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domingo, 29 de outubro de 2023

29 de outubro - Santo do Dia

São Narciso


Bispo (+222)

Presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo

Não faltam informações sobre este longevo bispo de Jerusalém: Eusébio dedica um inteiro capítulo de sua História eclesiástica aos milagres realizados pelo santo — dentre os quais, o mais conhecido foi o de transformar a água em azeite para alimentar as lamparinas da igreja.

Por Eusébio, ficamos sabendo que Narciso foi o 15º bispo de Jerusalém e presidiu o sínodo no qual se decidiu, entre outras resoluções, uniformizar com base na Igreja de Roma a data da celebração da Páscoa. As inovações não agradaram a todos; talvez por causa dessa sua iniciativa, alguém tenha cogitado em dele se desembaraçar, tramando para tal uma acusação infamante. 

Narciso não julgou oportuno defender-se e, para não dividir a própria comunidade em inocentistas e culpabilistas, preferiu desaparecer da sociedade. Foi viver como eremita perto do deserto, até que uma das testemunhas que havia jurado em falso decidiu dizer a verdade. Mas tinham-se passado já muitos anos desde o desaparecimento de Narciso, e os cristãos de Jerusalém, considerando-o morto, elegeram um novo bispo.

Com estupor, mas também com grande alegria, viram-no reaparecer e rogaram-lhe que retomasse seu posto. Narciso aceitou, mas quis ter a seu lado um coadjutor escolhido por ele. Assim pôde confiar a cura pastoral ao amigo Alexandre, então bispo na Capadócia, que ficou junto dele nos seus últimos dez anos de vida.

Por meio de uma carta do bispo Alexandre aos fiéis de Antínoe, no Egito, ficamos sabendo da longevidade de Narciso. Nela se lê: “Saúda-vos Narciso, que antes de mim ocupou esta sede episcopal e, agora, está colocado na mesma categoria que eu nas orações. Ele agora completou 116 anos e vos exorta, como eu, à concórdia”.

 

Minha oração

“Pedimos ao padroeiro de Jerusalém, que cuidai dos cristãos naquela região. Fortalecei a fé desse povo e promove novas conversões, grandes conversões. Ajudai o povo para que encontrem na terra de Jesus a sua presença e experiência. Amém!


 São Narciso, rogai por nós!


sábado, 23 de setembro de 2023

Santo do Dia - 23 de setembro

 São Lino

Papa (século I)
Lino foi o primeiro sucessor de Pedro na sede de Roma, o segundo papa da Igreja e o primeiro papa italiano. Ele era filho de Herculano, originário da Toscana. Os dados anteriores de sua vida são ignorados. Lino ainda não era cristão quando foi para Roma, que, então, era o centro da administração do Império e também dos estudos. Foi quando conheceu os apóstolos Pedro e Paulo, que o converteram ao cristianismo, tornando-se um dos primeiros discípulos.

O próprio Paulo citou-o na segunda carta que enviou de Roma a Timóteo: "Saúdam-te Eubulo, Prudente, Lino, Cláudia e todos os irmãos..." Lino, sem dúvida, desfrutava de grande confiança e respeitabilidade, tanto por parte de Pedro como de Paulo. Os tempos em que Lino viveu, juntamente com os apóstolos, foram terríveis para toda a comunidade cristã. O imperador era Nero, que incendiou Roma no ano 64 e declarou que todos os cristãos eram inimigos do Império. As perseguições tiveram início e duraram séculos, com sangrentas matanças e martírios. A mando do imperador, o apóstolo Pedro foi preso, martirizado e morto.

Lino foi papa da Igreja em Roma por nove anos, governou entre 67 e 76. E  fez parte do clero romano, porque o próprio apóstolo Pedro o indicou para a sua sucessão, por causa da sua santidade e pela capacidade de administrador. A história da Igreja diz que o papa Lino sagrou 15 bispos e os enviou, como pregadores do Evangelho, para diversas cidades da Itália, ordenou 18 sacerdotes para os serviços de novas comunidades de cristãos que surgiam em Roma e governou a Igreja num período de sucessivos sobressaltos e tragédias políticas que marcaram os imperadores Nero, Galba, Vitélio e Vespasiano.

O papa Lino também sentiu a dolorosa repercussão da destruição completa de Jerusalém no ano 70, durante a chamada "guerra judaica". Ele, durante os anos de governo, foi muito requisitado a reanimar e a orientar os cristãos na verdadeira fé para manter a Igreja unida. Foi o papa que elaborou as primeiras normas de disciplina eclesiástica e litúrgica, e planejou a divisão de Roma em setores ou paróquias.

O papa Lino também foi martirizado em Roma, no ano 77, e sepultado ao lado do túmulo de são Pedro, no Vaticano. Sua memória é comemorada no dia 23 de setembro.


São Lino, rogai por nós! 



 São Pio de Pietrelcina

 
 Recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como “Casa Alívio do Sofrimento”


São Pio de Pietrelcina, alívio para os sofrimentos de seus fiéis


São Pio de Pietrelcina buscava por meio do sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis


Religioso franciscano (1887-1968)


Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.

Aos 12 anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. Aos 16, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.

Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotundo, lugar onde viveu até a morte.

Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a Eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis, que dela participavam, sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de muitas famílias, fundando a "Casa Sollievo della Sofferenza", ou melhor, a "Casa Alívio do Sofrimento", em 1956.

Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de 50 anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar, todos iam buscar seu conforto e o ombro amigo, que ele nunca negava, bem como o apoio e  amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.

Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas. Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente  dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. Encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.

Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos 81 anos. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. Em 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo, no dia 23 de setembro, a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo em 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.

 Padre Pio dizia: “Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!”.

Oração:

Ó Deus, que em São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, tens doado insigne privilégio de participar, de modo admirável, da Paixão de teu Filho, concede-me por sua intercessão a graça (dizer a graça) que ardentemente desejo e, sobretudo, dá-me mergulhar na morte de Jesus para alcançar também a glória da ressurreição. (Rezar três Glórias ao Pai)

 
São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!


Santa Tecla

Virgem mártir (século II)

Não se sabe exatamente se foi em Isaúria ou na Licaônia, Turquia, o local onde a virgem mártir Tecla nasceu. O que se sabe é que trata-se de uma das figuras mais importantes dos tempos apostólicos, muito celebrada entre os gregos.

Tudo começou quando, um dia, ao ouvir uma conversa sobre o valor da castidade entre o apóstolo Paulo e seu anfitrião Onesíforo, a jovem e pagã Tecla foi tocada no coração pelo discurso do santo. Ficou tão impressionada que, naquele exato momento, resolveu não mais casar-se. Ela era, porém, prometida a um jovem de nome Tamiris.

