Blog Catolicismo

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Este Blog se propõe a divulgar o catolicismo segundo princípios da Igreja Católica Apostólica Romana. Os criadores do Blog, não estão autorizados a falar em nome da Igreja, não são Sacerdotes e nem donos da verdade. Buscam apenas ser humildes e anônimos missionários na Internet. É também um espaço para postagem de orações, comentários e opiniões.
Defendemos a Igreja conservadora. Acreditamos em DEUS e nos entregamos nos braços de MARIA. Que DEUS nos ilumine e proteja.

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Oração para conseguir emprego

Oração para conseguir emprego

Jesus, abre-me uma porta !
Senhor, atende este clamor que brota do mais íntimo do meu coração: abre-me uma porta !
Só Tu sabes e conheces, Jesus, o momento de dificuldade pelo qual eu (diga aqui seu nome) e toda a minha família estamos passando por causa do desemprego.

Tu sabes também, Senhor, com quanta esperança eu me aproximo de Ti para pedir que vás à minha frente, abrindo uma porta e preparando um emprego, para que eu possa, através de um trabalho digno, dar à minha família "o pão de cada dia".
Por que tu és, ó meu Deus, minha esperança !
Peço ainda que me concedas todo ânimo, confiança, destemor e fortaleza para sair de minha casa em busca desse trabalho, na certeza de que Tuas mãos, estendidas em meu favor, baterão nas portas antes de mim, preparando a minha entrada num emprego segundo a Tua vontade.

Confiando inteiramente na Tua Palavra que diz "Batei e abrir-se-á (...), ao que bater se lhe abrirá", já agradeço, de todo o meu coração, porque acredito que "a Deus nenhuma coisa é impossível."

Reze várias vezes por dia e, principalmente antes de sair para procurar um emprego: "Jesus Misericordioso, abre-me uma porta e concede-me esta graça!"

Orações para cortar dependencia, maldições e magias

Corte de dependências
Em nome de Jesus Cristo, eu renuncio, quebro e desligo a mim mesmo de toda sujeição demoníaca à minha mãe, pai, avós, ou quaisquer outros seres humanos, vivos ou mortos, que, no passado ou agora, de alguma forma me controlaram ou dominaram de maneira contrária à vontade de Deus.
Agradeço o Senhor por me terdes libertado.Também peço perdão e me arrependo se a alguém eu dominei ou controlei de forma errada.
Amém.

Corte de maldições e magias
Em nome de Jesus, eu repreendo, quebro e desligo a mim e meus filhos de toda e qualquer maldição, feitiço, vexame, sedução, magia negra, azares, poderes psiquícos, fascínio, bruxaria ou feitiçaria que tenha sido colocado sobre mim e sobre minha linha de família, por qualquer pessoa ou por qualquer fonte de ocultismo ou fonte psiquíca e ordeno a todos os espíritos relacionados a eles que nos deixem agora.
Obrigado Senhor por nos ter libertado
Amém.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

AntiCristo

Abominação da desolação

Um dos elementos que está presente na apostasia mundial é a "a abominação da desolação" expressão tirada de Dn 9,27 e Mt 24,15. Em outras Bíblias além da Ave Maria e Jerusalém aparece como: "abominação que causa desolação" (Bíblia americana) ; "a aterradora abominação" (Nova Jerusalém); "o Desolador sacrilégio" (Nova RSV); "o Odioso Devastador" (TOB) e etc... Expressão que consta na Bíblia em hebraico como " shiqquçim meshomem" de acordo com os tradutores bíblicos, um objeto de idolatria.

Jesus citando Daniel avisa para quando isto estiver ocorrendo na Igreja ou no "lugar santo" que se preparemos para a grande tribulação que ocorrerá (Mt 24,21).
Este "lugar santo" que segundo Nossa Senhora de La Salette, começa a esclarecer o significado: "No ano de 1865, ver-se-á a abominação nos lugares santos, nos conventos apodrecerão as flores da Igreja e o demônio tornar-se-á como o rei dos corações."
Ou seja, nós somos templos do Espírito Santo o "lugar santo" o provável Templo de que fala Daniel 9,27. São Paulo em 2Tes2,4 segue explicando esse fator na época da apostasia: "recebe culto, chegando a sentar-se pessoalmente no Templo de Deus e querendo passar-se por Deus" isto é, um humanismo no qual o homem se passa pelo centro de tudo movido pelo orgulho recebendo culto dos homens (culto também pelas suas obras humanas desprezando as obras de Deus), ou seja, a glorificação do homem no lugar de Deus, no qual em seu interior permite que só a sua consciência e seu juízo reine e despreza qualquer obediência à vontade Divina e humildade.

Mas o príncipe deste mundo ao demolir a Igreja aos poucos (Apostasia, 2Tes2) não ficará conformado apenas em tentar conquistar os corações humanos, mas fará uma tentativa maior que é penetrar no Templo de Deus, a Igreja, e colocando lá a abominação da desolação , abolindo o Sacrifício Perpétuo destruindo mais facilmente a Igreja e o mundo, Dn 9,27 e Dn 11,31: "abolirão o sacrifício perpétuo, ali introduzindo a abominação da desolação" e assim seremos privados da Eucaristia o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, por um mero objeto de idolatria do qual fala Jesus em Mateus, a abominação da desolação.

Este objeto que representa também todo o espírito da abominação da desolação no qual aparecendo na Bíblia de modo figurado no coração do homem para acelerar também essa apostasia (perda de fé) até entre pessoas da Igreja e assim chegando a conquistar a própria Igreja, erigindo assim um objeto de culto na Igreja que representa todo o espírito da abominação da desolação feito por aqueles que mais aceleram a apostasia: a maçonaria.

Resumindo: a abominação da desolação seja no templo do Espírito Santo, as pessoas, seja no Templo Sagrado, a Igreja, uma é conseqüência da outra.
Será aberto então a passagem para o homem do pecado (um anticristo) de que fala São Paulo em 2Tes2,3-4: "deve vir primeiro a apostasia, e aparecer o homem ímpio, o filho da perdição, o adversário, que se levanta contra tudo que se chama Deus, ou recebe culto, chegando a sentar-se pessoalmente no Templo de Deus e querendo passar-se por Deus".
A missa é o Santo Sacrifício Perpétuo no qual gera inúmeras graças e frutos para as pessoas e o mundo inteiro, do mesmo modo que o Sacrifício Cruento (Jesus sentindo dor há dois mil anos) lembrando que o Sacrifício é o mesmo.

Nota do Blog: temos recebido alguns e-mails de nossos leitores protestando contra algumas matérias que têm sido publicadas no Blog Catolicismo Brasil e que tratam de exorcismo, anticristo, demônios e matérias do genêro.
Não é intenção dos editores do Blog fazer qualquer manifestação favorável aos seres citados, mas eles são inimigos Nosso Senhor Jesus Cristo, buscam destruir - embora nunca irão conseguir - a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Portanto, devem ser conhecidos para melhor serem combatidos e vencidos.
O que conhecemos se torna mais fácil de vencermos.

O USO DA ÁGUA, ÓLEO E SAL EXORCIZADOS

Padre GABRIELE AMORTH
Famoso Exorcista da diocese de Roma.

O USO DA ÁGUA, ÓLEO E SAL EXORCIZADOS.
De todos os meios a que o exorcistas (e não só exorcistas) recorrem com freqüência, citamos em primeiro lugar a água exorcizada (ou pela menos benzida), o azeite (de azeitona) exorcizado e o sal exorcizado. Qualquer sacerdote pode rezar as orações do Ritual para exorcizar estes três elementos, não sendo necessária nenhuma autorização especial. Mas é muito útil conhecer o uso específico destes três sacramentais que, usados com fé, são de uma enorme utilidade.
A água benta ocupa um lugar fundamental em todos os ritos litúrgicos. A sua importância leva-nos de novo à aspersão batismal. Durante a oração de benção, pede-se ao Senhor para que a aspersão desta água nos traga os três benefícios seguintes: o perdão dos nossos pecados, a defesa contra as ciladas do Maligno e o dom da proteção divina.

A oração do exorcismo da água proporciona outros tantos efeitos: afugentar todo o poder do demônio, desarraigá-lo e expulsá-lo; também na gíria popular quando se querem indicar duas coisas absolutamente opostas, diz-se que são como o diabo e a água benta.
Em seguida a oração continua, sublinhando outros efeitos além de expulsar os demônios: curar doenças, aumentar a graça divina, proteger as casas e todos os locais onde os fiéis moram, de toda a influência imunda causada pelo pestilento satanás. E acrescenta: que as ciladas do demônio infernal sejam vencidas e que a serenidade e a saúde dos habitantes sejam protegidas de toda a eventual presença nociva, susceptível de perigar a paz dos habitantes, a fim de gozarem de serenidade e saúde.

O óleo exorcizado, utilizado com fé, permite igualmente enfraquecer o poder dos demônios, os seus ataques e os fantasmas que suscitam. Recupera também a saúde da alma e do corpo; lembremos simplesmente o antigo costume de ungir as feridas com óleo e o poder que Jesus conferiu aos Apóstolos de curar os doentes pela imposição das mãos e a unção com óleo.
O óleo exorcizado tem, além disso, a propriedade específica de libertar o corpo do malefício. Aconteceu-me muitas vezes abençoar pessoas que tinham sido vítimas de bruxaria comendo ou bebendo qualquer coisa maléfica. É fácil compreender aquele mal de estômago de que já falamos ou ainda o fato de estas pessoas terem uma tendência para vomitar ou para começar com manifestações de soluços ou de arrotos especialmente em encontros de caráter religioso: quando vão á igreja, quando rezam, mas, sobretudo, quando são exorcizadas. Nesses casos o organismo, para se libertar, deve expelir tudo o que tem de maléfico. O óleo exorcizado ajuda imenso a despegar e a libertar o corpo dessas impurezas. Pode-se também beber água benta com esta finalidade.

Convém mencionar alguns pormenores sobre este ponto, embora aqueles que não estão acostumados a estes fenômenos ou que nunca assistiram, tenham dificuldade em acreditar no que eu vou dizer.
Que coisas é que são expulsas? Por vezes saliva espessa e espumosa; outras vezes uma espécie de papa branca e granulosa. Outras ainda objetos dos mais variados: pregos, pedaços de vidro, bonequinhas pequenas em madeira, fios de corda com nós, fios de ferro enrolados, fios de algodão de diferentes cores, coágulos de sangue…essas coisas por vezes são expulsas pelas vias naturais; mas a maior parte das vezes vomitando. Repare-se que isso não provoca nunca o mínimo perigo ao organismo (que pelo contrário fica aliviado), mesmo que se trate de bocados de vidro cortantes.

O Pe. Cândido tinha uma pequena vitrine cheia deste tipo de objetos, expulsos por diversas pessoas. Noutros casos a expulsão permanece um ministério: a pessoa sente por exemplo uma dor abdominal como se tivesse um prego no estômago, depois encontra um prego no chão, ao seu lado, e a dor desaparece. Tem-se a impressão de que todos estes objetos se materializam exatamente no instante em que são expulsos.
O Pe. Cândido afirmou durante uma entrevista “vi pessoas deitar bocados de vidro, de ferro, cabelos, ossos, algumas vezes pequenos objetos em plástico tendo a forma de uma cabeça de gato, de leão ou serpente. Estes objetos estranhos têm certamente uma ligação com a causa que determinou a possessão diabólica”.

