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segunda-feira, 10 de abril de 2023

A esquerda e a infalibilidade do Papa - Percival Puggina

 

 

Esclarecimento: após algum tempo, decidimos nos manifestar sobre a entrevista do Papa Francisco, veiculada por parte da  imprensa como uma 'absolvição' do senhor Lula da Silva, atual presidente do Brasil.

Optamos por transcrever artigo do leigo católico Percival Puggina, por se tratar de um católico, responsável em suas opiniões e de há muito lemos seus artigos.

Em outro Blog, colhemos outros links  sobre o assunto que podem ser consultados.

Vamos à transcrição do artigo de Percival Puggina:

"Quando o Papa Francisco emite alguma opinião política, a esquerda vive um comovente surto de arrebatamento espiritual. Aquilo que é mera e imprudente adesão do Pontífice a uma narrativa se transforma em objeto de culto, é envolto em incenso e exibido como relíquia canônica. 

Mas isso só vale se o Papa for Francisco. 
Não se aplica a qualquer outra opinião política, seja de Bento XVI, São João Paulo II, Paulo VI, São João XXIII, Pio XII e assim, regressivamente, até São Pedro.



A polêmica entrevista do Papa Francisco, tem gerado uma discussão no meio católico. Apenas rezemos pelo Papa e nos mantenhamos firmes na fé.

Nunca imaginei que um dia veria esquerdistas invocando a infalibilidade papal! “Como pode um católico questionar as afirmações do Papa se ele é infalível?”, muitos escreveram comentando um vídeo que gravei sobre a entrevista em que Francisco se manifestou sobre assuntos institucionais brasileiros.

Opa! Não corram com esse andor! A infalibilidade papal não se aplica a meras opiniões de quem calça as “sandálias do Pescador”, para usar a expressão de Morris West. É óbvio que não.  
O dogma da infalibilidade é uma dedução teológica com origem no próprio ato de instituição da Igreja por Jesus Cristo após pedir a tripla confirmação de Pedro.  
Graças ao que ali aconteceu, a Igreja Católica, exceção feita ao sempre lamentável Cisma do Oriente, se manteve hígida e como tal chegou até nós.
 
O dogma da infalibilidade foi proclamado em 1870 por Pio IX através da constituição dogmática Pastor Aeternus
O documento estabelece como dogma que, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, ao definir uma doutrina de fé ou de moral, o Romano Pontífice conta com a assistência divina prometida a seu antecessor Pedro e esta lhe assegura a infalibilidade desejada por Jesus à sua Igreja.

Para que estes requisitos se verifiquem, a proclamação de um dogma – repito: sempre sobre doutrina de fé, ou de moral – é preciso que o Papa o faça na precisa e anunciada condição “ex-cathedra”, vale dizer, desde a cadeira de Pedro. Fora isso, ele tem a falibilidade inerente à condição humana.

Resta claro, portanto, que a opinião do Papa sobre a política brasileira é mera opinião pessoal, notoriamente de esquerda, transparente nas suas manifestações. Em virtude das repercussões, muitas passam longe das funções da “cathedra” e, obviamente, abastecem o arsenal das narrativas mundo afora.

Na longa tradição que acompanhei de perto, como leigo católico estudioso dos documentos oficiais emitidos pelos pontífices de meu tempo, eu os reverenciei e admirei pela prudência e contenção de suas manifestações públicas.

Eu seria o último a negar, a quem quer que seja os diretos de opinião, palpite e achismo. 
Mas se quem opina, palpita ou acha é meu líder religioso e diz um disparate, alimentando a tensão política local, eu me permito opinar, palpitar ou achar que perdeu uma oportunidade de ficar calado."
 
PARABÉNS AO ILUSTRE ARTICULISTA !!!

Percival Puggina (78), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

CLIQUE AQUI E/OU AQUI,

TAMBÉM  AQUI ,SAIBA MAIS

 Cliquem aqui,para acesso ao site do Percival Puggina e à integra da matéria transcrita.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Bento XVI – a força da autenticidade


O papa Bento XVI durante visita ao Brasil, em 2007.| Foto: Rodolfo Buhrer/Arquivo Gazeta do Povo


Bento XVI, o papa da cultura e da racionalidade, terminou sua carreira com umas palavras carregadas de uma fé genuína e profunda: “Não me preparo para um fim, mas para um encontro”. E assim foi.

