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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Papa Francisco doa R$ 11,7 milhões para ajudar a cobrir déficit da JMJ

O Papa Francisco doou R$ 11,7 milhões para o Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude. O dinheiro será usado para cobrir o déficit deixado pela organização do evento, realizado em julho do ano passado no Rio. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pela entidade. Desde outubro, a Arquidiocese do Rio realiza uma campanha de doações para saldar dívidas que chegam a R$ 43,2 milhões.  “Quando o Papa Francisco esteve no Rio, ficou bem impressionado com tudo que experimentou naqueles dias, manifestando a intenção de contribuir financeiramente com a Jornada Mundial da Juventude. Foi uma iniciativa que partiu dele, reconhecendo a importância da JMJ para a juventude, a sociedade e a Igreja", informou o COL, por meio de nota. 

É a segunda fez que o Papa Francisco faz uma doação em dinheiro no Brasil. Durante a visita em julho, Sua Santidade doou 20 mil Euros para investimentos na Favela de Manguinhos, visitada por ele. A JMJ foi criada pelo Papa João Paulo II e é considerado o maior evento católico do mundo. A edição da JMJ no Rio foi a primeira viagem internacional realizada pelo Papa Francisco. 

Além de doações, os fiéis podem colaborar comprando quatro produtos cujas receitas serão usadas para cobrir as despesas. São três DVDs e um CD. O DVD “Papa Francisco no Brasil - A Santa Missa” traz a missa celebrada pelo Papa Francisco no encerramento da JMJ Rio2013 na Praia de Copacabana. O documentário “Rio de Fé, um encontro com Papa Francisco”, dirigido por Cacá Diegues, foi lançado em 6 de dezembro. O terceiro DVD da JMJ Rio2013 chegou às lojas a no dia 10 de dezembro. É um DVD duplo, chamado "Uma Jornada de Esperança", que traz a cobertura completa da JMJ.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Após Jornada Mundial da Juventude, peregrinos pedem refúgio no Brasil - Ao menos 40 jovens perseguidos em seus países querem permanecer aqui

O jovem A. tem 24 anos e mora em um país muçulmano. O fato de vir de família católica faz de sua casa alvo de constantes ameaças. 

O sonho do avô era, um dia, ver um papa pessoalmente. A. o realizou ao vir ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude, há um mês. Assim como outros 40 peregrinos de países onde existem a perseguição religiosa e os conflitos armados, o rapaz, jurado de morte só por participar do evento, não quer ir embora: está pedindo refúgio ao governo brasileiro.
"Não posso voltar. Já avisaram que matam não só a mim, mas toda a minha família", contava ontem, chorando, na Casa de Acolhida da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, na zona norte da cidade, seu novo endereço. "Durante a JMJ, me senti extremamente livre ao ver milhões de pessoas na rua gritando, cantando, professando sua fé. Estou triste por não ver mais o rosto da minha mãe antes de dormir, mas lá não consigo um bom emprego pelo simples fato de ser cristão, mesmo tendo estudado toda a minha vida e me formado em Artes e Jornalismo."

Os peregrinos são jovens na casa de 20 anos, egressos de três países: Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo. Os congoleses fogem da violência em seu país e se abrigaram com conterrâneos já radicados no Rio. Os demais estão espalhados em paróquias. Alguns trazem marcas de tortura no corpo; histórico de mortes de familiares e de humilhações são comuns.

Para acelerar a adaptação ao novo país, eles têm aulas de português duas vezes por semana, duas horas por dia. A comunicação é toda em inglês. Os jovens se mantêm e se alimentam com a ajuda da Igreja, de fiéis e de voluntários. O contato com a família, raro, é por telefone e internet. Ao Estado, pediram para não terem o nome nem a nacionalidade publicados, por temerem pela segurança dos que ficaram para trás. "Aqui as pessoas são muito felizes, cada um tem sua religião. É o paraíso. Na minha comunidade, se você é cristão, e não muçulmano, não te dão nem um copo d'água. Sou coagido o tempo todo a virar muçulmano, mas podem cortar a minha cabeça que eu não viro, pois tenho muito orgulho da minha fé", disse outro rapaz, de olhar perdido.

"Mataram meu pai e minha irmã quando ela tinha 7 anos. Minha mãe teve de fugir da nossa cidade. Sofro muita pressão psicológica, o que pode ser pior do que tortura física", relatou outro, para quem a vida de refugiado, ainda que melancólica, se prenuncia melhor do que a de medo que tinha antes.

