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segunda-feira, 4 de março de 2013

Padre italiano queima foto de Bento XVI durante missa

Eis-nos em plena "sede vacante". Peçamos ao Espírito de Deus que ilumine os cardeais para que tenhamos um Papa santo!

Prefeito de Castelvittorio, que presenciou a cena, disse que gesto foi ‘chocante’
Segundo moradores locais, o sacerdote é visto como uma pessoa depressiva e com problemas psicológicos
No primeiro domingo sem a bênção papal na São Pedro, no Vaticano, um padre de Castelvittorio, cidade italiana na região da Ligúria, ateou fogo em uma foto de Bento XVI, diante de dezenas de fiéis que assistiam a uma missa. Enquanto a imagem queimava, dom Andrea Maggio acusava o Papa Emérito de “não ser um pastor, um papa, porque abandonou” seu posto. Segundo moradores locais, Maggio é visto como uma pessoa depressiva e com problemas psicológicos. 

O incidente foi reportado pelo prefeito de Castelvittorio, Gianstefano Orengo, que presenciou a cena e falou com a imprensa local. - Foi um gesto chocante, cometido diante de dezenas de crianças, inclusive. Entendo que Dom Andrea esteja atravessando um período muito delicado do ponto de vista psicológico, mas ainda assim é uma atitude muito grave - afirmou o prefeito de acordo com a agência Ansa. - Muitos fiéis protestaram contra a atitude dele, e outros, como eu, saíram do local consternados.

Após a renúncia oficial do Papa, na quinta-feira, as missas católicas dominicais em todo o mundo não contam mais com oração habitual para o “nosso papa, Bento XVI”. Até que seja escolhido um novo Pontífice, o nome de Papa Emérito não deve ser pronunciado em cerimônias religiosas.

No sábado, Bento XVI entregou o Anel do Pescador - colocado no dedo anular direito do cardeal que é coroado Papa - ao camerlengo Tarcísio Bertone, sinal de que seu pontificado terminou. Os selos utilizados por Bento XVI também foram anulados. A um dia do começo das duas primeiras reuniões de cardeais preparatórias para o conclave, os cardeais continuam a chegar a Roma, onde já se estão mais de 150 dos 207 que compõem o Colégio Cardinalício, segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

Fonte: AP

Seria Jesus eleito papa para suceder Bento XVI?

Eis-nos em plena "sede vacante". Peçamos ao Espírito de Deus que ilumine os cardeais para que tenhamos um Papa santo!

"Façamos uma ficção literária. Imaginemos que Jesus, aquele profeta curioso e incômodo, se houvesse mimetizado em um dos cardeais que entrarão em silêncio na Capela Sistina para a eleição do novo pontífice.
Imaginemos que esse cardeal, sem que os demais soubessem que é Jesus, tivesse um curriculum parecido com o de Jesus.
Vocês crêem que ele seria eleito papa? Temo que não.

(...) Seria eleito um cardeal que como Jesus, ao invés de tratar com bençãos, favores, gestos diplomáticos a governos e ditadores do momento lhes dissesse, quando pretendessem intervir nos assuntos da Igreja ou quando tentassem reprimir a liberdade de expressão no mundo, "ide dizer que eu seguirei pregando?" Foi assim que Jesus respondeu ao rei Herodes que pretendia condená-lo ao silêncio.

Seria eleito um cardeal que tivesse a coragem de dizer: "Dai a Deus o que é de Deus e a Cesar o que é de Cesar?" O Banco do Vaticano e suas transações em paraísos fiscais, e as manobras da Cúria para influenciar os parlamentos, são coisas de Cesar ou de Deus?

(...) Seria eleito um cardeal capaz de desenterrar aquela passagem terrível de Jesus contra os abusadores de crianças, para os quais pediu "pena de morte" ao invés de esconder ou minimizar os escândalos de pedofilia na Igreja que segue defendendo hipocritamente o celibato obrigatório?

Seria eleito um cardeal capaz de abrir as portas da Igreja para fieis e infiéis, católicos ou não, todas as tribos de fé e de ateísmo do mundo porque, como dizia Jesus, em seu reino cabem todos e todos são igualmente dignos de ser considerados filhos de Deus?

Seria eleito um cardeal capaz de anunciar no seu primeiro discurso que todos os teólogos condenados ao ostracismo por seus antecessores, todas as vítimas da Congregação para a Doutrina da Fé estariam livres para seguir investigando com liberdade de espírito o poço inesgotável da verdade revelada?

E, por fim, seria eleito um cardeal capaz de derrubar as mesas do Templo, de expulsar dali os que fazem da Igreja um jogo de negócios às vezes tão sujo que tem provocado suicídios e assassinatos?

A Igreja tem medo de cardeais jovens. Nomeia a maioria de anciãos. Parece esquecida que Jesus era "papa", quer dizer, profeta e evangelizador com apenas 30 anos. E que o mataram na flor da vida. E que o poder, tanto religioso quanto civil, tombou diante dele.
(...) A verdade assusta ao poder e assusta à Igreja na medida em que ela [a Igreja] se mescla e se confunde com o poder mundano.

Definitivamente, Jesus teria poucos votos no conclave. Para ele a fumaça seria negra.

