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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Papa aceita renúncia de bispo e inspecionará Igreja irlandesa por pedofilia

O Papa Bento XVI aceitou nesta segunda-feira a renúncia do bispo irlandês de Benin City (Nigéria), Richard Anthony Burke, acusado de ter abusado de uma menor, e anunciou que enviará uma comissão para organizar a Igreja da Irlanda envolvida em inúmeros escândalos de pedofilia.

O bispo Burke renunciou depois de ter admitido que manteve relações sexuais com uma moça durante a década de 1980, apesar de assegurar que ela era maior de idade quando os fatos ocorreram, em uma carta enviada à revista Irish Catholic.

Bento XVI iniciou há dois meses a reestruturação da Igreja irlandesa depois dos escândalos que explodiram no início do ano neste país, e que provocaram em março a primeira carta pública de desculpas de um Sumo Pontífice.

As denúncias contra padres pedófilos foram por décadas ocultadas pela hierarquia da Igreja da Irlanda até que dois relatórios oficiais confirmaram os inúmeros abusos sexuais cometidos por padres contra menores de idade. O Papa decidiu enviar quatro 'visitadores apostólicos', ou seja, inspetores, à Irlanda a fim de ajudar a Igreja local, em particular as dioceses mais afetadas pelos escândalos, Armagh, Dublin, Cashel e Emly.

Os inspetores deverão analisar a situação frente aos "trágicos casos de abusos cometidos com menores por sacerdotes e religiosos", enfatiza um comunicado oficial da Santa Sé. Os inspetores, um cardeal britânico e outro americano, e dois arcebispos irlandeses examinarão os casos de abusos, prestarão assistência às vítimas e verificarão a eficácia das medidas de prevenção adotadas, especifica a nota.

A investigação se estenderá para outras dioceses, indicou o Vaticano, que decidiu tal medida a fim de "assistir aos bispos, ao clero, aos religiosos e aos fieis", afirma ainda o comunicado. A "visita apostólica" foi anunciada pelo próprio Papa em 20 de março passado na carta pastoral dirigida aos católicos irlandeses. Até agora, sete bispos e auxiliares irlandeses envolvidos nas investigações apresentaram renúncia a seus cargos, dos quais cinco já foram aceitas pelo Papa.

Outras denúncias foram feitas em vários países da Europa, e também no Brasil, Chile e principalmente Estados Unidos. Os casos chegaram inclusive a atingir o próprio Bento XIV, acusado na Alemanha de ter acobertado esses delitos quando era cardeal.

Nota dos Editores do Blog Catolicismo Brasil: é nosso dever de católicos defender a Igreja Católica Apostólica Romana e estamos desobrigados de promover a defesa de padres pedófilos – entendemos que os mesmos devem ser punidos pelas Leis da Igreja e também pelas leis penais.

Mas, não podemos calar quando se nota a nítida intenção da grande mídia – comprometida com o ateísmo ou com seitas que se intitulam religiões – em confundir os católicos e mesmo os não católicos e enxovalhar a imagem da Santa Madre Igreja.

O bispo errou – é réu confesso pois admitiu ter mantido relações sexuais com uma moça durante a década de oitenta que, segundo o próprio bispo, era maior de idade – e merece ser punido.

Mesmo que a moça fosse maior de idade na época dos fatos (o que eliminaria o ilícito contra as leis penais) o bispo infringiu as leis da Igreja e deve ser severamente punido.

Mas em momento algum ele cometeu o crime de pedofilia.

Pedofilia é quando o ato obsceno ou similar é praticado contra menores impúberes – idade no máximo de 14 anos. A prática de ato obsceno contra menores de idade mas que já atingiram os 14 anos não caracteriza a pedofilia.

O exame dos casos ocorridos no seio da Igreja Católica Apostólica Romana mostra de forma inequívoca que a quase totalidade dos mesmos ocorreram com maiores de 14 anos – descaracterizando a pedofilia – e se tratando de relações homossexuais, sendo raros os casos em que houve relacionamento heterossexual.

Assim, o homossexualismo é a grande causa dos inúmeros desvios cometidos por sacerdotes – o que torna a falta mais grave sob o ponto de vista religioso pois a prática do homossexualismo além de pecado grave contraria a própria natureza humana.

31 de maio - Santo do dia

Visitação de Nossa Senhora

Sabemos que Nossa Senhora foi visitada pelo Arcanjo Gabriel com esta mensagem de amor, com esta proposta de fazer dela a mãe do nosso Salvador. E ela aceitou. E aceitar Jesus é estar aberto a aceitar o outro. O anjo também a comunicou que sua parenta Santa Isabel já estava grávida.
Aí encontramos o testemunho da Santíssima Virgem no Evangelho de São Lucas no capitulo 1, quando depois de andar cerca de 100km ela se encontrou com Isabel.

Nesta festa também vamos descobrindo a raiz da nossa devoção a Maria. Ela cantou o Magnificat, glorifcando a Deus. Em certa altura ela reconheceu sua pequenez, e o porquê deveríamos ter essa devoção, que passa de século a século.

“Porque olhou para sua pobre serva, por isso desde agora me proclamarão bem-aventurada todas as gerações.” São Lucas 1, 48

A Palavra de Deus nos convida a proclamarmos bem-aventurada aquela que por aceitar Jesus, também se abriu à necessidade do outro. É impossível dizer que se ama a Deus, se não se ama o outro. A visitação de Maria a sua prima nos convoca a essa caridade ativa. A essa fé que se opera pelo amor. Amor que o outro tanto precisa.

Quem será que precisa de nós?

Peçamos a Virgem Maria que interceda por nós junto a Jesus para que sejamos cada vez mais sensíveis á dor do outro, mas que a nossa sensibilidade não fique no sentimentalismo, mas se opere na caridade.

Virgem Maria, Mãe da visitação, rogai por nós!

domingo, 30 de maio de 2010

DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Neste domingo celebramos o mistério da nossa fé, que nos distingue de todas as expressões de fé não cristãs do mundo. Quando afirmamos o mistério da Santíssima Trindade, tratamos da nossa própria identidade. Em nenhuma outra religião, Deus é entendido como Pai, Filho e Espírito Santo. É bem verdade, que todos os que vivem suas religiões expressam fé, devoção, amor e desejo de conversão do mundo, mas não a partir da revelação em Jesus Cristo, que é a revelação absoluta de Deus, e é Cabeça da fé revelada por vontade do Pai no Espírito Santo. Esta é a fé da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, a qual professamos no mundo e para salvação de todos.