Processo. Assim que a Jornada Mundial da Juventude acabou, no dia 28 de julho, os jovens pediram ajuda a religiosos com quem mantiveram contato. Já marcaram entrevistas na Polícia Federal, para dar início ao processo por que passam todos os candidatos a refugiados. Os casos serão analisados pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), presidido pelo Ministério da Justiça. A Cáritas de São Paulo tem outros cinco casos. Se forem aprovados, os estrangeiros terão os vistos trocados.

Segundo Andres Ramirez, representante no Brasil do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), são situações-limite, que se enquadram na Lei 9.474, que dispõe sobre o tema e estabelece que "será reconhecido como refugiado todo indivíduo que por fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país".

Fonte: O Estado de São Paulo

Comentário dos Editores do Blog CATOLICISMO: O Brasil tem o DEVER MORAL, ÉTICO e LEGAL de acolher estes jovens, concedendo-lhes asilo e refúgio.
Lembramos que o Brasil se indispôs com um país amigo, a ITÁLIA, para dar asilo ao terrorista e assassino Cesare Battisti e ao Achiles Lolo - este, entre outros 'feitos' queimou pessoas vivas, inclusive crianças, na Itália.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

É sacrilégio, é nojento, é horripilante, mas precisa ser divulgado para que muitos saibam a verdade sobre as VADIAS = Marcha das Vadias



Em 1973, a atriz americana Linda Blair, então uma menina de 13 anos, interpretava a personagem Regan MacNeil na adaptação para o cinema do livro de William Peter Blatty - The Exorcist.

Uma das cenas mais polêmicas do filme, e censurada na primeira versão mostrava a criança (substituída na verdade por uma atriz adulta) masturbando-se com um crucifixo em frente à mãe. Isso foi há 40 anos e causa até hoje, para quem assiste a versão completa colocada à venda, um evidente mal-estar - efeito esperado na pessoa sadia quando vê uma criança ser ferida.

Na semana passada, em protesto à JMJ (Jornada Mundial da Juventude), ativistas da Marcha das Vadias protagonizaram em plena rua uma cena que resume-se no seguinte: uma moça (ou pelo menos parecida com uma) colocou um preservativo num crucifixo e fez a sua introdução no ânus de um de seus colegas de protesto perante todas as pessoas presentes. A foto está disponível na web. Não apresento aqui por uma questão de "higiene eletrônica".

Esse artigo não tem como objetivo fazer um discurso moralizador. Para meus leitores não é preciso e para as "vadias" não adianta. Também não pretendo (e poderia facilmente fazer isso mesmo sem ser especialista) escrever sobre esse tipo de coisa do ponto de vista da psiquiatria. A idéia é mais simples - fazer uma comparação rápida entre a "intenção do Diabo" da novela de Blatty levada às telas e aquela das ativistas do Rio de Janeiro. Não passa de pura especulação. Vamos ver se consigo ser feliz na tentativa..

Associar sexo, masturbação e pecado é algo tão velho quanto a Bíblia. Escrever livros, filmes e peças de teatro em que a sexualidade é objeto de manipulação por supostos demônios tornou-se algo tão comum que prender-se em exemplos seria perda de tempo. O roteiro me parece sempre o mesmo. Adquirindo poderes fornecidos pelo Diabo a pessoa pode seduzir sexualmente outras e, consumado o ato, sua alma, a do parceiro (ou parceira) ou de ambos está "perdida para sempre". Acredita-se que a alma, seduzida ou sedutora, passe a pertencer ao Diabo - seu destino é a eternidade no Inferno. Ponto. Nova linha.. rss..rss.

Faço agora uma pergunta - E se o pecado fosse, ao invés do caminho para o prazer, o caminho para a Revolução? E se quem se masturba com crucifixos não sentisse de fato prazer sexual algum? Se fosse apenas (na sua visão) um meio necessário para destruir aquilo que molda a nossa visão do real?

E se o objetivo for exatamente esse? o fim da moralidade que nos permita entender o mínimo a respeito do certo e do errado? Lembrem - na novela de Blatty, Regan já está possuída. Trata-se no filme de uma luta entre ela e os padres para que sua alma não seja levada ao Inferno, mas e se nós fizéssemos uma inversão? E se tratássemos de trazer o Inferno a todos até aqui na Terra, hein?