Relembro aqui sua extraordinária visita ao nosso país. O estereótipo de um papa frio e duro desabou na sua primeira aparição na sacada do Mosteiro de São Bento. Bento XVI transmitiu uma simplicidade que comoveu e cativou.

Sua mansidão, no entanto, não se confundiu com qualquer tipo de ambiguidade concessiva. Numa visita marcada pela força da palavra, o papa falou claro. Diante de multidões de milhares de fiéis, defendeu com veemência a doutrina católica. Apresentou a verdade cristã sem meias palavras. Ao contrário do que alguns imaginavam, talvez aprisionados por certas algemas ideológicas, a exigência amável do papa exerceu forte poder de atração, sobretudo no público jovem.

    O estereótipo de um papa frio e duro desabou na sua primeira aparição na sacada do Mosteiro de São Bento. Sua mansidão, no entanto, não se confundiu com qualquer tipo de ambiguidade concessiva. Numa visita marcada pela força da palavra, o papa falou claro

No encontro com milhares de jovens no Estádio do Pacaembu, o papa defendeu a pureza antes do casamento, condenou a infidelidade no matrimônio e não deixou de pedir por mais vocações sacerdotais. Ele também reafirmou que a Igreja não precisa de católicos nominais, mas de católicos capazes de seguir o exemplo de Cristo. O discurso, que durou 40 minutos, foi interrompido várias vezes pelos aplausos do público.

O papa não deixou de falar dos desafios que os jovens enfrentam no mundo moderno, marcado por “um enorme déficit de esperança”, pelo “medo de morrer” e o “medo de sobrar”. A alternativa a isso, sublinhou, é uma plena adesão, de forma convicta e rigorosa, aos mandamentos da Igreja. A resposta dos jovens, surpreendente para alguns, foi uma impressionante ovação.

No momento mais informal e descontraído de sua viagem ao Brasil, o papa encontrou-se com 2,5 mil dependentes de drogas. Emocionado, chamou-os de “prediletos de Deus” e deixou-se tocar, abraçar e beijar. Mas foi duríssimo ao se referir aos traficantes. “Deus vai lhes exigir satisfações”, disse com energia. “A dignidade humana não pode ser espezinhada dessa maneira.” E completou: “O mal provocado recebe a mesma reprovação dada por Jesus aos que escandalizavam os ‘pequeninos’, os preferidos de Deus.” O papa referia-se ao Evangelho de São Mateus (18,6), em que Jesus diz ser preferível prender uma pedra e lançar ao mar os que fizeram mal às crianças. As 7 mil pessoas presentes ao evento interromperam o discurso para o aplauso mais entusiasta do dia.
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    Juventude, ativo transformador
    Diz amém que o ouro vem

Bento XVI manifestou clara preocupação com a formação do clero e fez um apelo aos bispos para que tenham o devido discernimento ao avaliar as vocações sacerdotais. Recomendou que se leve em consideração a “dimensão espiritual, psicoafetiva e pastoral” em jovens maduros e disponíveis ao serviço da Igreja. “Um bom e assíduo acompanhamento espiritual é indispensável para favorecer o amadurecimento humano e evita o risco de desvios no campo da sexualidade”, alertou.

No seu último discurso, profundo, racional e sereno, com que abriu a 5.ª Conferência-Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, o papa voltou a algumas de suas teses fundamentais: a importância da identidade do cristão e das sociedades que se formaram à luz de princípios evangélicos. “Quem exclui a Deus do seu horizonte distorce o conceito de realidade e só pode terminar em caminhos equivocados e em receitas destrutivas”, disse. Para ele, o grande erro das tendências dominantes no último século (e que ainda persistem) – erro destrutivo, como demonstram os resultados práticos tanto dos sistemas marxistas como dos capitalistas – foi a falsificação do conceito de realidade com a amputação da verdade criadora, e por isso decisiva, que é Deus.

Os impressionantes aplausos ao papa Bento XVI, considerado por alguns um solitário na contramão da história, não podem ser explicados por critérios sociológicos. O ímã do pontificado reside numa reiterada percepção secular: a consciência de que o papa é o único homem no qual milhões de pessoas veem um vínculo direto com Deus. O papa, além disso, galvaniza a nostalgia de Deus que floresce sobre os cacos que sobraram das tentativas de liberação do transcendente.

