
da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu
cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma
sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou
prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo.
Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o
conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João
queria reagir, mas a Senhora lhe disse: "Não com pancadas e sim com
amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo
compreenderás". Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe
Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e
orientado pela família, entrou no seminário de Chieri, daquela diocese.
Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate,
ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841.
Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor
espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou
em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e
jovens carentes. Este "produto da era da industrialização", se tornou a
matéria prima de sua Obra e vida.
Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam
instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento
até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de
recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a
Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate,
encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às
necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo
de religioso: o coadjutor salesiano.
Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no
Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom
Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os
Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa
Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países.
Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o
povo mais simples.
Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de
educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de
"Sistema Preventivo de Formação". Não esqueceu do seu sonho de menino,
mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora.
Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso
sereno: "Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez".
Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e
canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado "modelo
por excelência" para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de
todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e
ricos; escreveu: "Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas" e se
fez , ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.
Minha oração
“ Pai e mestre da juventude, foste
um modelo e espelho do Bom Pastor, sinal do amor paterno de Deus para
conosco. Cuidai e preenchei o coração dos órfãos, das carências
familiares afetivas e efetivas, seja nosso pai e protetor. Rogai para
que outros também o imitem na mesma paternidade e bondade. Amém.”
São João Bosco, rogai por nós!
Conheça 10 fatos sobre a vida
de São João Bosco. Assista ao vídeo!
São Pedro Nolasco
Além da humildade, caridade, amor ao próximo e fé irrestrita em
Cristo e Maria, virtudes inerentes à alguém que é declarado Santo, Pedro
Nolasco se notabilizou também pela luta em favor da libertação de
cristãos tornados escravos sempre movido pelos ensinamentos do
Cristianismo, num período conturbado para a humanidade, nos idos dos
séculos XII e XIII.
Procedente de uma cristã e nobre família francesa, Pedro Nolasco nasceu
num castelo no sul da França, próximo de Carcassone, próximo ao ano
1182. Desde pequeno demonstrou grande solidariedade com os pobres e
desamparados. Todos os dias fazia os pais lhe darem dinheiro para as
esmolas e até a merenda que levava quando estudante era dividida com
eles. Assim cresceu, vivendo em intima comunhão com Jesus Cristo e a
Virgem Maria, de quem era um devoto extremado. Aos quinze anos de
idade, quando seu pai morreu, foi com a família para Barcelona, Espanha,
onde se estabeleceram. E ali ingressou na vida religiosa.
Na juventude, quando acompanhou a tragédia dos cristãos que caíam nas
mãos dos muçulmanos, devido à invasão dos árabes sarracenos, empregou
toda sua fortuna para comprar os escravos e, então, libertá-los. E
também, quando seu dinheiro acabou, arregaçou as mangas e trabalhou para
conseguir fundos para esta finalidade, pedindo-os às famílias nobres e
ricas que conhecia. Antes que entrasse em desespero, pois nunca teria
dinheiro suficiente para garantir a liberdade dos cristãos, recebeu a
graça de uma visita da Virgem Maria. Ocorreu no dia 1º de agosto de
1223. Nossa Senhora lhe apareceu, sugerindo que criasse com seu grupo de
leigos, uma ordem religiosa destinada a cuidar deste tipo de situação,
naquele momento e para sempre.
Pedro contou esta visão a seu superior, Raimundo de Penhaforte, seu
co-fundador e também Santo, e ao rei Jaime I de Aragão, ao qual servira
na infância como professor e tutor. Mas, qual não foi sua surpresa ao
saber que eles também tinham recebido em sonho de Maria, a mesma missão
que ele que recebera. Desta forma fundou, juntamente com eles, a Ordem
de Nossa Senhora das Mercês e Redenção dos Cativos, cujos religiosos são
conhecidos como padres mercedários. Foi eleito superior e dirigiu a
ordem por trinta e um anos, libertando milhares de cristãos das mãos dos
árabes muçulmanos. Pedro Nolasco morreu no dia de Natal de 1258, feliz e
plenamente realizado com sua vida de religioso, mas amargurado porque,
nos últimos anos, seu corpo alquebrado não permitia mais que
trabalhasse.
Foi canonizado pelo Papa Urbano VIII, em 1628. Embora seja comumente
homenageado no dia 13 de maio, festa de Nossa Senhora das Mercês, e no
dia 28 de janeiro pelos padres mercedários, o calendário litúrgico
romano lhe decida especialmente o dia 31 de janeiro para a sua
veneração.
Padroeiro dos acólitos, adolescentes e das mulheres grávidas
Este jovem santo ofereceu a sua juventude por amor a Deus e Maria Santíssima
O santo de hoje viveu o lema “Antes morrer do que pecar”.
Nascido
em Turim, na Itália, no ano de 1842, Domingos conheceu muito cedo Dom
Bosco e participou do Oratório – lugar de formação integral – onde seu
coração se apaixonou por Jesus e Nossa Senhora Auxiliadora.