Até hoje o "inferno" ficou restrito a determinados pontos desse planeta. Países como a antiga Alemanha de Hitler, a URSS de Stalin e a China de Mao são hoje parte da história, não é? Todos concordamos que na prática eles faliram, desapareceram.  Isso na “prática”, mas e do ponto de vista teórico?

E como possibilidade de um "reino ideal" criado aqui mesmo nesse mundo.. Mais de uma vez já escrevi que o Governo Total, seja ele Islâmico, Comunista ou do Clube de Bilderberg, só pode vir numa situação: quando a Humanidade "implorar por ele”. Quando  o caos, o desespero e a falta de esperança forem tão grandes que ele possa surgir como "Salvador"...

Observem aí a diferença dos "Diabos de filme de Terror" - eles já tem seu reino e querem "apenas" nos levar para lá com eles. A Revolução Cultural tem outra meta: "zerar o relógio da história", preparar o "ano Zero"..enfim..deixar a humanidade pronta para o Governo Único.

Meus amigos, esse texto não pensa em associar comunismo e satanismo embora exista muito material interessante sobre isso. Não atribui à Marcha das Vadias nenhum pacto com o Diabo (o Diabo não é burro), mas questiona a similaridade de métodos dela e de certos personagens de ficção. Não podemos nos enganar - o Diabo do Exorcista não recebia dinheiro público, não é?

Não soube de nenhuma "legião" fundando ONGS ou importando "6000 diabos cubanos" para um "inferno carente", mas em outros aspectos parece que não ficamos nada a dever..rsss...rsss...Para ser sincero, acho que perto dos revolucionários, o demônio de Blatty é bem mais modesto. Ele só quer que "acreditem nele" como alguém da oposição a Deus, não é? Acho isso bem modesto comparado com gente que não admite a simples existência de oposição.

Termino fazendo uma distinção séria, mais uma entre o Exorcista e a Marcha das Vadias, e que na minha opinião é a principal. Esse famoso filme de terror mostra a luta do Bem contra o Mal na disputa pela alma de uma criança que está para se tornar eterna escrava do Demônio. A Marcha das Vadias, e aquele cidadão que introduziu um crucifixo no ânus, são soldados de outra guerra. Lutam pela alma de adultos e querem torná-los escravos de uma Revolução - não conheço exorcismo para isso.

Dedicado à Tânia,

Porto Alegre, 29 de julho de 2013.

Por: Milton Simon Pires é Médico.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Casamento gay opôs Papa ao casal Kirchner e os valores da Igreja Católica são imutáveis



União homoafetiva opôs Papa aos Kirchner
Então cardeal, Bergoglio disse que o projeto tinha ‘a pretensão de destruir o plano de Deus”
Em meados de 2010, quando o Congresso argentino se preparava para aprovar a histórica lei que permitiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, assegurou, em carta enviada aos quatro principais monastérios da cidade, que o projeto promovido pelo governo Kirchner representava “a pretensão de destruir o plano de Deus”. No documento, revelado na época pelo jornal “La Nación”, o cardeal dizia ainda que no projeto estava “a inveja do demônio, pela qual o pecado entrou no mundo, que pretende destruir a imagem de Deus: homem e mulher que recebem o mandato de crescer, multiplicar-se e dominar a terra”.

Bergoglio foi um dos mais duros opositores do projeto enviado ao Congresso, que, após intenso debate, tornou-se lei. As críticas aprofundaram suas diferenças com Néstor e Cristina Kirchner. Não que o relacionamento fosse bom. O ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) se irritava com as homilias nas quais Bergoglio falava da corrupção entre os políticos argentinos e questionava os altos índices de pobreza no país. Para Kirchner, eram ataques diretos a seu governo. Para Bergoglio, eram opiniões que ele, como arcebispo, não podia deixar de expressar.

O cardeal teve a mesma firmeza na campanha contra o casamento homoafetivo. Em sua carta, Bergoglio pedia aos monastérios portenhos que “clamem ao Senhor para que envie seu Espírito aos senadores, para que não votem mobilizados pelo erro ou por situações de conjuntura, e sim pelo que é uma lei natural, a lei que Deus lhes ensina”.

Fonte: G1

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Os números da Jornada Mundial da Juventude

Os números da Jornada Mundial da Juventude

O Rio precisou mexer com a sua estrutura para receber as três milhões de pessoas que participaram da Jornada Mundial da Juventude. Milhares de ônibus foram deslocados; dezenas de vias, bloqueadas; e centenas de atendimentos médicos, registrados. 