    O crescimento da Igreja, como bem salientou o papa, se dá “muito mais por atração”, nunca por imposição. Entre uma pessoa de fé e um fanático existe uma fronteira nítida: o apreço pela liberdade

Alguns, equivocadamente, imaginam que o influxo cristão sobre os assuntos temporais deveria não existir. Gostariam de ver o papa reduzido à liderança de uma ONG da boa vontade. Querem ver a religião reduzida ao culto, sobretudo privado. Entrincheirada no ambiente rarefeito das sacristias, estaria desprovida de qualquer possível projeção social. A história, no entanto, demonstra que o sucessor de Pedro, depositário da fé e da coerência doutrinal da Igreja, sempre será “sinal de contradição”. E os seus seguidores, embora iguais aos demais, são, ao mesmo tempo, fermento, sal, levedura.

O crescimento da Igreja, como bem salientou o papa, se dá “muito mais por atração”, nunca por imposição. Entre uma pessoa de fé e um fanático existe uma fronteira nítida: o apreço pela liberdade. O sectário assume a sua convicção com exasperada intolerância. O fanático impõe. Empenha-se em aliciar. A pessoa de fé, ao contrário, assenta serenamente em seus valores. Por isso, a sua convicção não a move a impor, mas a estimula a propor, a expor à livre aceitação dos outros as idéias que acredita dignas de ser compartilhadas.

Nos cinco dias da visita do papa, em São Paulo e Aparecida, multidões foram confirmadas na fé, cresceram em segurança, sepultaram respeitos humanos e, sobretudo, abriram um grande espaço de liberdade.

Carlos Alberto Di Franco - VOZES - Gazeta do Povo


domingo, 21 de agosto de 2022

Evangelho do Dia

Evangelho Cotidiano

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68 

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora -  Domingo

20º Domingo do Tempo Comum

Anúncio do Evangelho (Lc 1,39-56)

O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós.

-   PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

Glória a vós, Senhor.

Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”.

56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

  — Palavra da Salvação.

Glória a vós, Senhor.

A Visitação: ai aonde chega Maria se faz presente Jesus

Hoje, Maria vai visitar sua prima Isabel, já anciã, a quem todos tinham por estéril. Porém, estava no sexto mês de uma gestação que era um dom de Deus. A Virgem leva nas suas entranhas a Jesus, recentemente concebido. É uma mulher jovem, mas não tem medo, porque Deus está com Ela, dentro Dela.

Quando entra na casa de Isabel, seu cumprimento vai cheio de graça: João pula de alegria dentro das entranhas da sua mãe, como se percebesse a presença de Aquele a quem o dia de amanhã anunciará a Israel. Neste encontro o protagonista silencioso é Jesus. Maria o leva no seu seio como um sacrário e, nos o oferece como o dom mais sagrado. Ai aonde chega Maria se faz presente Jesus.

—A alegria sempre há de ser comunicada e compartilhada: Santa Maria foi imediatamente a comunicar-lhe a Santa Isabel. Este é meu autêntico compromisso no Advento: Levar aos outros a maior das alegrias: O Natal.(elaborado com base nos textos de Bento XVI) (Città del Vaticano, Vaticano)


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Papa Francisco desmente rumores de possível renúncia

A agência Reuters publicou uma entrevista na qual o pontífice nega qualquer plano de deixar o cargo a curto prazo 
  
Portais de todo o mundo noticiaram, nos últimos meses, rumores de que o papa Francisco estaria planejando renunciar em breve, principalmente em razão de problemas de saúde. A agência Reuters, no entanto, publicou nesta segunda-feira, 4, uma entrevista na qual o papa nega a informação. Pelo contrário, ele disse que irá ao Canadá neste mês e que planeja ir a Moscou e a Kiev o mais rápido possível, depois de voltar do continente americano.

 Na entrevista, Francisco voltou a condenar o aborto e compará-lo a um assassinato - Foto: Reprodução/Vatican News

De acordo com os boatos propagados na mídia, a renúncia estaria prevista para o fim de agosto, quando cardeais de todo o mundo irão se reunir para discutir uma nova Constituição do Vaticano, haverá uma cerimônia para empossar novos cardeais e uma visita à cidade italiana de L’Aquila, associada ao papa Celestino V, que renunciou ao papado em 1294.