Por: Juan Arias - Correspondente do 'El Pais'

A escolha realizada em um conclave é guiada pelo Divino Espírito Santo e os cardeais não devem, nem podem, adotar o comportamento dos eleitores de um primeiro-ministro

Eis-nos em plena "sede vacante". Peçamos ao Espírito de Deus que ilumine os cardeais para que tenhamos um Papa santo!

Aumenta a pressão por acesso a dossiê secreto durante conclave 

Cardeais querem saber o conteúdo do documento entregue ao Papa Bento XVI, dizem representantes brasileiros

Circula o rumor de que os três religiosos que escreveram o relatório estariam preparando resumo para apresentar nas discussões

Cardeais iniciam nesta segunda-feira em Roma a reunião fundamental que vai prepará-los para a escolha do futuro Papa. A atmosfera do encontro - conhecido como congregação geral - é espiritual, segundo os participantes, e em nada lembra o bate-boca de um Parlamento italiano. Mas desta vez, sob o choque do mais dramático gesto da História recente da Igreja - a renúncia de um Papa -, os cardeais chegam com uma cobrança: querem saber o conteúdo do dossiê secreto entregue ao Papa Bento XVI, pouco antes da renúncia, relatando problemas comprometedores à imagem já desgastada da Igreja. E os nomes dos responsáveis.

O cardeal Geraldo Majella, arcebispo emérito de Salvador, veterano na participação em conclaves, foi incisivo: não são apenas os brasileiros que querem saber. - A gente quer saber. Todo mundo está interessado em saber. Por que não foi dado até agora? Eu também estou querendo saber o que tem nesse dossiê.Outro cardeal, Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida e presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), também cobrou: - Por que o cardeais que estão reunidos agora, que são conselheiros mais próximos do Papa e que vão votar no Papa, não podem ter essas informações? Acho que é mais do que justo e necessário que os cardeais tenham as informações sobre o conteúdo do dossiê.

Segundo Paolo Rodari, ex-diretor do “Observatório Romano” e atual vaticanista do “La Repubblica”, dois cardeais - o austríaco Christoph Schönborn e o alemão Walter Kasper - pediram uma mudança de rota em relação aos anos de mau governo no Vaticano e deixaram claro que querem saber o que consta da investigação. Neste domingo, pela primeira vez em oito anos, não houve missa na Praça de São Pedro. Horas antes da abertura do encontro de cardeais, marcado para as 9h30m de Roma (4h30m) de Brasília, muitos deles continuavam sem saber se o Vaticano liberaria a informação antes do conclave. Circula o rumor de que os três cardeais que escreveram o dossiê secreto estariam preparando um resumo para apresentar nas discussões. Ou passariam discretamente informações a alguns cardeais. Mas ninguém confirma ou desmente. - Não ouvi falar nada até agora, mas pode ser que isso esteja previsto, porque não fomos só nós. Outros cardeais já se manifestaram sobre a necessidade de conhecer o conteúdo essencial do informe — disse o cardeal Damasceno. 

Influência no conclave
O teólogo James Weiss, do Boston College, descreve um clima de desconfiança entre os cardeais: - Desta vez, os relatórios vão ser apresentados pelo camerlengo, que é o ex-secretário de Estado Tarcisio Bertone, que todos acreditam ser responsável pelos problemas. Eles não sabem se Bertone vai tentar fazer com que os problemas pareçam menores do que são.

O cardeal Damasceno não descarta a hipótese de que ele próprio peça as informações, caso outros não o façam.- Pode ser que eles mesmos (dirigentes das congregações) tomem a iniciativa de nos dar as informações - disse.  O monsenhor Antonio Luiz Catelan, assessor da Comissão da Doutrina da Fé da CNBB, avalia que, “dependendo do problema revelado”, o dossiê pode influenciar na escolha do Pontífice: - Se ele incide em problemas administrativos, vão querer um candidato com dotes administrativos para Papa. Se são questões doutrinais, vão querer um Papa mais teólogo. 

Mas Catelan minimiza a gravidade do conteúdo do dossiê, dizendo que tem a convicção de que nenhum cardeal está implicado em denúncias: seus nomes podem constar do documento, mas como pessoas que prestaram depoimentos. - Minha opinião? Não, está é uma convicção. Conhecendo os cardeais, com quem convivo, posso dizer que não há cardeal envolvido - garantiu.

Além das revelações do dossiê secreto, as reuniões preparatórias desta semana vão decidir uma data importante: o início do conclave, quando os 115 cardeais ficarão trancados e incomunicáveis na Capela Sistina do Vaticano, em meio aos afrescos dos maiores artistas da Renascença, como Michelangelo, Rafael, Bernini e Botticelli. A aposta em Roma é que o conclave aconteça em torno dos dias 10 e 11. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, garantiu que para tomar tal decisão é preciso que todos os cardeais com direito a voto estejam presentes - o que ainda não é o caso. A reunião de hoje será aberta pelo cardeal argentino José Saraiva Martins. Em entrevista ao jornal “Il Messaggero”, ele explicou que estas reuniões preparatórias para o conclave têm como objetivo “nos ajudar a focar nos principais problemas da Igreja em relação à sociedade contemporânea, o declínio dos fiéis, as vocações”. Ele disse ainda que as discussões serão muito democráticas e que cada um pode tomar a palavra e intervir livremente, até mesmo sobre o caso VatiLeaks, de vazamento de dados. 