O sal exorcizado serve também para expulsar os demônios e para preservar a saúde da alma e do corpo. Mas uma das suas propriedades específicas consiste em proteger os lugares da influências ou presenças maléficas. Habitualmente, nestes casos, aconselho espalhar o sal exorcizado sobre a soleira da porta da casa e nos quatro cantos da divisão ou divisões que se suspeita estarem infestadas.
O “mundo católico incrédulo” rir-se-á talvez perante estas afirmações. A verdade é que a ação dos sacramentais é tanto mais eficaz quanto maior for a fé; sem ela muitas vezes são ineficazes.
O Vaticano II, retomando os termos do Direito Canônico (Can. 1166), define-os como “os sinais sagrados com os quais por uma certa imitação dos sacramentos têm significado e obtêm efeitos especialmente espirituais, pela intercessão da Igreja”. Quem os utilizar com fé obtém resultados inesperados. Sei de muitos males rebeldes aos medicamentos que desaparecem unicamente porque o interessado tinha feito sobre ele um sinal da cruz com óleo exorcizado.
No que se refere às casas (de que falaremos à parte) é particularmente eficaz queimar incenso benzido. O incenso foi sempre considerado, mesmo junto dos povos pagãos, como um antídoto contra os espíritos malignos e um meio de louvar e adorar a divindade. Embora o seu emprego litúrgico seja extremante reduzido, continua a ser um meio eficaz de louvar e de lutar contra o Maligno.

O Ritual contém uma benção especial para as roupas. Constatamos várias vezes a eficácia sobre pessoas incomodadas por presenças diabólicas. Por outro lado, isto constitui um teste para determinar se a pessoa é ou não vítima de presenças diabólicas. Também é útil saber isto.
Nós, os exorcistas somos muitas vezes consultados por pessoas (pais, noivos…) que suspeitam que um dos seus próximos seja vítima do demônio, mas infelizmente essa pessoa não acredita nessas coisas, muitas vezes não tem qualquer fé religiosa e não está disposta de modo nenhum a receber a benção dum padre.

O que fazer nestes casos?
Acontece por vezes que, tendo sido benzidas algumas das suas roupas, a pessoa em questão despe-as imediatamente após as ter vestido, não suportando o contato com elas. Já demos um exemplo anteriormente. Também se pode fazer o teste da água benta. Por exemplo uma mãe suspeita dum filho ou do marido, prepara para todos a sopa feita com água benta; ou usa-a no chá ou no café. A pessoa que é vítima pode achar este alimento amargo ou intragável mas sem saber porquê.
No entanto, chamamos a atenção para o fato de estes testes poderem ser revelados nos casos positivos: isto é, se uma pessoa é sensível ao fato de a água estar ou não benzida, poderá ser sintoma de uma presença maléfica. Porém o raciocínio inverso não é concludente: o fato de uma pessoa não reagir a este tipo de testes não permite excluir a possibilidade de ter uma presença maléfica. O demônio faz tudo para não ser descoberto.

Mesmo durante os exorcismos o demônio procura esconder-se; e o Ritual põe mesmo de sobreaviso o exorcista contra os fingimentos diabólicos. Por vezes o demônio ou não responde ou dá respostas estúpidas, não atribuíveis a um espírito inteligente como ele é. Outras vezes finge ter saído do corpo de possesso e de ter deixado de o perturbar, esperando assim evitar que a pessoa procure bênçãos do exorcista.
Outras vezes impede por todos os meios que a pessoa se submeta aos exorcismos: poderão ser obstáculos físicos ou, na maior parte das vezes, psíquicos que fazem com que o paciente não compareça ao encontro com o exorcista no dia marcado, a não ser que seja forçado por um parente ou amigo.

Outras vezes finge os sintomas de uma doença quase sempre psíquica, para dissimular a realidade da sua presença e fazer crer que a pessoa sofre de uma doença natural.
Outras vezes o paciente tem sonhos ou visões em que tem a ilusão de que o Senhor, a Virgem Santíssima ou qualquer Santo o libertou, fato que o leva a anular a sua marcação com o exorcista, dizendo-lhe, eventualmente, já estar liberto.
Os sacramentais indicados, além da ajuda específica própria de cada um, servem também para desmascarar, pelos menos parcialmente, as diversas ciladas do Maligno. Estas ciladas são muito numerosas e é preciso rezar muito para obter a graça do discernimento.
Citemos, entre os casos mais freqüentes: os que julgam ter visões ou ouvir vozes interiores; os que se abandonam a um misticismo falso ou se fazem passar por “vidente”. Quando não se trata de doenças psíquicas, estes casos são muitas vezes o fruto de engano do demônio.

Termino este capítulo com um episódio relacionado com a água benta.
Um dia Pe. Cândido ia exorcizar um possesso. O sacristão aproximou-se dele com o recipiente da água e o hissope. O demônio disse-lhe imediatamente: “lava o focinho com esta água!”. Só então o sacristão se lembrou que tinha enchido o reservatório na torneira, mas que se tinha esquecido de mandar benzer a água.
O novo Ritual de Bênçãos, obrigatório desde 1 de Abril de 1993, mudou a fórmula, mas certamente não lhe alterou os efeitos, embora já não venha indicado explicitamente.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Catecismo da Igreja fala sobre o demonio

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina e adverte quanto à presença diabólica no mundo.

Há vários parágrafos referentes a este tema, os quais disponibilizaremos alguns.
Na catequese sobre o último pedido do Pai -Nosso (§ 2850-2854), o Catecismo nos dá uma clara definição acerca do demônio:

"O último pedido ao nosso Pai (MAS LIVRAI-NOS DO MAL) aparece também na oração de Jesus: 'Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.' (Jo 17,15).
Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus.
O 'diabo' (diabolos" é aquele que "se atira no meio" do plano de Deus e de sua obra de salvação realizada em Cristo).

'Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira' (Jo 8,44), 'Satanás, sedutor de toda a terra habitada' (Ap 12,9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é por sua derrota definitiva que a criação toda será liberta da corrupção do pecado e da morte. 'Nós sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca; o gerado por Deus se preserva e o Maligno não o pode atingir. Nós sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno' (I Jo 5,18-19)

Acerca da queda dos anjos, o Catecismo da Igreja nos ensina nos parágrafos 391-395*:
"Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus (cf. Gn 3,1-5) e que, por inveja os faz cair na morte (cf. Sb 2,24). A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo destronado chamado Satanás ou Diabo (cf. Jo 8,44). A Igreja ensina que ele tinha sido anterioremente um anjo bom criado por Deus. 'Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa (Concílio Lateranense em 1215)'.

A Escritura fala de um pecado desses anjos (Cf. II Pd, 2,4). Esta "queda" consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: "e vós sereis como deuses" (Gn 3,5). O Diabo é "pecado desde o princípio" (I Jo 3,8), "pai da mentira" (Jo 8,44).

Contudo, o poder de Satanás não é infinito. ele não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura. Não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora sua ação cause grves danos - de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física - para cada homem e para a sociedade, esta ação é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da tividade diabólica é um grande mistério, mas "nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam" (Rm 8,28).
Fonte: Comunidade Católica Beatitudes do Coração de Jesus

Possessão & Exorcismo

Alguns comentários, sobre a forma de perguntas e respostas, sobre possessão e exorcismo:

1-Como a Santa Igreja identifica uma possessão verdadeira?
“A Sagrada Escritura nos ensina que os espíritos malignos, inimigos de Deus e do homem, desenvolvem sua ação de diversas maneiras; entre elas está a obsessão diabólica chamada também possessão diabólica. Entretanto, a obsessão diabólica não é o modo mais freqüente como o espírito das trevas exerce sua influência.
A obsessão tem características de espetacularidade e nela o demônio se apodera, de um certo modo, das forças e das atividades físicas da pessoa que padece a possessão. Não pode, entretanto, apoderar-se da livre vontade do sujeito, e por isso o demônio não pode comprometer a vontade livre da pessoa possuída até o ponto de fazê-la pecar.
Esta violência física que o diabo exerce no obsesso é uma incitação ao pecado, que é o que o diabo busca lograr. O ritual do exorcismo indica diversos critério e indícios que permitem chegar, com prudente certeza, à convicção de quando se tem diante de si uma possessão diabólica. Então o exorcista autorizado poderá realizar o solene rito do exorcismo. Entre estes critérios encontram-se: falar ou entender muitas palavras em línguas desconhecidas, evidenciar coisas distantes ou inclusive escondidas, demonstrar forças além da própria condição, e isto junto com a aversão veemente a Deus, à Virgem, aos Santos, à Cruz e às imagens santas.”

2-Após identificada, qual o próximo passo?
Vale a pena destacar que para poder realizar o exorcismo é necessária autorização do Bispo diocesano, autorização que pode ser concedida para um caso específico ou também de modo geral e permanente ao Sacerdote que exerce na diocese o ministério de exorcista.

3-Como um exorcismo é realizado?(basicamente, pois tenho conhecimento que leigos não devem se atrever a isso)
No ritual encontra-se, antes de tudo, o rito do exorcismo propriamente dito, a ser exercitado sobre uma pessoa possessa. Seguem as orações a recitar-se publicamente por um sacerdote, com a permissão do Bispo, quando se julga prudentemente que existe uma influência de Satanás sobre lugares, objetos ou pessoas, sem chegar ao estado de uma possessão própria e verdadeira. Há, além disso, uma coleção de orações para recitar de forma privada por parte dos fiéis, quando estes suspeitam com fundamento de estarem sujeitos ou sob influência diabólica.
O exorcismo tem como ponto de partida a fé da Igreja, segundo a qual existem Satanás e os outros espíritos malignos, e que sua atividade consiste em afastar os homens do caminho da salvação. A doutrina católica nos ensina que os demônios são anjos caídos por causa do pecado, que são espíritos de grande inteligência e poder:

"Entretanto, o poder de Satanás não é infinito. Não é mais do que uma criatura, poderosa pelo fato de ser puramente espírito, mas sempre criatura: não pode impedir a edificação do Reino de Deus.
Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora sua ação cause graves danos de natureza espiritual e indiretamente inclusive de natureza física – em cada homem e na sociedade, esta ação é permitida pela divina providência que com força e doçura dirige a história do homem e do mundo.
Porque Deus permite a atividade diabólica é um grande mistério, mas "nós sabemos que em todas as coisas Deus intervém para bem dos que o amam" (Rm 8, 28)" (Catecismo da Igreja Católica, n. 395).
Conforme a instrução sobre o exorcismo publicada pela Congregação para a Doutrina da Fé, cabe observar quantos aos leigos:
1. O cânon 1172 do Código de Direito Canônico declara que a ninguém é lícito proferir exorcismo sobre pessoas possessas, a não ser que o Ordinário do lugar tenha concedido peculiar e explícita licença para tanto (1º).
Determina também que esta licença só pode ser concedida pelo Ordinário do lugar a um presbítero dotado de piedade, sabedoria, prudência e integridade de vida (2º).
Por conseguinte, os srs. Bispos são convidados a urgir a observância de tais preceitos.

2. Destas prescrições, segue-se que não é lícito aos fiéis cristãos utilizar a fórmula de exorcismo contra Satanás e os anjos apóstatas, contida no Rito que foi publicado por ordem do Sumo Pontífice Leão XIII; muito menos lhes é lícito aplicar o texto inteiro deste exorcismo. Os srs. Bispos tratem de admoestar os fiéis a propósito, desde que haja necessidade.