Quando a jovem resolveu desmanchar o casamento, tanto sua família como a do noivo fizeram de tudo para demovê-la da ideia. Tecla, porém, manteve-se firme na convicção de converter-se. Isso despertou a ira de seu noivo, que conseguiu a prisão e a tortura de são Paulo por influenciar a jovem, o que eles consideravam ser uma atitude demoníaca por parte do apóstolo.

Nem assim Tamiris conseguiu que Tecla abandonasse os ensinamento de Cristo, que agora seguia. Ela foi, algumas vezes, procurar Paulo no cárcere, para dar-lhe apoio e solidariedade. Com essa atitude, deixou seu ex-noivo ainda mais irado. Como consequência, ele a denunciou para o pró-cônsul, que a sentenciou à morte na fogueira. Mas a condenação resultou numa surpresa: as chamas não a queimaram.

Algum tempo depois, Tecla foi novamente julgada e condenada à morte, só que, agora, seria atirada às feras, diante do povo no Circo. Mais uma vez, o prodígio se realizou, e as feras deixaram-se acariciar por ela, cujas mãos lambiam mansamente. Pareciam mais com gatinhos do que com ferozes tigres e leopardos selvagens. Por fim, Tecla foi jogada dentro de uma escura caverna cheia de serpentes venenosas. De novo, nada lhe aconteceu.

Conta uma da mais antigas tradições cristãs que Tecla morreu aos 90 anos de idade, em Selêucia, moderna Selefkie, na Ásia Menor, depois de conseguir a conversão de muitos pagãos. O corpo de santa Tecla teria sido sepultado nessa cidade, onde, depois, os imperadores cristãos mandaram erguer uma igreja dedicada à sua memória.

Santa Tecla é invocada pelos fiéis devotos como a padroeira dos agonizantes e também solicitada para interceder por eles contra os males da vista. A Igreja confirmou o seu culto pela tradição dos fiéis e manteve o dia em que já habitualmente sua festa é realizada.


Santa Teclarogai por nós!


sexta-feira, 16 de junho de 2023

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus - 16 de junho

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus.

“Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que, na ferida visível, contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor.”  (Santo Agostinho)

Festa do Sagrado Coração

Uma festa propriamente dita do Coração de Jesus foi celebrada, pela primeira vez, em 20 de outubro de 1672, pelo padre São João Eudes.

Depois, aparecendo muitas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, foi que Jesus revelou sobre a devoção ao Sagrado Coração, “a grande devoção”, e sobre o desejo da instituição desta Festa, mostrando-lhe o Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado.

A característica própria dessa solenidade é a ação de graças pela riqueza insondável de Cristo e a contemplação reparadora do Coração Transpassado. O Papa Pio IX, em 1856, estendeu a festa a toda a Igreja Latina. Em 1899, Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus.

Paulo VI disse, certa vez, que a devoção é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna.

Promessas do Sagrado Coração

Entre as Promessas que Jesus fez a Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas-feiras do mês: aos fiéis que fizerem a comunhão em nove das primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens.

“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem, nas primeiras sextas-feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos, a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração, naquela hora extrema, ser-lhe-á seguro abrigo”.

As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1 – Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.
2 – Porei a paz em suas famílias.
3 – Consolá-los-ei nas suas aflições.
4 – Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.
5 – Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.
6 – Os pecadores encontrarão, no meu Coração, a fonte, oceano infinito de misericórdia.
7 – Os tíbios se tornarão fervorosos.
8 – Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.
9 – Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.
10 – Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.
11 – O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.

A minha oração

“Ó Sagrado Coração de Jesus, quero amar-te sempre mais e ser-te devota por toda a vida, recebendo a graça de alcançar os frutos da entrega de Teu sangue por mim. Faz-me fiel a Ti. Consagro-me à mim, minha família e tudo o que me pertence ao Teu perfeito e santo coração. Amém!”

Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós!

 

terça-feira, 18 de abril de 2023

Santo do Dia - 18 de abril

Santo Apolônio

Santo do século II, era uma figura pública, um senador. Pôde assistir e se deixar tocar pelo testemunho de inúmeros mártires no tempo de Nero. Ele percebia naqueles cristãos, que viviam dentro de um contexto pagão, o único e verdadeiro Deus presente naqueles martírios por amor a Cristo.

Já adulto, com a ajuda do Papa Eleutério, ele quis ser cristão e foi muito bem formado até chegar à graça do Batismo. Apolônio, como muitos, ao se deparar com a lei de Nero, teve que se dizer, pois também foi denunciado.

Ele não renunciou a Jesus, mesmo ocupando uma alta posição na sociedade. Seu amor a Deus foi concreto. Santo Apolônio é exemplo, para que sejamos testemunhas do amor de Deus, onde quer que estejamos, na profissão que exerçamos, com a idade que tenhamos.

Santo Apolônio, rogai por nós!

 

São Galdino

Imagem ilustrativa de São Galdino

São Galdino, cardeal caridoso que defendeu a fé e serviu aos pobres

Origens
Nascido em Milão (Itália) no ano de 1096, São Galdino foi um religioso com uma rápida ascensão diretamente de auxiliar para bispo de sua cidade. São Galdino ficou conhecido por enfrentar o antipapa Vítor IV, que era apoiado pelo Frederico, o Barbaroxa, que arrasou a cidade de Milão no ano de 1162 por sua oposição.

Missão e caridade
São Galdino não decepcionou o Papa nem sua diocese católica. Praticou amplamente a caridade, inclusive instigando todos a fazê-lo, realizou pregações contra os hereges e converteu multidões. Mas além de todos os seus trabalhos, São Galdino ficou conhecido por seu socorro aos pobres que se encontravam presos por conta de dívidas.

Defendeu a fé
São Galdino defendia seu povo e sua terra com todas as forças, porém após concluir um sermão contra os inimigos da Igreja e da cidade, com grande emoção, acabou caindo morto de repente em frente a milhares de fiéis.

São Galdino e o serviço aos pobres

Servir os pobres é servir Jesus
A esses serviu tanto que suas visitas de apoio recebem até um apelido: “o pão de são Galdino”. Uma espécie de “cesta básica” material e espiritual, pois dava pão para o corpo e orações, que eram o pão para o espírito. Foi uma fonte de força e fé para lutar contra os opressores.

Força no anúncio do Evangelho
Morreu em 18 de abril de 1176, justamente no instante em que fazia, no púlpito, um sermão inflamado contra os pecadores, os hereges, inimigos da Igreja e os políticos, inimigos da cidade. Quando terminou o sermão emocionado, diante de um grande número de fiéis e religiosos, caiu morto de repente.

Minha oração
“Ó Deus, que concedestes inumeráveis graças ao vosso servo São Galdino, fazendo-o firme instrumento de vossa caridade e fidelidade à santa doutrina, permita-me, a mim também, ser mais fiel a vós e à Igreja, enchendo meu coração de amor para com os pobres e necessitados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.”