Vários temas podem surgir nos debates das congregações. O cardeal Majella, por exemplo, gostaria de uma discussão sobre a formação dos sacerdotes, onde ele vê um grande problema: homens estão procurando o sacerdócio como status, uma carreira, e se esquecendo da dimensão que deveria contar mais - a espiritual. Isso vai na mesma linha de Bento XVI, que se queixou do carreirismo na Igreja. - Vê-se uma procura pelo sacerdócio, mas como status. Sobretudo nas regiões mais carentes, fulano chega de pé no chão e depois já com o terno todo bonito. A formação tem sido um pouco superficial - disse. 

Já para o cardeal Damasceno, as discussões nestas reuniões podem ajudar a escolher seus candidatos a Papa. - Seria muito interessante ouvir representantes de cada continente, ouvir um pouco de como está vivendo a Igreja nesses locais, os desafios que ela está enfrentando. Isso daria uma visão de mundo fundamental - opinou.

Nota dos editores do Blog Catolicismo: percebe-se,  pelo que a imprensa tem noticiado, nesses  dias que antecedem o conclave para escolha do sucessor de Bento XVI, uma atmosfera de escolha de um primeiro-ministro, em que os eleitores precisam conhecer em quem vão votar.
Com o devido respeito aos cardeais - além do respeito que merecem pela posição que ocupam na hierarquia da Igreja Católica, temos que ter sempre presente que um deles sairá do conclave Papa - sentimo-nos no DEVER de destacar que durante um conclave o que deve prevalecer é a busca pela iluminação do Divino Espírito Santo para que o escolhido seja um Papa Santo.
O clima de competição, de curiosidade - justificável na escolha de autoridades profanas - não pode existir.

Santo do dia - 4 de março

Eis-nos em plena "sede vacante". Peçamos ao Espírito de Deus que ilumine os cardeais para que tenhamos um Papa santo!

São Casimiro

 

Casimiro nasceu na Croácia no dia 03 de outubro de 1458 e era o décimo terceiro filho do rei da Polônia, Casimiro IV, e da rainha Elisabete d'Asburgo. Ele poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar sobre um território, como todos os seus doze irmãos o fizeram. Porém, apesar de possuir os títulos de príncipe da Polônia e grão-duque da Lituânia, não seguiu esse caminho. Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e todas as facilidades que a nobreza proporcionava. Fez voto de castidade e vivia na simplicidade do seu quarto, que transformou numa cela como a de um eremita, dedicando-se à oração, disciplina, penitência e solidão.

Quando os húngaros se rebelaram contra o seu rei, Mateus Corvino, e ofereceram ao jovem príncipe Casimiro, então com treze anos, a coroa, ele a renunciou tão logo soube que seu pai havia se declarado contra a deposição daquele rei e a imposição pela força de outro, no caso ele. O príncipe tinha de fato apenas uma ambição, se é que assim pode ser chamada, dedicar-se ao ideal da vida monástica.

Entretanto não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezessete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo. Com a conversão do rei da Hungria que abdicou para entrar num mosteiro, o rei Casimiro IV, seu pai, herdou esses domínios que incluíam além da Hungria a Prússia. Porém, isso também não entusiasmou o jovem príncipe a se coroar. Desde a infância levava uma vida ascética, muito humilde, jejuando continuamente e dormindo no chão, por isso sua saúde nunca foi perfeita.

Dessa forma, jovem príncipe acabou contraiu a tuberculose. Mesmo assim seu pai lhe cofiou a regência do reino, por um breve período. O rei desejando ampliar ainda mais os domínios do já imenso império, pretendia firmar um contrato de matrimonio para o filho com a bela e rica herdeira de Frederico III, cujas fronteiras passariam as ser mar Báltico e o mar Negro, realizando seu velho sonho. Por isso precisava se ausentar, pois queria tratar pessoalmente de tão delicado assunto.

Casimiro, como príncipe regente, não se furtou às obrigações junto ao seu amado povo. Cumpriu a função com inteligente política, todavia sem se deixar seduzir pelo poder. Depois, o rei teve de se conformar, porque Casimiro preferiu o celibato e o tratado do matrimônio foi desfeito. Ele preferiu ser lembrado por ficar entre os pobres de espírito, entre aqueles que receberam o reino de Deus, do que ser recordado entre os homens famosos e poderosos que governaram o mundo.

Morreu aos vinte e cinco anos de idade e foi sepultado em Vilnius, capital da Lituânia, em 04 de março de 1484. Logo passou a ser venerado por todo o povo polonês, lituano, húngaro, russo. Seu culto acabou sendo introduzido na Europa ocidental através dos peregrinos que visitavam sua sepultura. Menos de quarenta anos após sua morte já era canonizado pelo Papa Leão X. São Casimiro foi declarado padroeiro da Lituânia e da juventude lituana; também da Polônia, onde até hoje é considerado um símbolo para os cristãos, que o veneram como o protetor dos pobres.