As leituras de hoje nos colocam no contexto histórico da revelação trinitária de Deus. A primeira leitura diz-nos que Deus criou a sabedoria e, na presença dela, também criou o universo. A sabedoria era o seu encanto, era amável e sublime; diante dele, ela brincava e se deleitava e, ainda, manifestava seu desejo de permanecer junto aos filhos dos homens, participando de sua história. O texto quer nos dizer que Deus criou todas as coisas por meio de sua sabedoria e que tudo tem uma finalidade, um sentido e uma ordem.
Diante dessa realidade, olhando para o mundo, percebemos uma tremenda diferença com relação ao plano de Deus. O mundo se encontra dividido, sem horizonte, envolvido em guerras e atrocidades. O mundo está banhado de soberba e individualismo; não valoriza mais o ser humano como tal, mas o interpreta como coisa e, portanto, algo descartável. Estamos numa época tremendamente relativista! O hedonismo e o consumismo dominam muitos homens e mulheres. O resultado de tudo isso é percebido na sombra de morte que cobre a humanidade, na dor estampada nas lágrimas de tantos, nos desequilíbrios naturais e pessoais. O mundo parece não entender a sabedoria de Deus, a única que pode tornar o homem conhecedor de sua própria realidade última e lançá-lo no horizonte de sua edificação.
A sabedoria não faz parte do caos. Ela nos faz perceber que o mundo é obra de Deus e que, por Ele, tudo pode ser transformado. Daí ser necessário o uso de duas importantes faculdades, que nos possibilitam enxergar a presença de Deus na criação: admiração e contemplação (cf. GS 56-59) e, ao lado delas, cultivarmos o senso religioso. Se bem que essa sabedoria é ainda uma figura, um sinal do Verbo feito carne, único capaz de nos conceder a plenitude de vida. É o Verbo feito carne a única condição de salvação para o homem; a Sabedoria do Pai por excelência.

O Catecismo da Igreja Católica, nos parágrafos de 456-460, diz-nos que a Palavra de Deus se fez carne "por causa de nós homens e para nossa salvação; para nos fazer conhecer o seu amor infinito; para ser nosso modelo de santidade; e para nos tornar 'participantes da natureza divina' (2Pd 1,4)". Assim, por meio do seu Filho feito carne, o Pai nos justifica, nos liberta, nos restaura e nos redime. A ação de Deus a nosso favor e para o bem de todo o cosmo se completa com o envio do Espírito Santo, que é Espírito do Pai e do Filho; Ele é "Senhor que dá vida; e procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, Ele que falou pelos profetas" (Credo Niceno-Constantinopolitano).

No Evangelho (Jô 16,12-15), o Espírito Santo é aquele que vem do Pai e do Filho como verdadeiro intérprete dos ensinamentos de Jesus Cristo. Certamente não ensinará outra verdade, não vem com outra revelação. É sabido que somente Jesus Cristo é a Verdade (cf. Jô 14,6) e a revelação única do Pai (cf. Jô 14,6; At 4,12; Gl 4,4). A missão do Espírito não é outra senão iluminar os discípulos de Jesus Cristo na compreensão da fé, do amor e da verdade; edificá-los, animá-los e santificá-los. É o Espírito de Jesus Cristo que gera a unidade do Corpo Místico, que é a Igreja; que age em cada sacramento, configurando cada fiel a Cristo; que nos faz conquistar a semelhança com Deus, perdida com o pecado; e que lança a Igreja na novidade da história, a fim de que ela brilhe como instrumento de salvação. O Espírito Santo nos ajuda a entender a nossa vida na terra à semelhança da realidade de Deus, na comunhão das três Pessoas divinas.

O mistério da Santíssima Trindade é absoluto em nossa fé. Nele encontramos os ensinamentos legítimos para nossa vida na Igreja, na comunidade e na sociedade. Ele é o fundamento da nossa vida espiritual e familiar, vocacional, profissional e dialogal. A realidade de uma única natureza em três pessoas já nos chama a atenção para o fato da unidade e da comunhão. Ora, se somos o povo do Deus Trindade, não podemos agir de outra forma senão como sinais autênticos de unidade, que deve se manifestar na liturgia, na fé que professamos, na comunhão entre si e com os demais cristãos, na busca pela justiça e pela paz e no exercício do amor a todos, sem acepção de pessoas, raças ou nações, pois todos, mesmo que alguns desconheçam, pertencemos ao mesmo Criador. Nós cristãos, batizados em nome da Trindade (cf. MT 28,19), somos os verdadeiros responsáveis, no Espírito Santo, a manifestar ao mundo o amor de Deus e a beleza da salvação por meio de Jesus Cristo Nosso Senhor.

Glória ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo / Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo. Amém.

30 de maio - Santo do dia

Santa Joana d'Arc

Filha de Jaques d'Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas.

Ouvia as "vozes" do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. Os pais, no início, não deram importância , depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana.

A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França. A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto.

Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram segredos militares e de Estado, que ninguém conhecia, a não ser ele. Deu-lhe, então, a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus.

E o que aconteceu na batalha que teve aquela figura feminina, jovem e mística, que nada entendia de táticas ou estratégias militares, à frente dos soldados, foi inenarrável. Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão.

Carlos VII foi, então, coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa.

A luta pela reconquista demorara cerca de um ano e ela desejava voltar para sua vida simples no campo. Mas o rei exigiu que ela continuasse comandando os exércitos na reconquista de Paris. Ela obedeceu, mas foi ferida e também traída, sendo vendida para os ingleses, que decidiram julgá-la por heresia. Num processo religioso grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como "feiticeira, blasfema e herética". Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30 de maio de 1431, diante da comoção popular na praça do Mercado Vermelho, em Rouen.

Não fossem os fatos devidamente conhecidos e comprovados, seria difícil crer na existência dessa jovem mártir, que sacrificou sua vida pela libertação de sua pátria e de seu povo. Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana d'Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. O dia de hoje é comemorado na França como data nacional, em memória de santa Joana d'Arc, mártir da pátria e da fé.

Santa Joana d'Arc, rogai por nós !

30 de maio - Santo do dia

Solenidade da Santíssima Trindade

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

Domingo da Santíssima Trindade

Evangelho segundo S. João 16,12-15.

«Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer. Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: 'Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer'.»

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São João da Cruz

«Um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza» (Prefácio) .


Que bem sei eu a fonte que mana e corre
Mesmo sendo noite!

Aquela eterna fonte está escondida.
Bem eu sei onde tem sua guarida,
Mesmo sendo noite!

Sei que não pode haver coisa tão bela
E sei que os céus e a terra bebem dela,
Mesmo sendo noite!

Sua origem não a sei, pois não a tem,
Mas sei que toda a origem dela vem
Mesmo sendo noite!

O fundo dela, sei, não pode achar-se;
Jamais por ela a vau pode passar-se,
Mesmo sendo noite!

É claridade nunca escurecida
E sei que toda a luz dela é nascida,
Mesmo sendo noite!

Tão caudalosas são as suas correntes
Que céus e infernos regam, mais as gentes,
Mesmo sendo noite!