São Galdino, rogai por nós!


domingo, 15 de janeiro de 2023

Evangelho do Dia

Evangelho Cotidiano

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68 

2º Domingo do Tempo Comum

Anúncio do Evangelho (Jo 1,29-34)

— Aleluia! Aleluia! Aleluia!

—  A Palavra se fez carne, entre nós ela acampou; todo aquele que a acolheu, de Deus filho se tornou. (Jo 1,14a.12a)

O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João,

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 29João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”.

32E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”

 — Palavra da Salvação.

Glória a vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO

«Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo»

Hoje ouvimos João que, ao ver Jesus, disse: «Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). Que pensariam aquelas gentes? E, que entendemos nós? Na celebração da Eucaristia todos rezamos: «Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, tem piedade de nós / dá-nos a paz». E o sacerdote convida os fiéis à comunhão dizendo: «Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…».

Não tenhamos duvidas que quando João disse «Eis aqui o Cordeiro de Deus», todos perceberam o que queria dizer, pois o “cordeiro” é uma metáfora de caráter mecânico que tinha sido usada pelos profetas, principalmente por Isaías, e que era bem conhecida por todos os bons israelitas.

Por outro lado, o cordeiro é o animalzinho que os israelitas sacrificam para rememorar a páscoa, a libertação da escravidão do Egito. A ceia pascoal consiste em comer um cordeiro.

E ainda os Apóstolos e os padres da Igreja dizem que o cordeiro é signo de pureza, simplicidade, bondade, mansidão, inocência… e Cristo é a Pureza, a Simplicidade, a Bondade, a Mansidão, a Inocência. São Pedro dirá: «fostes resgatados (...) pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem defeito e sem mancha» (1Pe 1,18.19). E São João, no Apocalipses, emprega cerca de trinta vezes o termo “cordeiro” para designar Jesus Cristo.

Cristo é o cordeiro que tira o pecado do mundo, que foi imolado para nos dar a graça. Lutemos para viver sempre em graça, lutemos contra o pecado, aborreçamo-lo. A beleza da alma em graça é tão grande que nenhum tesouro o pode comparar. Torna-nos agradáveis a Deus e dignos de ser amados. Por isso, no “Gloria” da Missa fala-se da paz própria dos homens que o Senhor ama, dos que estão em graça.

João Paulo II, convidando-nos urgentemente a viver na graça que o Cordeiro nos alcançou, diz-nos: «Comprometamo-nos a viver em graça. Jesus nasceu em Belém precisamente para isto (…) viver em graça é a dignidade suprema, é a alegria inefável, é garantia de paz, é um ideal maravilhoso».Rev. D. Joaquim FORTUNY i Vizcarro (Cunit, Tarragona, Espanha)

Pensamentos para o Evangelho de hoje

  • «Embora eu [João Baptista] tenha nascido antes d´Ele, Ele não está limitado pelos laços do seu nascimento; pois embora tenha nascido da sua mãe no tempo, foi gerado pelo Pai fora do tempo» (São Gregório Magno)

  • «Cristo é o "cordeiro" que tira o pecado do mundo. Lutemos para viver sempre em graça, lutemos contra o pecado. A beleza da alma em graça é tão grande que nos torna agradáveis a Deus e dignos de ser amados» (Bento XVI)

  • «Na sequência dos santos Padres, ensinamos unanimemente que se confesse um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, igualmente perfeito na divindade e perfeito na humanidade, sendo o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem (...), `semelhante a nós em tudo, menos no pecado´ (Hb 4,15); (...) nascido da Virgem Mãe de Deus segundo a humanidade» (Catecismo da Igreja Católica, nº 467)

 

sábado, 29 de outubro de 2022

29 de outubro - Santo do Dia

São Narciso


Bispo (+222)

Presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo

Não faltam informações sobre este longevo bispo de Jerusalém: Eusébio dedica um inteiro capítulo de sua História eclesiástica aos milagres realizados pelo santo — dentre os quais, o mais conhecido foi o de transformar a água em azeite para alimentar as lamparinas da igreja.

Por Eusébio, ficamos sabendo que Narciso foi o 15º bispo de Jerusalém e presidiu o sínodo no qual se decidiu, entre outras resoluções, uniformizar com base na Igreja de Roma a data da celebração da Páscoa. As inovações não agradaram a todos; talvez por causa dessa sua iniciativa, alguém tenha cogitado em dele se desembaraçar, tramando para tal uma acusação infamante. 

Narciso não julgou oportuno defender-se e, para não dividir a própria comunidade em inocentistas e culpabilistas, preferiu desaparecer da sociedade. Foi viver como eremita perto do deserto, até que uma das testemunhas que havia jurado em falso decidiu dizer a verdade. Mas tinham-se passado já muitos anos desde o desaparecimento de Narciso, e os cristãos de Jerusalém, considerando-o morto, elegeram um novo bispo.

Com estupor, mas também com grande alegria, viram-no reaparecer e rogaram-lhe que retomasse seu posto. Narciso aceitou, mas quis ter a seu lado um coadjutor escolhido por ele. Assim pôde confiar a cura pastoral ao amigo Alexandre, então bispo na Capadócia, que ficou junto dele nos seus últimos dez anos de vida.

Por meio de uma carta do bispo Alexandre aos fiéis de Antínoe, no Egito, ficamos sabendo da longevidade de Narciso. Nela se lê: “Saúda-vos Narciso, que antes de mim ocupou esta sede episcopal e, agora, está colocado na mesma categoria que eu nas orações. Ele agora completou 116 anos e vos exorta, como eu, à concórdia”.


 São Narciso, rogai por nós!

 

 

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Concílio Vaticano 2º: os 60 anos do encontro que modernizou a Igreja Católica

"Ao promover um diálogo intra e extra-muros, o concílio significou a passagem da Igreja Católica, então medieval, para a modernidade", define o teólogo Gerson Leite de Moraes

Padres mais antigos, que viveram o catolicismo pré e pós-Concílio Vaticano 2º, costumavam dizer que antes as pessoas assistiam à missa. Depois, passaram a participar dela. É uma verdade que ilustra, do ponto de vista do católico participante, a dimensão do que foi esse encontro da cúpula da Igreja Católica ocorrido de 11 de outubro de 1962 a 8 de dezembro de 1965.

Até então, as missas eram celebradas em latim, com o padre de costas para os fiéis. Só a partir dali é que os rituais passaram a ser na língua local, com o padre virado para o povo, como se todos estivessem ao redor de uma mesma mesa — no caso, o altar.

Mas esta foi apenas uma das mudanças proporcionadas pelo encontro, que buscou alterar significativamente a mentalidade da instituição religiosa milenar.