  
São Casimiro, rogai por nós!

domingo, 3 de março de 2013

EVANGELHO DO DIA

 EVANGELHO COTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

3º Domingo da Quaresma 

Evangelho segundo S. Lucas 13,1-9.
Naquele tempo, apareceram alguns a contar a Jesus, dos galileus, cujo sangue Pilatos tinha misturado com o dos sacrifícios que eles ofereciam.  Respondeu-lhes: «Julgais que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros galileus, por terem assim sofrido?
Não, Eu vo-lo digo; mas, se não vos converterdes, perecereis todos igualmente.
E aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé, matando-os, eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?
Não, Eu vo-lo digo; mas, se não vos converterdes, perecereis todos da mesma forma.» 
 
Disse-lhes, também, a seguinte parábola: «Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e foi lá procurar frutos, mas não os encontrou.
Disse ao encarregado da vinha: 'Há três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não o encontro. Corta-a; para que está ela a ocupar a terra?'
Mas ele respondeu: 'Senhor, deixa-a mais este ano, para que eu possa escavar a terra em volta e deitar-lhe estrume.
Se der frutos na próxima estação, ficará; senão, poderás cortá-la.'» 


Comentário ao Evangelho do dia feito por:  Astério de Amaseia

Imitemos a paciência do Bom Pastor
Se quereis parecer-vos com Deus, uma vez que fostes criados à Sua imagem, imitai o Seu exemplo. Se sois cristãos, nome que é uma proclamação de caridade, imitai o amor de Cristo.

Considerai as riquezas da Sua bondade. [...] Como acolheu Ele os que escutaram a Sua palavra? Concedeu-lhes generosamente o perdão dos pecados e libertou-os, sem demora, de toda a ansiedade. [...] Imitemos o exemplo de Cristo, o Bom Pastor. [...]

Vemos descrita [nos Evangelhos], na linguagem misteriosa das parábolas, a figura de um pastor de cem ovelhas, o qual, ao verificar que uma delas se tresmalhara e andava errante, não permaneceu junto das que pastavam tranquilamente: pôs-se a caminho à procura da ovelha perdida, atravessando vales e florestas, transpondo montanhas altas e escarpadas e percorrendo desertos, num esforço incansável até a encontrar.

Ao encontrá-la, não lhe bateu nem a impeliu violentamente, mas, pondo-a aos ombros e tratando-a com doçura, reconduziu-a ao rebanho. E foi maior a sua alegria por uma só ovelha reencontrada do que pela multidão das restantes (Lc 15,4-6).

Consideremos a realidade oculta na obscuridade da parábola [e o seu] ensinamento sagrado: nunca devemos julgar os homens perdidos sem remédio, nem deixar de ajudar com toda a diligência os que se encontram em perigo. Pelo contrário: reconduzamos ao bom caminho os que se extraviaram e afastaram da verdadeira vida, e alegremo-nos com o seu regresso à comunhão daqueles que vivem reta e piedosamente.

 

3 de março - Santo do dia

Eis-nos em plena "sede vacante". Peçamos ao Espírito de Deus que ilumine os cardeais para que tenhamos um Papa santo!

Santa Cunegundes


Cunegundes viveu na realeza. Nasceu no ano 988, era filha de Sigfredo, conde de Luxemburgo e Asdvige, que transmitiu pessoalmente à ela os profundos ensinamentos cristãos. Desde pequena a menina desejava se tornar religiosa.

Porém casou-se com Henrique, duque da Baviera, que era católico e em 1002 se tornou rei da Alemanha. Em 1014 o casal real recebeu a coroa imperial das mãos do Papa Bento VIII, em Roma. Para o povo, foi um tempo de paz e prosperidade. O casal ficou famoso pela felicidade que proporcionava aos seus súditos, o que chamou a atenção dos inimigos do reino e do imperador. Mas também porque a população e a corte diziam que eles haviam feito um "matrimonio de São José", o que equivale viver em união apenas como bons irmãos. Verdade ou não, o fato é que Henrique percebeu que a esposa não podia ter filhos e decidiu ficar com ela, sem usar o direito do repúdio público para dissolver o casamento, como era legítimo na Alemanha e cuja situação era tolerada por Roma.

Mais tarde, os inimigos da corte espalharam uma forte calúnia contra a imperatriz, dizendo que ela havia traído seu marido. A princípio os dois não se importaram, mas os boatos começaram a rondar o próprio palácio e Cunegundes resolveu acabar com a maledicência. Numa audiência pública, negou a traição e evocou Deus para comprovar que dizia a verdade. Para isso, mandou que colocassem à sua frente grelhas quentes. Rezou, fechou os olhos e pisou descalça sobre elas várias vezes, sem que seus pés se queimassem. Isso bastou para o imperador, a corte e o povo admirar ainda mais a santidade da imperatriz, que vivia trabalhando para atender os pobres e doentes, crianças e idosos abandonados, com suas obras religiosas assistenciais.

Em 1021 o casal imperial fundou um mosteiro beneditino em Kaufungen, em agradecimento à Deus pela cura completa de uma doença grave que Cunegundes havia contraído. Quatro anos depois, quando Henrique faleceu, ela retirou-se para esse mosteiro, abdicando do trono e da fortuna, onde viveu como religiosa por quinze anos.

