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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Santo do dia - 27 de janeiro

Santa Ângela Mérici

Nasceu no ano de 1474 no norte da Itália. De uma família muito honesta, materialmente pobre, mas espiritualmente riquíssima, amava muito Cristo e sua Igreja. Os filhos foram crescendo assim, com o testemunho dos pais, inclusive Santa Ângela que, desde pequenina, já tinha vida de oração e penitência, buscava amar, cada vez mais, Deus.

Ela teve uma irmã e, com o tempo, seus pais vieram a falecer. Os filhos tiveram que sair de sua terra e morar com um tio. Ali, a irmã faleceu e, mais tarde, o tio. Quantas perdas! Mas Santa Ângela, mulher de oração, nunca acusou Deus, nunca se revoltou. Isso não quer dizer que não sentiu, não sofreu. Até Nosso Senhor, verdadeiro Deus, verdadeiro homem sofreu.

Inspirada pelo Espírito Santo, retornou para a sua terra natal e ali começou a fazer um trabalho muito providencial, confirmado pelo céu, porque teve um sonho de ver jovens com coroas de lírios caminhando para o céu. Naquele discernimento, ela agarrou a inspiração e foi trabalhar servindo jovens que corriam riscos morais.

O grupo daquele que se dedicavam a Deus foi crescendo, servindo no resgate à evangelização dos jovens e também na restauração das famílias. Ela foi com o coração aberto, cheio de amor para auxiliar, com as outras jovens, as famílias. Promoveu a restauração das jovens, das famílias, também foi ao encontro dos pobres e enfermos.

O Papa aprovou esta nova congregação que foi consagrada a Santa Úrsula, por isso, eram chamadas ursulinas, pois a própria Santa Úrsula apareceu para Santa Ângela. Ela que, aos 66 anos, partiu para o céu, hoje intercede não só pelas ursulinas, mas por todos que são Igreja.

Santa Ângela Mérici, rogai por nós!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

26 de janeiro - Santo do dia

Santa Paula Romana

Paula nasceu no ano de 347 em Roma, descendia de tradicional família da nobreza desta corte. Aos quinze anos casou-se com Taxozio, que embora pagão, tolerava os cristãos. Ela era riquíssima e vivia no esplendor da opulência da aristocracia romana. Porém esta condição social não afetou seu caráter, não era uma pessoa orgulhosa o que a fazia ser amada e respeitada por todos, ricos ou pobres.

Teve cinco filhos todos educados dentro da religião cristã. Sua vocação religiosa sempre foi muito forte, sentindo-se atraída pelo ideal ascético de outras damas da corte que, em Aventino, viviam em comunidade na casa de Marcela, hoje Santa. Ela transformara sua moradia quase num convento, onde se dedicavam às orações, caridade, penitência e a aprenderem a Palavra de Deus.

Em 379, Paula ficou viúva . Ao lado da filha Eutóquio, cujo nome escreve-se assim mesmo, decidiu ingressar na comunidade de Marcela, que então já era orientada por Jerônimo, Bispo de Hipona, que depois se tornou um Santo e Doutor da Igreja e cujo pensamento continua a influenciar o rumo da Igreja de Roma.

Não demorou muito tempo, Paula e a filha transformaram sua casa num mosteiro. Nela hospedou Epifanio, Bispo de Constança, que junto com Jerônimo e Paulino, Bispo da Antioquia chegaram em Roma para o sínodo de 382. Com ele, Paula pode conhecer melhor a vida monástica dos eremitas egípcios. Depois, os dois bispos partiram e Jerônimo ficou em Roma como secretário do Papa Dâmaso. Então ele passou a guiar pessoalmente o mosteiro de Marcela orientando espiritualmente as religiosas e formulando as regras da nova comunidade.

Mais tarde com a morte do Papa, Jerônimo voltou para sua diocese no Oriente, acompanhado por Paula, Eutóquio e outras religiosas. Elas foram peregrinar na cidade santa da Palestina e por todos os outros lugares Santos. Quando chegaram em Belém, Paula decidiu fixar sua residência alí.