Nascida de tal fonte, esta corrente
Bem sei que é mui capaz e omnipotente,
Mesmo sendo noite!

Das duas a corrente que procede
Sei que nenhuma delas antecede,
Mesmo sendo noite!

Aquela eterna fonte está escondida
Neste pão vivo para dar-nos vida,
Mesmo sendo noite!

Aqui está chamando as criaturas:
Desta água se saciem, e ás escuras,
Porque é de noite!

É esta a viva fonte que desejo
E neste pão de vida é que eu a vejo,
Mesmo sendo noite!

sábado, 29 de maio de 2010

Santo do dia - 29 de maio

Santa Úrsula Ledochowska

Júlia Ledochowska pertencia a uma família especialmente abençoada. A sua irmã mais velha, Maria Teresa, era religiosa, fundou uma congregação e foi inscrita no livro dos santos. O irmão, o padre Vladimiro foi o vigésimo sexto preposto-geral dos jesuítas . Ela nasceu em 17 de abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses que residiam na Áustria.

Até o final da adolescência viveu nesse país, onde completou os estudos, depois voltou com a família para o solo polonês, estabelecendo-se na Croácia. Aos vinte e um anos, ingressou no Convento das Irmãs Ursulinas de Cracóvia, pronunciando os votos definitivos e tomando o nome de Úrsula em 1899.

Ativa educadora, fundou um pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação das Filhas de Maria e foi, também, superiora do seu convento por quatro anos. Foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em Petersburgo, na Rússia, que na época reprimia toda atividade religiosa, inclusive as de cunho assistencial, para dirigir um internato de estudantes polonesas exiladas; nessa função teve de usar roupas civis para sua segurança. Em 1909, fundou, também, uma casa das ursulinas na Finlândia onde inovou com um pensionato e uma escola ao ar livre, para moças doentes, seguindo o estilo inglês, ao mesmo tempo fundando, na mesma Petersburgo, uma casa das Ursulinas.

A sua cidadania e origem austríaca a fizeram objeto de perseguição por parte da polícia russa durante a Primeira Guerra Mundial , tanto que em 1914 se refugiou na Suécia, onde fundou, também ali, um pensionato e uma escola. O seu grande senso de apostolado a fez fundar para os católicos suecos o jornal "Solglimstar", editado ainda hoje sob outra direção. Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando, então, regressou para o seu convento na Polônia.

Atendendo um antigo anseio interior, em 1920 separou-se da sua congregação para fundar uma nova ordem: as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar assistência aos jovens abandonados e para cuidar dos pobres, velhos e crianças.

Na Polônia, devido à cor do hábito, se popularizaram como as "ursulinas cinzas" e na Itália, como as "irmãs polonesas". A ordem foi aprovada em 1930 e se desenvolveu com rapidez. Quando sua fundadora, madre Úrsula, morreu, já existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs. Ela deixou vários livros, todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e francês.

Madre Úrsula Ledochowska faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939, na Casa mãe da Ordem, que conserva as suas relíquias. O papa João Paulo II, em 1983, a beatificou, numa comovente cerimônia em Poznan, quando visitava a Polônia. Vinte anos depois ele mesmo a canonizou, declarando ser seu devoto. O culto em sua homenagem foi designado para o dia de sua morte.

Santa Úrsula Ledochowska, rogai por nós!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

28 de maio - Santo do dia

São Germano de Paris

Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu. Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão.

Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo.

Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono, e três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade.

Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia. Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano. Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica.

Germano participou, ainda, de alguns importantes acontecimentos da Igreja da França: do concilio de Tours, em 567, e dos concílios de Paris, inclusive o de 573, e a consagração do bispo Félix de Bourges em 570.

Entrementes não eram apenas os nobres que o respeitavam, ele era amado pelo povo pobre da diocese. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Freqüentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre; ficava feliz por sentir frio, mas tendo a certeza de que o pobre estava aquecido. Quando nada mais lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa.

Assim viveu o bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Logo os milagres e graças começaram a acontecer e o seu culto foi autorizado pela Igreja, mantendo a data de sua morte para a celebração. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade.

São Germano de Paris, rogai por nós!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

As visões sobrenaturais do Padre Reus

As visões Sobrenaturais

reveladas ao Padre Reus e

que acontece em cada Santa Missa

(Retiradas do seu diário.)


2484 – 4º dia. 12 de janeiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo do dia 1.1. Circuncisão.


O santo nome de Jesus é minha felicidade, minha alegria e minha salvação. No ano passado e já antes, sofri muito com o imenso calor do verão, devido às erupções dolorosas da pele, causadas pelo suor. Foram tão intensas que tive de recorrer ao médico. Como naquela ocasião, ao consultar o médico, não sofria disso, respondeu que esperasse até sentir novamente.


Havia diversas espécies. Este ano, o amado Salvador tomou em suas mãos este problema de saúde. Spera in eo, et Ipse faciet – espera nele e Ele providenciará. Apesar do calor e do suor, não sofri deste mal. Qual será a sua origem? Indaguei se não havia comigo algo fora do comum. Constatei que deviam ser as uvas. Este ano comecei a comer uvas por causa da saúde. Havia anos que as evitava por amor à penitência. Fiz a prova. Pequeninos sinais de vermelhão desapareceram numa noite, depois de ter comido um pouco de uvas. Aí, veio-me a idéia: a devoção ao Coração de Jesus, principalmente a Comunhão, é um meio tão simples para tirar os males da alma e para livrar-nos de más inclinações.


Na santa Missa, tive três ou quatro êxtases de amor. Logo no começo da santa Missa, ao rezar o Salmo de Entrada do pé do altar, vi, ao pronunciar as palavras Emmitte lucem tuam – envia a tua luz, repentina e rapidamente, um raio de luz, vindo do altar sobre mim. Sem dúvida, estas palavras da Luz Eterna são dadas ao coração do sacerdote para trazer luz. Ele deve pedir, logo no início da santa Missa, a luz divina para que, em espírito de fé, realize sua tarefa divina.


Na Consagração, êxtases de amor, como também na Comunhão. Novamente senti, primeiro, o doloroso fogo de amor, que passou para um calmo ardor de amor. Cobri o cálice e, no momento em que dobrava o corporal, repentinamente senti o ardor de amor. O coração queimava tanto, que eu pressionava a mão esquerda no peito e, devido ao ardor, me inclinava para trás, com a mão direita na testa. Nesta posição, vi o amado Salvador junto de mim e como Ele me abraçava com seu braço esquerdo. Isso durou bastante tempo.


Hoje, Laeva eius sub capite meoa mão esquerda sobre a minha cabeça; uns dias antes na cruz, Dextera eius amplexabitur me O braço direito me abraçava.