"Ao promover um diálogo intra e extra-muros, o concílio significou a passagem da Igreja Católica, então medieval, para a modernidade", define o teólogo, historiador e filósofo Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Para o filósofo e teólogo Fernando Altemeyer Junior, professor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o encontro foi importante "porque abriu a Igreja para dialogar com o mundo e sair das masmorras onde havia se encerrado".

"O Vaticano 2º foi orientado pela palavra 'atualização'. Atualização diante dos desafios do mundo, com as mudanças, com o avanço da ciência e da tecnologia, com a mudança das questões morais e com as questões sociais exigindo respostas, no clima da guerra fria", destaca o vaticanista Filipe Domingues, vice-diretor do Lay Centre em Roma. Ele ressalta que fazia "muito tempo" que a Igreja não fazia uma reforma profunda e o concílio foi a oportunidade de revisar paradigmas.

Não foi algo simples, nem de uma hora para outra, é claro. Na história da igreja, são chamados de concílios os encontros convocados pelo papa para deliberar sobre o futuro da organização, a partir de paradigmas de fé, costumes e doutrinas. Reúnem a cúpula hierárquica da Igreja e atravessam intensos debates.

Fiéis

O Vaticano 2º foi realizado por meio de quatro sessões — de outubro de 1962 a dezembro de 1965. No total, participaram 3.060 membros com voz e voto, entre eles dois papas — João 23 (1881-1963), que convocou o sínodo, e seu sucessor, Paulo 6º (1897-1978) —, 129 superiores gerais, 12 patriarcas, dois vigários patriarcais, 122 cardeais, 398 arcebispos, 1.980 bispos, 91 prelados, entre outros cargos eclesiásticos.

Dentre todos os participantes do encontro, há apenas seis vivos, nenhum brasileiro. "O Brasil enviou ao encontro 221 bispos e prelados, além de nove peritos e um leigo", pontua Altemeyer Junior.

No total, o concílio resultou na publicação de quatro constituições, nove decretos e três declarações.

De forma geral, é possível delimitar em quatro eixos o impacto do evento.

"A nova liturgia em línguas vernáculas, a retomada da palavra de Deus como central na fé católica, a ação em favor da transformação do mundo, e a nova consciência da Igreja como instrumento de diálogo com as realidades do mundo e as outras religiões", descreve Altemeyer.

Em outras palavras, o catolicismo pós-concílio se tornou mais próximos dos fiéis, mais profundo biblicamente, mais perto dos pobres e mais aberto às outras manifestações religiosas.

"É como se a Igreja Católica estivesse se reconciliando com a modernidade", comenta Moraes. "Após o Vaticano 2º, podemos falar em renovação, em reflorescimento do catolicismo."

"Demorou para isso acontecer? Demorou. Mas é preciso lembrar que a Igreja Católica é um transatlântico: virar esse negócio é muito difícil, manobrar é muito difícil", acrescenta o teólogo.

Opção pelos pobres

Isso se tornou mais simbólico ainda no chamado Pacto das Catacumbas — oficialmente Pacto da Igreja Servidora e Pobre —, um documento produzido e assinado por 42 participantes do concílio.

O pacto recebeu esse nome porque foi assinado em um encontro realizado nas catacumbas de Santa Domitila, em Roma. Depois, mais de 500 religiosos também se tornaram signatários do documento.

Entre os pontos do texto, há o compromisso em dar "tudo o que for necessário ao serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos laboriosos e economicamente fracos e subdesenvolvidos", a recusa a privilégios e títulos e o ensejo de colocar "tudo em obra para que os responsáveis pelo nosso governo e pelos nossos serviços públicos decidam e ponham em prática as leis."

"A Igreja Católica, ao entrar de fato na modernidade, ela faz uma opção pelos pobres combatendo as estruturas geradoras de injustiça social", analisa Moraes.

Com 13 pontos, o texto foi apresentado no dia 16 de novembro de 1965 e contou com a participação de cinco brasileiros: o então arcebispo de Vitória, João Mota e Albuquerque (1909-1984); o bispo de Afogados de Ingazeira, Francisco de Mesquita Filho (1924-2006); o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, José Castro Pinto (1914-2007); o bispo de Botucatu, Henrique Golland Trindade (1897-1974); e o então bispo de Crateús, Antônio Fragoso (1920-2006).

O acordo teve como um dos mentores principais o arcebispo Helder Câmara (1909-1999), um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e já conhecido como defensor dos direitos humanos. De acordo com pesquisa de Altemeyer, Câmara não esteve presencialmente no evento porque no mesmo dia precisou participar de uma reunião, junto à cúpula do Vaticano, relacionada ao concílio.

Comunidade e ecumenismo

Outro ponto relevante do concílio foi a melhora da comunicação com os próprios fiéis. Não só pelo fato de que as missas deixaram de ser em latim e com o padre de costas, mas também porque a liturgia passou a prever uma participação mais ativa da comunidade.

"E os leigos passaram a ser valorizados, com uma participação maior dentro das estruturas da igreja. O Vaticano passa a olhar para os leigos de uma forma diferente", diz Moraes.

Eram questões, contextualiza ele, que estavam represadas há mais de um século, com um anseio cada vez maior de participação. "Havia um anseio de uma série de movimentos dentro da Igreja, que já vinham acontecendo e deságuam no Vaticano 2º", pontua o teólogo.

Segundo o especialista, esse movimento leigo acabou trazendo sua peculiaridade para a própria aproximação da Igreja com a comunidade. "Porque a Igreja é feita de pessoas, e esse movimento refletiu as transformações e exigências socioculturais do período, mostrando que a força do laicato é fundamental para a vida da igreja", afirma. "E isso veio com muita força ao Brasil, com presença em todos os segmentos da sociedade."

"O concílio entendeu que hierarquia eclesiástica existe, mas precisa ser equilibrada com a participação popular. A devoção popular precisa ser valorizada, mas ao mesmo tempo orientada. Tudo isso foram coisas amadurecidas, que já vinham de antes do concílio, já vinham sendo faladas e até praticadas em alguns grupos", argumenta o vaticanista Domingues.

Moraes recorda ainda que o concílio demarca um esforço de diálogo ecumênico, principalmente com outras religiões cristãs, mas sem deixar de lado também outros credos.

"Era algo que alguns grupos já praticavam, mas não era uma política da Igreja", analisa Domingues. "Tornou-se um ensinamento. Não se pode ser católico sem ser a favor do ecumenismo, da unidade dos cristãos. Um católico que é contra outros cristãos não é essencialmente católico."

O vaticanista explica que é um princípio do concílio que os membros da Igreja Católica rezem e busquem amizade com os de outras denominações. E isso é visível na postura dos papas, que não raras vezes se encontram com líderes de outras religiões.