4-Existem muitos casos anualmente?
Segundo o Pe. Gabriele Amorth, um dos maiores especialistas neste assunto: “Há quase três séculos que na Igreja católica quase não se fazem exorcismos. No ensino acadêmico, nos últimos decênios quase nunca se fala do demônio, e muito menos dos exorcismos. Atualmente o clero, em geral, é completamente despreparado sobre esse tema, salvo raríssimas exceções.”

O demônio teria se cansado e aposentado?
Teria ele, simplesmente, deixado de existir?
Ou, resolveu dar um descanso aos homens?

Sua questão é muito difícil de ser respondida, mas acredito que existem muito mais casos do que se tem idéia.
Os homens somente se acostumaram com o “grande pai da mentira”, que institui um mundo relativista e cheio de dúvidas onde se desenvolve seu habitat preferido “reinar”.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate.
Salve Maria,

Douglas Quintale.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quarta Feira de Cinzas

Quarta-feira de Cinzas, inicio da Quaresma

Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é assim mesmo a palavra "penitência" … Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Tradição
Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.
Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.
Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa.

Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.
Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.
A Igreja Ortodoxa começa a quaresma desde a segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas

O Poder do Escapulário

O Escapulário do Carmo


A devoção à Madona do Carmelo é uma forma de piedade mariana vivida e promovida da Família do Carmelo; uma devoção que pela semplicidade e consonância com qualquer mentalidade teve ampla difusão entre os fiéis e continua a proporcionar grandes frutos espirituais.

Ela coloca em primeiro lugar o comportamento interior, o amor simples, espontaneo e filial que nasce da uma livre e total consagração à Beata Virgem Maria do Monte Carmelo.Como cada verdadeira devoção, procede da fé autentica que leva a reconhecer a grandeza da Mãe de Deus que encaminha ao amor filial em direção à Madona e à imitação das suas virtudes.


O Escapulário do Carmo nos leva a esprimir e manifestar a iniciativa do amor materno de Maria e a nossa vontade de ser "propriedade" de Maria. Pio XII definiu "hábito mariano" e a indicou como "sinal e garantia da proteção da Mãe de Deus".

O Escapulário é sinal da proteção da Mãe de Deus para com aqueles que a amam: é simbolo de pertencer, de consagração a Maria que socorre os seus filhos em vida. No ponto de morte e pós morte.

Além da proteção de Maria Santissima nos perigos da alma e naqueles do corpo, o Escapulário é sobretudo um meio para estimular a viver no obséquio de Jesus Cristo e na imitação de Maria, sua Mãe.


Quem usa o Escapulário é como pertencer a Nossa Senhora, como se exprimia Pio XII, e de comportar-se sempre e todos os lugares como seu verdadeiro filho.A FESTA da Madona do Carmo se celebra o dia 16 de Julho.Quem recebe o Escapulário passa a fazer parte da Família do Carmelo, partecipa aos méritos, às graças e às indulgências da Ordem e se beneficiam do bem e das orações que são feitas dentro da Ordem.

A ENTREGA do Escapulário, dita também hábito, pode ser efetuada por qualquer sacerdote. O primeiro hábito deve ser de tecido, bendito e imposto da um sacerdote. Quando se deve substituí-lo, não é mais necessário uma outra benção. A fórmula da ser usada é aquela do Ritual ou o simples sinal da cruz.O Escapulário pode ser substituído por uma medalha bendita que de um lado tenha a imagem da Madona com qualquer título, preferivelmente do Carmo, e do outro o Sagrado Coração de Jesus.


O fiel se EMPENHA a usar dia e noite o Escapulário de tecido ou a Medalha-Escapulário: a cumprir todos os dias uma prática de piedade mariana (por exemplo: o Rosário, ou 7 Ave Maria, ou pelo menos uma Salve Rainha): a rezar pelo Escapulário do Carmo e de perseverar no amor a Maria com um válido testemunho de vida cristiana.O Escapulário não é um amuleto para Encorajar a superstição, mas um empenho pela preferência à Madona: um chamado ao exercício da caridade e o pertencer e a consagração à Mãe e Rainha do Carmelo.


Os Privilégios


Os "Privilégios" do Escapulário são graças e favores que a Madona obtém da Cristo para os seus filhos devotos, como premio à dedicação deles e esta promessa foi feita pela Madona a São Simão Stock e ao Papa João XXII.

A Salvação Eterna La beata Vergine disse " A beata virgem disse "Este é o privilégio que eu concedo a ti e a todos os carmelitanos: quem morrer com este escapulário não sofrerá o fogo eterno". Pio XII no seu discurso celebrativo afirmou: "Quantas almas boas, mesmo em circunstâncias humanamente desesperadas, se converteram e tiveram a salvaçâo eterna devido ao Escapulário que usavam! Quantas outros, nos perigos do corpo e da alma, sentiram, graças a ele, a proteção materna de Maria! A devoção ao Escapulário fez cair sobre todo o mundo muitas graças espirituais e temporais".


O Privilégio sabatino

A Madona prometeu de preservar os seus devotos, vestidos com o escapulário, de livra-los do purgatório no primeiro sábado após a morte.

Pio XII assegura os devotos do Escapulário que a piissima Mãe não deixará de interir com a oração a Deus porque os seus filhos, que expiam no Purgatório os seus pecados, cheguem o mais rápido possível na pátria celeste, segundo o "privilégio sabatino".


ORAÇÃO

O Vergine Maria, Madre e Regina del Carmelo,

O Virgem Maria, Mãe e Regina do Carmelo, Ti abençoo e Ti agradeço, porque tu me manifestaste o teu amor e me revestiste do teu santo hábito como sinal da tua proteção.Assiste-me no caminho da vida, conserva-me fiel no teu serviço, doa-me graças que me ajudem a viver a minha vocação cristã segundo a minha particular condição de vida. Sobretudo, Virgem Maria, obtém-me do Pai celeste o crescimento na caridade divina para alcançar um dia a vida eterna. Amen.


Mãe e Rainha do Carmelo, reza por nós.Benção e imposição do escapulário

O Sacerdote, revestido de cota e estola branca (ou pelo menos a estola) diz:

No nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén. O Senhor seja com vós.E com o teu espírito.Oremos.Senhor Jesus Cristo, Salvador do genero humano, abençoe este Hábito que o teu filho (a tua filha) aceita de endossar devotamente como prova do seu amor, a ti e à tua mãe, a beata Virgem Maria do Monte Carmelo; faz que pela intercessão de tua Mãe, defendido (defendida) do poder diabólico, persevere na tua graça até a morte. Tu que vives e reines nos séculos dos séculos. Amén.


O Sacerdote asperge o escapulário com água benta e o impõem ao fiel dizendo:

Pegue este hábito bendito e reze à Virgem Santissima para que, pelos seus méritos, te conceda de usá-lo sem mancha, te defenda da qualquer aversidade e te conduza à vida eterna.AmémE ProsseguePelas faculdades que me foram concedidas, te faço partecipe de todos os bens espirituais, que pela misericórdia de Jesus Cristo foram concedidos pelos religiosos Carmelitanos: no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.Amém.

Te abençoe o Deus Onnipotente, Criador do céu e da Terra, que se é dignado de aceitar-nos na Confraternidade da beata Virgem Maria do Monte Carmelo. Oremos à Virgem Santa para que na hora da tua morte pise a cabeça do Mau e te faça conseguir a palma do triunfo e a coroa da eterna herança. Amém.


Enfim o Sacerdote asperge o fiel con a água benta e entoa uma oração mariana (a Ave Maria, a Salve Rainha, o Sub tuum praesidium, o Memorare).

Os Pais da Igreja

PAIS DA IGREJA
São santos e teólogos reconhecidos pela Igreja em prover heroicos testemunhos de fé, particularmente nos primeiros anos da igreja.
A Igreja ainda requer antiquidade, ortodoxia, santidade e aprovação formal para definir esses Pais.

Temos dois Pais: os Pais Gregos ou Orientais e os Pais Latinos ou Ocidentais.
O mais recentes dos pais gregos foi São João Damasceno (749) e o mais recente dos pais Latinos foi São Isidoro de Sevilha (636). Cumpre notar que alguns não são santos.

GREGOS
São Anastasius Sinaita (faleceu em 700 DC)
São André de Creta (faleceu em 740).
Aphraates (faleceu no quarto século)
São Archelaus (faleceu em 282)
São Athanasius (faleceu em 373)
Athenagoras (faleceu no segundo século)
São Basílio, o grande (faleceu em 379)
São Caesárius de Nazianzus (faleceu em 369)
São Clemente da Alexandria (faleceu em 215)
São Clemente de Rome (faleceu em 97)
São Cirilo da Alexandria (faleceu em 444)
São Cirilo de Jerusalem (faleceu em 386)
Didymus, o Cego (faleceu em 398)
Diodore de Tarsus (faleceu em 392)
SãoDionysius, o grande (faleceu em 264)
São Epiphanius (faleceu em 403)
Eusebius da Caesarea (faleceu em 340)
São Eustáquio da Antióquia (faleceu no quarto século)
São Firmilliano (faleceu em 268)
Gennadius de Constantinople (faleceu no quinto século)
São Germanus (faleceu em 732)
São Gregory de Nazianzus (faleceu em 390)
São Gregory de Nyssa (faleceu em 395)
São Gregory Thaumaturgus (faleceu em 268)
Hermas (faleceu no segundo século)
São Hipólyto (faleceu em 236).
São Ignácio da Antióquia (faleceu em 107)
São Isidore de Pelusium (faleceu em 450)
São João Chrysóstomo (faleceu em 407).
São João Clímaco (faleceu em 649)
São João Damasceno (faleceu em 749)
São Júlio I (faleceu em 352)
São Justino, Martyr (faleceu em 165)
São Leoncio de Byzancio (faleceu no sexto século)
São Macarius (faleceu em 390)
São Máximus, o confessor (faleceu em 662)
São Melito (faleceu em 180)
São Methódio de Olympus (faleceu em 311)
São Nilus, o Velho (faleceu em 430)
Origens (faleceu em 254)
São Polycarpo (faleceu em 155)
São Proclus (faleceu em 446)
Pseudo-Dionysius, o Areopagite (faleceu no sexto século)
São Serapião (faleceu em 370)
São Sophronius (faleceu em 638)
Tatiano (faleceu no segundo século)
Theodore de Mopsuestia (faleceu em 428)
Theodoret de Cyrrhus (faleceu em 458)
São Theóphilo da Antióquia (faleceu no segundo século)

LATINOS
Santo Ambrósio de Milan (faleceu em 397).
Arnóbius (faleceu em 330).
Santo Agostinho de Hippo (faleceu em 430).
São Benedito de Núrsia (São Bento) (faleceu em 550).
São Caesário de Arles (faleceu em 542).
São João Cassiano (faleceu em 435).
São Celestino I (faleceu em 432)
São Cornélio (faleceu em 253).
São Cypriano de Cartago (faleceu em 258).
São Damasus I (faleceu em 384).
São Dionísio (faleceu em 268)
Santo Ennódius (faleceu em 521).
São Euchérius de Lyons (faleceu em 450).
São Fulgêncio (faleceu em 533).
São Gregório de Elvira (faleceu em 392).
São Gregório, o magno (faleceu em 604).
Santo Hilário de Poitiers (faleceu em 367).
São Innocêncio I (faleceu em 417).
São Irineu de Lyons (faleceu em 202).
São Isidóro de Sevilha (faleceu em 636)
São Jerônimo (faleceu em 420)
Lactantius (faleceu em 323).
São Leo, o grande (faleceu em 461)
Marius Mercator (faleceu em 451).
Marius Victorinus (faleceu no quarto século)
Minucius Felix (faleceu no segundo século)
Novatian (faleceu em 257)
São Optatus (faleceu no quarto século)
São Paciano (faleceu em 390).
São Pamphilus (faleceu em 309).
São Paulino de Nola (faleceu em 431).
São Pedro Chrysólogo (faleceu em 450).
São Phoebadius de Agen (fourth century).
Rufinus de Aquiléia (faleceu em 410).
Salviano (faleceu no quinto século)
São Siricius (faleceu em 399).
Tertulliano (faleceu em 222).
São Vincent de Lérins (faleceu em 450)

O IMENSO VALOR DA SANTA MISSA

O Imensurável Valor da Santa Missa


São Leonardo Imprimatur:
+ Michael Augustine Archbishop of New York, Jan 2, 1890.