Logo ela construiu dois mosteiros, um hospital e uma pousada para peregrinos dedicando-se ao ensinamento litúrgico e ao estudo da Palavra de Deus. A vida era rústica e Paula se tornou o exemplo na oração, penitência e caridade, executando os serviços mais humildes e atendendo os pobres e doentes. Para estes, ela dispôs de todos os seus bens e sua vida. Patrocinou inclusive muitos religiosos, especialmente Jerônimo, que graças à Paula pôde completar sua grandiosa obra de comentários e versões.

Ela morreu no ano 404 em Belém, e foi sepultada na Gruta de São Jerônimo na Igreja da Natividade nesta cidade, na Palestina. Seu culto se difundiu por todo o mundo católico, graças à São Jerônimo que escreveu sua biografia. A igreja confirmou a festa de Santa Paula Romana que se realiza no dia 26 de janeiro.

Santa Paula Romana, rogai por nós!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

25 de janeiro - Santo do dia

Conversão de São Paulo

O martírio de São Paulo é celebrado junto com o de São Pedro, em 29 de junho, mas sua conversão tem tanta importância para a história da Igreja que merece uma data à parte. Neste dia, no ano 1554, deu-se também a fundação da que seria a maior cidade do Brasil, São Paulo, que ganhou seu nome em homenagem a tão importante acontecimento.

Saulo, seu nome original, nasceu no ano 10 na cidade de Tarso, na Cilícia, atual Turquia. À época era um pólo de desenvolvimento financeiro e comercial, um populoso centro de cultura e diversões mundanas, pouco comum nas províncias romanas do Oriente. Seu pai Eliasar era fariseu e judeu descendente da tribo de Benjamim, e, também, um homem forte, instruído, tecelão, comerciante e legionário do imperador Augusto. Pelo mérito de seus serviços recebeu o título de Cidadão Romano, que por tradição era legado aos filhos. Sua mãe uma dona de casa muito ocupada com a formação e educação do filho.

Portanto, Saulo era um cidadão romano, fariseu de linhagem nobre, bem situado financeiramente, religioso, inteligente, estudioso e culto. Aos quinze anos foi para Jerusalém dar continuidade aos estudos de latim, grego e hebraico, na conhecida Escola de Gamaliel, onde recebia séria educação religiosa fundamentada na doutrina dos fariseus, pois seus pais o queriam um grande Rabi, no futuro.

Parece que era mesmo esse o anseio daquele jovem baixo, magro, de nariz aquilino, feições morenas de olhos negros, vivos e expressivos. Saulo já nessa idade se destacava pela oratória fluente e cativante marcada pela voz forte e agradável, ganhando as atenções dos colegas e não passando despercebido ao exigente professor Gamaliel.

Saulo era totalmente contrário ao cristianismo, combatia-o ferozmente, por isso tinha muitos adversários. Foi com ele que Estêvão travou acirrado debate no templo judeu, chamado Sinédrio. Ele tanto clamou contra Estevão que este acabou apedrejado e morto, iniciando-se então uma incansável perseguição aos cristãos, com Saulo à frente com total apoio dos sacerdotes do Sinédrio.

Um dia, às portas da cidade de Damasco, uma luz, descrita nas Sagradas Escrituras como "mais forte e mais brilhante que a luz do Sol", desceu dos céus, assustando o cavalo e lançando ao chão Saulo , ao mesmo tempo em que ouviu a voz de Jesus pedindo para que parasse de persegui-Lo e aos seus e, ao contrário, se juntasse aos apóstolos que pregavam as revelações de Sua vinda à Terra. Os acompanhantes que também tudo ouviram, mas não viram quem falava, quando a luz desapareceu ajudaram Saulo a levantar pois não conseguia mais enxergar. Saulo foi levado pela mão até a cidade de Damasco, onde recebeu outra "visita" de Jesus que lhe disse que nessa cidade deveria ficar alguns dias pois receberia uma revelação importante. A experiência o transformou profundamente e ele permaneceu em Damasco por três dias sem enxergar, e à seu pedido também sem comer e sem beber.