Confira os números do evento, clicando aqui


 

Jornada Mundial da Juventude - Papa Francisco critica 'ideologização' da mensagem do Evangelho em discurso para bispos

Pontífice condena também tentação do 'funcionalismo paralisante', que reduz a realidade da Igreja à estrutura de uma ONG
Francisco diz que posição do missionário não deve ser de centro, mas de periferias
Francisco fez menção ao diálogo com o mundo atual, pois as alegrias, tristezas e angústias dos homens do nosso tempo são as dos discípulos de Cristo
No discurso para bispos do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), no Centro de Estudos do Sumaré, o Papa Francisco criticou o que chamou de "ideologização" da mensagem evangélica. Isto é, interpretações do Evangelho que podem ir de um extremo ideológico a outro. Isso, que ele chamou de "Igreja tentada" (Igreja da tentação), foi visto por alguns como uma referência velada aos movimentos controversos da Igreja, como o Opus Dei, de extrema-direita, ou a Teologia da Libertação, de extrema-esquerda. 
 Papa em discurso para bispos da América Latina no Sumaré Reprodução GloboNews TV

O Papa também falou que a posição do missionário não deve ser de centro, mas sim de periferias e que os bispos, portanto, deve ser pastores, "próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misecordiosos".
- Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como verdades diante do Senhor, quer a pobreza exterior, como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham "psicologia de príncipes". Homens que não sejam ambiciosos e que sejam esposos de uma Igreja sem viver na expectativa de outra.

Neste momento, o Papa Francisco deixou o discurso de lado e brincou que os pastores têm que lembrar que são casados com a Igreja e que não podem ser polígamos. Francisco também fez menção ao diálogo com o mundo atual, pois as alegrias, tristezas e angústias dos homens do nosso tempo são as dos discípulos de Cristo:
- A resposta às questões existenciais do homem de hoje, especialmente das novas gerações, atendendo à sua linguagem, entranha uma mudança fecunda que devemos realizar com a ajuda do Evangelho, do Magistério e da Doutrina Social da Igreja. Os cenários e areópagos são os mais variados. Por exemplo, em uma mesma cidade, existem vários imaginários coletivos que configuram “diferentes cidades”. Se continuarmos apenas com os parâmetros da “cultura de sempre”, fundamentalmente uma cultura de base rural, o resultado acabará anulando a força do Espírito Santo. 

Interrogações necessárias
O Pontífice disse que é necessário que, como pastores, os bispos se interroguem sobre o andamento das Igrejas a quem presidem. E enumerou perguntas a serem feitas. Entre elas:
- Procuramos que o nosso trabalho e o de nossos presbíteros seja mais pastoral que administrativo? - perguntou.
Ele também indagou:
- Temos como critério habitual o discernimento pastoral, servindo-nos dos Conselhos Diocesanos? Tanto estes como os conselhos paroquiais de pastoral e de assuntos econômicos são espaços reais para a participação laical na consulta, organização e planejamento pastoral? O bom funcionamento dos Conselhos é determinante. Acho que estamos muito atrasados nisso.

Propostas ideológicas
O Papa listou propostas ideológicas que "aparecem" na América Latina e no Caribe. A primeira da lista foi:
- O reducionismo socializante, que é a ideologização mais fácil de descobrir. Em alguns momentos, foi muito forte. Trata-se de uma pretensão interpretativa com base em uma hermenêutica de acordo com as ciências sociais. Engloba os campos mais variados, desde o liberalismo de mercado até a categorização marxista - disse o Papa.
Outra tentação, disse, é a "ideologização psicológica", que, segundo ele, é frequente em cursos de espiritualidade, retiros espirituais e outros do gênero. Ou seja, uma interpretação "elitista, que, em última análise, reduz o encontro com Jesus Cristo e seu sucessivo desenvolvimento a uma dinâmica de autoconhecimento".
Tem ainda, continua o Papa, a "proposta gnóstica". Isto é:
- Grupos de elites com uma proposta de espiritualidade superior, bastante descarnada.

Confira abaixo a íntegra do discurso do Papa:
“Agradeço ao Senhor por esta oportunidade de poder falar com vocês, Irmãos Bispos responsáveis do Celam no quadriênio 2011-2015. Há 57 anos que o Celam serve as 22 Conferências Episcopais da América Latina e do Caribe, colaborando solidária e subsidiariamente para promover, incentivar e dinamizar a colegialidade episcopal e a comunhão entre as Igrejas da Região e seus Pastores. Como vocês, também eu sou testemunha do forte impulso do Espírito na V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em Aparecida no mês de maio de 2007, que continua animando os trabalhos do Celam para a anelada renovação das Igrejas particulares. Em boa parte delas, essa renovação já está em andamento. Gostaria de centrar esta conversação no patrimônio herdado daquele encontro fraterno e que todos batizamos como Missão Continental.