E isso vale, de certa maneira, também para as igrejas não cristãs. "Embora a Igreja Católica continue acreditando que não há salvação sem Cristo, ela se abre para a ideia de que o espírito de Deus pode se manifestar de alguma forma por meio de outras religiões e até mesmo de pessoas que não acreditam. Em outras palavras, não quer dizer que aquelas pessoas não batizadas ou que não creem em Deus são blindadas pela ação do Espírito Santo", contextualiza o vaticanista. "Isso muda completamente a presença da Igreja no mundo."

Por fim, a Igreja também fez o que é chamado de "movimento patrístico", ou seja, um mergulho em suas próprias bases teológicas. "Foi uma redescoberta dos santos padres, as fontes referenciais da tradição católica. Isso foi fundamental", acredita Moraes. Na mesma toada, a bíblia recupera o centro, com aprofundamentos de estudos. "Nesse sentido, há avanços, inclusive porque a ciência bíblica católica fez uma exegese profunda do texto, um trabalho muito sério, contando com a colaboração da linguística, da arqueologia…", exemplifica o professor.

Para Moraes, foi inaugurada uma "nova teologia" levando em consideração "os pais da igreja e os avanços exegéticos nessa 'volta à bíblia'".

Francisco

No atual pontificado, papa Francisco dá sinais de que intensificar cada vez mais o que ficou decidido no Vaticano 2º, inclusive demonstrando não tolerara aqueles que negam tais avanços. "Todos os papas foram 100% a favor do concílio, nenhum deles foi resistência. Mas cada qual abordou a seu modo", analisa Domingues. "Francisco está sendo mais duro com aqueles que não reconhecem o concílio."

Recentemente, por exemplo, ele restringiu a chamada missa tridentina, ou seja, as celebrações em latim. Ele entende que os que assim o fazem pretendem reforçar divergências. "Para Francisco, ele já falou, para ser católico é preciso reconhecer o concílio. Isso não é opcional", explica Domingues.

"Não tem como ser membro da Igreja sem aceitar os ensinamentos dela de forma integral", diz o vaticanista. "E as decisões tomadas em concílio têm poder máximo do ponto de vista moral da Igreja."

O rito litúrgico romano, embora não seja o único do catolicismo, é o principal da Igreja ocidental. "A Igreja tem sido mais ou menos flexível com aqueles que seguem o tridentino, mas Francisco tem buscado inibir isso, limitando a alguns grupos, para que isso não cresça. Porque o concílio foi muito claro sobre como deve ser celebrada a missa. E difundir a missa tridentina é, de certa maneira, não aceitar o magistério do concílio", acrescenta Domingues.

Essa posição de Francisco é ainda mais interessante porque, se analisarmos à luz da história, ele é o primeiro papa pós-concílio que não participou do encontro. O então bispo Albino Luciani, depois papa João Paulo 1º (1912-1978), atuou como padre conciliar. João Paulo II (1920-2005), então bispo Karol Wojtyla, também. Papa Bento 16, na época padre Joseph Ratzinger atuou nos bastidores, como consultor.

"Francisco é o primeiro que não participou diretamente, mas segue colocando em prática muita coisa", conclui Domingues. Um exemplo está nos documentos. O método consagrado pelo Vaticano 2º, o "ver-julgar-agir" está visivelmente presente nas publicações do atual pontificado, sobretudo nas encíclicas.

"Antes, primeiro havia já as respostas, depois a ideia de mudar a realidade para fazer com que ela se encaixasse nas respostas", comenta Domingues. "Agora não é mais assim: a Igreja olha para a realidade, procura entendê-la e bater com as verdades da fé, então vê o que faz com que isso."

Segundo Domingues, o Concílio Vaticano 2º deixou aberta a porta para a Igreja "assumir uma voz profética sobre questões sociais e humanas mais latentes".

E é por isso que atualmente Francisco pode se posicionar sobre os mais diversos temas, com inegável autoridade política e moral. "Desde então, o mundo para ouvir o papa sobre questões gerais, não só sobre questões de fé. Francisco toca muito em assuntos assim, em temas cruciais para a humanidade, questões sociais, familiares, temas importantes para a vida em sociedade."

Correio Braziliense


sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Santo do Dia - 23 de setembro

 São Lino

Papa (século I)
Lino foi o primeiro sucessor de Pedro na sede de Roma, o segundo papa da Igreja e o primeiro papa italiano. Ele era filho de Herculano, originário da Toscana. Os dados anteriores de sua vida são ignorados. Lino ainda não era cristão quando foi para Roma, que, então, era o centro da administração do Império e também dos estudos. Foi quando conheceu os apóstolos Pedro e Paulo, que o converteram ao cristianismo, tornando-se um dos primeiros discípulos.

O próprio Paulo citou-o na segunda carta que enviou de Roma a Timóteo: "Saúdam-te Eubulo, Prudente, Lino, Cláudia e todos os irmãos..." Lino, sem dúvida, desfrutava de grande confiança e respeitabilidade, tanto por parte de Pedro como de Paulo. Os tempos em que Lino viveu, juntamente com os apóstolos, foram terríveis para toda a comunidade cristã. O imperador era Nero, que incendiou Roma no ano 64 e declarou que todos os cristãos eram inimigos do Império. As perseguições tiveram início e duraram séculos, com sangrentas matanças e martírios. A mando do imperador, o apóstolo Pedro foi preso, martirizado e morto.

Lino foi papa da Igreja em Roma por nove anos, governou entre 67 e 76. E  fez parte do clero romano, porque o próprio apóstolo Pedro o indicou para a sua sucessão, por causa da sua santidade e pela capacidade de administrador. A história da Igreja diz que o papa Lino sagrou 15 bispos e os enviou, como pregadores do Evangelho, para diversas cidades da Itália, ordenou 18 sacerdotes para os serviços de novas comunidades de cristãos que surgiam em Roma e governou a Igreja num período de sucessivos sobressaltos e tragédias políticas que marcaram os imperadores Nero, Galba, Vitélio e Vespasiano.

O papa Lino também sentiu a dolorosa repercussão da destruição completa de Jerusalém no ano 70, durante a chamada "guerra judaica". Ele, durante os anos de governo, foi muito requisitado a reanimar e a orientar os cristãos na verdadeira fé para manter a Igreja unida. Foi o papa que elaborou as primeiras normas de disciplina eclesiástica e litúrgica, e planejou a divisão de Roma em setores ou paróquias.

O papa Lino também foi martirizado em Roma, no ano 77, e sepultado ao lado do túmulo de são Pedro, no Vaticano. Sua memória é comemorada no dia 23 de setembro.


São Lino, rogai por nós! 



 São Pio de Pietrelcina

 
 Recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como “Casa Alívio do Sofrimento”


São Pio de Pietrelcina, alívio para os sofrimentos de seus fiéis


São Pio de Pietrelcina buscava por meio do sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis


Religioso franciscano (1887-1968)


Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.

Aos 12 anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. Aos 16, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.

Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotundo, lugar onde viveu até a morte.

Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a Eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis, que dela participavam, sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de muitas famílias, fundando a "Casa Sollievo della Sofferenza", ou melhor, a "Casa Alívio do Sofrimento", em 1956.

Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de 50 anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar, todos iam buscar seu conforto e o ombro amigo, que ele nunca negava, bem como o apoio e  amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.

Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas. Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente  dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. Encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.

Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos 81 anos. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. Em 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo, no dia 23 de setembro, a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo em 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.

 Padre Pio dizia: “Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!”.

Oração:

Ó Deus, que em São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, tens doado insigne privilégio de participar, de modo admirável, da Paixão de teu Filho, concede-me por sua intercessão a graça (dizer a graça) que ardentemente desejo e, sobretudo, dá-me mergulhar na morte de Jesus para alcançar também a glória da ressurreição. (Rezar três Glórias ao Pai)

 
São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!


Santa Tecla

Virgem mártir (século II)

Não se sabe exatamente se foi em Isaúria ou na Licaônia, Turquia, o local onde a virgem mártir Tecla nasceu. O que se sabe é que trata-se de uma das figuras mais importantes dos tempos apostólicos, muito celebrada entre os gregos.

Tudo começou quando, um dia, ao ouvir uma conversa sobre o valor da castidade entre o apóstolo Paulo e seu anfitrião Onesíforo, a jovem e pagã Tecla foi tocada no coração pelo discurso do santo. Ficou tão impressionada que, naquele exato momento, resolveu não mais casar-se. Ela era, porém, prometida a um jovem de nome Tamiris.

Quando a jovem resolveu desmanchar o casamento, tanto sua família como a do noivo fizeram de tudo para demovê-la da ideia. Tecla, porém, manteve-se firme na convicção de converter-se. Isso despertou a ira de seu noivo, que conseguiu a prisão e a tortura de são Paulo por influenciar a jovem, o que eles consideravam ser uma atitude demoníaca por parte do apóstolo.

Nem assim Tamiris conseguiu que Tecla abandonasse os ensinamento de Cristo, que agora seguia. Ela foi, algumas vezes, procurar Paulo no cárcere, para dar-lhe apoio e solidariedade. Com essa atitude, deixou seu ex-noivo ainda mais irado. Como consequência, ele a denunciou para o pró-cônsul, que a sentenciou à morte na fogueira. Mas a condenação resultou numa surpresa: as chamas não a queimaram.

Algum tempo depois, Tecla foi novamente julgada e condenada à morte, só que, agora, seria atirada às feras, diante do povo no Circo. Mais uma vez, o prodígio se realizou, e as feras deixaram-se acariciar por ela, cujas mãos lambiam mansamente. Pareciam mais com gatinhos do que com ferozes tigres e leopardos selvagens. Por fim, Tecla foi jogada dentro de uma escura caverna cheia de serpentes venenosas. De novo, nada lhe aconteceu.

Conta uma da mais antigas tradições cristãs que Tecla morreu aos 90 anos de idade, em Selêucia, moderna Selefkie, na Ásia Menor, depois de conseguir a conversão de muitos pagãos. O corpo de santa Tecla teria sido sepultado nessa cidade, onde, depois, os imperadores cristãos mandaram erguer uma igreja dedicada à sua memória.

Santa Tecla é invocada pelos fiéis devotos como a padroeira dos agonizantes e também solicitada para interceder por eles contra os males da vista. A Igreja confirmou o seu culto pela tradição dos fiéis e manteve o dia em que já habitualmente sua festa é realizada.


Santa Teclarogai por nós!

 

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Santo do Dia - 23 de setembro

 São Lino

Papa (século I)
Lino foi o primeiro sucessor de Pedro na sede de Roma, o segundo papa da Igreja e o primeiro papa italiano. Ele era filho de Herculano, originário da Toscana. Os dados anteriores de sua vida são ignorados. Lino ainda não era cristão quando foi para Roma, que, então, era o centro da administração do Império e também dos estudos. Foi quando conheceu os apóstolos Pedro e Paulo, que o converteram ao cristianismo, tornando-se um dos primeiros discípulos.

O próprio Paulo citou-o na segunda carta que enviou de Roma a Timóteo: "Saúdam-te Eubulo, Prudente, Lino, Cláudia e todos os irmãos..." Lino, sem dúvida, desfrutava de grande confiança e respeitabilidade, tanto por parte de Pedro como de Paulo. Os tempos em que Lino viveu, juntamente com os apóstolos, foram terríveis para toda a comunidade cristã. O imperador era Nero, que incendiou Roma no ano 64 e declarou que todos os cristãos eram inimigos do Império. As perseguições tiveram início e duraram séculos, com sangrentas matanças e martírios. A mando do imperador, o apóstolo Pedro foi preso, martirizado e morto.

Lino foi papa da Igreja em Roma por nove anos, governou entre 67 e 76. E  fez parte do clero romano, porque o próprio apóstolo Pedro o indicou para a sua sucessão, por causa da sua santidade e pela capacidade de administrador. A história da Igreja diz que o papa Lino sagrou 15 bispos e os enviou, como pregadores do Evangelho, para diversas cidades da Itália, ordenou 18 sacerdotes para os serviços de novas comunidades de cristãos que surgiam em Roma e governou a Igreja num período de sucessivos sobressaltos e tragédias políticas que marcaram os imperadores Nero, Galba, Vitélio e Vespasiano.

O papa Lino também sentiu a dolorosa repercussão da destruição completa de Jerusalém no ano 70, durante a chamada "guerra judaica". Ele, durante os anos de governo, foi muito requisitado a reanimar e a orientar os cristãos na verdadeira fé para manter a Igreja unida. Foi o papa que elaborou as primeiras normas de disciplina eclesiástica e litúrgica, e planejou a divisão de Roma em setores ou paróquias.

O papa Lino também foi martirizado em Roma, no ano 77, e sepultado ao lado do túmulo de são Pedro, no Vaticano. Sua memória é comemorada no dia 23 de setembro.


São Lino, rogai por nós! 



 São Pio de Pietrelcina

 
 Recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como “Casa Alívio do Sofrimento”


São Pio de Pietrelcina, alívio para os sofrimentos de seus fiéis


São Pio de Pietrelcina buscava por meio do sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis


Religioso franciscano (1887-1968)


Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.

Aos 12 anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. Aos 16, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.

Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotundo, lugar onde viveu até a morte.

Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a Eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis, que dela participavam, sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de muitas famílias, fundando a "Casa Sollievo della Sofferenza", ou melhor, a "Casa Alívio do Sofrimento", em 1956.

Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de 50 anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar, todos iam buscar seu conforto e o ombro amigo, que ele nunca negava, bem como o apoio e  amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.

Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas. Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente  dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. Encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.

Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos 81 anos. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. Em 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo, no dia 23 de setembro, a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo em 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.

Oração:

Ó Deus, que em São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, tens doado insigne privilégio de participar, de modo admirável, da Paixão de teu Filho, concede-me por sua intercessão a graça (dizer a graça) que ardentemente desejo e, sobretudo, dá-me mergulhar na morte de Jesus para alcançar também a glória da ressurreição. (Rezar três Glórias ao Pai)

 
São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!


Santa Tecla

Virgem mártir (século II)

Não se sabe exatamente se foi em Isaúria ou na Licaônia, Turquia, o local onde a virgem mártir Tecla nasceu. O que se sabe é que trata-se de uma das figuras mais importantes dos tempos apostólicos, muito celebrada entre os gregos.

Tudo começou quando, um dia, ao ouvir uma conversa sobre o valor da castidade entre o apóstolo Paulo e seu anfitrião Onesíforo, a jovem e pagã Tecla foi tocada no coração pelo discurso do santo. Ficou tão impressionada que, naquele exato momento, resolveu não mais casar-se. Ela era, porém, prometida a um jovem de nome Tamiris.

Quando a jovem resolveu desmanchar o casamento, tanto sua família como a do noivo fizeram de tudo para demovê-la da ideia. Tecla, porém, manteve-se firme na convicção de converter-se. Isso despertou a ira de seu noivo, que conseguiu a prisão e a tortura de são Paulo por influenciar a jovem, o que eles consideravam ser uma atitude demoníaca por parte do apóstolo.

Nem assim Tamiris conseguiu que Tecla abandonasse os ensinamento de Cristo, que agora seguia. Ela foi, algumas vezes, procurar Paulo no cárcere, para dar-lhe apoio e solidariedade. Com essa atitude, deixou seu ex-noivo ainda mais irado. Como consequência, ele a denunciou para o pró-cônsul, que a sentenciou à morte na fogueira. Mas a condenação resultou numa surpresa: as chamas não a queimaram.

Algum tempo depois, Tecla foi novamente julgada e condenada à morte, só que, agora, seria atirada às feras, diante do povo no Circo. Mais uma vez, o prodígio se realizou, e as feras deixaram-se acariciar por ela, cujas mãos lambiam mansamente. Pareciam mais com gatinhos do que com ferozes tigres e leopardos selvagens. Por fim, Tecla foi jogada dentro de uma escura caverna cheia de serpentes venenosas. De novo, nada lhe aconteceu.

Conta uma da mais antigas tradições cristãs que Tecla morreu aos 90 anos de idade, em Selêucia, moderna Selefkie, na Ásia Menor, depois de conseguir a conversão de muitos pagãos. O corpo de santa Tecla teria sido sepultado nessa cidade, onde, depois, os imperadores cristãos mandaram erguer uma igreja dedicada à sua memória.

Santa Tecla é invocada pelos fiéis devotos como a padroeira dos agonizantes e também solicitada para interceder por eles contra os males da vista. A Igreja confirmou o seu culto pela tradição dos fiéis e manteve o dia em que já habitualmente sua festa é realizada.


Santa Teclarogai por nós!


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

29 de outubro - Santo do Dia

 São Narciso


Bispo (+222)

Presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo

Não faltam informações sobre este longevo bispo de Jerusalém: Eusébio dedica um inteiro capítulo de sua História eclesiástica aos milagres realizados pelo santo — dentre os quais, o mais conhecido foi o de transformar a água em azeite para alimentar as lamparinas da igreja.

Por Eusébio, ficamos sabendo que Narciso foi o 15º bispo de Jerusalém e presidiu o sínodo no qual se decidiu, entre outras resoluções, uniformizar com base na Igreja de Roma a data da celebração da Páscoa. As inovações não agradaram a todos; talvez por causa dessa sua iniciativa, alguém tenha cogitado em dele se desembaraçar, tramando para tal uma acusação infamante. 

Narciso não julgou oportuno defender-se e, para não dividir a própria comunidade em inocentistas e culpabilistas, preferiu desaparecer da sociedade. Foi viver como eremita perto do deserto, até que uma das testemunhas que havia jurado em falso decidiu dizer a verdade. Mas tinham-se passado já muitos anos desde o desaparecimento de Narciso, e os cristãos de Jerusalém, considerando-o morto, elegeram um novo bispo.

Com estupor, mas também com grande alegria, viram-no reaparecer e rogaram-lhe que retomasse seu posto. Narciso aceitou, mas quis ter a seu lado um coadjutor escolhido por ele. Assim pôde confiar a cura pastoral ao amigo Alexandre, então bispo na Capadócia, que ficou junto dele nos seus últimos dez anos de vida.

Por meio de uma carta do bispo Alexandre aos fiéis de Antínoe, no Egito, ficamos sabendo da longevidade de Narciso. Nela se lê: “Saúda-vos Narciso, que antes de mim ocupou esta sede episcopal e, agora, está colocado na mesma categoria que eu nas orações. Ele agora completou 116 anos e vos exorta, como eu, à concórdia”.


 São Narciso, rogai por nós!

 


segunda-feira, 15 de julho de 2019

Mulher empurra Padre Marcelo Rossi de palco durante missa

Cena surpreendeu fiéis que assistiam à celebração do religioso em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo

Uma mulher invadiu uma missa realizada pelo padre Marcelo Rossi neste domingo, 14, e o empurrou do palco. A celebração acontecia na comunidade católica Canção Nova, na cidade de Cachoeira Paulista (SP). Apesar da queda, o padre não ficou ferido. A mulher foi contida pela Polícia Militar.

Marcelo Rossi estava no local para a missa de encerramento do acampamento “Por Hoje Não vou mais pecar ” (PHN). Por volta das 14h50, a mulher, que participava do evento, conseguiu furar a segurança, invadiu o palco por trás e empurrou o padre, que caiu da estrutura. 
Veja vídeo abaixo:


terça-feira, 4 de junho de 2019

A Grande Revelação

    A chamada Grande Revelação foi feita a Santa Margarida Maria durante a oitava da festa do Corpus Domini (Corpus Christi) de 1675. 


         Mostrando o seu Coração divino, Jesus confiou à Santa:

         “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para  honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”.
         “Prometo-te que Meu Coração se dilatará para derramar os influxos de Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra”.

         Jesus apareceu-lhe numerosas vezes de 1673 até 1675. Dos seus colóquios com Nosso Senhor distinguem-se classicamente 12 promessas. Eis alguns extratos da Mensagem do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria. (10)

            “Os fiéis acharão, pelo intermédio desta devoção amável, todos os socorros necessários ao seu estado, ou seja, a paz nas suas família, o alívio nos seus trabalhos, as bênçãos do Céu em todas as suas empresas, a consolação nas suas misérias, e é propriamente neste sagrado Coração que alcançarão um lugar de refúgio durante toda a vida e principalmente na hora da sua morte”.

