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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

21 de dezembro - Santo do dia

São Pedro Canísio

São Pedro Canísio nasceu em Nimega, atual Holanda, mas então parte da Alemanha naquele tempo. Isto no ano de 1521. Canísio é a latinização de Kanijs. Seu pai foi prefeito de Nimega e encaminhou seu filho para estudar Direito.

Cursou estudos em Colônia e Lovaina para formar-se como advogado sem, no entanto, descuidar de sua espiritualidade (tendo em vista suas frequentes visitas ao Mosteiro dos Cartuxos). Descobrindo o seu chamado com o auxílio de um padre jesuíta, Pedro Canísio tornou-se o primeiro jesuíta alemão, tendo entrado na Companhia de Jesus em 1543. Recebeu a ordenação sacerdotal três anos mais tarde. Nesse mesmo ano publicou as obras de S. Cirilo de Alexandria, sendo o primeiro livro mandado imprimir por um jesuíta. Foi teólogo do Concílio de Trento e um grande pregador e professor. Exerceu a sua docência sobretudo em Inglostad, Viena, Augsburgo, Innsbruk e Munique. Organizou a sua Ordem na Alemanha, fazendo dela o instrumento valioso para a reforma católica contra o protestantismo. Foi um dos iniciadores da imprensa católica.

Profundo devoto da Santíssima Virgem, Pedro Canísio foi conselheiro de Príncipes, Núncios e Papas. Das 36 obras que compôs, as mais célebres são os seus três Catecismos (1555-1556 e 1558), largamente difundidos por toda a cristandade até o século XIX. O denominado "Catecismo Mayor", em 221 perguntas e respostas, alcançou pelo menos 130 edições. O Papa Leão XIII chamou-lhe mesmo o "segundo Apóstolo da Alemanha, depois de S. Bonifácio".

Faleceu em Friburgo, na Suíça, a 21 de dezembro de 1597. O Papa Pio XI canonizou-o a 21 de maio de 1925, declarando-o ao mesmo tempo Doutor da Igreja.

São Pedro Canísio, rogai por nós!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL

20 de dezembro - Santo do dia

São Domingo de Silos

É historicamente reconhecida a influência das ordens religiosas na formação da sociedade européia na Idade Média. Numa época onde a força era a suprema lei e o valor militar de um homem se sobrepunha a todos os outros, os monastérios eram verdadeiros oásis de paz e os monges, os guardiões da cultura, do direito e da liberdade. Talvez o maior defensor dos valores monásticos tenha sido o religioso Domingos de Silos, que valorizava nos mosteiros o ensino não só da agricultura como dos demais ofícios e artes.

Domingos nasceu no ano 1000, em Navarra, Espanha, no seio de uma família pobre e cristã. Quando menino, foi pastor de ovelhas. Já desse período se conta que era bondoso ao extremo, oferecia leite de ovelha para alimentar os caminhantes pobres. Ao mesmo tempo, gostava muito de estudar, motivo que levou seus pais a entregá-lo ao padre da paróquia onde moravam. Ele criara uma escola ao lado da igreja.

Saiu-se tão bem que o padre quis ordená-lo sacerdote. Antes disso, Domingos resolveu experimentar a vida de eremita para depois, enfim, entrar num convento beneditino, onde descobriu sua verdadeira vocação, pois logo se tornou exemplo para os demais monges. Quando completou trinta anos, foi encarregado de restaurar e reabrir o Mosteiro de Santa Maria, havia muito tempo fechado. Para isso tornou-se esmoleiro, trabalhou como operário, fez de tudo um pouco para conseguir recursos e poder receber os candidatos à vida monástica. A surpresa veio, quando viu que, entre eles, estava seu próprio pai, além de alguns parentes.

Terminada essa obra, foi convidado a ser o abade do Mosteiro de São William de la Cogola. Foi perseguido, porém, pelo príncipe de Navarra, que tinha a intenção de apossar-se dos bens do convento. Assim, teve de refugiar-se em Castela. Lá, recebeu com prazer a missão de reavivar o Mosteiro de São Sebastião de Silos, em Burgos, quase desabitado e em decadência total. Domingos foi abade do mosteiro por mais de trinta anos, sendo considerado seu novo fundador. Imprimiu espírito novo, atividade intensa e fecunda, tornando-o um centro de cultura e cenáculo de evangelização.

Ao final da vida, era chamado de "apóstolo de Castela". Previu a data da própria morte, que ocorreu em 20 de dezembro de 1073. Festejado nesse dia pela Igreja como são Domingos de Silos, a sua popularidade é muito vasta. Depois de sua morte, o nome do abade foi impresso, na história da Espanha, ao lado de "el Cid Campeador", o libertador do povo espanhol do jugo dos invasores infiéis.

São Domingo de Silos, rogai por nós!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

19 de dezembro - Santo do dia

Santo Urbano V

O Papa Urbano V assumiu o cargo em 1362, numa época em que a Europa sofria agitações sociais muito intensas. Numa tentativa de manter o pontífice longe das intrigas e das lutas políticas e revolucionárias, que dominavam Roma, a sede da Igreja fôra transferida para Avignon, na França.

Urbano era monge beneditino e pertencia a uma nobre família francesa. Quando jovem estudou ciências jurídicas e depois lecionou direito em Montpellier e na própria Avignon. Um dia, trocou a laureada toga pelo humilde hábito de monge, chegando a ocupar altos cargos dentro da Ordem beneditina.

Sua biografia é cheia de adjetivos elogiosos: "professor emérito, estudioso de renome, abade de iluminada doutrina e espiritualidade". Por tudo isso foi escolhido pelo Papa Inocêncio IV para desempenhar missões diplomáticas delicadas. Pelo mesmo motivo, quando Inocêncio morreu, foi eleito seu sucessor, mesmo não sendo cardeal.

Seu pontificado durou somente oito anos, mas caracterizou-se, segundo os registros oficiais, pela sábia administração, pelo esforço de renovar os costumes e pela nobreza de intenções. Ele reformou a disciplina eclesiástica e reorganizou a corte pontifícia de maneira que fosse um exemplo de vida cristã, cortando pela raiz muitos abusos. Mas também se preocupava com a instrução do povo. Era o período do humanismo e o ex-professor de direito não mediu esforços para promover as ciências e criar novos centros de estudos. A pedido do rei da Polônia, ergueu e fundou a universidade da Cracóvia e, na universidade de Montpellier, fundou um colégio médico, ajudando pessoalmente estudantes pobres.

No terreno político e militar seu trabalho também foi reconhecido. Organizou uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ameaçavam a Europa. No plano missionário, enviou numerosos grupos de religiosos às regiões européias ainda necessitadas de evangelizadores, como a Bulgária e a Romênia. Além de organizar uma expedição missionária para levar a palavra aos mongóis da longínqua Ásia.

O grande sonho do Papa Urbano V, porém, era levar de volta a sede da Igreja para Roma. Conseguiu isso, em outubro de 1367, sendo recebido com entusiasmada aclamação popular. Foi o primeiro a se estabelecer no palácio ao lado da Basílica de São Pedro, no Vaticano. E, desde então, se tornou a residência oficial dos pontífices. Mas a paz durou pouco. Alguns anos depois Urbano V foi novamente obrigado a deixar Roma, e voltar para Avignon, onde faleceu em 19 de dezembro de 1370.

Santo Urbano V, rogai por nós!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Cresce o filão da música religiosa no mercado fonográfico

Um dos principais motivos é o selo: "Pirataria é crime e pecado"
Se existe crise no mercado fonográfico, ela não atinge os lançamentos religiosos. CDs e DVDs católicos e evangélicos têm vendido muito num mercado agonizante. Os bons números de vendas se mostraram tão expressivos que algumas gravadoras entraram na disputa pelos títulos e estão colhendo os louros. Um bom exemplo é o novo CD do Padre Fábio de Mello, No meu interior tem Deus (Sony Music), lançado este mês. O disco vendeu 160 mil cópias em uma semana. O dobro do número de vendas do CD Amor de alma, da poderosa dupla Victor & Léo, que está há um mês no mercado. O padre Marcelo Rossi é outro bom exemplo: vendeu mais de 10 milhões de CDs em sua carreira.

A coleção Promessas, com 4 CDs repletos de hits da música gospel, vendeu mais de 480 mil cópias. Mais do que o último álbum de Luan Santana, por exemplo, que vendeu pouco mais de 320 mil. Promessas resultou em outro fenômeno também, o primeiro festival gospel produzido pela TV Globo, que será transmitido hoje, às 13h. A superprodução reuniu Davi Sacer, Fernanda Brum, Diante do Trono, Damares, Ludmila Ferber e Regis Danese, entre outros. Da TV saiu o pequeno Jotta A, de apenas 12 anos, apontado como a nova aposta gospel para o ano que vem. O garoto foi revelado no programa do Raul Gil e será lançado em 2012 com uma tiragem de 500 mil exemplares, número similar ao de Paula Fernandes.

O sucesso de vendas pode ter relação com a mensagem “Pirataria é crime e pecado”, que está no encarte de títulos como Rastros de amor, de Asaph Borba, e Primeiro amor, de Carlinho Felix. Fernanda Brum defende a ideia. “Nosso público é muito fiel e entende que pirataria é pecado, é crime. Essa nossa pregação é muito clara”, disse Brum em entrevista.

Qualidade
Yvelise de Oliveira, presidente da MK Music, principal gravadora gospel do país, disse recentemente que a atenção de gravadoras como a Som Livre e a Sony Music ao gênero se deu principalmente pela questão da pirataria. Segundo Yvelise o mercado gospel é atingindo somente em 15% por produtos piratas, enquanto artistas seculares (não evangélicos) sofrem 60%.

“Acredito que esse crescimento se dá porque as pessoas estão reconhecendo a nossa qualidade musical e como ela faz bem para a alma e para o espírito. O mundo está sofrendo muito e a música traz restauração, paz, cura e libertação”, diz Regis Danese, ídolo gospel que já vendeu mais de 2 milhões de álbuns.

O padre Fábio de Melo também credita o crescimento nas vendas a um novo momento na sociedade. “As pessoas estão mais carentes e revendo valores. As música provoca essa reflexão. Também acho que estão valorizando mais a qualidade do trabalho. Ninguém compra para fazer caridade. Compra porque está bom e faz bem à pessoa”, pontua.

ALINE BARROS
Aline Barros vira e mexe está em programas de auditório, como o da Xuxa, de Raul Gil e da Hebe Camargo. Carioca formada em biologia marinha, canta desde os 2 anos e já gravou até em espanhol. Aline foi a primeira cantora gospel brasileira a ganhar o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música Cristã, com o disco Fruto de amor, lançado pela AB Records (sua própria gravadora). São 27 CDs (três em espanhol), com os quais ela vendeu mais de 7 milhões de cópias. Muitos a consideram “a Ivete Sangalo do meio gospel”.

DIANTE DO TRONO
O Ministério de Louvor Diante do Trono gravou o seu primeiro CD em 1998. De lá para cá foram 28 álbuns lançados (sendo 8 infantis), 7 milhões de cópias vendidas e shows em todo o país. Liderado por Ana Paula Valadão, o grupo é um sucesso que chegou a países como Israel, Rússia, Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. Na gravação do último trabalho, Sol da justiça, o Diante do Trono reuniu um público de 120 mil pessoas em Natal. Neste fim de semana eles estão em alto-mar em um cruzeiro gospel que leva o nome do grupo e percorrerá Santos, Ilha Bela e Angra dos Reis.

LUDMILA FERBER
A pastora Ludmila Ferber é uma figura forte. Quando canta, impõe muita emoção na voz e nos gestos. Com 17 anos de carreira e 15 CDs, Ludmila inclui no currículo uma indicação ao Grammy Latino em 2005 com o álbum Ouço Deus me chamar, terceiro volume da série Para orar e adorar. Ela foi indicada na categoria de Melhor Álbum de Música Cristã.

REGIS DANESE
Mineiro, Regis Danese é dono do megassucesso Faz um milagre em mim. Quando lançado, em 2008, tocava não somente em rádios de música religiosa, como também em festas e shows grandes como a Exposição Agropecuária da Granja do Torto, em Brasília. Com seis CDs na carreira, Regis já vendeu mais de 2 milhões de álbuns. No início da trajetória musical compôs para os sertanejos Daniel, Leandro & Leonardo e foi integrante do grupo Só Pra Contrariar.

PADRE ANTÔNIO MARIA
Quando criança, o padre Antônio Maria juntou todas as economias que tinha para comprar uma imagem de Santo Antônio. O religioso frequentava os auditórios da Rádio Nacional para ver de perto os cantores. Daí surgiu a paixão pela música. No total são 15 CDs e a agenda de shows é disputada. Um vídeo da música Ninguém te ama como eu, um dos seus principais sucessos, tem mais de 600 mil visualizações no YouTube.

PADRE FÁBIO DE MELO
Ele costuma dizer que não consegue se imaginar sem a música na sua vida. Mineiro de Formiga, o padre Fábio de Melo cantava música de Gonzaguinha e Chico Buarque para apoiar as pregações em suas missas. No total lançou 16 CDs e 10 livros, com mais de 2 milhões de obras vendidas. O último lançamento, No meu interior tem Deus, é um álbum dedicado à música sertaneja.

O ROSA DE SARON
É um dos ícones da chamada Renovação Carismática da Igreja Católica. O grupo de rock formado por Guilherme de Sá (voz), Eduardo Faro (guitarra), Rogério Feltrin (baixo) e Grevão (bateria) é natural de Campinas. Com 20 anos de carreira e nove discos gravados, o Rosa de Saron foi indicado ao Grammy Latino em dois anos seguidos (2010 e 2011). A comunidade da banda no Orkut tem mais de 180 mil membros e a missão deles é “fazer rock com qualidade levando uma mensagem cristã de fé, esperança e amor.”

PADRE ZEZINHO
“Não sou padre porque canto, canto porque sou padre”, destaca padre Zezinho. Criado em Taubaté (SP), está envolvido com o catolicismo há 45 anos e acumula as funções de sacerdote, professor, compositor e orientador de jovens artistas cristãos. O padre já ultrapassou a marca de um milhão de álbuns vendidos e concorreu ao Grammy Latino 2011, na categoria Melhor Álbum de Música Cristã. Um dos seus grandes sucessos é Oração pela família.

EVANGELHO DO DIA

EVANGELHO COTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

4º Domingo do Advento

Evangelho segundo S. Lucas 1,26-38.
Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria.
Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.»
Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação.
Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus.
Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus.
Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David,
reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.»
Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?»
O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus.
Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril,
porque nada é impossível a Deus.»
Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.

Comentário ao Evangelho do dia feito por: São Bernardo

«Maria, não temas»
Ouviste, ó Virgem, que conceberás e darás à luz um Filho, não de um homem – como compreendeste –, mas do Espírito Santo. O anjo espera a tua resposta: tem de regressar para junto d'Aquele que o enviou. Nós também esperamos, ó Senhora nossa. Miseravelmente acabrunhados por uma sentença de condenação, esperamos uma palavra de piedade. Ora, eis que te é oferecido o resgate da nossa salvação. Aceita e somos livres. Todos fomos criados no Verbo Eterno de Deus; mas, infelizmente, a morte fez a sua obra em nós. Uma breve resposta tua basta para nos recriar, de modo que sejamos de novo chamados à vida. [...]

Não demores, Virgem Maria, dá a tua resposta. Ó Senhora nossa, pronuncia essa palavra que a terra, os infernos e até os próprios céus esperam. Vê: o Rei e Senhor do universo, Ele que «Se deixou prender pela tua beleza» (cf Sl 44,12), deseja, com o mesmo ardor, o sim da tua resposta. Ele quis fazer depender da tua resposta a salvação do mundo. Agradaste-Lhe com o teu silêncio; agradar-Lhe-ás ainda mais agora com a tua palavra. Eis que Ele próprio te interpela lá do alto: «ó mais bela das mulheres, [...] deixa-Me ouvir a tua voz» (Ct 1,8; 2,14). [...] Sim, responde rapidamente ao anjo, ou antes, pelo anjo, ao Senhor. Responde numa palavra e acolhe o Verbo; pronuncia a tua própria palavra e concebe o Verbo divino; emite uma palavra passageira e envolve o Verbo eterno. [...]

Maria disse então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua palavra.»

Santo do dia - 18 de dezembro

Nossa Senhora do Ó

Festa católica de origem claramente espanhola, a festa de hoje é conhecida na liturgia com o nome de "Expectação do parto de Nossa Senhora", e entre o povo com o título de "Nossa Senhora do Ó". Os dois nomes têm o mesmo significado e objetivo: os anelos santos da Mãe de Deus por ver o seu Filho nascido. Anelos de milhares e milhares de gerações que suspiraram pela vinda do Salvador do mundo, desde Adão e Eva, e que se recolhem e concentram no Coração de Maria, como no mais puro e limpo dos espelhos. A Expectação (expectativa) do parto não é simplesmente a ansiedade, natural na mãe jovem que espera o seu primogênito; é o desejo inspirado e sobrenatural da "bendita entre as mulheres", que foi escolhida para Mãe Virgem do Redentor dos homens, para corredentora da humanidade. Ao esperar o seu Filho, Nossa Senhora ultrapassa os ímpetos afetivos de uma mãe comum e eleva-se ao plano universal da Economia Divina da Salvação do mundo.

As antífonas maiores que põe a Igreja nos lábios dos seus sacerdotes desde hoje até a Véspera do Natal e começam sempre pela interjeição exclamativa Ó ("Ó Sabedoria... vinde ensinar-nos o caminho da salvação"; "Ó rebento da Raiz de Jessé... vinde libertar-nos, não tardeis mais"; "Ó Emanuel..., vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus"), como expoente altíssimo do fervor e ardentes desejos da Igreja, que suspira pela vinda de Jesus, inspiraram ao povo espanhol a formosa invocação de "Nossa Senhora do Ó". É ideia grande e inspirada: a Mãe de Deus, posta à frente da imensa caravana da humanidade, peregrina pelo deserto da vida, que levanta os braços suplicantes e abre o coração enternecido, para pedir ao céu que lhe envie o Justo, o Redentor.

A festa de Nossa Senhora do Ó foi instituída no século VI pelo décimo Concílio de Toledo, ilustre na História da Igreja pela dolorosa, humilde, edificante e pública confissão de Potâmio, Bispo bracarense, pela leitura do testamento de São Martinho de Dume e pela presença simultânea de três santos de origem espanhola: Santo Eugênio III de Toledo, São Frutuoso de Braga e o então abade agaliense Santo Ildefonso.

Primeiro comemorava-se hoje a Anunciação de Nossa Senhora e Encarnação do Verbo. Santo Ildefonso estabeleceu-a definitivamente e deu-lhe o título de "Expectação do parto". Assim ficou sendo na Hispânia e passou a muitas Igrejas da França, etc. Ainda hoje é celebrada na Arquidiocese de Braga.

Nossa Senhora do Ó, rogai por nós!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Por que o cristianismo ergue templos cada vez maiores

Os novos centros da Fé

A construção de megatemplos mostra a força do cristianismo brasileiro, acirra a disputa por fiéis e revela como orar entre milhares de pessoas ajuda a sentir-se mais perto de Deus

Jesus Cristo disse aos apóstolos, segundo o Evangelho de Mateus: “...E sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Inspirados nessa passagem da Bíblia, há 1.600 anos os cristãos erguem templos para louvar a Deus. No começo, eram simples e pequenos; no Renascimento, esculturas e pinturas de mestres como Michelangelo e Ticiano fizeram das igrejas palcos da grandiosidade do talento do homem; no século XX, os templos católicos perderam esses adereços litúrgicos e parte relevante de sua frequência. Agora, na primeira década do século XXI, as igrejas de todas as denominações cresceram. Ganharam capacidade de reunir, de uma única vez, dezenas de milhares de fiéis – a despeito de inovações como a televisão, o rádio e a internet, que tornaram os líderes das igrejas famosos e inventaram o exercício remoto e quase impessoal da fé. Ao custo de centenas de milhões de reais, os megatemplos se multiplicam nas grandes cidades brasileiras e atraem multidões antes vistas apenas em shows e jogos de futebol. Como exibição de fé, são verdadeiros monumentos a atestar o vigor do cristianismo brasileiro. Do ponto de vista social, testemunham o enorme desejo de participar que anima as multidões de fiéis. Se Deus está presente onde duas ou três pessoas se reúnem em nome Dele, como diz a Bíblia, os fiéis imaginam que sua presença será ainda mais intensa quando se reúnem 30 mil, 50 mil, 150 mil pessoas.

PRIMEIRA COMUNHÃO
O padre Marcelo Rossi na primeira missa do Santuário Mãe de Deus, em outubro. A inauguração oficial da igreja está prevista para 2012 (Foto: Juca Varella/Folhapress

Megatemplos são construídos em todo o país e por várias religiões: a Igreja Católica inaugurará em 2012 o Santuário Mãe de Deus, para 100 mil pessoas, em São Paulo. Em Belo Horizonte, Minas Gerais, a Catedral Cristo Rei vai abrigar até 25 mil pessoas quando for consagrada, em três anos. Entre os evangélicos, várias denominações prometem inaugurar suas megaconstruções. Em Guarulhos, na Grande São Paulo, a Igreja Mundial do Reino de Deus planeja construir a Cidade de Deus, para 150 mil pessoas. No Recife, a Assembleia de Deus conclui o projeto de um templo para 30 mil pessoas. Em Belo Horizonte, a Igreja Batista de Lagoinha planeja acolher num mesmo teto 35 mil pessoas. “Os brasileiros têm necessidade de grandes basílicas e catedrais, de lugares grandes para congregar e orar”, diz o padre Marcelo Rossi, criador do Santuário Mãe de Deus.

O fenômeno é mundial e multirreligioso. Estados Unidos, Coreia do Sul e Guatemala têm grandes templos. Na Nigéria, a Winners Chapel (Capela dos Vencedores) acolhe 250 mil fiéis. No islamismo, a ideia de que a multidão amplifica a experiência religiosa é antiga. “Maomé diz que a oração em conjunto é 27 vezes maior do que a oração individual”, afirma o xeque Jihad Hassan, presidente do Conselho de Ética da União Nacional Islâmica, em São Paulo. Por isso, as principais mesquitas do mundo árabe, em Meca e Medina, estão frequentemente em obras de ampliação. A Mesquita do Profeta, em Medina, na Arábia Saudita, foi aberta no ano 622 com capacidade para centenas de fiéis – adequada à população da cidade, que girava em torno de 2 mil pessoas. Hoje, Medina tem uma população de quase 2 milhões de pessoas, e a mesquita pode abrigar 1 milhão de fiéis.

No mundo cristão, o fenômeno dos templos multitudinários teve início na década de 1970, como reflexo da popularização das igrejas evangélicas. No Brasil, começou nos anos 1980, quando as igrejas evangélicas passaram a comprar grandes salas de cinema abandonadas, com capacidade para até 2 mil pessoas. Dez anos depois, surgiram edifícios religiosos como a Catedral Mundial da Fé, sede da Igreja Universal do Reino de Deus, no Rio de Janeiro, que abriga 15 mil fiéis. A Igreja Católica, representada por seu ramo carismático, reagiu – dentro de suas tradições arquitetônicas. “Um espaço que leve à reflexão não pode ser confundido com um auditório ou ginásio. Um local profano pode acomodar as pessoas, mas não ajuda na experiência religiosa”, diz o arquiteto Ruy Ohtake, autor do projeto do Santuário Mãe de Deus. A construção do templo é financiada pelo padre Marcelo Rossi com o dinheiro de doações e da venda do CD e do livro Ágape (publicado pela Editora Globo), que, juntos, já venderam 9 milhões de exemplares.