Características peculiares de Aparecida
Existem quatro características típicas da referida V Conferência. Constituem como que quatro colunas do desenvolvimento de Aparecida que lhe dão a sua originalidade.

1) Início sem documento
Medelín, Puebla e Santo Domingo começaram os seus trabalhos com um caminho preparatório que culminou em uma espécie de Instrumentum laboris, com base no qual se desenrolou a discussão, a reflexão e a aprovação do documento final. Em vez disso, Aparecida promoveu a participação das Igrejas particulares como caminho de preparação que culminou em um documento de síntese. Este documento, embora tenha sido ponto de referência durante a V Conferência Geral, não foi assumido como documento de partida. O trabalho inicial foi pôr em comum as preocupações dos Pastores perante a mudança de época e a necessidade de recuperar a vida de discípulo e missionário com que Cristo fundou a Igreja.

2) Ambiente de oração com o Povo de Deus
É importante lembrar o ambiente de oração gerado pela partilha diária da Eucaristia e de outros momentos litúrgicos, tendo sido sempre acompanhados pelo Povo de Deus. Além disso, realizando-se os trabalhos na cripta do santuário, a “música de fundo” que os acompanhava era constituída pelos cânticos e as orações dos fiéis.

3) Documento que se prolonga em compromisso, com a Missão Continental

Neste contexto de oração e vivência de fé, surgiu o desejo de um novo Pentecostes para a Igreja e o compromisso da Missão Continental. Aparecida não termina com um documento, mas prolonga-se na Missão Continental.

4) A presença de Nossa Senhora, Mãe da América
É a primeira Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe que se realiza em um Santuário mariano.

Dimensões da Missão Continental
A Missão Continental está projetada em duas dimensões: programática e paradigmática. A missão programática, como o próprio nome indica, consiste na realização de atos de índole missionária. A missão paradigmática, por sua vez, implica colocar em chave missionária a atividade habitual das Igrejas particulares. Em consequência disso, evidentemente, verifica-se toda uma dinâmica de reforma das estruturas eclesiais. A “mudança de estruturas” (de caducas a novas) não é fruto de um estudo de organização do organograma funcional eclesiástico, de que resultaria uma reorganização estática, mas é consequência da dinâmica da missão. O que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é justamente a missionariedade. Daqui a importância da missão paradigmática.

A Missão Continental, tanto programática como paradigmática, exige gerar a consciência de uma Igreja que se organiza para servir a todos os batizados e homens de boa vontade. O discípulo de Cristo não é uma pessoa isolada em uma espiritualidade intimista, mas uma pessoa em comunidade para se dar aos outros. Portanto, a Missão Continental implica pertença eclesial.
Uma posição como esta, que começa pelo discipulado missionário e implica entender a identidade do cristão como pertença eclesial, pede que explicitemos quais são os desafios vigentes da missionariedade discipular. Me limito a assinalar dois: a renovação interna da Igreja e o diálogo com o mundo atual.