Completei a purificação do cálice e veio, tanto quanto posso lembrar-me, um novo êxtase de amor. Este amor ilimitado do Sagrado Coração de Jesus me causa uma forte impressão. Logo no início da ação de graças, eu disse: O que vou oferecer em troca deste amor?


Nisso, vieram as lágrimas, como sempre quando estou desamparado e sem saber o que fazer. Repetia: Eu não tenho nada, nada, nada, nada. O desenho corresponde à realidade. Somente, nesta posição, eu estive um pouco mais virado para o altar. Eu tive que fazer o desenho. O amado Salvador deve ter seus santos motivos. Que eu ilimitado amor se evidencie em tudo.


2496 – 7º dia – Última Ceia. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo do dia 1.1. Fazei isto em memória de mim.


Faço isso todos os dias, revestido com poderes divinos para a oblação celeste. Celeste, porque é de lá o Cordeiro do Sacrifício; celeste, porque é de lá o sacerdote do Sacrifício; celeste, porque do véu vem sua própria força, a Glória de Deus; celeste, porque o efeito é para o céu pela absolvição; celeste, porque foi profetizado com palavras do céu; celeste, porque os profetas eram escolhidos e prefigurados pelo céu; celeste, porque pela presença do Santíssimo Sacramento converte a terra em céu; celeste, porque enche o coração humano com felicidade do céu; celeste, pela finalidade que tem em conduzir os homens para o céu. Quod perfectius esse cognovero, faciam – Farei o que for o mais perfeito.


Na santa Missa, dois êxtases de amor: na Consagração e na Comunhão. Servem, principalmente nos últimos três dias, indiretamente, como confirmação da veracidade das visões. Apresentaram-se as mesmas circunstâncias sempre. Não obstante, nada de visões. Contudo, manifestou-se grande ardor de amor. Também senti mais os estigmas, aliás como em muitas ocasiões. Não estou mais anotando isso.


2514 – 21 de janeiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. Como no dia 1.1. Na santa Missa, dois êxtases de amor: na Consagração e na Comunhão.


Hoje fui ao hospital. Apesar de o Pe. Ministro ter oferecido o carro para esse fim, renunciei a ele, por amor à pobreza. No caminho, encontrei um menino que conduzia uma mula pelo cabresto. Falou comigo de modo muito confiante. Disse: “O senhor não quer segurar um pouco a mula, para que eu possa montar nela? Porque ela morde”. Por um instante, fiquei em dúvida, pois não sabia se a mula não morderia o cavaleiro, ou se não era traiçoeira.


Segurei, o cabresto que o pequeno, com jeito, colocou na posição certa. Eu estava assim protegido. Mais um instante, e o menino havia montado. Pronto, disse ele, e saiu cavalgando. Sozinho não teria conseguido.


Assim acontece na oração: Se nós apresentamos um pedido, Deus nos ajuda imediatamente e tudo vai bem. Se omitimos a oração, Deus nos deixa sozinhos, do mesmo modo como eu teria passado por este menino, caso ele não tivesse pedido o favor, a minha ajuda. Fui ao hospital para ouvir a confissão de um irmão em Cristo. Fui somente para isso.


Amor à Santíssima Trindade


2516 – 23 de janeiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. Como no dia 1.1. Rezei a santa Missa do Sagrado Coração de Jesus. Os êxtases de amor multiplicaram-se.


Já durante a primeira oração, veio o primeiro êxtase de amor. Durante a leitura da Epístola, vieram outros dois, um próximo do outro. Na Consagração, tive um êxtase. Na recepção da Comunhão, vi repentinamente um imenso incêndio no coração. Não era fantasia. Pois esta age de modo diferente.


Vi como este ardor de fogo se elevou para o alto, e suas extremidades chegaram até a Santíssima Trindade. Transformaram-se, então, numa coroa de fogo ao redor da Santíssima Trindade. Assim terminou o último, o quinto êxtase de amor. O amor à Santíssima Trindade é o fim e a consumação do amor ao Sagrado Coração de Jesus. “Ninguém chega ao Pai senão por mim. Esta é a vida eterna, para que te conheçam e conheçam aquele que Tu enviaste”. Eu devo fazer o desenho e a descrição. O amado Salvador assim o quer.


2541 – 9 de fevereiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 1.1. Na santa Missa, três êxtases de amor: na Consagração, no Memento dos falecidos e na Comunhão.


Ontem, li um artigo sobre as revelações particulares, referentes à condenada devoção à cabeça de Jesus Cristo. De novo, propus-me, firmemente a não envolver-me no assunto. Cheguei, então, ao Memento dos mortos. De súbito, vi por sobre a santa Hóstia a coroa, que ontem me fora colocada sobre a cabeça. Fechei os olhos, de modo que não mais vi a santa Hóstia. Abri os olhos, procurei resistir, mas nada adiantou. A coroa ali estava. Minha resistência até deu ensejo a um breve e autêntico êxtase de amor.


Passando este, vi, em vez da santa Hóstia coroada, a face coroada do próprio amado Salvador, em tamanho mais ou menos natural. Nada pude fazer para evitar isso. É claro que se trata duma confirmação da visão de ontem. A coroa ainda estava sobre a minha cabeça, embora menos nítida. Assim, o Divino Sumo Sacerdote parece querer indicar que confere aos seus sacerdotes a sua própria coroa, a atual coroa do sacerdócio e a futura coroa da glória aos que perseverarem no seu amor.


Pouco antes das 12h, quando me dirigia ao outro prédio para almoçar, precisamente ao atravessar a rua, vi o amado Salvador em mim, ornado daquela mesma coroa. Isto me livra duma dúvida, que tive há pouco; já há tempo vira a sagrada face de Jesus sobre o meu peito. Fiquei em dúvida se aquela visão não seria uma ilusão. Mas a de hoje mostrou-me claramente que a dúvida não era justificada. Naquele tempo, pus, levianamente, por escrito, que não reconhecia isso como verdadeiro.


Dou graças ao Sagrado Coração de Jesus. Tive que fazer os três desenhos, porque assim o quis o amado Salvador.


2542 – 10 de fevereiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 1.1. Na Santa Missa, quatro êxtases de amor: na Consagração, no Agnus Dei, na Comunhão e ao cobrir o cálice.


Após a Consagração, vi em mim, quando me lembro, a Sagrada Face do amado Salvador num grande brilho, que se estendia além da minha pessoa. Nisso, eu vi de súbito no interior de um sol. Tive que desenhar isso. O amado Salvador assim o quer.


O Cristo vivo em nosso interior: O sacerdote dentro do Sol, sendo um sol ele próprio! Que realidade! Ele há de ser um templo de sol para si mesmo pela pureza do coração. Ele deve ser um templo brilhante como o sol, em que Jesus Cristo, sol dos espíritos e sol da justiça, estabelece sua morada. Ele é um sol para a Santíssima Trindade, pelo ardor de sua caridade para com Deus, por meio da oferta brilhante como sol.