1. Na hora da morte, as Santas Missas que tiverdes ouvido devotamente serão vossa maior consolação.

2. Deus vos perdoa todos os pecados veniais que estais determinados a evitar.

3. Ele vos perdoa todos os vossos pecados desconhecidos que jamais confessáreis.

4. O poder de Satanás sobre vós é diminuído.

5. Cada Missa irá convosco ao Julgamento e implorará por perdão para vós.

6. Por cada Missa tendes diminuída a punição temporal devida a vossos pecados, mais ou menos, de acordo com vosso fervor.

7. Assistindo devotamente à Santa Missa, rendeis a maior homenagem possível à Sagrada Humanidade de Nosso Senhor.

8. Através do Santo Sacrifício, Nosso Senhor Jesus Cristo repara por muitas de vossas negligências e omissões.

9. Ouvindo piedosamente a Santa Missa, ofereceis às Almas do Purgatório o maior alívio possível.

10. Uma Santa Missa ouvida durante vossa vida será de maior benefício a vós do que muitas ouvidas por vós após vossa morte.

11. Através da Santa Missa, sois preservados de muitos perigos e infortúnios, que de outra forma cairiam sobre vós.

12. Vós encurtais vosso Purgatório a cada Missa.

13. Durante a Santa Missa, vós ajoelhais entre uma multidão de santos Anjos, que estão presentes ao Adorável Sacrifício com reverente temor.

14. Pela Santa Missa sois abençoados em vossos bens e empreendimentos temporais.

15. Quando ouvis a Santa Missa devotamente, oferecendo-a ao Deus Todo-Poderoso em honra de qualquer Santo ou Anjo em particular, agradecendo a Deus pelos favores dispensados nele, etc., etc.

Vós conseguis para aquele Santo ou Anjo um novo grau de honra, alegria e felicidade, e dirigis seu amor e proteção especiais para vós.

16. Toda vez que assistis a Santa Missa, entre outras intenções, deveis oferecê-la em honra do Santo do dia.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A sacrílega comunhão na mão - O Poder da Santa Missa - conclusão

A sacrílega comunhão na mão

O Poder da Santa Missa


No Catecismo de Trento encontramos as seguintes afirmações:

Corolário: Leigos não podem tocar nos vasos sagrados.
Ora, os leigos não podem tocar nos vasos sagrados, pois estes são utilizados para o Sacrifício da Missa recebendo diretamente o Santíssimo Corpo de Cristo.(Se não podem tocar nem nos vasos sagrados, o que dizer a respeito do Corpo de Cristo?)
Assim, continua o catecismo:
... De mais a mais, com intuito de salvaguardar, sob todos os aspectos, a dignidade de tão augusto Sacramento, não se deu unicamente aos sacerdotes o poder de administrá-los: como também se proibiu, por lei eclesiástica, que, salvo grave necessidade, ninguém sem Ordens Sacras ousasse tomar em mãos ou tocar vasos sagrados, panos de linho, e outros objetos necessários à feitura da Eucaristia.

Estas são apenas algumas das rubricas incorporadas na Antiga Missa.
Não eram escrúpulos ridículos; mostravam que a Igreja acreditava firmemente que, na Missa, o pão e o vinho se convertem realmente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, e que nada do que se fizesse era demais para haver a certeza de que Nosso Senhor seria tratado no Santíssimo Sacramento com toda a reverência e homenagem que a Majestade Divina merece.
Ora bem, tratando-se de demonstrar reverência, será possível melhorar estas rubricas?

Uma autêntica renovação católica deixaria intactos tais gestos de reverência, ou iria realçá-los. Mas obliterá-los sem uma desculpa nem um argumento convincente, como foi o caso nos últimos 42 anos com a entrada em vigor da Nova Missa, não caracteriza uma autêntica renovação católica; pelo contrário, assemelha-se ao Novo Paganismo (contra o qual Belloc nos avisou) com o seu arrogante desprezo pela tradição.
E para tornar a situação ainda pior, a prática da Comunhão na mão faz com que estas rubricas cruciais do pré-Vaticano II pareçam de um sentimentalismo supersticioso, sem fundamento na realidade — desprezo, mais uma vez, pelo que os nossos pais nos ensinaram, e desprezo óbvio pelo próprio Santíssimo Sacramento.

O sentido do Sagrado
Os Sacramentos são o tesouro mais precioso da Igreja, e a Divina Eucaristia é o maior de todos os Sacramentos. Porque em todos os outros Sacramentos recebemos a graça sacramental, mas na Divina Eucaristia recebemos o próprio Cristo. Portanto, como é óbvio que o Santíssimo Sacramento é o maior tesouro que a Igreja possui, deve ser tratado com toda a reverência e homenagem que merece. Deste modo, todas as barreiras anteriores ao Concílio Vaticano II para evitar profanações são indispensáveis à vida da Igreja e à santidade dos Fiéis.

Quantas vezes ouvimos, até aos responsáveis pela nossa Igreja, lamentar o fato de que "perdemos o sentido do Sagrado"?
Esta exclamação é das mais assombrosas que um Eclesiástico pode fazer! Como se fosse algum mistério… É que o sentido do Sagrado não se perdeu, sabemos exatamente onde está, e podia ser recuperado em todas as igrejas paroquiais do mundo, amanhã mesmo.
O "sentido do Sagrado" encontra-se onde quer que se dê a maior importância à prática da salvaguarda da reverência pelo Santíssimo Sacramento. E mais: o "sentido do Sagrado" nem sequer se perdeu; foi deliberadamente posto de lado, foi mandado embora pelos agentes do Novo Paganismo do Modernismo – cheios de arrogância e fazendo-se passar por reformadores católicos – que introduziram na Igreja novas práticas que diminuem a Eucaristia, desprezam a tradição e aquilo que os nossos antepassados nos ensinaram, e que levaram a uma crise mundial da Fé de uma amplitude sem precedentes.

Mas para nós, graças a Deus, não é mistério nenhum. Sabemos exatamente onde se encontra "o sentido do Sagrado", e agarramo-lo com uma tenacidade aguerrida. Encontra-se na celebração da Antiga Missa Tridentina em Latim, na qual cada momento da Liturgia contém uma reverência profunda pelo Santíssimo Sacramento, e onde os olhos dos Católicos ainda vêem com horror a Comunhão na mão e os "Ministros Eucarísticos" – práticas claramente reconhecidas como despropositadas, sacrílegas e não-católicas, que é, afinal, aquilo que são.

III - Os cuidados com as partículas que caem da Hóstia consagrada.
Era norma dos primeiros cristãos só comer a Carne do Senhor depois de tê-la adorado, o que prova a crença na presença real de Nosso Senhor; e àquele que ia comê-la era dirigida esta advertência: "...recebe com cuidado de nada perder. É em verdade o Corpo de Cristo" (ver IX - A "Memoriale Dómini").
A Igreja sempre tomou um grande cuidado a fim de evitar que qualquer partícula da Santa Eucaristia se perdesse ou caísse no chão. São Cirilo de Jerusalém (313-316) dizia aos novos batizados que eles deviam lamentar mais a perda de qualquer partícula da Hóstia que a perda de ouro, de diamante ou de qualquer um dos membros de seu corpo.

De acordo com este modo de pensar, os orientais chamam os fragmentos da Eucaristia de "pérolas". Por sua vez, a liturgia de São Crisóstomo (344-407) assinala que, ao fim da Missa, o padre ou o diácono consome com atenção e devoção todos os fragmentos e cuida para que não se perca qualquer partícula ou "pérola". Note-se que tal norma era, no século IV, dirigida apenas aos ministros do culto, não fazendo menção aos fiéis leigos.

E eles tinham todos esses cuidados ainda que as partículas, ou fragmentos, que caíam da Hóstia consagrada fossem naquele tempo muito menos numerosas que hoje em dia. Isto porque o "dom" oferecido nos primeiros tempos era um pão ázimo como agora, mas de uma forma, com um contorno, que não favorecia a deposição de partículas, ou seja, as "pérolas", como acontece com as pequenas hóstias que são hoje em dia empregadas pela Igreja do Ocidente; e é preciso dizer que é da máxima importância ter todo cuidado com qualquer partícula da Hóstia já consagrada, por menor que seja, pois está "o Cristo todo inteiro sob a espécie do pão e sob a mínima parte desta espécie", como definiu dogmaticamente o Concílio de Trento.

Com efeito, das bordas das pequenas hóstias que hoje são utilizadas para serem oferecidas e consumidas caem pequeninas partículas; quem já viu um cibório, onde são guardadas as hóstias já consagradas, ou uma patena depois da comunhão dos fiéis sabe quantas "pérolas" ali ficam.
Com a nova forma de comungar, o Corpo do Senhor fica agora na palma da mão ou entre os dedos de quem comunga ou então cai no chão e pode ser pisado.

A sacrílega comunhão na mão - O Poder da Santa Missa - parte 5.b



O Poder da Santa Missa


A VERDADEIRA HISTÓRIA DA COMUNHÃO NA MÃO


Se é de joelhos que os Anjos acorrem para adorar Nosso Senhor, quanto mais eu que sou pecador.


I – Introdução.
Na "Missa de Dom A. Nocent", sugerida por este monge beneditino em 1961, já estava recomendado que a comunhão deveria ser feita sob ambas as espécies — costume que havia sido abolido "por graves e justas causas", como afirmou o Concílio de Trento, mas que a Constituição "Sacrosanctum Concílium" sobre a Sagrada Liturgia, de 1963, tornou novamente possível — e, mais ainda, de pé e na mão.
O procedimento de receber a comunhão de pé e na mão não consta do Livreto "Liturgia da Missa", obra com a “Tradução Oficial para o Brasil” aprovada pela CNBB e pela Sagrada Congregação do Culto Divino, mas foi adotado sem a menor sombra de dúvida e, depois, tornou-se uma prática universal.


Quanto à questão de ser a comunhão feita de pé, salvo a menção feita na "Missa de Dom A. Nocent", nada encontrei em documento algum. Todavia, é um procedimento que acompanha naturalmente à decisão de permitir a comunhão na mão, pois ninguém vai se ajoelhar para receber a comunhão desse modo e, hoje em dia, os comungantes só recebem a comunhão de pé; até mesmo aqueles que a querem receber na boca (ver cap. X – “Conclusões”).
A comunhão na mão foi especificamente autorizada pela Instrução "Memoriale Dómini" – Instrução essa redigida "por mandato especial de Paulo VI e por ele mesmo aprovada em razão de sua autoridade apostólica" (28/05/69) – e na qual a Sagrada Congregação para o Culto Divino, na esteira de outros autores, afirma que "em épocas muito antigas se fez uso da comunhão na mão", dando a entender que este era o procedimento normal. É este o tema que vamos aprofundar neste ensaio, para mostrar a verdadeira história da comunhão na mão.


Como é que apareceu agora a Comunhão na Mão?
Há 400 anos, a Comunhão na mão foi introduzida no culto "cristão" por homens cujos motivos tinham por base um desafio ao Catolicismo. Os revolucionários protestantes do Século XVI (chamados "reformadores" protestantes, numa cortesia imerecida) estabeleceram a Comunhão na mão para significar duas coisas:


1) Que acreditavam que não havia "transubstanciação" nenhuma, e que o pão usado para a Comunhão não passava de pão vulgar. Por outras palavras, a Presença Real de Cristo na Eucaristia não passava de uma "superstição papista"; e como o pão não era mais do que pão, qualquer pessoa lhe podia tocar.
2) Que era sua crença que o Ministro da Comunhão não era fundamentalmente diferente de qualquer leigo. Ora é ensinamento católico que o Sacramento da Ordem dá ao Sacerdote um poder espiritual, sacramental, imprime uma marca indelével na sua alma e torna-o fundamentalmente diferente de um leigo.


O Ministro Protestante, porém, não é mais do que um homem vulgar que introduz os cânticos, faz as leituras e prega sermões para excitar as convicções dos crentes. Não pode converter o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Nosso Senhor, não pode abençoar, não pode perdoar os pecados. Não pode fazer nada que um leigo normal não possa fazer.
O estabelecimento da Comunhão na mão pelos Protestantes foi o modo que eles escolheram para mostrar a sua rejeição da crença na Presença Real de Cristo na Eucaristia e a rejeição do Sacerdócio Sacramental — em resumo, para mostrar a sua rejeição do Catolicismo no seu todo.
Daí por diante, a Comunhão na mão passou a ter um significado nitidamente anti-católico: prática abertamente anti-católica, tinha por base a descrença na Presença Real de Cristo e também no Ministério Sacerdotal.


Graças ao Ecumenismo...
Embora a Comunhão na mão não fosse ordenada pelo Concílio Vaticano II, o que foi "canonizado" pelo Vaticano II foi o "Ecumenismo" — um falso espírito de uma falsa unidade, que até então tinha sido condenado pela Igreja, em especial pelo Papa Pio XI na sua encíclica de 1928 Mortalium Animos —, um movimento de Católicos que se querem mais comprometidos em relação às outras religiões e, em especial, aos Protestantes.
Este movimento realça, supostamente, aquilo que temos em comum com os outros credos e oculta o que nos divide, para celebrar os "valores" que partilhamos. ("Valores" é um termo subjetivo que não se encontra nos manuais de Teologia de antes do Concílio Vaticano II).
Já não tentamos converter os não-Católicos. Em vez disso, passamos o tempo num "diálogo" inútil e sem fim, em que o Catolicismo acaba sempre por perder: porque um tal diálogo dá a impressão incontornável de que o Catolicismo já não acredita que é o único possuidor da Verdade teológica.


Embora não tratemos do Ecumenismo neste artigo (veja-se "The Problem with Modern Ecumenism", em Catholic Family News — número de Março de 1995), basta dizer que este novo espírito ecumênico, a que Deitrich von Hildebrand chamou "ECUMANIA", se tornou notório durante e depois do Vaticano II. O espírito ecumênico tornou-se o princípio formativo mais importante na série das novas formas litúrgicas estabelecidas desde o Concílio. É por isso que a nova liturgia se parece tanto com um serviço protestante.


Um ecumênico espírito de imitação.
Na Holanda, depois do Vaticano II, alguns padres de idéias ecumênicas começaram a dar a Comunhão na mão, numa imitação servil da prática protestante. Quanto aos bispos, em vez de cumprirem com o seu dever e condenarem o abuso toleraram-no.
Porque os responsáveis da Igreja permitiram que o abuso não fosse atalhado, a prática espalhou-se então pela Alemanha, Bélgica e França. Mas se os bispos pareciam indiferentes a este escândalo, os leigos sentiram-se ultrajados.
Foi a indignação de grande número de Fiéis que obrigou um pequeno número de Conferências Episcopais e certos bispos a título individual recorrer ao papa Paulo VI, para que nos seus territórios fosse permitido o uso da comunhão na mão. O Soberano Pontífice decidiu consultar todos os bispos da Igreja latina sobre o que pensam da oportunidade de introduzir esse rito.
Tendo consultado os bispos do mundo sobre o assunto, estes votaram, na sua esmagadora maioria, no sentido de manter a prática tradicional de receber a Sagrada Comunhão apenas na língua. E note-se que, nesta altura, o abuso estava limitado a alguns países europeus. Ainda não tinha sequer começado nos Estados Unidos.


O Papa promulgou então a Instrução “Memoriale Domine”, de 28 de Maio de 1969. (ver Cap. IX)
Em resumo, o documento declara:
1) Os bispos do mundo eram, na sua esmagadora maioria, contra a Comunhão na mão.
2) "Esta maneira de distribuir a Sagrada Comunhão (isto é, o sacerdote colocar a Hóstia na língua dos comungantes) deve ser observada."
3) A Comunhão na língua não diminui, de forma alguma, a dignidade do comungante.
4) E acrescenta o aviso de que "qualquer inovação pode levar à irreverência e à profanação da Eucaristia, assim como à erosão gradual da reta doutrina."


O documento afirma ainda que "o Sumo Pontífice decretou que a maneira tradicional de dar a Sagrada Comunhão aos Fiéis não devia ser mudada. Por conseguinte, a Sé Apostólica insta veementemente os bispos, sacerdotes e povo a que observem zelosamente esta lei."


II - O Corpo de Deus e o respeito que lhe é devido.
"Eu sou o pão da vida"... (Jo.6,48), "Eu sou o pão vivo que desci do céu... e o pão, que Eu darei, é a minha carne para a vida do mundo" (Jo.6,51) (e não apenas para a vida dos discípulos) e "Eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt.28,20).


Este pão da vida e pão vivo - Carne do Senhor - o Corpo de Deus vivo e verdadeiro - sempre foi tratado com o maior respeito e cercado de inúmeros cuidados desde os primeiros tempos do cristianismo (voltaremos a este ponto a seguir), como não poderia deixar de ser por se tratar do próprio Deus vivo, que quis se transubstanciar, usando um pedaço de PÃO, para que os homens pudessem comer da sua carne (Jo.6,54), alimento da alma, e (pudessem) alcançar a vida eterna (Jo.6, 54 e 58).
O Senhor se fez carne, Cordeiro de Deus, para o sacrifício e, de carne, se fez Pão – Pão do céu – para alimento de nossas almas.


A Santa Missa Tradicional incorpora em si o respeito pela Eucaristia.
Esta doutrina – de que apenas os sacerdotes podem tocar na Hóstia Consagrada, que as mãos do sacerdote são consagradas para este fim, e que nenhuma precaução era exagerada quando se tratava de conservar a reverência e impedir a profanação – foi incorporada na Liturgia da Igreja, isto é, na Antiga Missa em latim.
No tempo da Antiga Missa em latim, os padres aprendiam a celebrar Missa segundo rubricas precisas que asseguravam o devido respeito pelo Santíssimo Sacramento. Estas rubricas meticulosas eram como que "talhadas em pedra" e sobre elas não era concedida opção: no Rito Romano, todos os sacerdotes deviam segui-las com uma precisão imutável.


Na Igreja de antes do Vaticano II, quando a Missa Tridentina em latim era de norma, estas rubricas eram não só ensinadas como também incutidas nos homens que se preparavam para ser padres.
Eis algumas dessas rubricas, na Antiga Missa em latim:
> A partir do momento em que o Sacerdote pronuncia as palavras da Consagração sobre a Sagrada Hóstia, mantém juntos os dedos indicador e polegar, de modo que, ao elevar o cálice, ao virar as páginas do Missal ou ao abrir o sacrário, aqueles dedos não toquem senão a Hóstia Consagrada. Note-se também que era impensável deixar a Sagrada Hóstia no altar, e ir igreja abaixo, igreja acima (mesmo antes de os dedos terem sido purificados) apertar as mãos das pessoas, numa desajeitada manifestação de amizade forçada.


> No final da Missa, o Sacerdote passa com a patena sobre o corporal e limpa-o para dentro do cálice, a fim de que pudesse ser recolhida e consumida reverentemente a mais pequena Partícula, se aí tivesse ficado.


> Depois da Comunhão, as mãos do sacerdote são lavadas sobre o cálice com água e vinho – consumidos com reverência, como garante de que nem a Partícula mais pequena seja susceptível de profanação.

O Poder da Santa Missa - parte 5.a

‘Note-se a reverência e o Amor por Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento, e o costume antigo de colocar uma toalha de linho, branca e pura, por sobre as mãos dos comungantes’.

A Sacrílega Comunhão na Mão.


"Por respeito para com este Sacramento, nada Lhe toca, a não ser o que é Consagrado..." S. Tomás de Aquino


Os antecedentes.
Através dos séculos, de pais para filhos, foram os nossos pais que nos ensinaram a Fé e nos falaram do Santíssimo Sacramento.
Disseram-nos que a Divina Eucaristia é verdadeiramente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Os Padres do Concílio de Trento definiram o Santíssimo Sacramento com precisão e cuidado. S. Tomás de Aquino ensinou-nos que, por respeito para com este Sacramento, tocar n’Ele e ministrá-Lo compete apenas ao Sacerdote.
Em casa, os nossos pais, como católicos que eram, e também as Irmãs religiosas que ensinavam nas escolas disseram-nos que era um sacrilégio (e hoje continua sendo), uma pessoa, sem ser o sacerdote, tocar na Sagrada Hóstia.
Através dos séculos, Papas, bispos e sacerdotes disseram-nos a mesma coisa, não tanto por palavras, mas sobretudo pelo exemplo; e especialmente através da celebração da Antiga Missa em latim, em que o mais profundo respeito pelo Santíssimo Sacramento, o autêntico Corpo de Cristo, estava em cada gesto do Sacerdote.


Os nossos pais disseram-nos estas coisas não com a idéia de transmitir uma tradição, venerável mas sem fundamento; ensinaram-nos estas coisas através de palavras e exemplos para nos mostrarem a fidelidade à Fé Católica e o respeito pelo Santíssimo Sacramento. Os nossos pais disseram-nos isto porque é a verdade.
Pelo contrário, a entrada em vigor da Comunhão na mão e de leigos como “Ministros da Eucaristia” mostra um desprezo arrogante por aquilo que os nossos pais nos ensinaram. E embora estas práticas tivessem sido introduzidas com o pretexto de serem um desenvolvimento litúrgico "autêntico" e ordenado pelo Concílio Vaticano II, a verdade é que a Comunhão na mão não é uma autêntica evolução litúrgica, não foi ordenada pelo Concílio Vaticano II, e não só aparece como um desafio como revela um completo desprezo por séculos de doutrina e prática católicas até hoje.


A Comunhão na mão estabeleceu-se sob um falso ecumenismo; permitiram que se espalhasse por fraqueza da autoridade; foi aprovada como medida de compromisso e por um falso sentido de tolerância – e levou a uma profunda irreverência e indiferença para com o Santíssimo Sacramento. Esse abuso litúrgico – que se tornou o mais comum possível – é a vergonha dos nossos tempos.


Sobre o Concílio Vaticano II e a Reforma Litúrgica
O Papa Pio XII faleceu em 1958 e no início de 1959 foi dado o primeiro aviso oficial sobre o futuro Concílio; e a 25 de julho de 1960, João XXIII tornou pública a sua decisão de confiar aos Padres do Concílio a reforma litúrgica.
As comportas iam ser abertas; era preciso, então, acelerar as providências. O monge beneditino Dom Adrien Nocent, "neolitúrgico típico", foi nomeado, em 1961, professor do Pontifício Instituto de Liturgia de Santo Anselmo em Roma, uma venerável universidade beneditina fundada por Leão XIII; e lá Dom Nocent preparava o Concílio.
Naquele mesmo ano de 1961, em sua obra O Futuro da Liturgia, Dom Nocent definia os princípios e os fundamentos da nova missa que então preconizava. Seu propósito: influir direta e decisivamente na "revisão da liturgia" que poderia ser realizada durante o Concílio Vaticano II.Veio o Concílio.


Pela vontade do Papa João XXIII, o Vaticano II quis ser um Concílio Ecumênico e, como disse um bispo não tradicionalista, aí esta palavra "ecumênico" deve ser entendida não no sentido tradicional de "universalidade" ou de "catolicidade", mas "na acepção moderna (ou errônea?) de favorecer a unidade dos cristãos".
Essa intenção de fazer do Concílio um instrumento de ecumenismo (aliás, falso) abriu as portas da Santa Sé e a cidadela foi ocupada pelos neolitúrgicos progressistas.
Deixemos de lado o que nos separa, guardemos o que nos une; este bem conhecido programa de João XXIII foi o principio inspirador da nova liturgia.Ora, uma reforma litúrgica inspirada em "motivos ecumênicos" é inconcebível, porque contradiz o princípio imutável da liturgia católica: cabe à regra de fé regular a oração.


Uma tal reforma é, ao contrário, pôr em prática a "caridade sem fé" que São Pio X condenou no modernismo. Não é de espantar que a "reforma" (que ia ser implantada) tenha sacrificado a claridade e a exatidão doutrinal em troca de ambigüidade e compromisso.
Todavia, imbuídos do princípio anunciado por João XXIII, os Padres conciliares irão dizer, no primeiro documento que aprovaram, ou seja, na Constituição "Sacrosanctum Concilium" sobre a reforma da "Sagrada Liturgia", de 4 de dezembro de 1963, que o Concílio Vaticano II, desde o seu início, propunha-se a "favorecer tudo o que possa contribuir para a união dos que crêem em Cristo"... e para tanto julgou "ser seu dever cuidar de modo especial da reforma e do incremento da Liturgia" (idem, pg 259.)., estando a Reforma do Ordinário da Missa inserida nessa reforma.


E esse documento foi redigido de uma forma tão ambígua que tornou possível a remoção "das pedras que pudessem constituir mesmo sombra de um risco de tropeço ou de desagrado para nossos irmãos separados", como declarou Monsenhor Annibal Bugnini, artífice da Nova Missa, no L’ Observatore Romano de 19 de maio de 1965, pedras essas que existiam (e que continuam a existir) na liturgia da Igreja Católica, particularmente no rito romano tradicional, restaurado e canonizado por São Pio V para deter e combater as heresias protestantes.


Com a aprovação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia foi iniciada a protestantização da Missa católica. E, isto feito, Paulo VI, a 29 de fevereiro de 1964, criou o "Consilium ad Exsequendam Constitutionem de Sacra Liturgia" – Conselho para a Aplicação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, o "Consilium", tendo por presidente o Cardeal Lercaro e por secretário o Monsenhor Annibal Bugnini, ou seja, os elementos mais avançados do Movimento Litúrgico italiano.

Ao Consilium coube a tarefa de fazer a Reforma Litúrgica, aprovada pelo Vaticano II.

O Poder da Santa Missa - 4


O Poder da Santa Missa


Comunhão de joelhos


A Comunhão de joelhos, é a adoração a Deus.


D. Albert Malcolm Ranjith, Secretário da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos


O Prefácio de D. Malcolm Ranjith, Secretário da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos à obra “Dominus Est - Riflessioni di un Vescovo dell'Asia Centrale sulla sacra Comunione”, escrito por D. Athanasius Schneider, Bispo auxiliar de Karaganda (Cazaquistão)


No livro do Apocalipse, São João narra que tendo visto e ouvido o que lhe havia sido revelado, se prostrava em adoração aos pés do Anjo de Deus (cf. Ap. 22, 8). Prostrar-se ou ajoelhar-se ante a majestade da presença de Deus, em humilde adoração, era um hábito de reverência que Israel manifestava sempre ante a presença do Senhor.


Diz o primeiro livro dos Reis: “Quando Salomão acabou de dirigir a Javé toda essa oração e súplica, levantou-se diante do altar de Javé, no lugar em que estava ajoelhado e de mãos erguidas para o céu. Ficou em pé e abençoou toda a assembléia de Israel” (1 Reis 8, 54-55). A postura da súplica do Rei é clara: ele estava genuflectido perante o altar.


A mesma tradição se encontra também no Novo Testamento onde vemos Pedro ajoelhar-se diante de Jesus (cfr Lc 5, 8); Jairo para Lhe pedir que cure a sua filha (Lc 8, 41); o Samaritano quando volta para agradecer-Lhe e a Maria, irmã de Lázaro, para Lhe pedir a vida em favor de seu irmão (Jo 11, 32). A mesma atitude de se prostrar, devido ao assombro causado pela presença e revelação divinas, nota-se não raramente no livro do Apocalipse (Ap 5, 8, 14 e 19, 4).
Estava intimamente relacionada com esta tradição a convicção de que o Templo Santo de Jerusalém era a casa de Deus e portanto era necessário dispor-se nele em atitudes corporais que expressassem um profundo sentimento de humildade e de reverência na presença do Senhor.
Também na Igreja, a convicção profunda de que sob as espécies eucarísticas o Senhor está verdadeira e realmente presente, e o crescente costume de conservar a santa comunhão nos tabernáculos, contribuiu para a prática de ajoelhar-se em atitude de humilde adoração do Senhor na Eucaristia.


Com efeito, a respeito da presença real de Cristo sob as espécies Eucarísticas, o Concilio de Trento proclamou: “in almo sanctae Eucharistiae sacramento post panis et vini consecrationem Dominum nostrum Iesum Christum verum Deum atque hominem vere, realiter ac substantialiter sub specie illarum rerum sensibilium contineri” (DS 1651).
Além disso, São Tomás de Aquino já tinha definido a Eucaristia latens Deitas (S. Tomás de Aquino, Hinos). A fé na presença real de Cristo sob as espécies eucarísticas já pertencia então à essência da fé da Igreja Católica e era parte intrínseca da identidade católica. Era evidente que não se podia edificar a Igreja se esta fé fosse minimamente desprezada.


Portanto, a Eucaristia – Pão transubstanciado em Corpo de Cristo e vinho em Sangue de Cristo, Deus em meio a nós – devia ser acolhida com admiração, máxima reverência e atitude de humilde adoração.
O Papa Bento XVI recordando as palavras de Santo Agostinho “nemo autem illam carnem manducat, nisi prius adoraverit; peccemus non adorando” (Enarrationes in Psalmos 89, 9; CCLXXXIX, 1385) ressalta que “receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d’Aquele que comungamos (...) somente na adoração pode amadurecer um acolhimento profundo e verdadeiro” (Sacramentum Caritatis, 66).


Seguindo esta tradição, é claro que adotar gestos e atitudes do corpo e do espírito que facilitam o silêncio, o recolhimento, a humilde aceitação de nossa pobreza diante da infinita grandeza e santidade d’Aquele que nos vem ao encontro sob as espécies eucarísticas, torna-se coerente e indispensável. O melhor modo para exprimir o nosso sentimento de reverência para com o Senhor Eucarístico seria seguir o exemplo de Pedro que, como nos narra o Evangelho, se lançou de joelhos diante do Senhor e disse “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” (Lc 5, 8).


Ora, nota-se que nalgumas igrejas, tal prática se torna cada vez mais rara e os responsáveis não só impõem aos fiéis receber a Sagrada Eucaristia de pé, mas inclusive tiraram os genuflexórios obrigando os fiéis a permanecerem sentados ou em pé, até durante a elevação das espécies eucarísticas apresentadas para a Adoração.
É estranho que tais procedimentos tenham sido adotados em dioceses, pelos responsáveis da liturgia, e nas igrejas pelos párocos, sem a mais mínima consulta aos fiéis, se bem que hoje se fale mais do que nunca, em certos ambientes, de democracia na Igreja.


Ao mesmo tempo, falando da Comunhão na mão é necessário reconhecer que se trata de uma prática introduzida abusivamente e à pressa nalguns ambientes da Igreja imediatamente depois do Concilio, alterando a secular prática anterior e transformando-se em seguida como prática regular para toda a Igreja. Justificava-se tal mudança dizendo que refletia melhor o Evangelho ou a prática antiga da Igreja.


É verdade que se se recebe na língua, se pode receber também na mão, sendo ambos órgãos do corpo de igual dignidade. Alguns, para justificar tal prática, referem-se às palavras de Jesus: “Tomai e comei” (Mc 14, 22; Mt 26, 26). Quaisquer que sejam as razões para sustentar esta prática, não podemos ignorar o que acontece a nível mundial em todas partes onde é adotada.
Este gesto contribui para um gradual e crescente enfraquecimento da atitude de reverência para com as sagradas espécies eucarísticas. O costume anterior, pelo contrário, preservava melhor este senso de reverência. Àquela prática seguiu-se uma alarmante falta de recolhimento e um espírito de distração geral.


Atualmente vêem-se pessoas que comungam e freqüentemente voltam aos seus lugares como se nada de extraordinário se tivesse dado. Vêem-se mais distraídas ainda as crianças e adolescentes. Em muitos casos, não se nota este sentido de seriedade e silêncio interior que devem indicar a presença de Deus na alma.
O Papa fala da necessidade de não só entender o verdadeiro e profundo significado da Eucaristia, como também de celebrá-la com dignidade e reverência. Diz que é necessário estar conscientes “dos gestos e posições, como, por exemplo, ajoelhar-se durante os momentos salientes da Oração Eucarística” (Sacramentum Caritatis, 65).
Além disso, tratando da recepção da Sagrada Comunhão, convida todos para “que façam o possível para que o gesto, na sua simplicidade, corresponda ao seu valor de encontro pessoal com o Senhor Jesus no Sacramento” (Sacramentum Caritatis, 50).


Nesta perspectiva é de apreciar o opúsculo escrito por S. Excia. D. Athanasius Schneider, Bispo auxiliar de Karaganda, no Cazaquistão, sob o muito significativo título “Dominus Est” (é o Senhor). Ele deseja dar uma contribuição à atual discussão sobre a Eucaristia, presença real e substancial de Cristo sob as espécies consagradas do Pão e do Vinho.
É significativo que D. Schneider inicie a sua apresentação com uma nota pessoal recordando a profunda fé eucarística da sua mãe e de outras duas senhoras; fé conservada no meio de tantos sofrimentos e sacrifícios que a pequena comunidade dos católicos daquele país padeceu nos anos da perseguição soviética.
Começando desta sua experiência, que nele suscitou uma grande fé, admiração e devoção pelo Senhor presente na Eucaristia, ele apresenta-nos um excursus histórico-teólogico que esclarece como a prática de receber a Sagrada Comunhão na boca e de joelhos foi recebida e exercitada pela Igreja durante um longo período de tempo.


Creio que chegou a hora de avaliar a prática acima mencionada, de reconsiderá-la e, se necessário, abandonar a atual, que de fato não foi indicada nem pela Sacrosanctum Concilium, nem pelos Padres Conciliares, mas foi aceite depois da sua introdução abusiva nalguns países.
Hoje mais do que nunca é necessário ajudar o fiel a renovar uma fé viva na presença real de Cristo sob as espécies eucarísticas para reforçar assim a vida da Igreja e defendê-la no meio das perigosas distorções da fé que tal situação continua a criar.
As razões de tal medida devem ser não tanto acadêmicas, quanto pastorais – espirituais como litúrgicas –, em suma, as que edificam melhor a fé. D. Schneider neste sentido mostra uma louvável coragem, pois soube entender o significado das palavras de São Paulo: “mas que tudo seja para edificação” (1 Cor 14, 26).
+ Malcolm Ranjith, Secretário da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Poder da Santa Missa - 3

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A
DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS.


"Pro multis significa por muitos"


Sua Eminência/Excelência,

Em julho de 2005, esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, por acordo com a Congregação para a Doutrina da Fé, escreveu a todos os Presidentes das Conferências Episcopais para requisitar sua opinião ponderada acerca da tradução, para os diversos vernáculos, da expressão "pro multis" na fórmula para a consagração do Preciosí­ssimo Sangue durante a celebração da Santa Missa (ref. Prot. N. 467/05/L de 9 de julho de 2005).


As respostas recebidas das Conferências Episcopais foram estudadas pelas duas Congregações e um relato foi feito para o Santo Padre. Sob a direção dele, esta Congregação agora escreve a Sua Eminência/Excelência nos seguintes termos:

1. Um texto correspondente às palavras pro multis, transmitido pela Igreja, constitui a fórmula em uso pelo Rito Romano em Latim desde os primeiros séculos. Nos últimos 30 anos aproximadamente, alguns textos em vernáculo aprovados contiveram a tradução interpretativa "por todos", "per tutti", ou equivalentes.

2. Não há absolutamente qualquer dúvida sobre a validade das Missas celebradas com o uso de uma fórmula devidamente aprovada contendo a fórmula equivalente a "por todos", conforme a Congregação para a Doutrina da Fé já declarou (cf. Sacra Congregatio pro Doctrina Fidei, Declaratio de sensu tribuendo adprobationi versionum formularum sacramentalium, 25 Ianuarii 1974, AAS 66 [1974], 661).


Com efeito, a fórmula "por todos" indubitavelmente corresponderia a uma interpretação correta da intenção do Senhor expressada no texto. É um dogma de fé que Cristo morreu na Cruz por todos os homens e mulheres (cf. João 11:52; 2 Corintios 5,14-15; Tito 2,11; 1 João 2,2).3. Há, contudo, muitos argumentos em favor de uma tradução mais precisa da fórmula tradicional pro multis:a. Os Evangelhos Sinóticos (Mateus 26,28; Marcos 14,24) fazem referência específica a "muitos" (πολλων = pollôn) pelos quais o Senhor oferece o Sacrifício, e essa formulação foi enfatizada por alguns estudiosos bíblicos em conexão com as palavras do profeta Isaías (53, 11-12).


Teria sido perfeitamente possível aos textos evangélicos terem dito "por todos" (por exemplo, cf. Lucas 12,41); todavia, a fórmula apresentada na narrativa da instituição é "por muitos", e as palavras foram fielmente traduzidas assim na maioria das versões modernas da Bíblia.b. O Rito Romano em Latim sempre disse pro multis e nunca pro omnibus na consagração do cálice.c. As anáforas dos diversos Ritos Orientais, sejam em grego, siríaco, armênio, línguas eslavas, etc., contêm o equivalente verbal do latim pro multis em suas respectivas línguas.d. "Por muitos" é uma tradução fiel de pro multis, ao passo que "por todos" é, ao invés, uma explicação do tipo que pertence propriamente à catequese.e.


A expressão "por muitos", embora permaneça aberta à inclusão de cada pessoa humana, reflete também o fato de que essa salvação não é efetuada de um modo automático, sem o concurso da vontade ou a participação de cada um; pelo contrário, o fiel é convidado a aceitar na fé o dom oferecido e a receber a vida sobrenatural que é dada àqueles que participam neste mistério, pondo também isso em prática na vida, para ser contado no número daqueles "muitos" aos quais o texto faz referência.f. De acordo com a Instrução Liturgiam Authenticam, deve haver o esforço para uma maior fidelidade aos textos latinos contidos nas edições típicas.


As Conferências dos Bispos daqueles países onde a fórmula "por todos" ou sua equivalente está atualmente em vigor são, portanto, requisitadas a realizar a catequese necessária aos fiéis sobre essa questão nos próximos um ou dois anos, para prepará-los para a introdução de uma tradução vernacular precisa da fórmula pro multis (ou seja, "por muitos", "per molti", etc.) na próxima tradução do Missal Romano que os Bispos e a Santa Sé aprovarem para uso em seu país.


Com a expressão de minha alta estima e respeito,

permaneço, Sua Eminência/Excelência,

Devotamente Seu em Cristo,

Francis Cardeal Arinze, Prefeito.

O Poder da Santa Missa - 2

O PODER DA SANTA MISSA


Conforme o Rito Tridentino do Papa São Pio V.
Fonte: Derradeiras Graças


01 - EUCARISTIA: SACRIFÍCIO E SACRAMENTO


Nosso Senhor Jesus Cristo, na Última Ceia, ao instituir a Eucaristia, transubstanciou o pão em seu Corpo e o vinho em seu Sangue, um separado do outro, e ofereceu ali o mesmo sacrifício que realizaria na Cruz, onde o seu Sangue foi separado do seu Corpo, derramado por nós, em remissão dos pecados. Depois de ter-Se imolado na Santa Ceia, Ele se deu a Si mesmo aos Apóstolos ao levá-los a participar da consumação do seu Corpo e do seu Sangue. A Eucaristia é, assim, ao mesmo tempo, sacrifício e sacramento.


EUCARISTIA ENQUANTO SACRIFÍCIO
Enquanto sacrifício a Eucaristia é o Sacrifício da Missa, o sacrifício da Nova Lei no qual Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo ministério do sacerdote, se oferece a Si mesmo a Deus, de maneira incruenta, sob as aparências do pão e do vinho.


EUCARISTIA ENQUANTO SACRAMENTO
Enquanto sacramento a Eucaristia é o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é dado àqueles que O querem, e podem, receber como alimento espiritual.


02 - SACRIFÍCIO É FAZER O SAGRADO.
A religião é um culto que nos liga a Deus por um perfeito sujeitamento de nós mesmos ao Ser supremo, e que nos faz relacionar à Sua glória tudo o que nós somos e tudo o que nós fazemos; e a religião nos faz cumprir, de modo particular, este dever indispensável pelo sacrifício, que é uma oblação feita a Deus para reconhecer seu soberano domínio sobre tudo o que foi criado.
O sacrifício é, portanto, a expressão privilegiada da virtude da religião e, segundo a etimologia da palavra, sacrifício consiste em fazer o sagrado (sacrum facere), diz-nos São Tomás de Aquino, isto é, separar para Deus.


Os homens sempre foram inspirados, pelas luzes da razão natural, a considerar o sacrifício como o primeiro de todos os atos essenciais à religião.
De fato, desde a origem da humanidade, vemos o homem oferecer a Deus sacrifícios e exprimir desse modo sua religião. Mesmo depois do pecado original, permaneceu no homem a consciência de um dever: o de render culto ao Senhor. Tão universal era essa voz interior que não houve um tempo, remoto que fosse, ou região por demais longínqua, em que não se prestasse um culto e não se oferecesse um sacrifício a Deus.


Assim, Caim e Abel ofereceram a Deus frutos da terra e animais e Noé saindo da arca levantou um altar, tomou de todos os animais puros e os ofereceu ao Senhor em holocausto sobre aquele altar.
O sacrifício exterior consiste, pois, em oferecer a Deus uma coisa sensível e exterior para ser destruída ou para que sofra uma mudança qualquer, o que é feito por quatro razões que são os quatro fins do sacrifício:


> reconhecer o soberano domínio de Deus sobre todas as criaturas;
> reconhecer a nossa dívida para com a justiça divina e obter o perdão dos pecados;
> agradecer a graça recebida; e
> pedir a graça que necessitamos.

Algo sobre São Lucas - Padroeiro dos médicos e pintores

São Lucas

São Lucas, evangelista e patrono dos pintores e médicos, ele é o autor do terceiro livro dos evangelhos que tem o seu nome e do Atos dos Apóstolos.

Um médico, São Lucas é tido como sendo um grego da Antiópia (moderna Turquia). Que era medico é confirmado por uma passagem em Colossians (4:14) na qual São Paulo descreve Lucas como "amado medico". Um convertido na nova fé, ele acompanhou São Paulo na sua segunda jornada missionária em torno dos anos 51 DC e permaneceu 6 anos em Philippi, na Grécia e foi na terceira jornada com Paulo, que incluiu o famoso naufrágio as costas de Malta. Ele permaneceu com Paulo durante sua prisão.Paulo escreveu três vezes sobre Lucas no Novo Testamento: em Colosians, em Timoteo e em Philomon.

É possível deduzir a presença de Lucas com Paulo nas jornada missionarias pelas varias passagens no "Atos dos Apóstolos" (16:10-17; 20:5-21:18; 27:1-28:16). Em 66 DC, Lucas voltou para a Grécia onde se acredita que veio a falecer com a idade de 84 anos "repleto do Espirito Santo". Vários "Atos" relatam que foi martirizado, embora vários escolares acreditam que isto seriam lendas não confiáveis.
Ele é tido como tendo visitado a Virgem Maria e se acredita que ele teria pintado vários quadros da Virgem Maria em especial o lindo quadro conhecido como o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Seu trabalho estaria preservado em Roma na "Santa Maria Magiore", embora as datas das pinturas seriam bem depois dos tempos apostólicos. O seu evangelho definidamente foi escrito para os gentios.

Um dos aspectos mais interessantes de Lucas é que freqüentemente fazia a justaposição de um história de um homem com a de uma mulher. Por exemplo, a cura dos demoníaco (Lu 4:31-37) e seguida da cura da sogra de Pedro (4:39-39) , o escravo do centurião é curado(7:1-11) e o filho da viuva de Nain é curado, o Geranese demoníaco é curado (8:26-39) seguido pela cura da filha de Jairus e da mulher com hemorragia (8:40-56).
Lucas também menciona as mulheres que assistiam Jesus no seu ministério (8:1-3) Assim diferente de todos os outros evangelistas São Lucas descreve um Jesus que se preocupa com o cuidado e a salvação das mulheres. Talvez por isso, provavelmente Lucas teria aprendido muito a respeito de Jesus com a Virgem Maria. Somente ele e Mateus descrevem elementos obscuros ou escondidos da vida privada de Jesus, antes de Seu ministério público.