Depois Saulo teve uma visão com Ananias, um velho e respeitado cristão da cidade, na qual ele o curava. Enquanto no mesmo instante Ananias tinha a mesma visão em sua casa. Compreendendo sua missão, o velho cristão foi ao seu encontro colocando as mãos sobre sua cabeça fez Saulo voltar a enxergar, curando-o. A conversão se deu no mesmo instante pois ele pediu para ser Batizado por Ananias. De Damasco saiu a pregar a palavra de Deus, já com o nome de Paulo, como lhe ordenara Jesus, tornando-se Seu grande apóstolo.

Sua conversão chamou a atenção de vários círculos de cidadãos importantes e Paulo passou a viajar pelo mundo, evangelizando e realizando centenas de conversões. Perseguido incansavelmente, foi preso várias vezes e sofreu muito, sendo martirizado no ano 67, em Roma. Suas relíquias se encontram na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na Itália, festejada no dia de sua consagração em 18 de novembro.

O Senhor fez de Paulo seu grande apóstolo, o apóstolo dos gentios, isto é, o evangelizador dos pagãos. Ele escreveu 14 cartas, expondo a mensagem de Jesus, que se transformaram numa verdadeira "Teologia do Novo Testamento". Também é o patrono das Congregações Paulinas que continuam a sua obra de apóstolo, levando a mensagem do Cristianismo a todas as partes do mundo, através dos meios de comunicação.

São Paulo de Tarso, rogai por nós!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

24 de janeiro - Santo do dia

São Francisco de Sales

Francisco de Sales, primogênito dos treze filhos dos Barões de Boisy, nasceu no castelo de Sales, na Sabóia, em 21 de agosto de 1567. A família devota de São Francisco de Assis, escolheu esse para ele, que posteriormente o assumiu como exemplo de vida. A mãe se ocupava pessoalmente da educação de seus filhos. Para cada um escolheu um preceptor. O de Francisco era o padre Deage, que o acompanhou até sua morte, inclusive em Paris, onde o jovem barão fez os estudos universitários no Colégio dos jesuítas.

Francisco estudou retórica, filosofia e teologia que lhe permitiu ser depois o grande teólogo, pregador, polemista e diretor espiritual que caracterizaram seu trabalho apostólico. Por ser o herdeiro direto do nome e da tradição de sua família, recebeu também lições de esgrima, dança e equitação, para complementar sua já apurada formação. Mas se sentia chamado para servir inteiramente a Deus, por isso fez voto de castidade e se colocou sob a proteção da Virgem Maria.

Aos 24 anos, Francisco, doutor em leis, voltou para junto da família, que já lhe havia escolhido uma jovem nobre e rica herdeira para noiva e conseguido um cargo de membro do Senado saboiano. Ao vê-lo recusar tudo, seu pai soube do seu desejo de ser sacerdote, através do tio, cônego da catedral de Genebra, com quem Francisco havia conversado antes. Nessa mesma ocasião faleceu o capelão da catedral de Chamberi, e, o cônego seu tio, imediatamente obteve do Papa a nomeação de seu sobrinho para esse posto.
Só então seu pai, o Barão de Boisy, consentiu que seu primogênito se dedicasse inteiramente ao serviço de Deus. Sem poder prever que ele estava destinado a ser elevado à honra dos altares; e, muito mais, como Doutor da Igreja!

Durante os cinco primeiros anos de sua ordenação, o então padre Francisco, se ocupou com a evangelização do Chablais, cidade situada às margens do lago de Genebra, convertendo, com o risco da própria vida, os calvinistas. Para isso, divulgava folhetos nos quais refutava suas heresias, mediante as verdades católicas. Conseguindo reconduzir ao seio da verdadeira Igreja milhares de almas que seguiam o herege Calvino. O nome do padre Francisco começava a emergir como grande confessor e diretor espiritual.