Até hoje o mosteiro possui em seu acervo os riquíssimos e belos paramentos que Cunegundes costurava. Contudo, ela própria usava somente um hábito muito simples, também feito com as próprias mãos. Com ele trabalhava diariamente e com ele fez questão de ser enterrada, embora suas companheiras tivessem preparado cobertas ricamente bordadas e enfeitadas com jóias preciosas para seu velório.

Antes de morrer, no dia 03 de março de 1039, pediu que a enterrassem como uma simples monja e ao lado da sepultura do esposo, na Catedral de Bamberg, que eles também haviam construído. O local foi palco de numerosos prodígios e graças, por isso seu culto correu entre os fiéis e se propagou por toda a Europa. O Papa Inocêncio III a canonizou em 1200, autorizando sua festa para o dia de sua morte. Santa Cunegundes é padroeira de Luxemburgo, da Lituânia e da Polônia o que faz com que sua devoção se mantenha ainda muito forte e intensa.


 Santos Marino e Astério


Os santos de hoje foram mártires no século III. São Marino era oficial romano, mas sobretudo, cristão. Já tinha feito seu caminhar com Cristo, estando em constante aprofundamento. No Império, não era reconhecido como cristão, e nem era possível uma evangelização aberta. Mas com sua vida, seu jeito profissional de ser, comunicava a verdade e o amor. Era cogitado para ocupar uma posição chave: a de centurião romano na Cesareia.

Outros queriam esse cargo, e sabiam que ele era cristão. Por isso, um deles levantou uma lei antiga,onde para assumir o cargo era preciso antes sacrificar aos deuses. Imediatamente, Marino revelou publicamente que não poderia fazer isso e professou sua fé. Pela admiração que muitos tinham por ele, não o mataram na hora. Deram a ele três horas para escolher entre apostatar da fé ou morrer.

Ao sair do pretório, encontrou-se com o bispo Teotecno que o levou à igreja e, apontando-lhe para uma espada e para o Evangelho, o motivou a fazer uma escolha digna de cristão. O oficial livremente abraçou o Evangelho.

Passado o tempo, as autoridades o quiseram ouvir. Marino permaneceu fiel por amor a Cristo e à Igreja e acabou sendo degolado. Isto no ano de 260.

De repente, Astério se aproximou do corpo, cobriu-o e enterrou o oficial. Ele sabia que isso poderia levá-lo ao martírio também. E foi o que aconteceu.

O testemunho deles nos convida a evangelizarmos a partir da nossa vida, e em todos os lugares da sociedade, e a nunca renunciarmos nossa fé, mesmo que o martírio nos espere.

Santos Marino e Astério, rogai por nós!



Santa Teresa Eustochio Verzeri


 Ana Maria Teresa Eustochio Josefa Catarina Inácia Verzeri, ou como apenas Teresa Eustochio Verzeri, como ficou conhecida, nasceu no dia 31 de julho de 1801, em Bérgamo, Itália. Era a primogênita dos sete filhos de Antonio Verzeri e da condessa Helena Pedrocca-Grumelli. Desde criança, aprendeu de sua mãe, cristã muito devota, a conhecer e a amar a Deus acima de tudo e a qualquer preço.

Os estudos iniciais ela fez em casa. Inteligente, dotada de espírito aberto, quando menina, queria ser rapaz, para empreender nobres façanhas, como Santo Inácio, nas fileiras de Cristo. Da infância até a idade madura, deixou-se iluminar pelo Espírito da Verdade, percorrendo o caminho de libertação, de pureza, de retidão e de simplicidade que a levou a buscar "Deus só". Interiormente, viveu a particular experiência mística da "ausência de Deus", enfrentando um dos problemas da experiência religiosa de hoje: o peso da solidão humana diante da sensação inquietante de distância e de silêncio de Deus.

Entretanto, com uma fé inabalável, Teresa não deixou de confiar e de se abandonar ao Deus Vivo, Pai providente e misericordioso, a quem entregou a própria vida, em atitude de obediência dialogante. Como em Jesus, seu grito de solidão se transformou em oferta total de si mesma por amor.

Após uma experiência de vida religiosa entre as monjas beneditinas de Santa Grata, em Bérgamo, percebeu que sua vocação era o apostolado ativo. Orientada pelo Mons. Benaglio, seu diretor espiritual, aos vinte e cinco anos iniciou obras de assistência às crianças pobres e abandonadas. Atraindo para seu ideal jovens generosas e disponíveis, com as quais em 1831, fundou a Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus.

A primeira metade de 1800, foi um período de grandes transformações na história da Itália, da sociedade de Bérgamo e do mundo, marcado por mudanças políticas, por revoluções, por perseguições que não pouparam a Igreja, atingida, também, pela crise de valores, resultante da Revolução Francesa. Ela percebeu com clareza a urgência e as necessidades do seu tempo e abraçou sua missão, de orientadora espiritual, evangelizadora e pedagoga.

Após consolidar sua obra em várias cidades italianas, Teresa faleceu no dia 03 de março de 1852, num gesto total de oblação a Deus. Foi beatificada pelo Papa Pio XII em 1946, e canonizada pelo Papa João Paulo II, em 2001. As suas relíquias são veneradas na capela da escola das Filhas do Sagrado Coração de Jesus, em Bérgamo; recebendo as homenagens no dia de sua morte.