         “O Meu divino Salvador fez-me compreender que aqueles que trabalham pela salvação das almas encontrarão a arte de comover os corações mais empedernidos e trabalharão com um êxito maravilhoso se eles mesmos estiverem penetrados de uma terna devoção ao divino Coração”.

         “Asseverando-Me que Ele recebia um contentamento singular em ser honrado sob a figura deste Coração de carne, cuja imagem desejava fosse exibida em público, com a finalidade – acrescentou – de tocar por seu intermédio o coração insensível dos homens; prometendo-me que derramaria em abundância todos os dons que possui em plenitude sobre todos aqueles que O honrassem; e que em todo lugar em que esta imagem fosse ostentada para ser objeto de especial honra ela atrairia toda sorte de bênçãos”.

         “Sinto-me totalmente imersa neste divino Coração; (...) estou como num abismo sem fundo onde Ele me revela os tesouros de amor e de graça que concede às pessoas que se consagram e sacrificam para lhe render e alcançar toda a honra, amor e glória de que são capazes”.

            “Confirmou-me o contentamento que recebe em ser amado, conhecido e venerado pelas suas criaturas e tão grande que prometeu-me que todos aqueles que Lhe sejam devotados e consagrados não morrerão jamais”.

            “Numa sexta-feira, durante a Sagrada Comunhão, disse estas palavras à sua indigna escrava: “Prometo-te, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o seu amor onipotente obterá a todos aqueles que comunguem nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, sem receber os seus sacramentos e que o Meu divino Coração será o seu refúgio assegurado no último momento”. “Nada temas, Eu reinarei apesar dos meus inimigos e de todos aqueles que procurarão opor-se”.

            “Este amável Coração reinará, apesar de Satanás. Isto me arrebata de alegria.” “Afinal reinará, este amável Coração, apesar de todos os que se quererão opor. Satã e todos os seus seguidores serão confundidos”.

Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós!


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

29 de outubro - Santo do dia

São Narciso


Bispo (+222)



Presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo


Não faltam informações sobre este longevo bispo de Jerusalém: Eusébio dedica um inteiro capítulo de sua História eclesiástica aos milagres realizados pelo santo — dentre os quais, o mais conhecido foi o de transformar a água em azeite para alimentar as lamparinas da igreja.

Por Eusébio, ficamos sabendo que Narciso foi o 15º bispo de Jerusalém e presidiu o sínodo no qual se decidiu, entre outras resoluções, uniformizar com base na Igreja de Roma a data da celebração da Páscoa. As inovações não agradaram a todos; talvez por causa dessa sua iniciativa, alguém tenha cogitado em dele se desembaraçar, tramando para tal uma acusação infamante.

Narciso não julgou oportuno defender-se e, para não dividir a própria comunidade em inocentistas e culpabilistas, preferiu desaparecer da sociedade. Foi viver como eremita perto do deserto, até que uma das testemunhas que havia jurado em falso decidiu dizer a verdade. Mas tinham-se passado já muitos anos desde o desaparecimento de Narciso, e os cristãos de Jerusalém, considerando-o morto, elegeram um novo bispo.

Com estupor, mas também com grande alegria, viram-no reaparecer e rogaram-lhe que retomasse seu posto. Narciso aceitou, mas quis ter a seu lado um coadjutor escolhido por ele. Assim pôde confiar a cura pastoral ao amigo Alexandre, então bispo na Capadócia, que ficou junto dele nos seus últimos dez anos de vida.

Por meio de uma carta do bispo Alexandre aos fiéis de Antínoe, no Egito, ficamos sabendo da longevidade de Narciso. Nela se lê: “Saúda-vos Narciso, que antes de mim ocupou esta sede episcopal e, agora, está colocado na mesma categoria que eu nas orações. Ele agora completou 116 anos e vos exorta, como eu, à concórdia”.



 São Narciso, rogai por nós!


segunda-feira, 4 de junho de 2018

A Grande Revelação

    A chamada Grande Revelação foi feita a Santa Margarida Maria durante a oitava da festa do Corpus Domini (Corpus Christi) de 1675. 


         Mostrando o seu Coração divino, Jesus confiou à Santa:

         “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para  honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”.
         “Prometo-te que Meu Coração se dilatará para derramar os influxos de Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra”.

         Jesus apareceu-lhe numerosas vezes de 1673 até 1675. Dos seus colóquios com Nosso Senhor distinguem-se classicamente 12 promessas. Eis alguns extratos da Mensagem do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria. (10)

            “Os fiéis acharão, pelo intermédio desta devoção amável, todos os socorros necessários ao seu estado, ou seja, a paz nas suas família, o alívio nos seus trabalhos, as bênçãos do Céu em todas as suas empresas, a consolação nas suas misérias, e é propriamente neste sagrado Coração que alcançarão um lugar de refúgio durante toda a vida e principalmente na hora da sua morte”.

         “O Meu divino Salvador fez-me compreender que aqueles que trabalham pela salvação das almas encontrarão a arte de comover os corações mais empedernidos e trabalharão com um êxito maravilhoso se eles mesmos estiverem penetrados de uma terna devoção ao divino Coração”.

         “Asseverando-Me que Ele recebia um contentamento singular em ser honrado sob a figura deste Coração de carne, cuja imagem desejava fosse exibida em público, com a finalidade – acrescentou – de tocar por seu intermédio o coração insensível dos homens; prometendo-me que derramaria em abundância todos os dons que possui em plenitude sobre todos aqueles que O honrassem; e que em todo lugar em que esta imagem fosse ostentada para ser objeto de especial honra ela atrairia toda sorte de bênçãos”.

         “Sinto-me totalmente imersa neste divino Coração; (...) estou como num abismo sem fundo onde Ele me revela os tesouros de amor e de graça que concede às pessoas que se consagram e sacrificam para lhe render e alcançar toda a honra, amor e glória de que são capazes”.

            “Confirmou-me o contentamento que recebe em ser amado, conhecido e venerado pelas suas criaturas e tão grande que prometeu-me que todos aqueles que Lhe sejam devotados e consagrados não morrerão jamais”.

            “Numa sexta-feira, durante a Sagrada Comunhão, disse estas palavras à sua indigna escrava: “Prometo-te, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o seu amor onipotente obterá a todos aqueles que comunguem nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, sem receber os seus sacramentos e que o Meu divino Coração será o seu refúgio assegurado no último momento”. “Nada temas, Eu reinarei apesar dos meus inimigos e de todos aqueles que procurarão opor-se”.

            “Este amável Coração reinará, apesar de Satanás. Isto me arrebata de alegria.” “Afinal reinará, este amável Coração, apesar de todos os que se quererão opor. Satã e todos os seus seguidores serão confundidos”.

Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós!