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Defendemos a Igreja conservadora. Acreditamos em DEUS e nos entregamos nos braços de MARIA. Que DEUS nos ilumine e proteja.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Alinhamento de planetas - Os Sinais do Apocalipse

Diz a Sagrada Escritura:

Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas. (Lc. 21, 25-26)

Filhinhos, esta é a última hora. Vós ouvistes dizer que o Anticristo vem. Eis que já há muitos anticristos, por isto conhecemos que é a última hora. (I Jo. 2,18)

Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão. (I Ts. 5,3)

Alinhamento de planetas nos aproxima da Era de Aquário

14/02/09: Fenômeno ocorre às 7h25 deste sábado, segundo astróloga.
Período de Aquário deve ser marcado por confraternização e paz.

O espírito de solidariedade e os cuidados com a preservação do meio ambiente, cada vez mais comuns nos últimos anos, podem ter uma explicação que vem dos astros. Segundo a astróloga Sandra Perin, apesar de estarmos ainda 250 anos distantes da chamada Era de Aquário, já começamos a sentir as vibrações desse período.

Neste sábado (14), um fenômeno que acontece às 7h25 nos colocará ainda mais próximos da Era de Aquário: o alinhamento de Marte, Júpiter, Sol e o asteroide Quíron no signo. “Há quem diga que a Era de Aquário começa neste sábado, mas isso não é verdade”, diz Sandra ao G1.

A especialista explica que a troca de eras astrológicas acontece a cada 2 mil anos. “São como eras da história, que localizam acontecimentos característicos. Estamos ainda a 250 anos da Era de Aquário, mas já conseguimos sentir suas influências”, afirma.

A Era de Aquário pode ser traduzida, segundo Sandra, como a era da unidade, da união e da confraternização. Já a Era de Peixes, que vivemos atualmente, é conhecida pela figura de Jesus Cristo, que espelha a solidariedade. “Assim como na Era de Peixes, que tivemos a figura de Cristo, na Era de Aquário deve surgir um novo líder, dessa vez com as características de Aquário”.

De acordo com a astróloga, o novo líder terá grande poder de convencimento sobre a importância da preservação do meio ambiente, da cidadania e da sustentabilidade. “Já percebemos uma preocupação maior com os assuntos do meio ambiente, então já podemos dizer que estamos entrando na Era de Aquário”, diz.

Segundo Daniela Lázaro, astrônoma e pesquisadora do Observatório Nacional, não há nenhum estudo ou comprovação científica para o alinhamento de planetas citado por Sandra, ou para a Era de Aquário.

Nota dos editores do Blog: não está entre os objetivos do Blog Catolicismo Brasil fazer apologia a qualquer prática advinhatória, incluindo as que buscam prever o FIM DOS TEMPOS.

Eventualmente e sem seguir ordem cronológica poderá ser mostrado nas páginas do Blog a ocorrência de fenômenos que se associam ao contido na Sagrada Escritura sobre o FINAL DOS TEMPOS.

Considerando não haver pretensões de 'advinhar o futuro' - que inclusive é condenado em na Sagrada Escritura - os fatos apontados serão selecionados ao acaso e sem nenhum sentido de associar a data do evento narrado a qualquer previsão da DATA em que ocorrerá a ÚLTIMA HORA.]

30 de abril - Santo do dia

São José Benedito Cotolengo

José Benedito Cotolengo nasceu em Brá, na província de Cuneo, no norte da Itália, no dia 3 de maio de 1786. Foi o mais velho dos doze filhos de uma família cristã muito piedosa. Ele tinha apenas cinco anos quando sua mãe o viu medindo os quartos da casa com uma vara, para saber quantos doentes pobres caberiam neles. Dizia que, quando crescesse, queria encher sua casa com esses necessitados, fazendo dela "seu hospital". O episódio foi um gesto profético. Na cidade de Brá, ainda se conserva tal casa.

Com dezessete anos, ingressou no seminário e, aos vinte e cinco, se ordenou sacerdote na diocese de Turim. Seu ministério foi marcado por uma profunda compaixão pelos mais desprotegidos, esperando sempre a hora oportuna para concretizar os ideais de sua vocação.

Em 1837, padre José Benedito foi chamado para ministrar os sacramentos a uma mulher grávida, vítima de doença fatal. Ela estava morrendo e, mesmo assim, os hospitais não a internaram, alegando que não havia leitos disponíveis para os pobres. Ele nada pôde fazer. Entretanto, depois de ela ter morrido e ele ter confortado os familiares, o padre se retirou para rezar. Ao terminar as orações, mandou tocar os sinos e avisou a todos os fiéis que era chegada a hora de "ajudar a Providência Divina".

Alugou uma casa e conseguiu colocar nela leitos e remédios, onde passou a abrigar os doentes marginalizados, trabalhando, ele mesmo, como enfermeiro e buscando recursos para mantê-la, mas sem abandonar as funções de pároco. Era tão dedicado aos seus fiéis a ponto de rezar uma missa às três horas da madrugada para que os camponeses pudessem ir para seus campos de trabalho com a Palavra do Senhor cravada em seus corações.

Os políticos da cidade, incomodados com sua atuação, conseguiram fechar a casa. Mas ele não desistiu. Fundou a Congregação religiosa da Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cotolenguinas, com a finalidade de servir os pequeninos, os deficientes e os doentes. Os fundos deveriam vir apenas das doações e da ajuda das pessoas simples. Padre José Benedito Cotolengo tinha como lema "caridade e confiança": fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Comprou uma hospedaria abandonada na periferia da cidade e reabriu-a com o nome de "Pequena Casa da Divina Providência".

Diante do Santíssimo Sacramento, padre José Benedito e todos os leigos e religiosos, que se uniram a ele nessa experiência de Deus, buscavam forças para bem servir os doentes desamparados, pois, como ele mesmo dizia: "Se soubesses quem são os pobres, vós os servirias de joelhos!". Morreu de fadiga, no dia 30 de abril de 1842, com cinqüenta e seis anos.

A primeira casa passou a receber todos os tipos de renegados: portadores de doenças contagiosas, físicas e psíquicas, em estado terminal ou não. Ainda hoje abriga quase vinte mil pessoas, servidas por cerca de oitocentas irmãs religiosas e voluntárias. A congregação pode ser encontrada nos cinco continentes, e continua como a primeira: sem receber ajuda do Estado ou de qualquer outra instituição. O padre José Benedito Cotolengo foi canonizado por Pio XI em 1934, e sua festa litúrgica ocorre no dia 30 de abril.

São José Benedito Cotolengo

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Mediação da Virgem Santíssima - Parte VIII

A MEDIAÇÃO UNIVERSAL DE MARIA SANTÍSSIMA

Parte VIII

Em 1750, Santo Afonso Maria de Ligório publicou um livro com o título “As Glórias de MARIA”. O Papa Bento XV, ao falar deste livro, disse: “É um livro perene”.

De fato, quem lê a maravilhosa Obra (que a seus devotos recomendamos) experimenta um terno amor para com a MÃE de DEUS, uma confiança inabalável no Poder e Amor da Virgem Medianeira, e fica certo da salvação, se for sincero devoto e MARIA.

O quinto capítulo de “Glórias de MARIA”, Santo Afonso o dedica à Mediação Universal, defendendo-a contra Luiz Muratori, um escritor daquele tempo, que não queria admitir esta doutrina. Afirma o Santo que a intercessão de MARIA é moralmente necessária para a nossa salvação, dizendo:

“Só os que são faltos de fé podem duvidar de que o recorrer a Intercessão de MARIA Santíssima seja coisa utilíssima e santa. O que, porém, temos em vista é provar que esta Intercessão é também necessária à nossa salvação; necessária não absoluta, mas moralmente, como deve ser.

A origem desta necessidade está na própria Vontade de DEUS, o qual quer que pelas Mãos de MARIA Santíssima passem todas as Graças que nos dispensa. Tal é a doutrina de São Bernardo, doutrina atualmente comum a todos os teólogos e doutores, conforme o autor do “Reino de MARIA”.

Muratori dissera que a proposição de não conceder o SENHOR Graça alguma, senão por meio de MARIA, é hipérbole, exagero que escapou ao fervor de alguns santos. Ao que Santo Afonso responde:

“Seja-me permitido recordar ao autor uma distinção que ele mesmo fez. No seu livro acentua também a diferença entre a mediação da justiça, em vista dos méritos, e a mediação de graça por via de intercessão. Do mesmo modo uma coisa é dizer que DEUS não possa, e outra que DEUS não queira conceder Suas Graças sem a Intercessão de MARIA.

Nós concedemos que DEUS é a Fonte de todos os bens e o SENHOR absoluto de todas as Graças. Confessamos também que MARIA não é mais que uma Pura Criatura, e que tudo quanto obtém, tudo recebe de DEUS. Mas esta Sublime Criatura, mais do que as outras, O Honrou e Amou, sendo por ELE escolhida para MÃE de SEU FILHO, o Salvador do mundo. Querendo exaltá-LA de modo extraordinário, o SENHOR determinou por isso que por Suas Mãos hajam de passar e sejam concedidas todas as mercês dispensadas às almas remidas. Não é muito razoável e muito conveniente uma tal suposição? Quem poderá dizer o contrário?

Não há dúvida, confessamos que JESUS CRISTO é o Único Mediador de Justiça, porque por SEUS Méritos nos obtém a Graças e a Salvação. Mas ajuntamos que MARIA é Medianeira de Graças e como tal pede por nós em Nome de JESUS CRISTO, e tudo nos alcança pelos Méritos DELE.

Assim, pois, à Intercessão de MARIA devemos todas as Graças que solicitamos.

Nada há nisso de contrário aos Sagrados Dogmas. Ao invés, o que há é plena conformidade com os sentimentos da Igreja. Nas orações por ela aprovadas, ensina-nos a recorrer sempre à MÃE de DEUS e a invocá-LA como salvação dos doentes, refúgio dos pecadores, auxilio dos cristãos, vida, doçura e esperança nossa. Nas Festas da Santíssima Virgem, aplica-LHE no Ofício as palavras dos Livros da Sabedoria, e assim nos da a entender que NELA acharemos toda a esperança: “Sou a mãe do puro amor, do temor (a DEUS), da ciência e da santa esperança, em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude.” (Eclo. 24, 24-25)

“Pois quem me acha encontra a vida e alcança o favor do Senhor. Mas quem ofende, prejudica-se a si mesmo; quem me odeia, ama a morte.” (Pv. 8, 35-36)

“Aquele que me ouve não será humilhado e os que agem por mim não pecarão. Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna.” (Eclo. 24, 30-31). Tudo está mostrando quão necessária nos é a Intercessão de MARIA.

Segundo São Bernardo, “DEUS premiou MARIA com todas as graças, para que, por Seu intermédio, recebam os homens todos os bens que lhes são concedidos”.

Faz aqui o Santo uma profunda reflexão, acrescentando: “Antes do nascimento da Santíssima Virgem, não existia para todos essa torrente de Graças, porque não havia ainda esse desejado aqueduto. MARIA foi dada ao mundo para que, por Seu intermédio, como por um canal, até nós corresse, sem cessar, a torrente de Graças Divinas.

Que lhe arrebentassem os aquedutos, foi a ordem dada por Holofernes para tomar a cidade de Betúlia (It. 7,6). Assim também o demônio faz todos os esforços para acabar com a devoção à MÃE de DEUS nas almas, pois cortado esse canal de Graças, muito fácil se torna a ele a conquista. Consideremos portanto com que afeto e devoção o SENHOR quer que honremos esta nossa Rainha. Consideremos o quanto deseja que a ELA recorramos, e em Sua proteção confiemos, pois em Suas Mãos depositou a Plenitude de todos os bens, para nos tornar cientes de que toda a esperança, toda a Graça, toda a Salvação a nós, chegam pelas Mãos DELA.”

A mesma coisa declara Santo Antonino: “Todas as misericórdias dispensadas aos homens tem vindo por meio de MARIA.” Pelo mesmo motivo chama-LHE a Igreja: “Porta do Céus”.

“Como todo o indulto do rei passa pela porta do seu palácio, observa São Bernardo, assim também Graça nenhuma desce dos Céus sem passar pelas Mãos de MARIA.”

E acrescenta São Boaventura que “MARIA é chamada Porta dos Céus, porque ninguém pode entrar Nele senão pela Porta que é MARIA”.

Uma sentença de São Bernardo diz: “Cooperaram para nossa ruína um homem e uma mulher. Convinha, pois, que outro homem e outra mulher cooperassem para a nossa reparação. E estes foram JESUS e MARIA, Sua Mãe. Não há duvida, JESUS CRISTO, só, foi suficientíssimo para remir-nos, mas conveniente era, entretanto, que para a nossa reparação servissem ambos os sexos, assim como haviam cooperado ambos para a nossa ruína.”

Pelo que Santo Alberto chamou MARIA “a Cooperadora da nossa Redenção”.

A própria Virgem revelou a santa Brígida que “assim como Adão e Eva por um pomo venderam o mundo, assim também ELA e Seu FILHO com um Coração o resgataram.”

Santo Anselmo iluminadamente observa:

“Do nada pôde DEUS criar o Mundo, mas não quis repará-lo sem a cooperação de MARIA.”

Embora a doutrina da Mediação Universal seja antiga como a Igreja, contudo, somente nos últimos tempos, foi a mesma doutrina concretizada em Festa Litúrgica com Missa e Ofício próprios. Foi a pedido do Cardeal Mercier que o Papa Bento XV, em fevereiro de 1921, estatuiu a nova festa, a celebrar-se anualmente no dia 31 de maio, em honra de NOSSA SENHORA medianeira de Todas as Graças. Nessa ocasião a celebração da nova festa foi concedida às dioceses da Bélgica e a todas as outras que a pedissem.

Hoje todas as ordens religiosas a celebram, e um grande número de dioceses do mundo inteiro. Desde 1940 o Brasil inteiro possui o privilégio desta festa.

Pio XI, pouco depois de subir ao trono pontifício, nomeou três comissões – espanhola, belga e romana – de abalizados teólogos, encarregados de investigar os fundamentos dogmáticos da doutrina da Mediação universal. Mas o que é importantíssimo e o que se deve destacar no movimento em torno da Medianeira de Todas as Graças é que pela série dos últimos pontífices, a começar de Pio IX, essa doutrina é claramente inculcada, ensinada, recomendada categoricamente em documentos dirigidos a Igreja Universal, com apelação a tradição cristã.

Da festa litúrgica da Medianeira de Todas as Graças das comissões encarregadas do estudo da Mediação Universal e da constante recomendação dos últimos pontífices, pode-se concluir que é o próprio ESPÍRITO SANTO que move a Igreja a venerar, de um modo todo especial, à NOSSA SENHORA, sob a invocação de Medianeira de Todas as Graças, e que se está aproximado a definição da Mediação Universal.

É também digno de se considerar que, no mesmo tempo em que o comunismo ateu iniciou seu nefasto domínio, resplandece no Céu o sinal da Medianeira, como se DEUS quisesse mostrar que a cabeça da infernal serpente do comunismo, será esmagada pela Virgem Medianeira. (Estes proféticos escritos finais cumpriram-se após 27 anos, ou seja, em 1981, com a queda do muro de Berlim, e com a participação direta do prediletíssimo filho de NOSSA SENHORA, o saudoso e amado Papa João Paulo II.)

“Poema da VIRGEM”

(Escrito pelo venerável Pe. José de Anchieta.)

2138 O Divino Pai, com o FILHO,

Te confiou os tesouros todos, do cofre dos Céus.

ELE, assim como derrama pelo universo

Os SEUS Bondosos Olhos,

Levando compassivo auxilio aos afligidos,

Assim Te depositou no Seio o FILHO Unigênito,

A fim de aliviar

Os que vergam ao duro peso do pecado.

Assim te confiou

O cuidado também do mundo inteiro,

Para distribuir pela miséria, a Misericórdia.

Quando Te honrou com a Glória da Maternidade,

Te impôs o grato dever de carinhosa MÃE.

A todos consolas, boa MÃE, com Teu manso Olhar

E ninguém suplica em vão os Teus Poderes.

Se purulentas úlceras lhes serpeiam pelos membros,

Se cicatrizam, à Tua Celestial Presença.

Se dor cruel lhes atormenta o corpo,

Foge vencida, à luz do Teu Olhar.

Se o mar revolto por hórrida procela, ameaça

tragar nas ondas a vida do marinheiro,

tu alisas o mármore das águas,

abrandando os ventos,

qual mansa brisa soprando em mar tranqüilo.

Se esquadrões inimigos atacam a fortaleza,

Incutes o medo em suas fileira e os derrotas.

Percorres as linhas de batalha, assistes

aos combates renhidos,

E, invencível, esmagas o inimigo.

Visitas os celerados,

Presos em sombrios cárceres, e, com doce esperança

Alivias aos mesquinhos os longos dissabores.

Visitas esses corpos lúridos,

Acorrentados em grilhões atrozes,

A vergar ao peso de jugo ensangüentado,

Quebras as algemas aos descorados membros

E despes a grilheta aos pés entumecidos.

Aos que rogam o auxilio do Teu braço

Para o combate último da vida,

Tu os reanimas.

Afastas para longe dos moribundos

O inferno avaro,

Abrindo às almas suave estrada para os Céus.

Teus um olhar também para as pobres almas

mergulhadas no mar da obscenidade,

que começam a arrepender-se de seus crimes;

tu as envolves no Maternal carinho,

e aplacando a DEUS,

tornas belos, corações horrendos.

Nem sequer abandonas os que, com seus crimes

Incitam a Ira do ETERNO, e não temem o castigo.

A Clemência de DEUS vencida por Teus rogos,

fá-los-á cair em si, para abrasá-los

no fogo da gratidão.

Mas Teu Olhar de predileção é para aqueles,

Cuja vida piedosa,

Sem mancha de culpa deleita ao PAI Supremo;

Para os que se entregaram

Ao serviço perpétuo do SENHOR,

Sujeitando corpo e alma à SUA Lei.

Tua bondade enche-os de Delícias Celeste,

Ornando-lhes os castos corações de bons costumes.

2185 Tua piedade estreita-os ao Seio Maternal

E dormem sem temor no Teu Regaço.

(Versos 2138-2186)

“Bendita seja a Bem-Aventurada sempre Virgem MARIA!”

Santo do dia - 29 de abril

Santa Catarina de Sena

Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo.

Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.

Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas.

Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população européia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente.

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro "Diálogo sobre a Divina Providência", lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada "doutora da Igreja" pelo papa Paulo VI em 1970.

Santa Catarina de Sena, rogai por nós

terça-feira, 28 de abril de 2009

28 de abril - Santo do dia

São Pedro Chanel

Pedro nasceu no dia 12 de julho de 1803, na pequena Cuet, França. Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou sacerdote.

Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve de trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres em sua pátria. Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e trabalhavam sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um dos primeiros membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceania, em 1827, na companhia de um irmão leigo, Nicézio.

Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes, a cultura tão antagônica à do Ocidente, que primeiro ele teve de entender o povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido.

Ao perceber que vários membros de sua família haviam aderido ao cristianismo, Musumuso, o genro do cacique, matou Pedro Chanel a bordoadas de tacape. Era o dia 28 de abril de 1841.

Foi o fim da vida terrestre para o marista, entretanto a semente que plantara, Musumuso não poderia matar. Quando o missionário Pedro Chanel desembarcou na minúscula ilha de Futuna, um fragmento das ilhas Fiji entre o Equador e o Trópico de Capricórnio, não se pode dizer que o lugar fosse um paraíso.

A pequena ilha é dividida em duas por uma montanha central, e cada lado era habitado por uma tribo, que vivia em guerra permanente, uma contra a outra. Hoje o local é, sim, um paraíso para os milhares de turistas que a visitam anualmente e para a população, que é totalmente católica e vive na paz no Senhor.

E se hoje é assim, muito se deve à semente plantada pelo trabalho de Pedro Chanel, que por esse ideal deu seu testemunho de fé. O novo mártir cristão foi beatificado em 1889 e inscrito no Martirológio Romano em 1954, sendo declarado padroeiro da Oceania.

São Pedro Chanel, rogai por nós

A Mediação da Virgem Santíssima - Parte VII

A MEDIAÇÃO UNIVERSAL DE MARIA SANTÍSSIMA

Parte VII

Na terceira parte da Encíclica “Mediator Dei”, do Papa Pio XII, tratando das festas dos santos, diz sobre MARIA Santíssima o seguinte:

“Entre os santos há um culto proeminente a MARIA Virgem, MÃE de DEUS. A Sua vida, pela missão confiada por DEUS, está estreitamente inserida nos Mistérios de JESUS CRISTO, e ninguém, certamente, mais do que ELA seguiu tão de perto e com maior eficácia as pegadas do VERBO Encarnado; ninguém goza de maior Graça e Poder junto do Coração Sacratíssimo do FILHO de DEUS e, através do FILHO, junto do PAI Celeste. ELA é mais santa do que os Querubins e Serafins e, sem nenhuma comparação, mais Gloriosa do que todos os outros santos, sendo cheia de Graça MÃE de DEUS, e nos tendo dado com o Seu Parto feliz, o REDENTOR. A ELA, que é MÃE de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, recorramos todos nós, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. A Sua proteção entreguemo-nos confiante, nós e todas as nossas coisas. ELA se tornou nossa MÃE quando o Divino REDENTOR cumpria o Sacrifício de SI Mesmo e, por isso, ainda por este título, somos Seus filhos. ELA nos ensina todas as virtudes, dá-nos Seu FILHO e com ELE todos os auxílios que nos são necessários, porque DEUS quis que tudo nos viesse por meio de MARIA.”

Os doutores da Igreja ao falarem de MARIA Santíssima, poucas coisas encarecem tanto, quanto a imensa plenitude de Graças que recebem, por Seu intermédio, todos os homens:

Santo Efrem (morreu em 373), chamado o Sírio, invoca a Santíssima Virgem com a seguinte e comovedora oração (rezemos todos):

“Oh! Minha Santíssima SENHORA, Santa MÃE de DEUS, cheia de Graças e Favores Divinos, Distribuidora de todos os bens! Vós Sois, depois da Santíssima Trindade, a Soberana de todos; depois do Divino Consolador, a Consoladora, e depois do Medianeiro, a Medianeira do Universo, Ponte do mundo inteiro para os Céus. Olhai benigna para a minha fé e meu desejo que me foram inspirados por DEUS. De vós, única Imaculada, receberam, recebem e hão de receber toda a glória, toda honra e santidade, desde o primeiro Adão até o fim dos séculos, os apóstolos, profetas, mártires, justos e mansos de coração, e em Vós rejubila toda a criação, oh cheia de Graça!” (1ª lição do 2º noturno do Ofício da Festa da Medianeira).

São Germano, Bispo de Constantinopla (morreu em 733), citado na 2ª lição do 2º noturno da mesma festa:

“Ninguém, ó Santíssima, conhece a DEUS, senão por Vós; ninguém recebe Graça por Misericórdia, senão por Vós; ninguém se salva senão por Vós, ó MÃE de DEUS. Vós, com o vosso poder Maternal que tendes sobre DEUS, Vosso FILHO, obtendes aos pecadores, até aos maiores, a Graça do Perdão, pois é impossível que não sejais ouvida, porque DEUS Vos faz a vontade por serdes SUA verdadeira MÃE Imaculada.”

Santo Anselmo, arcebispo de Canterbury (1109):

“O minha SENHORA, sou tão grande pecador como não há, nem pode haver pior no mundo, por isto necessito ajuda tão grande, que depois de Vosso FILHO não há nem maior, nem melhor; e este, é o Vosso.

Sim, o mundo possue apóstolos, patriarcas, profetas, mártires, confessores e virgens, sem dúvida, bons e até muito bons auxiliadores.

Vós, porém, Sois melhor e mais sublime que todos eles juntos, porque Sois a sua Soberana. O que eles podem em união Convosco, isto Vós podeis sem eles: Se calardes, nenhum pede, nenhum ousa socorrer-nos; mas se rogardes, todos rogam, todos ajudam. Quem se separa de MARIA e de quem ELA tirar o Seu meigo olhar, estará perdido; mas para quem MARIA volver Seus olhos, é impossível que ele pereça.”

São Bernardo, falecido em 1153, é autor da célebre sentença de que “DEUS quis que recebamos tudo por MARIA”; sentença esta que através dos séculos se transformou em senha Mariana. Este santo doutor assim se exprime no “sermão do Aqueduto”:

“Considerai com que Devoção afetuosa DEUS quis que fosse por nós honrada MARIA, pois que NELA pos a plenitude de todo bem. De modo que se em nós há esperança, graça e salvação, saibamos que tudo isso vem DELA, que se nos apresenta superabundante de delicias.

Verdadeiramente ELA é um jardim de delicias, sobre o qual soprou aquela divina aragem, para fazer surgir e espalharem-se por toda a parte os seus aromas, quer dizer, os dons da Graças. Tira este sol que ilumina o mundo: onde fica o dia? Tira MARIA, esta estrela do mar de um mar deveras grande extenso: que fica senão escuridão, sombra mortal e densíssimas trevas?

Com toda a alegria de nosso Coração, todo o afeto, devemos venerar a MARIA Santíssima, porque é esta a Vontade DAQUELE que quis que tivéssemos tudo por MARIA. Esta, digo, é a Vontade DELE, mas para o nosso bem, pois em todas as coisas, e por tudo, se mostra solícito de nós míseros, acalmando as ansiedades, despertando a confiança, fortificando a fé, afastando a desconfiança e dando-nos coragem. Não ousavas dirigir-te ao PAI Celeste, só ao ouvi-lo fugistes aterrado aos bosques?

Deu-te então a JESUS por Mediador. Que não há de alcançar FILHO tão bom, junto de PAI tão bondoso? Será ouvido por causa de SUA reverência, porque o PAI ama ao FILHO. Ou tens medo também diante do FILHO? ELE é teu irmão e tua carne, tentado em todas as coisas, exceto o pecado, para que pudesse ser compreensivo. Este irmão MARIA te deu. Mas talvez ainda te amedronte a Majestade Divina, porque, embora se fizesse Homem, não deixou de ser DEUS. Queres ter uma advogada junto DELE? Recorre a MARIA, pois MARIA é puramente humana, Pura, não há nada que não seja humano. E sem vacilar digo, que também ELA será ouvida por causa de Sua reverência, pois o FILHO ouvirá a Mãe, e o PAI ouvirá o FILHO. (S. Bernardo In nativ. B. M. V. 6,7)

São Boaventura (1274) solidariza-se com a doutrina de São Bernardo, amplificando-a da seguinte maneira: “DEUS depositou a Plenitude de todo o bem em MARIA, para que nisto conhecêssemos que tudo que temos de esperança, graça a salvação, DELA deriva até nós.”

Santo Alberto Magno (1280) exalta a plenitude de graça que a Santíssima Virgem recebeu para SI e para todos os homens: “É anunciada à Santíssima Virgem tal Plenitude de Graça, que se tornou por isso a Fonte e o Canal de transmissão de toda a Graça a todo o gênero Humano.”

São Pedro Canísio (1597) rebatendo os protestantes, afirma que só depois de DEUS e de CRISTO é que em MARIA depositamos toda a nossa esperança, pois ELA é a MÃE de CRISTO Medianeiro. Citando as palavras de São Bernardo, as faz suas: O FILHO atenderá sua MÃE e o Eterno PAI ouvirá SEU próprio FILHO: Eis o fundamento de toda a nossa esperança.”

São Roberto Belarmino (1861), diz: “Todos os dons, todas as Graças espirituais que de CRISTO, como Cabeça, descem para o corpo, passam por MARIA que é como o Colo deste corpo místico.”

Nota: Todos os textos dos santos Padres e Doutores da santa Igreja aqui inseridos, para provar que MARIA santíssima é a Distribuidora de todas as Graças, foram tiradas do livro: “Die selige Jungfrau MARIA, die Vermitelerin aller Gnaden”, Christian Pesch S.J – Herder, 1923.

No primeiro sermão do Rosário, o grande pregador Padre Antônio Vieira expõe magistralmente a intercessão da Virgem Santíssima:

“A intercessão, como significa o mesmo nome, é um meio entre dois extremos e, para ser poderosa e eficaz, há de tocar a ambos: aquele com quem intercede, que neste caso é DEUS, e aquele por quem intercede, que são os pecadores. E a SENHORA, posta entre DEUS e os pecadores, quão chegada é a UM e outro extremo!

É tão chegada a DEUS, com quem intercede, que só Lhe falta o ser DEUS: é tão chegada aos pecadores, por quem intercede, que só Lhe falta o pecado.

São Mateus, tecendo a genealogia de MARIA, o faz com tal artifício, que pos a SENHORA entre DEUS e os pecadores, fazendo-A FIHA de pecadores e MÃE de DEUS, como verdadeiramente é. É filha de pecadores por natureza, e MÃE de DEUS por Graça; mas de tal modo de Graça, que a mesma natureza que recebeu dos pecadores para ser Sua FILHA, foi a segunda natureza que deu a DEUS para ser Sua MÃE.

E sendo Intercessora e Medianeira entre DEUS, de quem é MÃE, e entre os pecadores, de quem é FILHA, vede que graça se poderá negar a uma intercessão tão estreita por natureza?

Essa foi a ventura de um ladrão e a desgraça de outro, no Calvário. CRISTO estava no meio de ambos, mas em meio da Cruz de CRISTO e da cruz do bom ladrão, estava a SENHORA. Em meio da Cruz de CRISTO e da cruz do mau ladrão, não estava. E onde entre o pecador e DEUS mediou a MÃE de DEUS, salvou-se o pecador; onde não mediou não se salvou. E esta é a força da Mediação de que nos valemos, esta a Intercessão Altíssima que pedimos, quando dizemos: “Sancta MARIA, MATER DEI, ora pro nobis peccatoribus.”

“Louvado seja nosso SENHOR JESUS CRISTO e SUA Santíssima MÃE e SENHORA nossa!”

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A Mediação da Virgem Santíssima - Parte VI

A MEDIAÇÃO UNIVERSAL DE MARIA SANTÍSSIMA.

Parte VI

Tratando da Mediação Universal, os Sumos Pontífices frisam e destacam que o poder intercessor da Santíssima Virgem é quase onipotente.

Assim diz o Papa Leão XIII, na Encíclica “Adiutricem populi”, de 5 de setembro de 1895:

“É indescritível a amplitude de Sua atuação e de Seu Poder, depois de Sua Assunção à Glória Celeste, junto de Seu FILHO, segundo a dignidade e claridade de Seus Méritos. Pois, desde aquele Dia começou, segundo os Desígnios Divinos, a vigiar a Igreja de tal maneira e a favorecer-nos tão Maternalmente com Suas Graças e Seu Patrocínio, que, dotada de quase imenso Poder, se tornou a administradora daquelas Graças que derivam do Mistério da Redenção do gênero humano para todos os tempos, do mesmo modo que foi auxiliadora na Obra da Redenção.”

Leão XIII, na Encíclica “Supremi apostolatus”, de 1 de setembro de 1883, aconselha:

“Implorar a benevolência da grande MÃE de DEUS que é, perante DEUS, a Medianeira de nossa paz, a administradora das Graças Celestiais e elevada ao mais alto poder da Glória dos Céus, oferece aos homens, em meio dos perigos e labores de sua peregrinação à Pátria Celeste, Seu constante Patrocínio e Auxílio.”

Leão XIII, na Encíclica “Diuturni temporis”, de 5 de setembro de 1898 (a última das dez encíclicas que o Papa escreveu sobre o santo Rosário):

“DELA emanam, como de transbordante canal, os Dons Celestes. Em Suas Mãos estão os tesouros das Misericórdias do SENHOR (São João Damasceno).

DEUS quer que ELA seja a Fonte de todos os bens (Santo Ireneu). No amor desta MÃE, que procuramos fomentar e aumentar dia a dia, queremos terminar, assim esperamos, os nossos dias”.

Leão XIII, na Encíclica “Octobri mense”, de 22 de setembro de 1891, fazendo suas as palavras de São Bernardino, escrevia:

“Toda a Graça concedida ao mundo segue esta tríplice graduação: de DEUS a JESUS CRISTO, de JESUS CRISTO à Santíssima Virgem, da Santíssima Virgem aos homens; tal é a ordem maravilhosa da sua disposição.”

O Papa Pio X, na Encíclica “Ad diem illum”, de 2 de fevereiro de 1904, comemorativa do qüinquagésimo ano da definição dogmática da Imaculada Conceição, e tantas vezes citada nestes textos, ensina:

“Por esta comunhão de dores e sentimentos entre MÃE e FILHO (ao pé da Cruz), MARIA Santíssima mereceu tornar-se dignamente reparadora da humanidade decaída e dispensadora de todos os tesouros que, por Sua Morte e por Seu Sangue, nos adquiriu JESUS.”

“Certamente afirmamos pertencer, exclusivamente, a JESUS CRISTO a distribuição desses tesouros, que só por Sua Morte nos foram alcançados, e ELE, de SI Mesmo, é o Mediador entre DEUS e os homens. Entretanto, por essa comunhão de Dores e Sofrimentos de que falamos, entre MÃE e FILHO, foi concedido à Augustíssima Virgem ser junto do FILHO a poderosíssima Medianeira e Conciliadora de todo o Universo. A Fonte, pois, é JESUS CRISTO, e da SUA Plenitude todos nós participamos.

MARIA, porém, como acertadamente diz São Bernardo, é o canal, ou mesmo, o colo que une o Corpo à Cabeça, e desta transmite àquele a robustez e a virtude. Da CABEÇA ELA é o colo, pelo qual se transfundem todos os Dons Espirituais em Seu Corpo Místico.

Longe de nós, sem dúvida, atribuir à MÃE de DEUS a virtude que só a DEUS pertence, de produzir a Graça sobrenatural. ELA, porém, que a todos supera em santidade e união com CRISTO, e por ESTE foi associada à Obra da Redenção da humanidade, merece, no dizer teológico, “de côngruo” o que JESUS nos mereceu “de condigno”. É a dispensadora das Graças.”

O Papa Bento XV, segue a mesma doutrina, na carta que dirigiu a 5 de maio de 1917 ao Cardeal Secretário Gasparri, incitando os fiéis a recorrerem à Santíssima Virgem para obter a Graça da paz:

“E como todas as Graças que o AUTOR de todo bem se digna conceder aos míseros descendentes de Adão, por um amoroso designo da Divina Providência, passam pelas mãos da Santíssima Virgem, queremos que, nesta hora terrível (era o tempo da 1ª Guerra Mundial), mais do que nunca, o vivo e confidente suplicar dos filhos aflitos, suba à excelsa MÃE de DEUS.”

O Papa Pio XI, inúmeras vezes, em discursos e Encíclicas glorifica a NOSSA SENHORA Medianeira de Todas as Graças. Por exemplo, na Encíclica sobre o Santo Rosário, de 29 de setembro de 1937:

“Antes, conforme recordamos no começo, é mister interpor junto de DEUS a Mediação da Bem-Aventurada Virgem, que ELE aceita muitíssimo, visto que, para usar as palavras de São Bernardo, é esta a Vontade de DEUS que alcançássemos tudo por meio de MARIA.”

Na Encíclica “Caritate CHRISTI compulsi” diz:

”Invoquem o Coração de JESUS interpondo o poderosíssimo patrocínio de MARIA Santíssima, Medianeira de Todas as Graças, para si, para suas famílias, pela Pátria e pela Igreja”.

Por sua vez, o Papa Pio XII, na sua grandiosa rádio-mensagem dirigida a Portugal, por ocasião da Coroação da Imagem de NOSSA SENHORA de Fátima, expõe a mesma doutrina sobre a Mediação Universal de MARIA Santíssima, que os Pontífices Pio IX, Leão XIII, Pio X, Bento XV e Pio XI tantas e tão repetidas vezes ensinaram e inculcaram à Cristandade, em suas memoráveis Encíclicas:

Diz, pois, Pio XII, na rádio-mensagem:

“Bendito seja o SENHOR, DEUS e PAI de nosso SENHOR JESUS CRISTO, PAI das Misericórdias e DEUS de toda a consolação, e com o SENHOR seja Bendita Aquela que ELE constitue MÃE de Misericórdia, Rainha e Advogada nossa, Amorosíssima, Medianeira de Suas Graças, Dispensadora de Seus tesouros.”

“E o EMPÍRIO viu que ELA era realmente digna de receber a honra, a Glória e o império, porque mais cheia de Graça, mais santa, mais formosa, mais divinizada... incomparavelmente mais que os maiores santos e os Anjos mais sublimes, separados ou juntos. Misteriosamente emparentada na ordem da união hipostática com toda a TRINDADE BEATÍSSIMA, com AQUELE que só é por essência a Majestade infinita, REI dos reis e SENHOR dos senhores. FILHA primogênita do PAI, MÃE extremosa do VERBO e ESPOSA predileta do ESPÍRITO SANTO, porque MÃE do REI Divino, DAQUELE a quem, desde o SEIO Materno, deu o Senhor DEUS o Trono de Davi e a Realeza Eterna na casa de Jacó; e que de SI mesmo proclamou ter-LHE sido dado todo o Poder nos Céus e na Terra.

ELE, o FILHO de DEUS, reflete sobre a Celeste MÃE a Glória, a Majestade, o império de Sua Realeza, porque associada como MÃE e Ministra ao REI dos mártires, na Obra inefável da humana Redenção, LHE É para sempre associada, com Poder quase imenso, na distribuição das Graças que da Redenção derivam.

JESUS é REI dos séculos eternos por Natureza e Conquista. Por ELE, com ELE, subordinadamente a ELE, MARIA é Rainha por Graça, por Parentesco Divino, por Conquista, por singular Eleição. E Seu Reino é vasto como o de Seu FILHO e DEUS, pois de Seu Domínio nada se exclue.” (Ata “Sanctae Sedis”, julho de 1946, págs. 264-267)

Clássico resumo da Doutrina da Mediação Universal

na Encíclica “Mystici Corporis CHRISTI”, do Papa Pio XII:

“Realize veneráveis irmãos, estes nossos paternos votos, que sem dúvida são também os vossos, e alcance-nos a todos o verdadeiro amor para com a Igreja, à Virgem MÃE de DEUS, cuja alma Santíssima foi mais repleta do Divino Espírito de JESUS CRISTO que todas quantas saíram das Mãos de DEUS e que em nome de toda natureza humana deu o Seu consentimento para que se efetuasse o matrimônio espiritual entre o FILHO de DEUS e a natureza humana.

ELA que com parto admirável, porque Fonte de toda a vida Celestial nos deu CRISTO SENHOR, já no Seu Seio Virginal ornado da dignidade de Cabeça da Igreja, e, Recém-nascido, o apresentou aos primeiros, dentre os judeus e gentios, que o foram Adorar qual Profeta, Rei e Sacerdote. Foi ELA que com Seus rogos Maternais em Cana da Galiléia moveu o Seu UNIGÊNITO a operar o admirável Prodígio, pelo qual creram NELE os Seus Discípulos.

Foi ELA, a Imaculada, isenta de toda mancha original ou atual, e sempre intimamente unida com o Seu FILHO, que, como outra Eva, juntamente com o holocausto dos Seus direitos maternos e do Seu Materno Amor, O ofereceu no Gólgota ao Eterno PAI, por todos os filhos de Adão, manchados pela Sua queda miseranda. De modo que a que era fisicamente MÃE da nossa CABEÇA foi, com novo título de dor e de Glória, feita espiritualmente MÃE de todos os Seus membros.

Foi ELA que, com Suas eficacíssimas orações, obteve que O ESPÍRITO do Divino REDENTOR, dado já na Cruz, fosse depois, em Dia de Pentecostes, conferido com aqueles Dons prodigiosos à Igreja Recém-nascida.

ELA finalmente, suportando com ânimo forte e confiante, imensas dores, verdadeira Rainha dos mártires, mais que todos os fiéis, completou o que falta à Paixão de CRISTO... pelo Seu Corpo que é a Igreja. E assistiu o Corpo Místico de CRISTO, nascido do Coração rasgado do SALVADOR, com o mesmo amor e solicitude Materna com que amamentou e acalentou no berço o Menino DEUS.

ELA, pois, MÃE Santíssima de todos os membros de CRISTO, a cujo Coração Imaculado, confiadamente consagramos todos os homens, e que agora em Corpo e Alma refulge na Glória e Reina juntamente com Seu Filho, nos alcance DELE que, sem interrupção, corram os caudais da Excelsa CABEÇA para todos os membros do Corpo Místico. E, como nos tempos passados, assim hoje proteja a Igreja com Seu Poderosíssimo patrocínio e LHE obtenha finalmente a ela e a toda humana sociedade tempos mais tranqüilos.”

Santo do dia - 27 de abril


SANTA ZITA

Zita foi empregada doméstica durante trinta anos em Lucca, na Itália. Mas, apesar da condição social humilde e desrespeitada, sua vida marcou de tal forma a história da cidade que, ao morrer, foi elevada à condição de sua padroeira. Foi uma vida tão exemplar que até Dante a cita na Divina Comédia.

Hoje em dia, as comunidades de baixa renda sofrem grande injustiça social, inclusive quando trabalham em serviços domésticos como fez a santa.

No século XIII as coisas eram bem piores. Zita, nascida em 1218 no povoado de Monsagrati, próximo a Lucca, como tantas outras meninas foi colocada para trabalhar em casa de ricos. Era a única forma de uma moça não se tornar um estorvo e um peso para a família.

Ela não ganharia salário, trabalharia praticamente como escrava, mas teria comida, roupa e, quem sabe, até um dote para conseguir um bom casamento, se a família que lhe desse acolhida se afeiçoasse a ela.

Zita tinha apenas doze anos quando isso aconteceu. E a família para quem foi servir não costumava tratar bem seus criados. Zita sofreu muito, principalmente nos primeiros tempos. Era maltratada pelos patrões e pelos demais empregados.

Mas, agüentou tudo com humildade e fé, rezando muito e praticando muita caridade. Aliás, foi o que tornou Zita famosa entre os pobres, a caridade. Tudo que ganhava dos patrões, um pouco de dinheiro, alimentos extras e roupas, dava aos necessitados.

A conseqüência disso foi que, em pouco tempo, Zita dirigia a casa e comandava toda a criadagem. Conquistara a simpatia e a confiança dos patrões e a inveja de outros criados.

Certo dia, foi acusada, por uma das criadas que invejavam sua posição junto aos donos da mansão, de estar dando pertences da despensa da casa para os mendigos. Talvez não fosse verdade, mas dificilmente a moça poderia provar isso aos patrões.

Assim, quando o patriarca da casa perguntou o que levava escondido no avental, ela respondeu: "flores". No mesmo instante a comida se transformou em flores e folhagens, assim se conta.

A obra de dedicação total de Santa Zita aos pobres e doentes durou até sua morte, em 1278. Sua interferência a favor deles não terminou aí: seu túmulo, na basílica de São Frediano - onde o corpo repousa até hoje e permanecia intacto até a última exumação, em 1652 -, foi palco de muitos milagres comprovados e aceitos os quais, inclusive, a levaram à canonização em 1696, pelo Papa Inocêncio XII.
Foi Pio XII quem a proclamou padroeira das domésticas.

Santa Zita, rogai por nós

domingo, 26 de abril de 2009

A Mediação da Virgem Santíssima - Parte 5

A MEDIAÇÃO UNIVERSAL DE MARIA SANTÍSSIMA.

Parte V

Ao entrarmos na exposição da segunda parte da Mediação Universal de MARIA Santíssima, que diz respeito à intercessão e distribuição de todas as Graças que DEUS concede ao mundo por Sua Mediação, seja-nos permitido exultar de alegria por tão amoroso e misericordioso Desígnio do Todo-Poderoso!

A nós, pobres filhos de Eva, que caminhamos neste vale de exílio, cercados de paixões, perigos, tentações, perseguições infernais e que muitas vezes nos sentimos ladear os abismos da condenação eterna, só de pensar que nos Céus temos uma MÃE Onipotente pela Sua intercessão, nos enche o coração e a alma de radiosas esperanças de que, na hora extrema, encontramos Misericórdia, perdão e salvação eterna.

“Oh! Coração de JESUS, o oceano infinito de bondade e amor, permiti que vos rendamos infinitos agradecimentos por terdes entregue nossa salvação eterna ao Coração Imaculado de Vossa Excelsa MÃE e incomparável MÃE nossa. Oh! Coração Divino, estes vossos extremos de carinho e terno amor filial para com o Refúgio dos Pecadores, encoraja, anima e entusiasma até aqueles pobres desesperados que já estão dominados pelo terror da desgraça e condenação eternas.

Salve, bendito e misericordioso Decreto da Mediação Universal, salve Medianeira de Todas as Graças!”

Para melhor compreensão da consoladora doutrina, é importante meditarmos nos seguintes princípios:

1° - É DEUS que quer que recebamos tudo por MARIA:

O misericordioso decreto de que não recebamos Graças, senão por intermédio da Onipotente intercessão de MARIA Santíssima, dependeu única e exclusivamente da Vontade de DEUS.

“A Vontade de DEUS é que recebamos tudo por MARIA”. É esta a célebre palavra de São Bernardo, que enfeixa a doutrina da Mediação Universal, e que depois, através dos séculos, a Igreja repete, sem cessar, pela boca dos doutores, santos escritores e principalmente pelos Sumos Pontífices.

Bem pudera DEUS dispensar a cooperação da Virgem nos mistérios da Redenção, mas SUA Suprema Vontade quis que ELA fosse a Co-Redentora, na Encarnação e Morte do SALVADOR, e que agora fosse, no Céus, a Medianeira de todas as Graças.

Sim, é Vontade de DEUS que recebamos tudo por MARIA. Vontade de DEUS que a primeira Graça da Redenção, na ordem sobrenatural, outorgada a São João Batista, ainda no seio materno, fosse concedida por intermédio de MARIA.

Vontade de DEUS que os pastores e Reis Magos encontrassem o Menino JESUS nos braços de MARIA.

Vontade de DEUS que o primeiro Milagre, na ordem natural, fosse feito por JESUS, a pedido de MARIA, nas bodas de Caná.

Vontade de DEUS que a Virgem fosse Co-Redentora ao pé da Cruz.

Vontade de DEUS que os Apóstolos se preparassem e recebessem o ESPÍRITO SANTO ”cum MARIA MATRE JESU” com MARIA MÃE de JESUS.

E essa Divina Vontade continua agora a conceder Graças e favores do Céus, somente por intermédio de Sua MÃE Santíssima, que constituiu Medianeira de Todas as Graças.

2° - Quais são as Graças que dependem da Mediação Universal?

Dependem deste Divino Decreto todas as Graças atuais, isto é, todos os auxílios que nos tornam possível a consecução de nosso fim último sobrenatural, quer sejam auxílios naturais ou sobrenaturais; quer sejam internos ou externos. Dependem também diretamente os bens materiais e a remoção de males temporais, que tem relação direta com a salvação eterna.

A graça santificante, as virtudes sobrenaturais e os dons do Divino ESPÍRITO SANTO, são objeto indireto da Mediação Universal.

Pois a Graça santificante, tanto a sua primeira infusão, como o seu aumento, é fruto direto da digna recepção dos santos Sacramentos e das boas obras.

Mas para recebermos dignamente os santos Sacramentos e para praticarmos boas obras, são necessárias as Graças atuais, e estas nos alcança a Virgem Medianeira, com o fim de que recebamos a Graça santificante ou que ela em nós aumente.

3° - A Mediação Universal não exclua a invocação dos Santos:

Dentro dos princípios acima expostos, a doutrina da Mediação Universal não admite nenhuma exceção. MARIA Santíssima é de fato a Medianeira de Todas as Graças, como inúmeras vezes afirma o Papa Pio XI:

“É a Rainha de todas as Graças, é a Medianeira de todas as Graças.”

Mesmo quando nos dirigimos aos santos, e pela intercessão deles obtivemos Graças e até Milagres, nunca é sem a intercessão também da Medianeira. Acontece, muitas vezes, que DEUS e a própria Santíssima Virgem, querendo glorificar e honrar determinado Santo (a), aguardam as súplicas pela intercessão deste ou desta bem-aventurada, para então conceder a Graças solicitada.

Quando, pois, obtivemos Graças, favores e Milagres pela invocação dos santos, sempre é exigida a intercessão da Medianeira. Ouçamos o que ensinam a este respeito os Sumos Pontificas Bento XV e Pio XI.

Quando a Congregação dos Ritos (na época) hesitou, durante anos, em atribuir à Bem-Aventurada Joana D’Arc um dos Milagres propostos para a sua canonização, por ele ter ocorrido em Lourdes, Bento XV assim se manifestou:

“Se em todos os Prodígios convém reconhecer a Mediação de MARIA, pela qual, segundo a Vontade Divina, toda a Graça e todo o benefício nos vem, não se pode negar que esta Mediação se manifestou, de modo muito particular, num dos Milagres precitados.

Entendemos que o SENHOR assim O permitiu, para nos sugerir que nunca devemos deixar de pensar em MARIA, ainda mesmo quando um Milagre pareça dever atribuir-se à intercessão de um bem-aventurado ou santo.

Até quando DEUS se compraz em glorificar os Seus santos, é preciso supor sempre a intercessão d’Aquela que os padres chamam “Medianeira dos medianeiros” - “Mediatrix mediatarum ommium.”

A mesma doutrina focaliza admiravelmente o Papa Pio XI na Encíclica sobre o santo Rosário, de 29 de setembro de 1937:

“Convidamos a todos os fiéis para conosco agradecerem à MÃE de DEUS por termos recuperado a saúde. Como em outra parte já havemos dito, atribuímos esta Graça à intercessão de Santa Teresinha de Menino JESUS, mas sabemos também que tudo quanto nos vem de DEUS, o recebemos das mãos de MARIA Santíssima.”

4° - Para obter Graças, MARIA é a Mediadora, mesmo não sendo invocada.

Apesar de DEUS não conceder favor algum senão por MARIA, contudo, não é necessário lembrarmos sempre deste importante fator, para sermos socorridos por ELA. Pois MARIA é MÃE, e que MÃE...! Por isso intercede sem cessar pelos filhos, mesmo quando não é invocada. Basta lembrar os gentios que se salvam pela Maternal intercessão da Virgem, e nem sequer a conhecem.

Com que singeleza e amor terno dizia o grande Cura de Ars, São João Maria Viawey:

“Quando chegar o fim do mundo, NOSSA SENHORA há de ficar muito aliviada. Mas até lá, mal sobe para onde há de se voltar. É como uma mãe que tem muitos filhos: está continuamente ocupada em atender ora a um, ora a outro.” E confessava ingenuamente que tantas vezes tinha ido beber à fonte, que, se ela não fosse inesgotável, de há muito teria secado. (R. Plus S.I. _ MARIA em nossa História Divina-, pág. 169, 170)

5° - MARIA intercede por toda Graça, em particular para cada homem.

Esta preciosíssima verdade nos ensina o Papa Leão XIII, na Encíclica “Magnae Dei Matris”, de 08 de dezembro de 1892, eco da Tradição dos Santos Padres e Doutores:

“MARIA, muito melhor que nenhuma outra mãe, conhece e vê os socorros de que necessitamos para viver, os perigos públicos e particulares que nos ameaçam, as angústias e males que nos oprimem, e, sobretudo, a luta encarniçada que havemos de sustentar com os inimigos da salvação.

Nestas e em outras dificuldades da vida, melhor do que ninguém, pode ELA generosamente, pois deseja ardentemente, proporcionar a Seus filhos queridos, consolação, força e toda a espécie de auxílios.”

“Bendita seja a grande MÃE de DEUS, MARIA Santíssima, Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos, Socorro muito certo!”

26 de abril - Santo Anacleto

Santo Anacleto

Eis uma curiosidade com relação ao santo venerado nesta data: seus dados biográficos se embaralharam ao serem transcritos século após século.

Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele "fosse dois": papa Anacleto e papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho.

O engano, que passou também pelo cuidadoso Barônio, parece ter sido de um copista, que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto e julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 1960, como conseqüência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de julho foi eliminada.

Ele foi o segundo sucessor de são Pedro e foi o terceiro papa da Igreja de Roma, governou entre os anos 76 e 88. Anacleto nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos.

Ele mandou construir uma memória, isto é, um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de são Pedro.

Santo Anacleto, rogai por nós

sábado, 25 de abril de 2009

Santo do dia - 25 de abril


São Marcos

São Marcos

Evangelista e autor do Segundo Evangelho .

Ele é filho de Maria de Jerusalém, e primo de São Barnabé.Um Levite, ele provavelmente era um ministro na sinagoga local, quando encontrou Jesus.

Diz a tradição que ele fugiu quando Cristo foi preso. Marcos acompanhou São Paulo e São Barnabé até a Antiópia (Moderna Turquia)em 44 e depois para Chipre. Ele acompanhou São Paulo na sua primeira jornada missionária mas retornou logo a Jerusalém. Ele não concordava com São Paulo, mas estava com ele em Roma durante a primeira prisão de São Paulo. Uma antiga tradição diz que Marcos foi o primeiro bispo de Alexandria no Egito, e ele é provavelmente o "João Marcos" a que se refere os "Atos de São Paulo". Marcos escreveu o Segundo Evangelho entre os anos 60 e 70, baseado nos ensinamentos de São Pedro. Ele é também chamado o "Interprete de São Pedro" pelos seus contemporâneos . Acredita-se que Marcos proveu a Mateus e Lucas com fontes básicas para os seus evangelhos.
Ele morreu como mártir na Alexandria, Egito.
Ele foi arrastado com uma corda no pescoço de Alexandria até o porto de Bucoles e acabou morrendo estrangulado.
No século nono, suas relíquias foram trasladadas para Veneza, Itália. Ali elas foram envolvidas por uma linda catedral erigida em sua honra. Ele é o padroeiro de Veneza. É mostrado na liturgia católica com um leão com asas.

São Marcos, rogai por nós

Sua festa é celebrada no dia 25 de abril


A Mediação da Virgem Santíssima - Parte 4

A MEDIAÇÃO UNIVERSAL DE MARIA SANTÍSSIMA.

Parte IV.


Está a Virgem Medianeira ao pé da Cruz, ofertando a VÍTIMA, a quem conferiu Corpo para a Imolação e Sangue a ser derramado pela salvação de muitos. Ao pé desta bendita Cruz, renuncia heroicamente aos Seus direitos Maternais que tem sobre o FILHO, consentindo até mesmo que morra pela Redenção da humanidade.

Haverá alguém que possa medir a extensão e a profundeza do sofrimento da MÃE das Dores, junto ao FILHO a morrer na Cruz? Se jamais estremeceu o amor e o carinho de uma mãe para com seu filho, quem poderá imaginar ou compreender o amor que ardia no Imaculado Coração de MARIA por JESUS, Seu DEUS e Seu FILHO?

MARIA embalou em Seus braços o Menino JESUS, contemplando-LHE, o primeiro sorrir, o primeiro balbuciar, os primeiro passos. MARIA, extasiada, através de uma vida inteira, admirou-LHE aquele meigo olhar, reflexo da infinita bondade e da eterna misericórdia do DEUS feito Homem. MARIA, companheira inseparável de JESUS, na infância e meninice, na adolescência e juventude, bebeu-LHE durante uma vida inteira, os ensinamentos, recebendo, ano por ano, dia por dia, hora por hora, instante por instante, os tesouros das Graças do Coração de Seu FILHO e DEUS. E mais do que tudo isto: MARIA teve a ventura, sem par, de ser chamada pelo próprio DEUS: “Minha MÃE, Minha MÃE querida!”

Uma vida assim vivida, em contato íntimo com o DEUS humanado, havia de inflamar-Lhe o Coração Materno com tais extremos de amor para com o FILHO, que, na Terra, não poderá ser imaginado amor igual, nem semelhante ao dAquele Coração de MÃE.

Pois bem: no momento extremo MARIA se adianta ao Pé da Cruz e imola integralmente Sua inefável Maternidade, declarando-se mais uma vez “a Escrava do SENHOR”. É o momento em que REDENTOR e Co-Redentora unem Seus Corações, Sua Vontades, Seus Sentimentos, e juntos, oferecem o mesmo Sacrifício pela redenção humana.

No Mistério da morte na Cruz de JESUS CRISTO, tomou MARIA Santíssima parte real e íntima, tornando-SE “Co-Redentora do gênero humano”. Esta verdade é ensinada por Leão XIII, Pio X, Bento XV, Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI.

Diz Leão XIII na Encíclica “Jucunda semper expectatione”, de 8 de setembro de 1894:

“Quando se ofereceu a DEUS como Escrava, para a Missão de MÃE, ou quando Se ofereceu com Seu Filho como holocausto no Templo, a partir desses fatos Se tornou Co-Participante da laboriosa Obra da expiação do gênero humano. Pelo que, não se pode duvidar da Sua máxima participação, em Espírito, das terríveis Angústias e Sofrimentos do FILHO. Aliás, aquele Divino Sacrifício, para o qual nutrira generosamente do Seu Sangue a VÍTIMA, tinha que consumar-se na Sua presença e à Sua vista... Sacrificou livremente Seu FILHO à Justiça Divina, morrendo com ELE em Espírito, trespassada misticamente por uma espada de dor.”

Pio X, na Encíclica” Ad diem illum” de 2 de fevereiro de 1904, afirma: “Á Santíssima Virgem não somente coube a Glória de haver ministrado a Substância de Sua Carne ao Unigênito do Eterno que devia nascer Homem, Hóstia excelentemente preparada para a salvação dos homens, mas igualmente teve a Missão de zelar e conservar esta Hóstia, e, ao tempo devido, apresentá-LA ao Sacrifício. E entre MÃE e FILHO sempre houve tal união de Vida e Trabalhos, que se LHES pode aplicar, indistintamente, a palavra do profeta:

“Minha vida se escoou em dor, os meus anos em gemidos.”

À hora extrema do FILHO, “stabat juxta crucem JESU MATER ejus”, não simplesmente assistiu a Dolorosíssima Paixão, mas participou, porque pode oferecer o Seu UNIGÊNITO pela salvação da humanidade. E tanto participou das SUAS Dores, que, se Lhe fosse possível, de bom grado suportaria todos os tormentos que oprimiam o FILHO.

Por esta comunhão de dores e sentimentos entre MÃE e FILHO, ELA mereceu tornar-se dignamente Reparadora da humanidade decaída e Dispensadora de todos os tesouros que, por SUA morte, e por SEU Sangue, nos adquiriu JESUS.”

Bento XV, na Encíclica “Inter Sadalicia”, de 22 de março de 1918, diz:

“Referem comumente os doutores da Igreja que a Santíssima Virgem, a qual como que se ausentou durante a vida pública de CRISTO, não sem Plano Divino, se achou presente na hora de Sua Crucifixão e Morte.

A saber, de tal modo sofreu e como que morreu com CRISTO, paciente e agonizante; também de tal modo abdicou do Seu direito Materno sobre a Vida do FILHO, imolando-O assim, enquanto podia à Divina Justiça, que se pode dizer com razão, que ELA remiu o mundo juntamente com CRISTO.”

Pio XI, na Encíclica “Explorata Res”, de 27 de fevereiro de 1923, declara:

“A virgem Dolorosa participou com CRISTO na Obra da Redenção.”

E na Encíclica “Miserentíssimus Redemptor”, de 8 de maio de 1929, conclui:

“Digne-SE propiciamente atender aos nossos votos a benegníssima MÃE de DEUS, que nos deu JESUS REDENTOR; O nutriu e O ofertou ao pé da Cruz, e que, em virtude de Sua sublime união com CRISTO e da Graça singularíssima que O Mesmo Lhe concedeu, foi Reparadora; e assim piedosamente a chamamos.

Confiamos em Sua intercessão junto a JESUS CRISTO, que, sendo o único Mediador entre DEUS e os homens, quis associar a SI a Sua MÃE, como Advogada dos pecadores e Distribuidora e Medianeira das Graças.”

O maior acontecimento da história da humanidade é a Morte do Divino SALVADOR. Naquele Dia da Sexta-Feira Santa, o Sumo e Eterno SACERDOTE oferta SUAS Primícias Sacerdotais, oferecendo ao Eterno PAI a MISSA Redentora.

Em torno desta MISSA giram Céus e Terra. Desta MISSA dependeu a sorte eterna dos homens. Diante DELA desfilam reverentes os séculos. Sem esta MISSA, melhor fora nem termos nascido.

No Calvário realiza-se O Acontecimento dos acontecimentos. Pois bem, é tão grande a Maternidade Espiritual de MARIA Santíssima, e tão ligada à aplicação dos Méritos da Morte da VÍTIMA Divina que DEUS, para proclamá-La, escolheu precisamente a Consagração da MISSA Redentora.

A Palavra de DEUS é Criadora, porque ELA produz o que significa. No princípio do mundo bastou uma Palavra, e DEUS arrancou do nada Céus e Terra.

Na Vida de DEUS Humanado à uma Palavra Sua, amainavam os ventos, acalmavam as ondas encapeladas do lago. À SUA Voz erguiam-se os incuráveis, caminhavam os coxos, viam os cegos, ouviam os surdos e, ao SEU poderoso mando a própria morte estremecia, cedendo lugar à vida.

Mas DEUS nunca falou em hora mais grave, em momento mais solene, do que do alto da Cruz, quando dirigiu a última despedida à SUA Santa MÃE.

Era o momento da Consagração da MISSA Redentora. O Sumo SACERDOTE está para terminar a Redenção do gênero humano, e fala com Lábios ensangüentados, com Voz agonizante:

“- Eis aqui tua MÃE” – Eis aqui Teu filho!”

Palavras Divinas e Redentoras, com as quais, em Testamento escrito com letras de Sangue, DEUS proclama a Maternidade Espiritual de MARIA Santíssima.

Ao pronunciar essas Palavras, JESUS não somente entregou SUA Santíssima MÃE aos cuidados de São João, mas declarou solenemente, filhos de MARIA a todos os fiéis, representados na figura do discípulo amado.

E esta é a Doutrina de Leão XIII, ensinada na Encíclica “A diutricem populi”, de 5 de setembro de 1895:

“Foi uma Revelação exímia dos Mistérios da caridade de CRISTO quando morrendo legou SUA MÃE ao discípulo João pelo Testamento memorável:

“Ecce filius tuus.”

Segunda o senso da Igreja, CRISTO designou em São João o gênero humano, principalmente aqueles que LHE aderirão na fé.”