Em 1599, foi nomeado Bispo auxiliar de Genebra; e, três anos depois, assumiu a titularidade da diocese. Seu campo de ação aumentou muito. Assim, Dom Francisco de Sales fundou escolas, ensinou catecismo às crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza, que desempenharam papel preponderante na reforma religiosa empreendida na época com madre Joana de Chantal, depois Santa, que se tornou sua co-fundadora da Ordem da Visitação, em 1610.

Todos queriam ouvir a palavra do Bispo, que era convidado a pregar em toda parte. Até a família real da Sabóia não resistia ao Bispo-Príncipe de Genebra, que era sempre convidado para pregar também na Corte.

Publicou o livro que se tornaria imortal: "Introdução à vida devota". Francisco de Sales também escreveu para suas filhas da Visitação, o célebre "Tratado do Amor de Deus", onde desenvolveu o lema : "a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida". Os contemporâneos do Bispo-Príncipe de Genebra não tinham dúvidas a respeito de sua santidade, dentre eles Santa Joana de Chantal e São Vicente de Paulo, dos quais foi diretor espiritual.

Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lion, França. O culto ao Santo começou no próprio momento de sua morte. Ele é celebrado no dia 24 de janeiro porque neste dia, do ano de 1623, as suas relíquias mortais foram trasladadas para a sepultura definitiva em Anneci. Sua beatificação, em 1661, foi a primeira a ocorrer na basílica de São Pedro em Roma. Foi canonizado quatro anos depois. Pio IX declarou-o Doutor da Igreja e Pio XI proclamou-o o Padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos. Dom Bosco admirava tanto São Francisco de Sales que deu o nome de Congregação Salesiana à Obra que fundou para a educação dos jovens.

São Francisco de Sales, rogai por nós!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Santo do dia - 23 de janeiro

São João Esmoler

Este santo dava tanta importância à esmola, que não só dela vivia como com ela provia uma grande quantidade de famílias, e até cidades inteiras. Assim foi o apostolado do bispo João, chamado de "Esmoler".

O século sete é tido, para a Humanidade, como uma época de opulência para os poderosos e de miséria para o povo, mas o bispo João nunca deixou de atender a quem quer que o tenha procurado. Os registros e a tradição mostram que a Providência Divina sempre vinha à sua ajuda e, de uma forma ou de outra, os mantimentos de que precisava acabavam chegando às suas mãos. Certamente Deus queria fazer dele um exemplo.

João pertencia a uma família cristã e nasceu no ano 556, na Ilha de Chipre, numa cidade chamada Amatunte, onde seu pai além de muito rico era o governador. João sentia-se chamado para a vida religiosa desde pequeno, alimentando esse desejo até a idade adulta. Como os pais o impediram de se tornar um sacerdote, com a humildade que lhe era peculiar, João obedeceu às suas ordens e se casou. Mas seu caminho já estava traçado por Deus. Pouco tempo depois do casamento a esposa faleceu. Embora, o sofrimento fosse muito grande com a perda, ele decidiu seguir seu chamado e se tornou um sacerdote.

Seu trabalho junto aos pobres deu tantos frutos que foi eleito bispo de Alexandria e, nesta posição de destaque, pôde fazer mais ainda pelos necessitados. Prontamente mandou cadastrar todos os pobres da cidade, onde se catalogaram mais de sete mil e quinhentos. Às quartas e sextas-feiras eram recebidos e auxiliados em tudo que estivesse ao seu alcance. Quando a população católica da Pérsia se viu perseguida por causa de sua fé, foi no Egito do bispo João Esmoler, que encontrou alimento e abrigo.

Na época em que Jerusalém foi arrasada pelos pagãos, também foi o bispo João quem para lá mandou comida e até recursos para a reconstrução das igrejas. Entretanto, consigo mesmo era o desapego em pessoa. Tinha uma única coberta, velha e maltrapilha. Quando um amigo de posses lhe deu um cobertor novinho e felpudo, jogando a velha coberta fora, João dormiu apenas uma noite com ele, em sinal de agradecimento, e no dia seguinte o colocou à venda. Sabedor do gesto do bispo, o doador comprou o cobertor e lhe deu de presente outra vez. Como seu admirador, lhe propôs um jogo: quantas vezes ele o colocasse à venda, tantas vezes o compraria para lhe dar de presente novamente. Assim, o lucro para os pobres foi grande.

Já sexagenário, em 619, decidiu viajar para Constantinopla aceitando o convite do imperador, que desejava vê-lo. Porém, ao chegar à cidade de Rhodes, recebeu uma mensagem profética, de que a sua morte estava bem próxima. João Esmoler chamou o discípulo que o acompanhava, disse-lhe que ia cancelar a visita ao imperador, "pois o Rei dos reis também o chamava" e Ele tinha prioridade. Assim, foi para sua Ilha de Chipre onde morreu serenamente no dia 23 de janeiro desse mesmo ano.

Em 1974, o cardeal de Veneza, Albino Luciani, que depois se tornaria o Papa João Paulo I, teve a honra de hospedar na Igreja Matriz de Casarano as relíquias do corpo de Santo João Esmoler e seu chapéu de bispo, este que continua guardado nessa igreja e localidade. Desse modo percebemos que o seu culto se mantém cada vez mais forte e vigoroso.

São João Esmoler, rogai por nós!

domingo, 22 de janeiro de 2012

EVANGELHO DO DIA

EVANGELHO COTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

3º Domingo do Tempo Comum

Evangelho segundo S. Marcos 1,14-20.
Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, e proclamava o Evangelho de Deus,
dizendo: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho.»
Passando ao longo do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.
E disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens.»
Deixando logo as redes, seguiram-no.
Um pouco adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco a consertar as redes, e logo os chamou.
E eles deixaram no barco seu pai Zebedeu com os assalariados e partiram com Ele.

Comentário ao Evangelho do dia feito por: São Leão Magno (? – c. 461), papa e doutor da Igreja

«Arrependei-vos e acreditai no Evangelho»
Dêmos graças, irmãos bem-amados, a Deus Pai, por Seu Filho, no Espírito Santo; porque na Sua imensa misericórdia e no Seu amor por nós, teve piedade de nós e «precisamente a nós que estávamos mortos pelas nossas faltas, deu-nos a vida com Cristo» (Ef 2,5), para nos modelar e nos criar de novo. Dispamo-nos pois do homem velho e de suas acções (Col 3,9) e, porque somos admitidos a participar no nascimento de Cristo, renunciemos a esta nossa maneira chã de viver.

Cristão, toma consciência da tua dignidade: porque agora participas da natureza divina (2Pe 1,4), não tornes aos erros da tua conduta passada. Lembra-te de Quem é a tua cabeça e de que corpo és membro (Ef 4,15-16). Recorda-te de que foi «Ele que nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o Reino do Seu amado Filho». Pelo sacramento do baptismo tornaste-te templo do Santo Espírito (1Co 6,19); livra-te de fazeres com que Se afaste, pelas tuas más acções, tão insigne hóspede, e de caíres no domínio do demónio, porque foste resgatado pelo sangue de Cristo.

22 de janeiro - Santo do dia

São Vicente

Vicente era natural de Huesca e pertencia a uma das mais distintas famílias da Espanha.
Desde menino, foi entregue por seus pais à orientação do bispo Valério, de Saragoça, recebendo uma sólida formação religiosa e humana.

Muito jovem ingressou na vida religiosa e logo foi ordenado diácono da Igreja. Depois, devido ao seu preparo intelectual e tendo o dom da palavra, foi escolhido para assistir o bispo, ficando encarregado do ministério da pregação do Evangelho. Isto porque o bispo, em virtude da idade avançada, já não tinha mais forças para exercer esta tarefa. Vicente desempenhou este cargo com total dignidade e, graças a eloqüência dos seus sermões e obras, obteve expressivos resultados para a Igreja convertendo à fé, grande número de pagãos.

Neste período, iniciava a terrível perseguição decretada pelos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, no solo espanhol. Daciano, governador da província de Saragoça e Valência, querendo mostrar a sua lealdade e obediência aos decretos imperiais, mandou prender Valério e Vicente, ordenando que fossem levados para a prisão de Valência.

Depois de processados foram condenados à morte, mas o governador mostrando uma certa clemência para o bispo muito idoso, mandou que fosse exilado. Entretanto reservou seu requinte de crueldade para Vicente, que foi barbaramente chicoteado e esfolado, tendo os nervos e músculos esmigalhados. Mas ele continuava vivo entoando hinos de louvor à Deus. Os carrascos ficaram tão espantados e assustados, que desistiram da tortura, e tiraram Vicente da cela quando então ele morreu. Era o ano 304.

Segundo a tradição, Daciano mandou que seu corpo fosse atirado num terreno pantanoso, para que os animais pudessem devorá-lo, mas acabou protegido por um corvo enorme, que não permitiu que seus restos fossem tocados. Por isto, transtornado o governador mandou que o jogassem ao mar, com uma grande pedra amarrada no pescoço. O corpo de Vicente não afundou. O Senhor o conduziu à praia, onde os fiéis o recolheram e sepultaram fora dos muros da cidade de Valência. Neste lugar foi construída a belíssima Basílica dedicada à ele e que guarda suas relíquias até hoje.

São Vicente, diácono, é o mártir mais célebre da Espanha e Portugal. Um século após o seu testemunho da fé no Cristo, Santo Agostinho, doutor da Igreja, lhe dedicava todos os anos neste dia uma missa. Por este motivo a Igreja manteve a sua festa nesta data.

São Vicente, rogai por nós!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Exorcismo

Padre exorcista conta como é o ofício de combater demônios diariamente
Em uma sala mobiliada com duas mesas de madeira clara, dois computadores, uma estante e muitas imagens de santos católicos, o padre Selso Feldkircher, 70 anos, atende quem o procura, na Igreja Santa Terezinha, no Cruzeiro.

O ambiente parece tranquilo. Centenas de pessoas o procuram em busca de conselhos do líder religioso, um homem sereno, de cabelos brancos e olhos verdes. Outras querem confessar pecados e, assim, de acordo com a crença católica, ganhar o perdão de Deus.

Somente alguns, entretanto, vão até padre Selso para se livrar da possessão demoníaca. Padre Selso tem 44 anos de sacerdócio. É um dos poucos no país autorizados pelo Vaticano a comandar exorcismos. Mas não por escolha própria. Recebeu a missão há dois anos, das mãos do então arcebispo de Brasília, dom João Braz de Avis. Em 2009, com a morte do padre exorcista Júlio Negrizzolo, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Lago Sul, foi preciso designar um sucessor. O conselho presbiteral se reuniu em julho de 2010. Escolheu os padres Selso e José Oscar, do Seminário Nossa Senhora de Fátima, no Lago Sul, para assumir a tarefa.

A demanda de exorcismos era grande, e apenas um religioso não daria conta do serviço. Assim, Selso tornou-se o único em uma paróquia nomeado para atender esse tipo de situação, mesmo sem jamais ter considerado a possibilidade de expulsar o diabo do corpo de alguém usando água benta e muita oração. “Fiquei muito surpreso. Tinha até medo desse tema. Não era algo que eu havia cogitado. A vontade de Deus, porém, é maior que tudo”, destaca. O religioso pertence à Congregação dos Servos da Caridade. Para ser obediente, uma das características exigidas de um bom padre, Selso aceitou tornar-se exorcista sem argumentar.