Pequeno
na estatura, mas gigante na busca de corresponder ao chamado à
santidade, foi um ícone da alegria de ser santo. Um jovem comum, que
buscava cumprir os seus deveres e amava a vida de oração.
Com a saúde fragilizada, faleceu com apenas 15 anos.
São Domingos Sávio, rogai por nós.
São Leonardo Murialdo
Nasceu em 1828 em Turim (Itália) numa família burguesa.
Conheceu
cedo a riqueza que a vida de oração, sacrifício e caridade pode
proporcionar para o amadurecimento humano e também o discernimento em
todas as coisas.
Uma
pessoa muita atenta aos sinais dos tempos, sensível à opressão sofrida
pelos mais pobres. E foi assim que ele discerniu e quis ser um padre
para os pobres. Leonardo
voltou-se para as classes mais desprezadas, dos trabalhos simples. Até
criou um jornal chamado ‘A voz dos operários’. De fato, uma fé
solidária. Ele foi sinal de esperança para a Igreja e a sociedade.
O santo de hoje foi ponte para que muitos se encontrassem com o Cristo no mistério da Cruz e do sofrimento.
Ele
se consumiu na evangelização, na caridade, na promoção humana,
falecendo no ano de 1900. Peçamos sua intercessão para que sejamos
sinais de esperança na Igreja e no mundo.
São Leonardo Murialdo, rogai por nós!
São Lúcio de Cirene
Nos
Atos dos Apóstolos, Lucas afirma que Lúcio atuava na comunidade cristã
de Antioquia, juntamente com outros profetas e doutores, como Barnabé,
Simeão, também chamado Níger, Manaém e Saulo (At 13,1).
Ele era
de Cirene, na Líbia, onde foi bispo, nos primeiros tempos do
cristianismo. Esses cinco profetas, segundo o que dizem os registros de
Jerusalém, representavam o governo da primitiva Igreja de Antioquia.
Como
vimos, só há a indicação do lugar da origem de Lúcio que não deve ser
confundido com o mártir homônimo, procedente ele também de Cirene e
martirizado sob o governo do imperador Diocleciano. Esse mártir,
entretanto, não foi bispo e é venerado em outra data.
No
Martirológio Romano, existem pelo menos vinte e dois santos com esse
nome. Hoje se comemora justamente aquele que é o mais antigo e de quem
se têm menos informações.
Francisco Maria Bianchi nasceu no dia 2 de dezembro de 1743,
na cidade de Arpino, França, e viveu quase toda a sua vida em Nápoles,
Itália. Era filho de Carlo Bianchi e Faustina Morelli, sua família era
muito cristã e caridosa. Francisco viveu sua infância num ambiente
familiar, de doação ao próximo e que o influenciou durante toda sua
existência religiosa.
Aos doze anos entrou para o "Colégio dos Santos Carlos e Felipe" da
ordem dos Barnabistas e em 1762, para o seminário onde jurou fidelidade a
Cristo e fez seus votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência.
Completou os estudos de direito, ciência, filosofia e teologia em
Nápoles e Roma. Foi ordenado sacerdote aos 25 de janeiro de 1767. Tendo
em vista sua alta cultura, seus Superiores o enviam de volta para
lecionar no Colégio de Belas Artes e Letras de Arpino e, dois anos
depois, ao Colégio São Carlos em Nápoles, para ensinar filosofia e
matemática. Em 1778 foi chamado para ensinar na Universidade de Nápoles.
No ano seguinte recebe o título de "Sócio Nacional da Real Academia de
Ciências e Letras". A intensa atividade no campo da cultura não o
impediu, todavia, de viver plenamente a vida de religioso, desempenhando
importantes cargos na Congregação e continuando a exercer seu
ministério sacerdotal.
Com o transcorrer dos anos padre Bianchi deixou gradativamente de
praticar o ensino e viveu mais o sacerdócio contemplativo e penitente na
mortificação dos sentidos. Ao seu redor se formou uma próspera família
espiritual. A fama de sua virtuosidade e santidade cresceu na mesma
proporção em que suportou heroicamente uma doença incurável que o
imobilizou numa cadeira por treze anos, os últimos de sua vida. Mesmo
assim não deixou de celebrar a Santa Missa, de acolher e aconselhar a
todos os que o procuravam, distribuindo palavras de coragem e conforto.
Consumido pela doença morreu em 31 de janeiro de 1815, envolto pela paz e
suprema alegria espiritual.
Francisco Bianchi viveu durante o período conturbado e histórico das
sucessivas conquistas e batalhas empreendias pelo imperador Napoleão
Bonaparte. Assistiu a destruição de todas as bases políticas da Europa.
Sobretudo, viu o clima anti-religioso ser instalado e que se
materializou contra o clero com leis de confisco, incêndios e expulsões
de congregações inteiras dos domínios napoleônicos. Mas, padre Francisco
Bianchi se manteve apaixonadamente sacerdote de Cristo. Lutou contra a
miséria, a desnutrição, as epidemias, as doenças e por fim contra a
baixa estima dos habitantes tão abandonados politicamente.