Segundo a Reuters, Jorge Bergoglio, 85 anos, riu da pergunta e disse que “nunca passou pela minha cabeça” renunciar. “Por enquanto, não; por enquanto, não. Realmente”, enfatizou o pontífice. No entanto, voltou a repetir que poderia renunciar algum dia se a saúde debilitada tornasse impossível para ele dirigir a Igreja — algo quase impensável antes de Bento XVI.

Francisco também negou que esteja com câncer e deu detalhes de sua enfermidade no joelho, que fez com que, em maio, aparecesse em uma cadeira de rodas e cancelasse a viagem programada para junho ao Congo e ao Sudão. Ele disse ter sofrido “uma pequena fratura” no joelho quando deu um passo em falso enquanto um ligamento estava inflamado e que não quer uma operação, porque a anestesia geral na cirurgia no colón do ano passado teve efeitos colaterais negativos.

Papa volta a condenar o aborto
O papa argentino também repetiu sua condenação ao aborto, após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos rever uma posição de 49 anos e delegar aos Estados a competência para legislar sobre o tema. Comparou o aborto a “contratar um assassino de aluguel” e lançou uma pergunta ao repórter da Reuters: “É legítimo, é certo eliminar uma vida humana para resolver um problema?”.

Questionado sobre o fato de políticos católicos norte-americanos, como o próprio Joe Biden e a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, defenderem o aborto, Francisco preferiu não polemizar: “Quando a Igreja perde sua natureza pastoral, quando um bispo perde sua natureza pastoral, isso causa um problema político. Isso é tudo o que posso dizer”.

Agência Reuters

segunda-feira, 7 de março de 2022

DEVOÇÃO A SAGRADA FACE DE CRISTO

DEVOÇÃO A SAGRADA FACE DE CRISTO

Esta santa devoção teve origem com a impressão milagrosa do Rosto de Cristo no lenço de Verônica, uma tradição muito respeitada na Igreja. O Papa Bento XVI fez questão de venerar o Véu de Verônica na cidade de Manoppello na Itália, em setembro de 2006. 

Durante sua visita ao santuário, Bento XVI foi o primeiro Papa a poder novamente venerar a relíquia, meio milênio após seu desaparecimento da Basílica de São Pedro. Esta devoção cresceu muito também por causa da importância que a Divina Face teve na vida de Santa Teresinha  do Menino Jesus e da Sagrada Face. Outro fato que fortaleceu a devoção foram os surpreendentes estudos da figura de JESUS no santo Sudário de Turim; além das revelações à Irmã M. Pierina de Micheli (†1945), a mensageira da Sagrada Face dos últimos tempos.


Em maio de 1938, a Virgem Santíssima mostrou (em visão mística) à Irmã Pierina, um escapulário formado de dois paninhos. Num ela viu a Face de JESUS com as palavras ao redor: “Ilumina, Domine, vultum tuum super nos” (“Senhor, fazei resplandecer a Vossa Face sobre nós”). No outro estavam escritas em volta de uma hóstia as palavras: “Mane nobiscum, domine” (Senhor ficai conosco). Lentamente Nossa Senhora se aproximou e disse: “Escuta bem e transmite ao teu confessor que este escapulário é uma arma de defesa, escudo de fortaleza e penhor de misericórdia que JESUS quer dar ao mundo nestes tempos de sensualidade e de ódio contra DEUS e a Igreja. São poucos os verdadeiros apóstolos. É necessário um remédio divino e este remédio é a FACE de meu Filho.

Todos aqueles que usarem o escapulário, e sendo lhes possível, cada terça feira visitar o Santíssimo Sacramento fazendo “Uma Hora Santa”, para reparar os ultrajes que recebeu e continua recebendo meu Filho, cada dia, no Sacramento Eucarístico, serão fortificados na Fé, estarão prontos para defendê-la e hão de suportar todas as dificuldades internas e externas. Além disso morrerão serenamente sob o olhar de meu Filho”.


Semanas mais tarde JESUS apareceu também e disse: “Quero que Minha FACE seja honrada com uma festa própria na Terça-feira da Quinquagésima (terça-feira de carnaval) e que esta festa seja preparada por uma novena durante a qual todos os fiéis façam Comigo reparação”.