Como educadora, pautou sua ação e seus escritos na pedagogia do elogio, concretizada no binômio: bondade-firmeza e no respeito à liberdade. Animadas por esse espírito, as Filhas do Sagrado Coração de Jesus continuam, hoje, a missão de Santa Teresa Eustochio Verzeri, na Itália, no Brasil, na Argentina e Bolívia, na República Centro-Africana e em Camarões, na Índia e na Albânia. 


Santa Teresa Eustochio Verzeri, rogai por nós!

sábado, 2 de março de 2013

2 de março - Santo do dia

São Simplício

Simplício nasceu na cidade italiana de Tivoli e seu pai se chamava Castino. Depois disso, os dados que temos dele se referem ao período que exerceu a direção da Igreja, aliás uma fase muito difícil da História da Humanidade: a queda do Império Romano. Ao contrário do que se podia esperar, teve um dos pontificados mais longos do seu tempo, quinze anos, de 468 a 483.

Nessa época, Roma , depois de resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo rei Odoacro, que era adepto do arianismo e depôs o imperador Rômulo Augusto. A partir daí, conquistadores de todos os tipos se instalaram, depredaram, destruíram e repartiram aquele Império, tido como o centro do mundo. Roma, que era sua capital, sobreviveu. Nesse melancólico final, a única autoridade moral restante, a que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e ajudou a enfrentar o terror, foi a do Papa Simplício.

Ele fazia parte do clero romano e foi eleito para suceder o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço pastoral e social da Igreja e uma vantagem: ter convivido com o Papa Leão Magno, depois proclamado santo e doutor da Igreja, que deteve a invasão de Átila, o rei dos bárbaros hunos. Ao Papa Simplício, nunca faltou coragem, fé e energia, virtudes fundamentais para o exercício da função. Ele soube manter vivamente ativas as grandes basílicas de São Pedro, São Paulo Fora dos Muros e São Lorenço, que a partir do seu pontificado passaram a acolher os católicos em peregrinação aos túmulos dos Santos Apóstolos. Depois construiu e fundou muitas igrejas novas, sendo as mais famosas aquelas dedicadas a São Estevão Rotondo e a Santa Bibiana. Trabalhou para a expansão das dioceses e reafirmou o respeito à genuína fé em Cristo e à Igreja de Roma.

Os escritos antigos registram suas várias cartas à bispos, orientando sobre a forma de enfrentar o nestorianismo e o monofisitismo, duas heresias orientais que na época ameaçavam a integridade da doutrina católica e vinham se espalhando por todo o mundo cristão. Mas o Papa Simplício se manteve ativo ao lado do povo, ensinando, pregando, dando exemplo de evangelizador, apesar dessas e outras dificuldades. Além disso mostrou respeito a todo tipo de expressão da arte; foi ele que ordenou para serem colocados à salvo da destruição dos bárbaros os mosaicos considerados pagãos, da igreja de Santo André. Morreu, amado pelo povo e respeitado até pelos reis hereges, no dia 10 de março de 483. Suas relíquias são veneradas na sua cidade natal, Tivoli, Itália.

Foi assim que Roma, graças à atuação do Papa Simplício, apesar de assolada por hereges de todas as crenças e origens, deixou de ser a Roma dos Césares passando a ser a Roma dos Papas e da Santa Sé. A sua comemoração litúrgica ocorre no dia 02 de março. 


São Simplício, rogai por nós!

sexta-feira, 1 de março de 2013

1º de março - Santo do dia

Santo Albino

 

Albino nasceu no ano 469, no seio de uma família cristã, que se encontrava em ascensão social e financeiramente, também pertencia à nobreza de Vannes, sua cidade natal, na Bretanha. Era uma criança reservada, inteligente, pia e generosa. Ao atingir a adolescência manifestou a vocação pela vida religiosa. Por volta dos vinte anos ordenou-se monge e cinco anos depois era escolhido, pela sua comunidade, o abade do mosteiro de Tintilante, também conhecido como de Nossa Senhora de Nantili, próximo de Samour.

Durante mais vinte e cinco anos exerceu seu ministério, mantendo-se fiel aos preceitos da Igreja, trabalhando para manter a integridade dos Sacramentos e das tradições cristãs. Nesse período, todas as suas qualidades humanas e espirituais afloraram, deixando visível uma pessoa especial que caminhava na retidão da santidade. Fez-se o pai e irmão dos pobres, dos humildes, dos perseguidos e dos prisioneiros. Tanto que foi eleito, para ocupar o posto de bispo de Angers, pelo clero e pela população, num gesto que demonstrou todo amor e estima do seu imenso rebanho.

Nesse posto trabalhou incansavelmente pela moralização dos costumes, contra os casamentos incestuosos que se tornavam comuns naquela época, quando os ricos da corte tomavam como esposas as próprias irmãs ou filhas. Para isso convocou os concílios regionais de Órleans em 538 e 541, participando em ambos ativamente, arriscando a própria vida. Mas com o apoio da Santa Sé adquiriu novo fôlego para prosseguir na difícil e perigosa campanha de moralização cristã. Depois no de 549, se fez representar pelo seu discípulo e sucessor, o abade Sapaudo.

A tradição lhe atribui algumas situações prodigiosas e cobertas pela graça da Divina Providência, como a abertura das portas da prisão, a libertação dos encarcerados e muitos outros divulgados entre os fieis devotos.

Albino morreu no primeiro dia de março de 550 e foi sepultado na igreja de São Pedro em Angers. Devido o seu culto intenso já em 556 foi dedicada à ele uma igreja, na qual construíram uma cripta para onde seu corpo foi transladado. Ao lado dessa igreja foi criado um mosteiro beneditino, cujo primeiro abade foi seu discípulo Sapaudo.

Contudo, as relíquias do bispo Albino encontraram o repouso definitivo na catedral de São Germano em Paris, no ano 1126, quando o seu culto já atingira, além da França e Itália, também a Alemanha, Inglaterra, Polônia e vários países do Oriente.

Com justiça, Albino foi considerado um dos santos mais populares da Idade Média, que atingiu a Modernidade através da vigorosa devoção dos fiéis, reflexo de seu exemplo de moralizador. A festa litúrgica de Santo Albino é comemorada no dia de sua morte. 


Santo Albino, rogai por nós!

 

Santa Eudóxia

Eudóxia nasceu na Samaria, Palestina, mas vivia na cidade de Heliópolis na Fenícia, atual Líbano. Era uma jovem de extraordinária beleza, cujo ímpeto pagão a fez abandonar a família para levar uma vida de libertina. Teve muitos noivos e admiradores ricos, que vinham de outros países à sua procura. Dessa maneira, enrriqueceu.

Certa vez, pernoitou na casa de um seu vizinho cristão um velho monge, chamado Germano. De madrugada, o monge levantou para fazer suas orações em voz alta, como de hábito, e ler o Evangelho, entoando cânticos ao Senhor. A leitura foi sobre a nova vinda do Redentor e o juízo final. Eudóxia, acordou com aquela voz, que vinha pela parede, da casa ao lado, e ficou escutando. O que ouviu, a impressionou e perturbou o seu espírito.

Bem cedo, foi procurar o homem, que ouvira rezando durante a noite e escutou por muito tempo a orientação do velho monge Germano, sentindo sua alma se encher com a alegria e o amor de Cristo. Ficou isolada com o monge durante vários dias, só ouvindo suas palavras e rezando. Ela teve uma visão de são Miguel Arcanjo, presenciada pelo monge, confirmando assim seu arrependimento e conversão. O monge contou ao bispo de Heliópolis, Teodotos, que batizou Eudóxia. Depois, ela doou os seus bens aos pobres, libertou seus escravos e ingressou no convento feminino, próximo da cidade, de onde só saiu para morrer.

Eudóxia viveu muitos anos, consagrando a sua vida inteiramente ao jejum, orações e purificação da alma. Abraçou a fé com tanta certeza que em pouco tempo alcançou a maturidade espiritual, recebendo muitos dons de prodígios. A tradição diz, que são Miguel Arcanjo, deixou seu dragão para guardar o convento onde Eudóxia estava. A sua fama e os seus prodígios eram tantos que o prefeito pagão Aureliano, mandou alguns soldados ao convento para prendê-la. Mas, foram impedidos pelo dragão que expelia fogo pela boca à medida que tentavam se aproximar do convento. Depois de três dias desistiram, voltaram e contaram tudo ao prefeito.

Irritado, mandou outro grupo liderado por seu filho. Porém o dragão assustou os cavalos e o jovem caiu e morreu na hora. O prefeito consternado decidiu mandar um tribuno pedir ajuda à santa prodigiosa. Eudóxia lhe respondeu com uma carta, que ao ser colocada em contato com o jovem, ele ressuscitou. Aureliano se converteu e com ele toda a família e os seus magistrados. A filha Gelásia foi envida ao convento, o jovem ressuscitado se tornou diácono e mais tarde, o bispo de Heliópolis.

Eudóxia, chegou a ser a superiora do convento. Nesta função, ela concentrou suas forças para auxiliar os pobres, curar os enfermos com seus dons pelas orações, convertendo os pagãos, rezando e jejuando. Na época do imperador Trajano, ela foi denunciada pela disseminação da fé cristã. Acusada de bruxaria e fraude, sem julgamento Eudóxia foi decapitada em 1o. de março de 114. Santa Eudóxia se tornou digna de ingressar no Reino dos Céus, também pelo testemunho da fé em Cristo. O seu culto se manteve ao longo dos séculos e foi mantido pela Igreja, no dia de sua morte. 

  
Santa Eudóxia, rogai por nós!


São Rosendo 
 
São Rosendo nasceu no ano de 907, em Monte Córdova, dentro de uma família muito religiosa. Seus pais foram o Conde D. Guterre Mendez de Árias e Santa Ilduara.

Adolescente, passou Rosendo a Mondoñedo, onde seu tio paterno, Savarico, era bispo. É de presumir que tenha prosseguido os estudos nalgum mosteiro beneditino.