Renovação interna da Igreja
Aparecida propôs como necessária a Conversão Pastoral. Esta conversão implica acreditar na Boa Nova, acreditar em Jesus Cristo portador do Reino de Deus, em sua irrupção no mundo, em sua presença vitoriosa sobre o mal; acreditar na assistência e guia do Espírito Santo; acreditar na Igreja, Corpo de Cristo e prolongamento do dinamismo da Encarnação.
Neste sentido, é necessário que nos interroguemos, como Pastores, sobre o andamento das Igrejas a que presidimos. Estas perguntas servem de guia para examinar o estado das dioceses quanto à adoção do espírito de Aparecida, e são perguntas que é conveniente pôr-nos, muitas vezes, como exame de consciência.
1. Procuramos que o nosso trabalho e o de nossos presbíteros seja mais pastoral que administrativo? Quem é o principal beneficiário do trabalho eclesial, a Igreja como organização ou o Povo de Deus na sua totalidade?
2. Superamos a tentação de tratar de forma reativa os problemas complexos que surgem? Criamos um hábito proativo? Promovemos espaços e ocasiões para manifestar a misericórdia de Deus? Estamos conscientes da responsabilidade de repensar as atitudes pastorais e o funcionamento das estruturas eclesiais, buscando o bem dos fiéis e da sociedade?
3. Na prática, fazemos os fiéis leigos participantes da Missão? Oferecemos a Palavra de Deus e os Sacramentos com consciência e convicção claras de que o Espírito se manifesta neles?
4. Temos como critério habitual o discernimento pastoral, servindo-nos dos Conselhos Diocesanos? Tanto estes como os Conselhos paroquiais de Pastoral e de Assuntos Econômicos são espaços reais para a participação laical na consulta, organização e planejamento pastoral? O bom funcionamento dos Conselhos é determinante. Acho que estamos muito atrasados nisso.
5. Nós, pastores bispos e presbíteros, temos consciência e convicção da missão dos fiéis e lhes damos a liberdade para irem discernindo, de acordo com o seu processo de discípulos, a missão que o Senhor lhes confia? Apoiamo-los e acompanhamos, superando qualquer tentação de manipulação ou indevida submissão? Estamos sempre abertos para nos deixarmos interpelar pela busca do bem da Igreja e da sua missão no mundo?
6. Os agentes de pastoral e os fiéis em geral sentem-se parte da Igreja, identificam-se com ela e aproximam-na dos batizados indiferentes e afastados?
Como se pode ver, aqui estão em jogo atitudes. A Conversão Pastoral diz respeito, principalmente, às atitudes e a uma reforma de vida. Uma mudança de atitudes é necessariamente dinâmica: “entra em processo” e só é possível moderá-lo acompanhando-o e discernindo-o. É importante ter sempre presente que a bússola, para não se perder nesse caminho, é a identidade católica concebida como pertença eclesial.

Diálogo com o mundo atual
Faz-nos bem lembrar estas palavras do Concílio Vaticano II: As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e atribulados, são também alegrias e esperanças, tristezas e angústias dos discípulos de Cristo (cf. GS, 1). Aqui reside o fundamento do diálogo com o mundo atual.
A resposta às questões existenciais do homem de hoje, especialmente das novas gerações, atendendo à sua linguagem, entranha uma mudança fecunda que devemos realizar com a ajuda do Evangelho, do Magistério e da Doutrina Social da Igreja. Os cenários e areópagos são os mais variados. Por exemplo, em uma mesma cidade, existem vários imaginários coletivos que configuram “diferentes cidades”. Se continuarmos apenas com os parâmetros da “cultura de sempre”, fundamentalmente uma cultura de base rural, o resultado acabará anulando a força do Espírito Santo. Deus está em toda a parte: há que saber descobri-lo para poder anunciá-lo no idioma dessa cultura; e cada realidade, cada idioma tem um ritmo diferente.

Algumas tentações contra o discipulado missionário
A opção pela missionariedade do discípulo sofrerá tentações. É importante saber por onde entra o espírito mau, para nos ajudar no discernimento. Não se trata de sair à caça de demônios, mas simplesmente de lucidez e prudência evangélicas. Limito-me a mencionar algumas atitudes que configuram uma Igreja “tentada”. Trata-se de conhecer determinadas propostas atuais que podem mimetizar-se em a dinâmica do discipulado missionário e deter, até fazê-lo fracassar, o processo de Conversão Pastoral.

1. A ideologização da mensagem evangélica. É uma tentação que se verificou na Igreja desde o início: procurar uma hermenêutica de interpretação evangélica fora da própria mensagem do Evangelho e fora da Igreja. Um exemplo: a dado momento, Aparecida sofreu essa tentação sob a forma de assepsia. Foi usado, e está bem, o método de “ver, julgar, agir” (cf. n.º 19). A tentação se encontraria em optar por um "ver" totalmente asséptico, um “ver” neutro, o que não é viável. O ver está sempre condicionado pelo olhar. Não há uma hermenêutica asséptica. Então a pergunta era: Com que olhar vamos ver a realidade? Aparecida respondeu: Com o olhar de discípulo. Assim se entendem os números 20 a 32. Existem outras maneiras de ideologização da mensagem e, atualmente, aparecem na América Latina e no Caribe propostas desta índole.