Em vez de fazer escapulários a Irmã Pierina mandou cunhar medalhas. Preocupada por isso recorreu à Nossa Senhora que novamente lhe apareceu dizendo:  “Minha filha, não se preocupe, pois, o escapulário é substituído pela medalha com todas as promessas e favores. Só resta difundi-la mais ainda. Ora, interessa-me muito a festa da Sagrada FACE de meu Filho. Diga ao Papa que esta festa muito me interessa”.


Irmã M. Pierina falou três vezes ao Papa e o Sumo Pontífice, ciente do pedido do Céu, não se fez esperar. No dia 15 de março de 1957, havendo já aprovado a propagação da medalha, facultou a celebração da festa, isto é, aos Beneditinos Sivestrinos de Roma. Em 10 de janeiro de 1959 o Papa João XXIII concedeu a mesma licença, a todos os Bispos do Brasil.


Para merecer as graças prometidas é necessário:

Usar a medalha, contemplar com amor, muitas vezes a Sagrada FACE, zelar pela devoção, fazendo a Hora Santa, nas Terças-feiras, promover anualmente a novena em preparação à festa na terça-feira de carnaval, e seguindo o exemplo dos grandes devotos da Sagrada FACE, ler e meditar diariamente o Novo Testamento.  
Todos os dias rezar:

5 Pai Nossos; 5 Ave Marias; 5 Glórias; em honra das cinco chagas de Nosso Senhor JESUS CRISTO, rezando também a oração composta por Pio IX, e a aspiração que a segue:  “Ó meu JESUS, lançai sobre nós um olhar de misericórdia! Volvei Vossa Face para cada um de nós, como fizestes à Verônica, não para que A vejamos com os olhos corporais, pois não o merecemos. Mas volvei-A para os nossos corações, a fim de que, amparados sempre em Vós, possamos haurir nesta fonte inesgotável, as forças necessárias para nos entregarmos ao combate que temos que sustentar. Amém.

Senhor, mostrai-nos a Vossa Face e seremos salvos!”

Nota: No livro ORAÇÕES DE TODOS OS TEMPOS DA IGREJA (Ed. Cléofas) há outras orações desta devoção: A Ladainha da Sagrada Face; a Oração de Consagração à Sagrada Face; Novena à Sagrada Face; e outras orações.

Prof. Felipe Aquino - Edições Cleofas
 

quarta-feira, 2 de março de 2022

Evangelho do Dia

Evangelho Cotidiano

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68 

Quarta-feira de Cinzas

Anúncio do Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)

O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus,

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.

2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.

5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.

16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

 — Palavra da Salvação.

Glória a vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO

 

«Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles»

Hoje começamos o nosso recorrido à Páscoa, e o Evangelho nos lembra os deveres fundamentais do cristão, não só como preparação a um tempo litúrgico, mas em preparação à Páscoa Eterna: «Cuidado! não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados. De outra forma, não recebereis recompensa do vosso Pai que está nos céus» (Mt 6,1). A justiça da que Jesus nos fala consiste em viver conforme aos princípios evangélicos, sem esquecer que «Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus» (Mt 5,20).

A justiça nos leva ao amor, manifestado na esmola e em obras de misericórdia: «Tu, porém, quando deres esmola, não saiba tua mão esquerda o que faz a direita» (Mt 6,3). Não é que se devam ocultar as obras boas, mas que não se deve pensar em elogio humano ao fazê-lo, sem desejar nenhum outro bem superior e celestial. Em outras palavras, devo dar esmola de tal modo que nem eu tenha a sensação de estar fazendo uma boa ação, que merece uma recompensa por parte de Deus e elogio por parte dos homens.

Bento XVI insistia em que socorrer aos necessitados é um dever de justiça, mesmo antes que um ato de caridade: «A caridade supera a justiça (…), mas nunca existe sem a justiça, que induz a dar ao outro o que é "dele", o que lhe pertence em razão de seu ser e do seu agir». Não devemos esquecer que não somos proprietários absolutos dos bens que possuímos, e sim administradores. Cristo nos ensinou que a autêntica caridade é aquela que não se limita a "dar" esmola, e sim que o leva a "dar" a própria pessoa, a oferecer-se a Deus como culto espiritual (cf. Rom 12,1) esse seria o verdadeiro gesto de justiça e caridade cristã, «de modo que tua esmola fique escondida. E o teu Pai, que vê no escondido, te dará a recompensa» (Mt 6,4). Pbro. D. Luis A. GALA Rodríguez (Campeche, México)