Na Missa, o glorioso Sol Divino é chamado a ofertar o Filho glorificado de Deus. Toda a simbologia da luz é aplicável ao sacerdote.


2550 – 20 de fevereiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 1.1. Na santa Missa, três êxtases de amor: na Comunhão, na Consagração e quando proferi as palavras Memento Domine... dormiunt it sommo pacis Lembrais-vos, Senhor, dos que dormem no sono da paz, vi-me todo em chamas.


Outra flama subia das sagradas espécies, e ambas se uniam numa só. O provável significado disso é que o pedido do sacerdote pelo descanso das pobres almas torna-se também o pedido do Sagrado Coração de Jesus. Deste modo, sobe ao trono da Santíssima Trindade um único ardente pedido pela libertação imediata das pobres almas aprisionadas. Tenho que escrever isso.


2553 – 23 de fevereiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 1.1. Na santa Missa, três êxtases de amor: na Consagração, na Comunhão e depois de coberto o cálice.


Hoje, no dia do aniversário da morte de meu pai, que com tão generosa renúncia consentiu a minha entrada na Companhia de Jesus, rezei a santa Missa por ele.


Na oração do Ofertório, ao rezar Domine Jesu Cbriste, Rex gloriaeSenhor Jesus Cristo, Rei da Glória, vi, de súbito, o Divino Salvador diante de mim, em grande esplendor, como Rei da Glória, com o cetro e a coroa. Permaneceu assim durante toda a celebração e após a Consagração, também com o Sagrado Coração visível, e até depois. Ainda ali estava, quando saí da pequena capela. Quando já estava na capela maior, em ação de graças, continuei a vê-lo à distância, em imagem clara, no mesmo ponto da capela pequena.


Há cerca de 25 anos, não vivenciara coisa semelhante. Por esta razão, começara, nos últimos tempos, a duvidar de que uma visão semelhante, que tivera em Porto Alegre, seria genuína. O amável Salvador, ao que parece, quis dirimir esta dúvida, concedendo novamente a mesma graça. Somente as pessoas são diferentes. Naquela ocasião, se bem me lembro, foi a querida Mãe de Deus que permaneceu no meu aposento. Tive que desenhá-lo.


Certamente o amável Salvador quis mostrar que as palavras ditas pelo sacerdote, na santa Missa, sempre correspondem a uma realidade, ainda que não a percebemos com os sentidos. Neste ponto, é preciso ativar a fé.


De vez em quando, Ele nos concede a grande graça de tirar um pouco o véu, ou cortina, para que nos demos conta de quanto são grandes os mistérios, ocultos sob as insignificantes formas externas. A nós cabe aprender a crer.

Papa diz que Igreja não esconde o pecado de alguns de seus membros

A ação evangelizadora da Igreja "não esconde os ferimentos que marcaram à comunidade eclesiástica pela fraqueza e o pecado de alguns de seus membros", disse hoje o papa. Bento XVI recebeu os bispos italianos em audiência devido a 61ª assembleia geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

"Esta humilde e dolorosa admissão (do pecado) - disse - não deve fazer esquecer o serviço gratuito e apaixonado de tantos crentes, começando pelos sacerdotes". O papa lembrou que o ano de 2010, dedicado aos sacerdotes, é uma oportunidade para promover "a renovação interior" dos mesmos.

"O que é motivo de escândalo - acrescentou o pontífice - deve traduzir-se para nós em uma necessidade profunda de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender de uma parte o perdão e de outra, a necessidade de justiça".

Bento XVI também fez uma chamada "aos responsáveis pela coisa pública e aos empresários para que façam todo o possível para atenuar os efeitos do desemprego".

Fonte: Agência EFE

27 de maio - Santo do dia

Santo Agostinho da Cantuária

Um século após são Patrício ter convertido os irlandeses ao catolicismo, a atuação de Agostinho foi tão importante para a Inglaterra que modificou as estruturas da região da mesma forma que seu antecessor o fizera. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à poderosa ilha havia dois séculos, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado.

Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo papa Gregório Magno naquela cidade. E foi justamente esse célebre papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas.

Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Mas antes ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos.

A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente.

No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele.

A notícia chegou ao papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos.

Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604, sendo sepultado na igreja da Cantuária, que hoje recebe o seu nome e ainda guarda suas relíquias. O Martirológio Romano indica a festa litúrgica de santo Agostinho da Cantuária no dia 27 de maio.

Santo Agostinho da Cantuária, rogai por nós !

quarta-feira, 26 de maio de 2010

26 de maio - Santo do dia

São Filipe Néri
"Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça." Há maior boa vontade em colocar no caminho correto as crianças abandonadas do que nessa disposição? A frase bem-humorada é de Filipe Néri, que assim respondia quando reclamavam do barulho que seus pequenos abandonados faziam, enquanto aprendiam com ele ensinamentos religiosos e sociais.

Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Rômolo Néri pertencia a uma família rica: o pai, Francisco, era tabelião e a mãe, Lucrécia, morreu cedo. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe, na infância, surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência, virtudes que ele soube cultivar até o fim da vida. Cresceu na sua terra natal, estudando e trabalhando com o pai, sem demonstrar uma vocação maior, mesmo freqüentando regularmente a igreja.

Aos dezoito anos foi para São Germano, trabalhar com um tio comerciante, mas não se adaptou. Em 1535, aceitou o convite para ser o tutor dos filhos de uma nobre e rica família, estabelecida em Roma. Nessa cidade foi estudar com os agostinianos, filosofia e teologia, diplomando-se em ambas com louvor. No tempo livre praticava a caridade junto aos pobres e necessitados, atividade que exercia com muito entusiasmo e alegria, principalmente com os pequenos órfãos de filiação ou de moral.

Filipe começou a chamar a atenção do seu confessor, que lhe pediu ajuda para fundar a Confraternidade da Santíssima Trindade, para assistir os pobres e peregrinos doentes. Três anos depois, aos trinta e seis anos de idade, ele se consagrou sacerdote, sendo designado para a igreja de São Jerônimo da Caridade.

Tão grande era a sua consciência dos problemas da comunidade que formou um grupo de religiosos e leigos para discutir os problemas, rezar, cantar e estudar o Evangelho. A iniciativa deu tão certo que depois o grupo, de tão numeroso, passou à Congregação de Padres do Oratório, uma ordem secular sem vínculos de votos.

Filipe se preocupou somente com a integração das minorias e a educação dos meninos de rua. Tudo o que fez no seu apostolado foi nessa direção, até mesmo utilizar sua vasta e sólida cultura para promover o estudo eclesiástico. Com seu exemplo e orientação, encaminhou e orientou vários sacerdotes que se destacaram na história da Igreja e depois foram inscritos no livro dos santos.