Menciono apenas algumas:
a) O reducionismo socializante. É a ideologização mais fácil de descobrir. Em alguns momentos, foi muito forte. Trata-se de uma pretensão interpretativa com base em uma hermenêutica de acordo com as ciências sociais. Engloba os campos mais variados, desde o liberalismo de mercado até à categorização marxista.
b) A ideologização psicológica. Trata-se de uma hermenêutica elitista que, em última análise, reduz o “encontro com Jesus Cristo” e seu sucessivo desenvolvimento a uma dinâmica de autoconhecimento. Costuma verificar-se principalmente em cursos de espiritualidade, retiros espirituais, etc. Acaba por resultar numa posição imanente auto-referencial. Não tem sabor de transcendência, nem portanto de missionariedade.
c) A proposta gnóstica. Muito ligada à tentação anterior. Costuma ocorrer em grupos de elites com uma proposta de espiritualidade superior, bastante desencarnada, que acaba por desembocar em posições pastorais de “quaestiones disputatae”. Foi o primeiro desvio da comunidade primitiva e reaparece, ao longo da história da Igreja, em edições corrigidas e renovadas. Vulgarmente são denominados “católicos iluminados” (por serem atualmente herdeiros do Iluminismo).
d) A proposta pelagiana. Aparece fundamentalmente sob a forma de restauracionismo. Perante os males da Igreja, busca-se uma solução apenas na disciplina, na restauração de condutas e formas superadas que, mesmo culturalmente, não possuem capacidade significativa. Na América Latina, costuma verificar-se em pequenos grupos, em algumas novas Congregações Religiosas, em tendências para a “segurança” doutrinal ou disciplinar. Fundamentalmente é estática, embora possa prometer uma dinâmica para dentro: regride. Procura “recuperar” o passado perdido.

2. O funcionalismo. A sua ação na Igreja é paralisante. Mais do que com a rota, se entusiasma com o “roteiro”. A concepção funcionalista não tolera o mistério, aposta na eficácia. Reduz a realidade da Igreja à estrutura de uma ONG. O que vale é o resultado palpável e as estatísticas. A partir disso, chega-se a todas as modalidades empresariais de Igreja. Constitui uma espécie de “teologia da prosperidade” no organograma da pastoral.
3. O clericalismo é também uma tentação muito atual na América Latina. Curiosamente, na maioria dos casos, trata-se de uma cumplicidade viciosa: o sacerdote clericaliza e o leigo lhe pede por favor que o clericalize, porque, no fundo, lhe resulta mais cômodo. O fenômeno do clericalismo explica, em grande parte, a falta de maturidade adulta e de liberdade cristã em boa parte do laicato da América Latina: ou não cresce (a maioria), ou se abriga sob coberturas de ideologizações como as indicadas, ou ainda em pertenças parciais e limitadas. Em nossas terras, existe uma forma de liberdade laical através de experiências de povo: o católico como povo. Aqui vê-se uma maior autonomia, geralmente sadia, que se expressa fundamentalmente na piedade popular. O capítulo de Aparecida sobre a piedade popular descreve, em profundidade, essa dimensão. A proposta dos grupos bíblicos, das comunidades eclesiais de base e dos Conselhos pastorais está na linha de superação do clericalismo e de um crescimento da responsabilidade laical.
Poderíamos continuar descrevendo outras tentações contra o discipulado missionário, mas acho que estas são as mais importantes e com maior força neste momento da América Latina e do Caribe.

Algumas orientações eclesiológicas
1. O discipulado-missionário que Aparecida propôs às Igrejas da América Latina e do Caribe é o caminho que Deus quer para “hoje”. Toda a projeção utópica (para o futuro) ou restauracionista (para o passado) não é do espírito bom. Deus é real e se manifesta no “hoje”. A sua presença, no passado, se nos oferece como “memória” da saga de salvação realizada quer em seu povo quer em cada um de nós; no futuro, se nos oferece como “promessa” e esperança. No passado, Deus esteve lá e deixou sua marca: a memória nos ajuda encontrá-lo; no futuro, é apenas promessa... e não está nos mil e um “futuríveis”. O “hoje” é o que mais se parece com a eternidade; mais ainda: o “hoje” é uma centelha de eternidade. No “hoje”, se joga a vida eterna.

O discipulado missionário é vocação: chamada e convite. Acontece em um “hoje”, mas “em tensão”. Não existe o discipulado missionário estático. O discípulo missionário não pode possuir-se a si mesmo; a sua imanência está em tensão para a transcendência do discipulado e para a transcendência da missão. Não admite a auto-referencialidade: ou refere-se a Jesus Cristo ou refere-se às pessoas a quem deve levar o anúncio dele. Sujeito que se transcende. Sujeito projetado para o encontro: o encontro com o Mestre (que nos unge discípulos) e o encontro com os homens que esperam o anúncio.
Por isso, gosto de dizer que a posição do discípulo missionário não é uma posição de centro, mas de periferias: vive em tensão para as periferias... incluindo as da eternidade no encontro com Jesus Cristo. No anúncio evangélico, falar de “periferias existenciais” descentraliza e, habitualmente, temos medo de sair do centro. O discípulo-missionário é um descentrado: o centro é Jesus Cristo, que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais.

2. A Igreja é instituição, mas, quando se erige em “centro”, se funcionaliza e, pouco a pouco, se transforma em uma ONG. Então, a Igreja pretende ter luz própria e deixa de ser aquele “mysterium lunae” de que nos falavam os Santos Padres. Torna-se cada vez mais auto-referencial, e se enfraquece a sua necessidade de ser missionária. De “Instituição” se transforma em “Obra”. Deixa de ser Esposa, para acabar sendo Administradora; de Servidora se transforma em “Controladora”. Aparecida quer uma Igreja Esposa, Mãe, Servidora, facilitadora da fé e não controladora da fé.

3. Em Aparecida, verificam-se de forma relevante duas categorias pastorais, que surgem da própria originalidade do Evangelho e nos podem também servir de orientação para avaliar o modo como vivemos eclesialmente o discipulado missionário: a proximidade e o encontro. Nenhuma das duas é nova, antes configuram a maneira como Deus se revelou na história. É o “Deus próximo” do seu povo, proximidade que chega ao máximo quando Ele encarna. É o Deus que sai ao encontro do seu povo. Na América Latina e no Caribe, existem pastorais “distantes”, pastorais disciplinares que privilegiam os princípios, as condutas, os procedimentos organizacionais... obviamente sem proximidade, sem ternura, nem carinho.

Ignora-se a "revolução da ternura", que provocou a encarnação do Verbo. Há pastorais posicionadas com tal dose de distância que são incapazes de conseguir o encontro: encontro com Jesus Cristo, encontro com os irmãos. Este tipo de pastoral pode, no máximo, prometer uma dimensão de proselitismo, mas nunca chegam a conseguir inserção nem pertença eclesial. A proximidade cria comunhão e pertença, dá lugar ao encontro. A proximidade toma forma de diálogo e cria uma cultura do encontro. Uma pedra de toque para aferir a proximidade e a capacidade de encontro de uma pastoral é a homilia. Como são as nossas homilias? Estão próximas do exemplo de Nosso Senhor, que “falava como quem tem autoridade”, ou são meramente prescritivas, distantes, abstratas?
4. Quem guia a pastoral, a Missão Continental (seja programática seja paradigmática), é o Bispo. Ele deve guiar, que não é o mesmo que comandar. Além de assinalar as grandes figuras do episcopado latino-americano que todos nós conhecemos, gostaria de acrescentar aqui algumas linhas sobre o perfil do Bispo, que já disse aos Núncios na reunião que tivemos em Roma. Os Bispos devem ser Pastores, próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misericordiosos. Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham “psicologia de príncipes”. Homens que não sejam ambiciosos e que sejam esposos de uma Igreja sem viver na expectativa de outra.

Homens capazes de vigiar sobre o rebanho que lhes foi confiado e cuidando de tudo aquilo que o mantém unido: vigiar sobre o seu povo, atento a eventuais perigos que o ameacem, mas sobretudo para cuidar da esperança: que haja sol e luz nos corações. Homens capazes de sustentar com amor e paciência os passos de Deus em seu povo. E o lugar onde o Bispo pode estar com o seu povo é triplo: ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se desgarre mas também, e fundamentalmente, porque o próprio rebanho tem o seu olfato para encontrar novos caminhos.

Não quero juntar mais detalhes sobre a pessoa do Bispo, mas simplesmente acrescentar, incluindo-me a mim mesmo nesta afirmação, que estamos um pouco atrasados no que a Conversão Pastoral indica. Convém que nos ajudemos um pouco mais a dar os passos que o Senhor quer que cumpramos neste “hoje” da América Latina e do Caribe. E seria bom começar por aqui.

Agradeço-lhes a paciência de me ouvirem. Desculpem a desordem do discurso e lhes peço, por favor, para tomarmos a sério a nossa vocação de servidores do povo santo e fiel de Deus, porque é nisso que se exerce e mostra a autoridade: na capacidade de serviço. Muito obrigado!"