O seu funeral foi um dos mais comoventes, onde estiveram reunidas
personalidades ilustres das áreas das artes, da ciência, da Igreja e a
imensa população, para as últimas homenagens àquele que chamaram de
"Apóstolo de Nápoles" e "santo". Em 1951, foi canonizado pelo papa Pio
XII, em Roma. E as relíquias mortais de São Francisco Saveiro Maria
Bianchi foram sepultadas na capela da Igreja de Santa Maria de
Caravaggio em Nápoles, Itália. Para sua homenagem e culto foi escolhido o
dia 31 de janeiro.
São Francisco Saveiro Maria Bianchi, rogai por nós!
São João Bosco
João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa
família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d'Asti, no norte
da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu
cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma
sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou
prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo.
Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o
conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João
queria reagir, mas a Senhora lhe disse: "Não com pancadas e sim com
amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo
compreenderás". Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe
Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e
orientado pela família, entrou no seminário de Chieri, daquela diocese.
Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate,
ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841.
Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor
espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou
em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e
jovens carentes. Este "produto da era da industrialização", se tornou a
matéria prima de sua Obra e vida.
Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam
instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento
até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de
recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a
Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate,
encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às
necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo
de religioso: o coadjutor salesiano.
Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no
Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom
Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os
Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa
Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países.
Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o
povo mais simples.
Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de
educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de
"Sistema Preventivo de Formação". Não esqueceu do seu sonho de menino,
mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora.
Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso
sereno: "Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez".
Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e
canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado "modelo
por excelência" para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de
todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e
ricos; escreveu: "Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas" e se
fez , ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.
São João Bosco, rogai por nós!
Conheça 10 fatos sobre a vida
de São João Bosco. Assista ao vídeo!
São Pedro Nolasco
Além da humildade, caridade, amor ao próximo e fé irrestrita em
Cristo e Maria, virtudes inerentes à alguém que é declarado Santo, Pedro
Nolasco se notabilizou também pela luta em favor da libertação de
cristãos tornados escravos sempre movido pelos ensinamentos do
Cristianismo, num período conturbado para a humanidade, nos idos dos
séculos XII e XIII.
Procedente de uma cristã e nobre família francesa, Pedro Nolasco nasceu
num castelo no sul da França, próximo de Carcassone, próximo ao ano
1182. Desde pequeno demonstrou grande solidariedade com os pobres e
desamparados. Todos os dias fazia os pais lhe darem dinheiro para as
esmolas e até a merenda que levava quando estudante era dividida com
eles. Assim cresceu, vivendo em intima comunhão com Jesus Cristo e a
Virgem Maria, de quem era um devoto extremado. Aos quinze anos de
idade, quando seu pai morreu, foi com a família para Barcelona, Espanha,
onde se estabeleceram. E ali ingressou na vida religiosa.
Na juventude, quando acompanhou a tragédia dos cristãos que caíam nas
mãos dos muçulmanos, devido à invasão dos árabes sarracenos, empregou
toda sua fortuna para comprar os escravos e, então, libertá-los. E
também, quando seu dinheiro acabou, arregaçou as mangas e trabalhou para
conseguir fundos para esta finalidade, pedindo-os às famílias nobres e
ricas que conhecia. Antes que entrasse em desespero, pois nunca teria
dinheiro suficiente para garantir a liberdade dos cristãos, recebeu a
graça de uma visita da Virgem Maria. Ocorreu no dia 1º de agosto de
1223. Nossa Senhora lhe apareceu, sugerindo que criasse com seu grupo de
leigos, uma ordem religiosa destinada a cuidar deste tipo de situação,
naquele momento e para sempre.
Pedro contou esta visão a seu superior, Raimundo de Penhaforte, seu
co-fundador e também Santo, e ao rei Jaime I de Aragão, ao qual servira
na infância como professor e tutor. Mas, qual não foi sua surpresa ao
saber que eles também tinham recebido em sonho de Maria, a mesma missão
que ele que recebera. Desta forma fundou, juntamente com eles, a Ordem
de Nossa Senhora das Mercês e Redenção dos Cativos, cujos religiosos são
conhecidos como padres mercedários. Foi eleito superior e dirigiu a
ordem por trinta e um anos, libertando milhares de cristãos das mãos dos
árabes muçulmanos. Pedro Nolasco morreu no dia de Natal de 1258, feliz e
plenamente realizado com sua vida de religioso, mas amargurado porque,
nos últimos anos, seu corpo alquebrado não permitia mais que
trabalhasse.
Foi canonizado pelo Papa Urbano VIII, em 1628. Embora seja comumente
homenageado no dia 13 de maio, festa de Nossa Senhora das Mercês, e no
dia 28 de janeiro pelos padres mercedários, o calendário litúrgico
romano lhe decida especialmente o dia 31 de janeiro para a sua
veneração.