Em 925, apenas com dezoito anos, sucede ao bispo de Mondoñedo, sendo muito bem recebido. Esforçou-se por restabelecer e e consolidar a paz, reconstruindo - ajudado pelos pais - os mosteiros e igrejas que tinham sofrido com a desordem. Assim serenou e conquistou os abades de toda a Galiza, que formavam a nobreza eclesiástica; e atraiu a nobreza civil, a que estava muito ligado pelo sangue. Libertou os escravos dependentes da mitra e trabalhou para que os outros senhores fizessem o mesmo; ficou sendo o pai de todos os libertos.

Depois de ser bispo de Mondoñedo, passou a sê-lo de Dume. Veio a Portugal visitar o mosteiro em que era abadessa sua parente, Santa Senhorinha. Desejando apresentar uma comunidade-modelo, conseguiu regressar e edificar um grande mosteiro, depois de um irmão e uma prima lhe terem cedido a quinta de Villar, na diocese de Orense. Obteve doações de ricos e pobres, sobretudo da mãe. Ao fim de oito anos de construção, num domingo do ano de 942 inaugurou a casa, que se ficou chamando Celanova: recebeu as felicitações de 11 bispos da Galiza e de Leão; foi saudado por 24 condes; prestaram-lhe homenagem muitos abades, presbíteros, diáconos e monges; e ouviu os aplausos da multidão.

Ficou abade de Celanova o monge Franquila. E São Rosendo voltou a Mondoñedo a extinguir rancores, sufocar conspirações, acalmar avarezas e pacificar famílias. Entre 944 e 948, depois de renunciar o bispado, retirou-se para Celanova. Mas foi preciso que substituísse alguns parentes seus, na autoridade que lhes pertencera, pois esses tinham-se revoltado contra Ordonho III (955). Administrou a diocese de Iria-Compostela pelo ano de 970, quando a região era assolada por violentas incursões normandas.

Veio a falecer em Celanova, no 1º de março de 977, com testamento que reflete fé, ciência escriturística, humildade, amor à Ordem Beneditina, predileção por Celanova e desejo de viver na eternidade como vivera os seus dias de afadigado peregrinar na terra: "sob a providência de Deus".


São Rosendo, rogai por nós!


 

São Suitberto de Kaiserswerth


Suitberto era um monge beneditino que dedicou praticamente toda sua força vital, física e espiritual, à evangelização do centro-norte da Europa, território anglo-saxão ainda pagão. Inglês, nascido no ano 647, foi considerado um dos mais genuínos continuadores da obra de São Patrício, que evangelizara o território irlandês, um século antes.

Ele foi educado nas rígidas regras dos mosteiros beneditinos, sob a direção espiritual do bispo Egberto, do qual se tornou discípulo e o acompanhou à Irlanda, enquanto se preparava para o apostolado. Egberto, que depois a Igreja elevou aos altares, tinha um projeto para evangelizar as regiões germânicas ainda pagãs, mas não poderia executa-lo pessoalmente. Por isso enviou outro monge, Vigberto, inicialmente para a Frísia, hoje Holanda.

A obra desse primeiro discípulo, foi impedida pelo príncipe pagão Radibodo e Vigberto teve de retornar ao solo inglês, sem atingir os resultados desejados. Então Egberto trabalhou duramente para organizar outra expedição que seguiu para lá com doze missionários, chefiada por Willibrordo, depois também canonizado, que desembarcou às margens do rio Reno, na Alemanha, em 690. Suitberto fazia parte desse grupo.

Ele foi designado para pregar na Frígia. A região era dominada pelo pagão Radibodo, mas acabara de ser conquistada pelo rei Pepino, cristão e muito devoto, como também era a própria rainha. Suitberto estendeu sua árdua missão evangelizadora também para Flandres, atual Bélgica. Sua atuação foi tão produtiva que conseguiu converter milhares de pagãos que viviam nessas extensões, de modo que acabou sendo nomeado Bispo da Frígia pelo Papa Sérgio I. Suitberto pôde então ampliar ainda mais sua evangelização, alcançando o ducado de Berg e o condado de Mark, na Alemanha.

Tudo isso ele realizou enfrentando, além dos problemas com os pagãos, sucessivas invasões das tribos bárbaras dos saxões que, muitas vezes, impediam ou desfaziam todo seu trabalho. Depois de vinte anos nessa intensa luta evangelizadora de apostolado, Suitberto recolheu-se ao mosteiro fundado por ele na ilha de César, situada no rio Reno e que lhe fora doada pelo rei Pepino. Lá ele faleceu, consumido pela fadiga de sua missão apostólica, no dia primeiro de março de 713, sendo sepultado na igreja desse mosteiro.

A fama de sua santidade correu veloz por todas regiões que atravessara levando a Palavra de Cristo. Por sua intercessão, muitas graças e prodígios foram confirmados, tornando vigorosa a sua veneração entre os fiéis cristãos. Em 810, o Papa Leão III proclamou Santo Suitbeto, oficializando o seu culto para o dia de sua morte.

Mais tarde, um braço do rio Reno foi desviado, de forma que a ilha deixou de existir. No lugar se formou a próspera cidade de Kaiserswesth, Alemanha. Em 1126, quando Santo Suitberto já era chamado de "o velho", para ser distinguido do outro, que viveu um século depois, sua urna foi transladada para a catedral da cidade, onde permanece até hoje. 


São Suitberto de Kaiserswerth, rogai por nós!