Ainda, ao mencionar a sogra de Pedro, ele deixa claro e de maneira natural que Pedro era casado. Lucas enfatiza a misericórdia e o amor de Deus para com a humanidade. Ele é o único que descreve a parábola da ovelha desgarrada, do Bom Samaritano, do filho pródigo, de Dives e Lázaro. Ele é também o único que descreve o perdão de Jesus a Maria Madalena (Luc7:47), a promessa ao bom ladrão e sua oração para seus executores.
Ele é também o único evangelista a registrar a "Ave Maria", o "Magnificat", o "Benedictus", e o "Nunc Dimittis" que são todos usados na Liturgia das Horas(orações da noite, tarde e manhã). Lucas enfatiza o chamado para a oração, a pobreza, a pureza de coração, o quais teriam um apelo especifico aos gentios.

Lucas também escreveu os "Atos dos Apóstolos" que é também conhecido com "Atos do Espirito Santo". É uma continuação do que conta em seu evangelho, embora os Atos talvez tenham sido escritos primeiro. De acordo com os escolares São Euzébio e São Jerônimo, os Atos foram escritos durante a prisão de São Paulo, embora Santo Irineu já pense que foram escritos após a morte de São Paulo, lá pelos anos 66 DC . Euzébio diz que o evangelho foi escrito antes da morte de Paulo, Jerônimo diz que foi depois e a tradição antiga diz que foi escrito pouco antes da morte de Lucas, quase no século segundo. O evangelho teria sido escritos entre 70 e 85 DC, possivelmente na Grécia Os atos do apóstolos detalham a igreja nos tempos de 35 a 63 DC, demonstrando um estilo de prosa soberbo, e um estilo de quem presenciou a fé.

Certas passagens dos Atos escrito na primeira pessoa do plural, são usualmente usadas para indicar que o escritor estava com São Paulo em parte da sua segunda jornada missionária e sem dúvida na viagem que ambos fizeram a Itália e estavam juntos quando o navio naufragou ao largo da costa de Malta (Acts 16:10ff:20:5ff 27-28). São Paulo diz nas suas cartas quando preso: "Lucas é a minha única companhia". Durante o martírio de Paulo, Lucas nunca saiu do seu lado. Lucas sem dúvida conversava muito com a mãe de Jesus e com São João.

As suas relíquias foram trasladadas para Constantinopla e Pádua.
De acordo com a Igreja Católica Ortodoxa Grega, São Lucas sempre andava com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e ela foi o instrumento de varias conversões. Na verdade ele foi um grande artista e grande escritor, e suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte, mas as pinturas existente da Virgem, as quais é dito que ele teria pintado, são trabalhos de datas bem mais recentes. Não obstante alguns julgam que a pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teria sido pintada por ele.

Pinturas excepcionais de S.Lucas são as de Roger van Weyden na Pinacoteca de Munique, na Alemanha, a de Jean Grossaert em Praga e a de Rafael na Academia de São Lucas em Roma.
Na arte litúrgica da igreja ele é mostrado com um machado e as vezes mostrado pintando o retrato da Virgem Maria.
Sua festa é celebrada no dia 18 de outubro.

Congregação Missionária Santo Inácio de Antioquia

Congregação realizará missa em louvor a Santo Inácio de Antioquia e receberá decreto canônico

A Congregação Santo Inácio de Antioquia – presente na Diocese de Bauru nas paróquias Santa Luzia, São Paulo Apóstolo e São Brás – convida a todos para a missa solene em louvor a Santo Inácio de Antioquia que será no dia 17 de outubro, às 20h, na Catedral do Divino Espírito Santo
A celebração será presidida pelo bispo diocesano, Dom Luiz Antônio Guedes, e concelebrada pelos padres e freis inacianos.
A missa contará ainda com a presença do fundador da Congregação Missionária Santo Inácio de Antioquia, Cônego Gino Serafim. Na mesma ocasião, a Congregação receberá o Decreto de Ereção Canônica. Todos estão convidados para partilhar dessa alegria.

Saiba mais
Congregação Missionária Santo Inácio de Antioquia (CMSIA)
Para nós inacianos é um mês especialmente importante, pois é no dia 17 de Outubro que celebramos nosso Patrono, Pai Espiritual, Sto. Inácio de Antioquia.

“Sou Trigo de Deus. Quero ser triturado pelos dentes das feras, a fim de me tornar o pão puro de Cristo” (Sto. Inácio aos Romanos).
Nestas palavras, Ignatius – Nascido do Fogo – o terceiro bispo de Antioquia, suplicou aos seus amigos influentes em Roma, para não agirem em seu favor para impedir o seu martírio. Assim, em 20 de dezembro do ano 107 d.C, Inácio foi escoltado do navio romano que havia levado cerca de 9 anos para entregar o seu prisioneiro de Antioquia a Roma. Foi trazido ao Anfiteatro Romano Flaviano, o Coliseo, onde no final de um dos grandes festivais romanos foi atirado aos leões da arena, como um grande espetáculo, coroando o final do festival.

Mas quem foi este homem, através do qual o martírio tornou-se exemplo para todos os cristãos? Quem foi este homem cuja vida nós, dentre toda a Igreja, missionários inacianos (Congregação Missionária de Santo Inácio de Antioquia - CMSIA) honramos e veneramos, bebendo de sua riquíssima fonte em nosso Carisma e sob a intercessão nos colocamos? Inácio era um sírio de nascimento que foi atraído pela primeira geração dos cristãos. Alguns autores acreditam que ele deve ter sido discípulo de S. João Evangelista.

Com certeza foi amigo de S. Policarpo, a quem escreveu uma carta pessoal; este, certamente, um dos seguidores de João Evangelista. A Tradição o aponta como sendo eleito pelo próprio Pedro, Apóstolo e primeiro Papa, como o terceiro bispo de Antioquia, a segunda maior cidade de todo o Império Romano. Somente Roma era considerada a maior. Como Bispo de Antioquia, Inácio escreveu sete cartas que ajudaram a solidificar os fiéis da segunda e terceira geração da Igreja. Escreveu que a Igreja só pode preservar sua UNIDADE, se cada membro, homem e mulher, realizar essencialmente sua função como cristão no mundo, enquanto reconhecer que o seu bispo e presbíteros representam Cristo e seus Apóstolos.

Dentre todas as igrejas, particulares e comunidades cristãs, Inácio enfatizou a preeminência da Igreja de Roma, pois foi em Roma que se deu o martírio de Pedro. Inácio também escreveu que, em Cristo, vemos a UNIDADE dos opostos: Cristo é carne e espírito, isto é, de Maria e de Deus. Sujeito ao sofrimento e, ainda assim, inatingível pelo sofrimento. Através da vida de Deus em Cristo, a vida divina, a vida da Graça vem ao mundo.

Os Profetas e Patriarcas do Antigo Testamento receberam, como que, “porções” desta Graça para preparar Sua vinda. Nós mesmos podemos receber esta Graça e, como os profetas, tornar-nos Instrumentos de Deus. Para nós, o meio essencial de receber essa Graça é através da Eucaristia, a qual Inácio chama de “Remédio da Imortalidade” e define como a real Presença de Cristo!

Por volta do ano 98 d.C quando foi preso em Antioquia, durante a perseguição do imperador Trajano aos cristãos, ele já era conhecido pro todo o mundo cristão.
Em todo lugar que o navio que o levava prisioneiro aportava era recebido e saudado por centenas de cristãos. Literalmente, tinha que implorar aos cristãos mais influentes e abastados, para não usarem suas influências e ligações políticas no intuito de impedir o seu martírio. Por volta de 30 anos antes de sua morte já era querido pela Igreja (Universal) Católica como um santo.

Hoje, Santo Inácio de Antioquia é lembrado na lista dos santos na Oração Eucarística número I (Cânon Romano). Sua festa é celebrada no dia 17 de outubro por toda Igreja. Para nós, Missionários Inacianos e para toda a família inaciana é motivo de grande alegria ter como inspiração carismática este homem chamado Inácio. Tamanha é sua importância para Igreja e para cada um de nós! “Sum Frumentum Dei, Panis Christi!

Frei Alfredo Francisco de Souza, SIA.
Fonte: www.bispadobauru.org.br

O Poder da Santa Missa

O Poder da Santa Missa

Conforme o Rito Tridentino do Papa São Pio V.

A Missa de costas para o povo ?


Numa intenção de desprestigiar a Missa legitimamente celebrada na forma extraordinária ou antiga do Rito Romano, agora equiparada pelo Papa à forma ordinária em vigor, costuma-se a ela se referir como sendo aquela missa celebrada “de costas para o povo”.

Interessante que por quatro séculos a Missa foi assim celebrada e só agora se notou isso?Na verdade, a Missa na forma tradicional não é celebrada pelo Sacerdote de costas para o povo, mas sim pelo padre se postando na mesma direção do povo, em direção ao Oriente, “versus Orientem”, que representa Nosso Senhor. Todos em direção ao Senhor! Para frente e para cima. Assim como o comandante não marcha de costas para os seus soldados mas na mesma direção deles, para frente.

Eis a explicação que nos dá o então Cardeal Joseph Ratzinger, agora nosso Papa Bento XVI: “No plano concreto, um erro grave atribuído à reforma pós-conciliar foi o costume de o sacerdote celebrar voltado para os fiéis. Dessa forma, o Sacerdote torna-se o verdadeiro ponto de referência de toda a celebração. Tudo acaba em cima dele. É ele que se precisa olhar. A atenção é cada vez menos voltada para Deus e é cada vez mais importante o que fazem as pessoas que ali se encontram e que não têm a menor intenção de submeter-se a um esquema predisposto. O sacerdote virado para o povo dá à comunidade o aspecto de um todo fechado sobre si mesmo. Sua postura não é mais aberta para frente e para cima, mas fechada em si mesma.”

E ele recorda que, ao contrário do que muitos pensam, do altar voltado para o povo não há menção alguma no texto do Concílio Vaticano II. E, segundo ele, “no costume antigo, a questão não era de virar as costas ao povo, mas de adotar a mesma orientação do povo”.
“Quem entender isso, diz ele, entende facilmente que a questão não é olhar o sacerdote, mas olharmos juntos o Senhor e ir ao seu encontro. Fiéis e sacerdote não devem olhar um para os outros, mas olhar juntos para Ele, o transpassado. A oração comunitária litúrgica deve mirar a que oremos de verdade, isto é, que não falamos um com o outro, mas falamos com Deus e perante Deus.”

+ Dom Fernando Arêas Rifan Bispo Titular de Cedamusa - Campos – RJ.

(Lembrando que Deus está ali presente no Sacrário e a Cruz que lembra o caráter Sacrificial da Missa. Por isso devem estar no centro da Igreja no lugar de honra e mais elevado em direção ao oriente, para que todos possam ver e contemplar.O que dizer quando muitos já não têm fé que Jesus está ali vivo e real, porém invisível aos olhos humanos? E pior ainda, quando Jesus no Sacrário é atirado para o lado ou escondido, se sentindo assim como que desprezado, rejeitado ou um simples mais um, a olhar?)

"Neste nosso tempo a criatura é mais valorizada que o Próprio Criador que a fez."A Escritura diz: “A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular.”
Assim a Santa Madre Igreja Católica Apostólica vai sendo despida de sua Sacralidade, assim como despiram Nosso Senhor Jesus Cristo no alto do calvário.A Escritura também diz: “Quando voltar será que encontrarei fé sobre a terra?”

Fonte: Derradeiras Graças