Pensamentos para o Evangelho de hoje

  • «Nestes dias, deve-se dar uma atenção especial no cuidado e na devoção ao cumprimento das coisas que os cristãos devem fazer em todos os momentos: assim viveremos, em santo jejum, esta Quaresma de instituição apostólica» (S. Leão Magno)

  • «Sabemos que este mundo cada vez mais artificial nos leva a viver uma cultura do "fazer", do "útil", onde inadvertidamente Igreja excluímos Deus do nosso horizonte. A Quaresma chama-nos a "despertarmos" para nos lembrarmos simplesmente que não somos Deus» (Francisco)

  • «A Lei nova pratica os atos da religião: a esmola, a oração, o jejum, ordenando-os para “o Pai que vê no segredo”, ao contrário do desejo “de ser visto pelos homens”» (Catecismo da Igreja Católica, 1.969)

     

domingo, 19 de dezembro de 2021

Evangelho do Dia

Evangelho Cotidiano

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68 

4º Domingo do Advento

Anúncio do Evangelho (Lc 1,39-45)

O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas, 

Glória a vós, Senhor.

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

 — Palavra da Salvação.

Glória a vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO

 

«Feliz aquela que acreditou!»

Hoje é o último Domingo deste tempo de preparação da chegada —o Advento— de Deus a Belém. Por ser em tudo igual a nós, quis ser concebido —como qualquer homem— no seio de uma mulher, a Virgem Maria, mas pela obra e graça do Espírito Santo, pois era Deus. Brevemente, no dia de Natal, celebraremos com alegria o seu nascimento.

O Evangelho de hoje apresenta-nos duas personagens, Maria e a sua prima Isabel, as quais nos indicam a atitude que devemos ter no nosso espírito para contemplar este acontecimento. Deve ser uma atitude de fé, de uma fé dinâmica.

Isabel com sincera humildade, «ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: “(…) Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lc 1,41-43). Ninguém lhe tinha contado; apenas a fé, o Espirito Santo, tinha-lhe mostrado que a sua prima era mãe de seu Senhor, de Deus.

Conhecendo agora a atitude de fé total por parte de Maria, quando o Anjo lhe anunciou que Deus a tinha escolhido para ser a sua mãe terreal Isabel não se recatou de proclamar a alegria que a fé dá. Põe-no em relevo dizendo: «Feliz aquela que acreditou!» (Lc 1,45).

É, pois, numa atitude de fé que devemos viver o Natal. Mas, à imitação de Maria e Isabel, com fé dinâmica. Em conseqüência, como Isabel, se for necessário, não nos devemos conter ao expressar o agradecimento e o gozo de ter fé. E, como Maria, ainda a devemos manifestar com obras. «Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel» (Lc 1,39-40) para felicitá-la e ajudá-la, ficando cerca de três meses com ela (cf. Lc 1,56).

Santo Ambrósio aconselha-nos que, nestas festas, «tenha-mos todos a alma de Maria para glorificar o Senhor». É certo que não nos faltarão ocasiões para partilhar alegrias e ajudar os necessitados.+ Mons. Ramon MALLA i Call Bispo Emérito de Lleida (Lleida, Espanha)

Pensamentos para o Evangelho de hoje

  • «João agitou-se de alegria e Maria se alegra com seu espírito. Isabel ficou cheia do Espírito depois de conceber; Por outro lado, Maria o era antes de conceber, porque se dizia dela: 'Bem-aventurada aquela que creste!'» (Santo Ambrósio)

  • «Quando Maria entra em casa de Isabel, a sua saudação é cheia de graça. Neste encontro o protagonista silencioso é Jesus. Maria o carrega em seu seio como um tabernáculo, e o oferece a nós como o presente mais sagrado. Onde quer que Maria chegue, Jesus se faz presente» (Bento XVI)

  • «‘Santa Maria, Mãe de Deus, roga por nós (...)’. Com Isabel, ficamos maravilhados e dizemos: ‘De onde vem a mim a mãe do meu Senhor?’ (Lc 1,43). Por nos dar seu filho Jesus, Maria é a mãe de Deus e nossa mãe; A ela podemos confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como orou por si mesma: «Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Confiando na sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: 'seja feita a tua vontade'» (Catecismo da Igreja Católica, n. 2.677)


terça-feira, 27 de abril de 2021

Santo do Dia - 27 de abril

São João XXIII e São João Paulo II


São João XXIII
 Angelo Giuseppe Roncalli nasceu na Itália, em 25 de novembro de 1881. Foi eleito Papa em 28 de outubro de 1958, escolhendo o nome de João XXIII. Faleceu em 3 de junho de 1963. Por muitos, foi considerado um Papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XIII. Foi o responsável pela convocação do Concílio Vaticano II. No curto tempo de papado, João XXIII escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).