Mas somente quando completou setenta e cinco anos passou a dedicar-se totalmente ao ministério do confessionário e à direção espiritual. Viveu assim até morrer, no dia 26 de maio de 1595. São Filipe Néri é chamado, até hoje, de "santo da alegria e da caridade".

São Filipe Néri, rogai por nós !

terça-feira, 25 de maio de 2010

25 de maio - Santo do dia

Santa Maria Madalena de Pazzi

Nasceu no ano de 1566 em Florença, na Italia, e pertenceu a uma nobre família.

Ela muito cedo se viu chamada a vida religiosa e queria se consagrar totalmente. Abandonou tudo: os bens e os projetos.

Entrou para a ordem Carmelita e ali vivenciou 25 anos. Uma aventura espiritual mística que resultou em uma grande obra com suas experiências carismáticas.

Todos os santos foram carismáticos. E a nossa Igreja é carismática, pois ela é marcada pelas manifestações do Espírito Santo. Precisamos aprender com os santos e sermos dóceis ao Espírito Santo.

Ela sofreu muito. Amou a cruz de cada dia.

Santa Maria sofreu com várias enfermidades até que entrou no Céu com 41 anos, seu lema foi: "Padecer Senhor e não morrer".


Santa Maria Madalena de Pazzi, rogai por nós!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Igrejas com alta tecnologia

Igrejas hi-tech

Velários eletrônicos, água-benta automática e oratórios digitais. Os católicos abrem as portas de seus templos para a tecnologia

FACILIDADE
Na igreja de Santa Rita, a oração aos pés da cruz é recitada eletronicamente

O costume católico de acender uma vela na igreja pode estar com osdias contados. Mergulhar a mão na água-benta ao entrar num santuário também. Esperar o padre para a oração junto a uma imagem, nem se fala. É que hábitos tradicionais como esses vêm ganhando ares modernos. Os velários clássicos, de parafina, têm sido substituídos pelos digitais. As pias de água-benta agora dão lugar aos dispensadores eletrônicos com o líquido já benzido. Já a voz do padre ecoa cada vez menos na sacristia e no confessionário, mas se multiplica em orações digitais reproduzidas diante de imagens e quadros de santos com o simples apertar de um botão. “A ideia é modernizar a igreja”, afirma João Barassal Neto, um grande entusiasta da tecnologia na igreja e dono de uma empresa que fabrica soluções para esse mercado.

Os velários hi-tech têm duas versões disponíveis no mercado: a clássica, que requer uma instalação mais trabalhosa por depender de fios para controlar o acionamento das velas, e a versão bluetooth, que aciona as velas a partir de uma base sem fio móvel, que pode ser instalada em qualquer lugar da igreja. Ambas com tecnologia LED – sigla para diodo emissor de luz, muito mais potente e resistente que uma lâmpada comum. Ao fiel cabe apenas a missão de depositar uma quantia em moeda ou papel dinheiro equivalente ao número de velas que quer acender e ao tempo que espera vê-las “queimar”. Acesa, ela pisca três vezes para que o devoto a identifique e, só então, flameja. Sem emissão de carbono, sem parafina derretida e sem riscos para as igrejas, argumentam os fabricantes. Estima-se que, só com a queima das velas, as igrejas brasileiras emitam 36 toneladas de dióxido de carbono todos os anos. Na contramão da prática ecologicamente reprovável, os velários eletrônicos têm selo de sustentabilidade do Green Building Council, que certifica produtos com baixa emissão de gases de efeito estufa.

NOVOS TEMPOS
O velário digital polui e suja menos e o dosador de água-benta evita contaminações


Mas a novidade não tem só aprovação ecológica. A Igreja Católica também gostou da ideia e está admitindo a tecnologia em seus templos. Para dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro e presidente da Comissão para Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tudo que aproxima o fiel da igreja sem explorá-lo é positivo. E as novidades eletrônicas podem ser um caminho. “Em situações de devoção, a vela eletrônica pode ser usada tranquilamente”, explica o arcebispo. “Mas em ritos sacramentais, como a missa, a vela de parafina ainda é regra”, ressalva, explicando que, nesses momentos solenes, tudo deve ser o mais natural possível – como flores frescas e altar de madeira.

Dispensadores eletrônicos de águabenta, criados para substituir as tradicionais pias, também são tidos, oficialmente, como adaptações positivas pela Igreja. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu as bacias durante o surto da gripe suína, para evitar o contágio. Como os dosadores funcionam sem contato direto com as mãos, a contaminação fica mais difícil. Abastecidos com apenas um litro de água-benta, eles servem até duas mil doses de água. Para santuários cujos padroeiros são santos de grande devoção, que atraem milhares de fiéis todos os meses, trata-se de uma praticidade e tanto. São eles, aliás, os maiores clientes de novidades como essas. Com infraestrutura proporcional ao número de devotos que lotam suas naves, muitos já utilizam outros produtos, como os sinos eletrônicos que tocam automaticamente nas horas certas. “Os velários eletrônicos são bem mais higiênicos, não exigem tanta limpeza”, explica o cônego Celso Pedro de Lima, responsável pela Paróquia Santa Rita de Cássia, no Pari, em São Paulo, que também adotou os dispensadores de água- benta e as orações eletrônicas. “Acho as orações um pouco impessoais”, ressalva. “Mas os fiéis gostam.” E a voz do povo...

Fonte: Revista ISTOÉ


24 de maio - Santo do dia

São Vicente de Lérins

Nascido no norte da França, São Vicente de Lérins, viveu sua juventude em busca das vaidades do mundo e tornou-se militar.

Vicente ao encontrar-se com Deus e se converter, foi se tornando cada vez mais obediente à Palavra do Senhor. Amou a Palavra de Deus.

Entrou para a vida monástica, tornando-se um exemplo de monge. Aprofundou-se nos mistérios de Deus, tornando-se um grande pensador, teólogo e místico.

Combateu muitas heresias no século V.

Eleito Abade, o Mosteiro de Lérins tornou-se um lugar de forte formação para santos e bispos da Igreja.

São Vicente foi um homem doutorado na graça, defensor da verdade e que se consumiu pelo Evangelho.

São Vicente de Lérins, rogai por nós!

domingo, 23 de maio de 2010

Evangelho do Dia

SOLENIDADE DE PENTECOSTES

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

Domingo de Pentecostes

Evangelho segundo S. João 20,19-23.

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»

Comentário ao Evangelho do dia feito por: Santo António de Lisboa

«Também vós dareis testemunho».