Foi declarado beato pelo Papa João Paulo II, em 3 de setembro de 2000. É considerado o patrono dos delegados pontifícios. Foi canonizado pelo Papa Francisco,  em 27 abril 2014, no Vaticano. 


São João XXIII, rogai por nós!



São João Paulo II
 
Karol Józef Wotjtyla nasceu na Polônia, em 18 de maio de 1920. Foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978, escolhendo o nome de João Paulo II, e teve o terceiro maior pontificado da história da Igreja Católica. Faleceu, em Roma, em 2 de abril de 2005.


Durante o Pontificado, visitou 129 países, em viagens apostólicas. Sabia se expressar em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco. João Paulo II beatificou 1.340 pessoas e canonizou 483 santos.


Foi proclamado beato, pelo Papa Bento XVI, em primeiro de maio de 2011.


Foi canonizado pelo Papa Francisco,  em 27 abril 2014, no Vaticano. 


São João Paulo II, rogai por nós!



Santa Zita
 Zita foi empregada doméstica durante trinta anos em Luca, na Itália. Hoje em dia, as comunidades de baixa renda sofrem grande injustiça social, principalmente quando trabalham em serviços domésticos, como ela, mas no século XIII as coisas eram bem piores.

Zita nasceu em 1218, no povoado de Monsagrati, próximo a Luca, e, como tantas outras meninas, ela foi colocada para trabalhar em casa de nobres ricos. Era a única forma de uma moça não se tornar um peso para a família, pobre e numerosa. Ela não ganharia salário, trabalharia praticamente como uma escrava, mas teria comida, roupa e, quem sabe, até um dote para conseguir um bom casamento, se a família que lhe desse acolhida se afeiçoasse a ela e tivesse interesse em vê-la casada.

Zita tinha apenas doze anos quando isso aconteceu. E a família para quem foi servir não costumava tratar bem seus criados. Ela sofreu muito,  principalmente nos primeiros tempos. Era maltratada pelos patrões e pelos demais empregados. Porém agüentou tudo com humildade e fé, rezando muito e praticando muita caridade. Aliás, foi o que tornou Zita famosa entre os pobres: a caridade cristã. Tudo que ganhava dos patrões, um pouco de dinheiro, alimentos extras e roupas, dava aos necessitados. A conseqüência disso foi que, em pouco tempo, Zita dirigia a casa e comandava toda a criadagem. Conquistou a simpatia e a confiança dos patrões e a inveja de outros criados.

Certa vez, Zita foi acusada de estar dando pertences da despensa da casa para os mendigos, por uma das criadas que invejavam sua posição junto aos donos da mansão. Talvez não fosse verdade, mas dificilmente a moça poderia provar isso aos patrões. Assim, quando o patriarca da casa perguntou o que levava escondido no avental, ela respondeu: "são flores", e soltando o avental uma chuva delas cobriu os seus pés. Esta é uma de suas tradições mais antigas citadas pelos seus fervorosos devotos.

A sua vida foi uma obra de dedicação total aos pobres e doentes que durou até sua morte, no dia 27 de abril de 1278. Todavia, sua interferência a favor deles não terminou nesse dia. O seu túmulo, na basílica de São Frediano, conserva até hoje o seu corpo, que repousa intacto, como foi constatado na sua última exumação, em 1652, e se tornou um lugar de graças e de muitos milagres comprovados e aceitos. Acontecimentos que serviram para confirmar sua canonização em 1696, pelo papa Inocêncio XII.

Apesar da condição social humilde e desrespeitada, a vida de santa Zita marcou de tal forma a história da cidade que ela foi elevada à condição de sua padroeira. E foi uma vida tão exemplar que até Dante Alighieri a cita na Divina Comédia. O papa Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas. 


Santa Zita, rogai por nós!