Pentecostes é a palavra grega que quer dizer «quinquagésimo». Este quinquagésimo dia, que o povo judaico festejava, contava-se a partir do dia em que tinham imolado o cordeiro pascal; e isto porque, cinquenta dias depois da saída do Egipto, a Lei foi dada no cume incendiado do monte Sinai. Assim também, no Novo Testamento, cinquenta dias depois da Páscoa de Cristo, o Espírito Santo descia sobre os apóstolos e aparecia-lhes sob a forma de fogo. A Lei foi dada sobre o monte Sinai, o Espírito sobre o monte Sião; a Lei foi dada no cume da montanha, o Espírito no Cenáculo.

«Todos os discípulos estavam reunidos no mesmo lugar. Subitamente fez-se ouvir um grande barulho». [...] Como diz o salmo, «o ímpeto do rio alegra a cidade de Deus» (45, 5). Um grande barulho acompanha a chegada Daquele que vem ensinar os fiéis. Notai como isso está de acordo com o que lemos no Êxodo: «Era já chegado o terceiro dia, e já tinha amanhecido, eis senão quando começaram a ouvir-se trovões, e o fuzilar de relâmpagos; e uma nuvem muito espessa cobriu o monte e um som de buzina muito forte atroava e todo o povo se atemorizou» (19, 16). O primeiro dia foi a Incarnação de Cristo; o segundo dia foi a Sua Paixão; o terceiro dia é a missão do Espírito Santo. Chegou este dia: ouve-se o trovão, faz-se um grande barulho; brilham os relâmpagos, os milagres dos apóstolos; uma espessa nuvem – a compunção do coração e a penitência – cobre a montanha, o povo de Jerusalém (Act 2, 37-38). [...]

«Apareceu-lhes então como línguas de fogo». As línguas, as da serpente, de Eva e de Adão, tinham aberto à morte o acesso a este mundo. [...] É por isso que o Espírito aparece sob a forma de línguas, opondo línguas às línguas, curando pelo fogo o veneno mortal. [...] «Eles começaram a falar.» Eis o sinal da plenitude; o vaso repleto transborda; o fogo não pode conter-se. [...] Estas línguas diversas são as diferentes lições que Cristo nos deixou, como a humildade, a pobreza, a paciência, a obediência. Falamos essas línguas diversas quando damos ao próximo o exemplo dessas virtudes. Viva está a palavra, quando falam as obras. Façamos falar as nossas obras!


22 de maio - Santo do dia

São Juliano

Mártir

Era casado e tinha um hospedaria. Nela, ela partilhava a vida eterna que tinha em seu coração.

Esposo fiel que amou a família e os necessitados.

No ano de 305 o Imperador Diocleciano começou a perseguição contra os cristãos. Juliano começou então, a acolher em sua hospedaria os cristãos perseguidos.

Alguns homens denunciaram Juliano. Ele foi arrancado de casa e levado ao tribunal.
Por não renunciar a fé em Cristo, foi condenado e decapitado.

Hoje, ele vive com Cristo na Glória.

Continuamos em tempos de perseguição. Veladas em alguns lugares, em outros bem visíveis.

Que o santo de hoje possa interceder para que o Espirito Santo nos ajude a sermos ousados em nosso testemunho. Sem medo da morte e das perseguições, certos de que a nossa recompensa se encontra no céu.

São Juliano, rogai por nós!

sábado, 22 de maio de 2010

Coroa de Santa Rita


Coroa de Santa Rita

Para obter graças nos negócios difíceis


Excelsa protetora, ó gloriosa Santa Rita de Cássia, remédio para todas as aflições. Baixai sobre os meus padecimentos o vosso olhar pleno de misericórdia! Em honra do Sacratíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em memória do espinho que tivestes na fronte e da chaga que nela pacientemente sofrestes, com o mais humilde recolhimento rogo-vos interceder por mim junto de vosso Divino Esposo, para que me seja dada a graça que nesta angústia vos imploro.

(Aqui cada um pedirá o que desejar alcançar, que deve ser sempre coisa que convenha à gloria de Deus e à salvação de sua alma.)


Milagrosa Santa Rita de Cássia, rogai por mim, favorecei minha súplica, vós que resolveis todas as dificuldades, que sois a santa “advogada dos impossíveis”, que por vossas sublimes virtudes tudo conseguis em nosso benefício; descei um olhar generoso a esta aflita criatura que recorre vossa piedade. Ajudai-me, patrocinai minha causa: daí-me remédio e amparo nas minhas aflições; socorrei-me e defendei-me em todos os perigos da alma e do corpo! Amem.


Reza-se, em seguida com toda humildade e devoção 22 Ave-Marias correspondentes às 22 contas do rosário de Santa Rita. As primeiras 3 em reverência as 3 disciplinas diárias da Santa; 4 em memória dos 4 anos em que foi milagrosamente sustentada com o Santíssimo Sacramento; 15, lembrando os 15 anos em que sofreu o espinho na testa.


Santa Rita de Cássia, rogai por nós.


Dicas para fazer de 22 contas para rezar a Coroa de Santa Rita:

Adquirir contas em um armarinho e uni-las com um fio de pesca e, se possível, colocando uma medalha de Santa Rita - preferencialmente benta;

Também pode utilizar um velho terço e aproveitar 22 contas

Saiba como foi feita a criação da primeira célula artificial do mundo, uma nova vida gerada em computador

Entenda como ocorreu a experiência da criação da primeira célula artificial , nessa quinta-feira, pelo geneticista Craig Venter.

O que os cientistas fizeram?

Criaram a primeira célula artificial do mundo. Primeiro, os pesquisadores decifraram, transformaram em informação computacional, alteraram e remontaram o genoma de uma bactéria causadora de doença em cabras chamada Mycoplasma mycoides. Esse novo genoma foi inteiramente criado em computador, sintetizado e implantado no citoplasma (estrutura celular menos o núcleo onde fica o DNA) de uma bactéria de uma espécie aparentada. O genoma sintético "ligou" o citoplasma e fez a bactéria viver e se replicar. Ela se dividiu até formar colônias com bilhões de bactérias. Craig Venter e sua equipe já haviam antes criado um genoma sintético. Também já haviam realizado transplantes de genomas de bactérias. Mas essa é a primeira vez que combinaram as duas técnicas.

Como os cientistas sabem que a nova bactéria funciona como o planejado?

Os pesquisadores inseriram uma espécie de marca d'água biológica no genoma sintético. Em vez de fazer proteínas, esses marcadores têm o nome de Craig Venter e seus colegas, além de citações filosóficas escritas num código secreto. Os marcadores também contêm a chave para decifrar o código. Ele pode ser lido por quem usa a "chave".

O grupo de Craig Venter criou vida artificial?

A definição de vida há séculos suscita discussão. A resposta a essa pergunta depende da interpretação que se dê para vida. Os geneticistas americanos construíram um novo genoma a partir de sequências produzidas num programa de computador. Porém, ele precisou usar bactérias e leveduras como fábricas, para multiplicar essas sequências de genes até formar um genoma que pudesse ser implantado. Além disso, a célula no qual o genoma sintético foi implantado continha um citoplasma, com lipídios e outras moléculas. Craig Venter não diz que criou vida. Prefere dizer: "Definitivamente não criamos vida do nada porque usamos uma célula preexistente para receber o genoma sintético. Criamos, sim, a primeira célula sintética". O especialista em biologia sintética Andy Ellington, da Universidade do Texas, disse à revista britânica "New Scientist" que a questão de se foi criada vida ou não é filosófica, porque do ponto de vista científico não existe diferença biológica entre uma bactéria sintética e uma natural. "Bactérias não têm alma, nenhuma propriedade animista da bactéria foi transformada", afirmou ele.

Qual a aplicação da pesquisa?

Num futuro próximo, células sintéticas poderão ser usadas para produzir biocombustíveis e remédios, entre outras substâncias. Venter já tem dois contratos. Com a Exxon Mobil quer desenvolver microalgas sintéticas produtoras de biocombustíveis. Já com a Novartis pretende criar vacinas. Venter disse que vacinas contra a gripe feitas por células sintéticas podem estar prontas em 2011. Outra possibilidade é produzir proteínas para estudar a evolução de espécies ou a adaptação ao ambiente, por exemplo.

Quanto custou a pesquisa?

Cerca de US$ 40 milhões. Cientistas consideraram uma bagatela se levarmos em conta que ninguém jamais produziu uma célula viva com informações genéticas sob medida antes.

A bactéria sintética é perigosa?

Os autores do estudo garantem que não. Eles enfraqueceram a M. mycoides de tal forma que ela não pode se reproduzir fora do laboratório. Mas outros especialistas observam que organismos sintéticos poderiam ser empregados como bioarmas ou escapar acidentalmente. Porém, para que terroristas pudessem utilizá-las precisariam ter um nível técnico que hoje pouquíssimos geneticistas do mundo possuem.

Vaticano adverte que apenas DEUS pode criar a vida

Vaticano chama atenção de cientistas para a questão ética envolvendo a célula artificial

Autoridades da Igreja Católica disseram ontem que a criação da primeira célula sintética em laboratório poderá ser algo positivo, se esta pesquisa for usada corretamente. Mas advertiram que apenas Deus pode criar a vida. Os clérigos se mostraram cautelosos depois do anúncio da experiência com a célula viva programada com um DNA artificial. A Igreja chama a atenção para a responsabilidade ética do progresso científico e disse que a maneira como a pesquisa será aplicada preocupa. Para o monsenhor Rino Fisichella, máxima autoridade sobre bioética do Vaticano, diretor da Academia Pontifícia para a Vida, trata-se de é um grande descobrimento. E diz que é preciso comprender como será implementado no futuro "Se tivermos certeza de que essa tecnologia será para o bem de todo, do meio ambiente e do ser humano, teremos o mesmo juízo. Caso contrário, se for contra a dignidade e o respeito pela vida humana, vamos mudar de opinião".

Fisichella afirmou que não há incompatibilidade entre Ciência e fé: "Vemos a Ciência com grande interesse, mas acreditamos sobretudo no significado que se deve dar à vida", disse em entrevista à rede italiana RAI: "Só podemos chegar a conclusão de que necessitamos de Deus".

Fonte: Reuters

22 de maio - Santo do dia

Santa Rita de Cassia

Santa Rita nasceu em Rocca Porena perto de Spoleto, Itália em 1381 e expressou bem cedo o desejo de ser freira. Seus parentes já idosos insistiram para que ela se casasse com a idade de doze anos com um homem descrito como sendo um homem cruel e rude. Ela passou 18 anos extremamente infeliz, teve dois filhos e finalmente ficou viúva quando o seu marido foi morto numa briga. Ambos os filhos logo morreram e Rita tentou sem sucesso entrar para o convento agostiniano que havia em Cascia. Ela foi recusada porque pelas regras do convento só se aceitavam virgens.

Mas Rita continuou a rezar e a pedir, e uma noite ela foi milagrosamente transportada para dentro do convento com todas as suas enormes portas fechadas e trancadas. Quando as irmãs a viram lá dentro, decidiram que era desejo de Deus que ela fosse aceita e assim em 1413 ela entrou para o Ordem e logo ganhou fama pela sua austeridade, devoção, oração e caridade.

No ano seguinte, ocorreu outro milagre. Havia lhe ordenado a Superiora, em nome da obediência, que regasse todos os dias um pé seco de uva, mas em um ano, já daquele ramo morto brotaram cachos de uvas abundantes e saborosas. E a videira, apesar de velha, de vários séculos, ainda hoje está viçosa. Certo dia ela recebeu visões e teve ferimentos na testa que pareciam uma coroa de espinhos que seria uma estigmata (provavelmente um dos estigmas de Cristo).

Os ferimentos melhoraram de modo a permitir que ele fosse a Roma numa peregrinação em 1450, mas reapareceu logo que ela retornou e com ela ficaram até a sua morte.
Pouco antes de morrer, uma visitante, sua parente, perguntou se queria algo e ela pediu que lhe trouxessem rosas de sua terra natal. "Impossível" disse a parente "agora é pleno inverno". Santa Rita respondeu : " Vá e encontrarás o que peço".

Ao chegar a parente, em Rocca Porena, no jardim em frente a sua casa, havia no meio da neve, uma bela roseira com lindas flores de onde colheu as rosas que Santa Rita havia pedido.
Ao falecer outro milagre. Os sinos do mosteiro repicavam milagrosamente sozinhos sem alguem por perto a tocar.

Segundo a tradição seu corpo estaria incorrupto até a presente data. Ela morreu em 22 de março em Cascia e muitos milagres foram relatados como sendo devido a sua invocação e intercessão. Foi canonizada em 1900. Ela é venerada na Espanha, Estados Unidos, França, Portugal e em outros países como sendo a "santa das causas impossíveis".

No Brasil, ela é a padroeira das causas impossíveis junto com São Judas Thadeu.
Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada com uma freira orando diante de um crucifixo, ou com uma coroa de espinhos, ou recebendo uma coroa de rosas da Virgem Maria, ou recebendo uma coroa de espinhos dos santos. O seu emblema são as rosas. E em alguns locais as rosas são bentas no dia de sua festa.

É protetora contra a esterilidade, e infertilidade e das causas impossíveis, e padroeira das viúvas.

Ela é considerada a mais popular das santas. Uma pesquisa feita por um instituto de pesquisa italiano chegou a conclusão ela é a mais popular de todas as santas.

Sua festa é celebrada no dia 22 de maio.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós

Caros devotos, clique aqui para obter a oração "Coroa de Santa Rita" que é para se orar em um rosário de 22 contas. Também receberão dicas sobre a confecção do terço de 22 contas.