Começou a estudar o ritual. Recebeu de dom João Braz de Avis um exemplar do livro Ritual de exorcismos e outras súplicas. O material, de capa vermelha com letras douradas, tem 92 páginas. A publicação rege as cerimônias de libertação no mundo inteiro, dentro dos parâmetros da religião católica. Desde então, não importa se é dia, noite ou madrugada, padre Selso recebe pedidos de bênção especial para afastar o mal. Sempre há quem chegue sem avisar. As sessões podem durar mais de duas horas, em casos mais graves. Ao fim, restam ao padre esgotamento e sensação de dever cumprido; e, ao ex-possuído, fraqueza física e paz de espírito. “O demônio existe de verdade. Usa pessoas familiares para incutir o medo no ser humano”, assegura padre Selso.

A primeira vez
O pároco passou a conviver diariamente com pessoas transformadas pela dor, agressivas, que não suportam ouvir o nome de Deus. Entre esses, há até alguns que têm vozes não condizentes com o próprio sexo. Algo assustador, para a maioria dos seres humanos comuns. Selso jamais esquecerá o primeiro caso de possessão demoníaca no qual atuou.

Uma menina de 19 anos chegou à igreja acompanhada dos pais, em um dia de semana. “Era uma moça quase gordinha, com uma feição muito abalada, triste, fechada”, recorda-se. Ela se recusava a falar na presença da mãe e do pai. O casal repetia: “Ela não é nossa filha”. Quando os dois saíram, a jovem iniciou um diálogo com o padre. “Saiu uma voz grossa, de homem mesmo. Dizia: ‘O que você acha que vai fazer comigo? Você é pecador’. E gargalhava”, relata o padre. O religioso respondeu: “Eu não tenho poder, mas quem me mandou aqui tem”.

O padre iniciou as rezas. O vestido leve usado pela menina caiu, deixando-a exposta. “Ela mudou totalmente de aspecto. Parecia muito magra. Falava com uma voz doce. Ficou sorridente. Quando joguei água benta, ela caiu no chão. Quando o demônio vai embora, ele sempre joga a pessoa no chão”, conta o exorcista. Em outra situação, os pais de um rapaz do Recanto das Emas chegaram por volta das 23h, enquanto Selso fechava a igreja, buscando ajuda. O homem estava descontrolado, agressivo. Foram necessárias quatro pessoas para segurá-lo. “Mas, com um pouquinho de conversa, já percebi: não se tratava de uma caso de possessão. Ele estava daquele jeito devido a problemas com os pais. Era uma reação emocional muito rebelde”, descreve.

Movimento
Além de duas missas diárias celebradas e dos milhares de fiéis que orienta, Padre Selso precisa dar conta das dezenas de exorcismos semanais. Prefere ir à casa do enfermo, mas não rejeita quem bate à sua porta. “Vem gente de Brasília e do Entorno, de todos os lugares. Depois de ser nomeado pelo arcebispo, (as pessoas) começaram a chegar e (o movimento) nunca mais parou.”

Selso chegou a atender até três pessoas no mesmo dia, com suspeita de estarem possuídas. A maioria, entretanto, tem problemas de saúde e confunde-os com questões espirituais, conforme explica o padre: “Algo como 90% dos casos são de gente com outras doenças. Em dois anos, só posso afirmar com certeza ter visto cinco possessões demoníacas. Apenas uma ficou sem solução, porque o pai da moça possuída não aceitou o exorcismo”.

Para expulsar o mal, padre Selso usa água benta — algo temido pelo diabo, explica —, orações fortes e óleo do crisma (uma substância benzida). O sinal da cruz também é um aliado poderoso. Ele não usa nenhuma vestimenta especial para o procedimento.

Geralmente, escolhe calça social e camiseta de gola polo, acompanhada da estola (faixa de pano, símbolo de autoridade). “O demônio não olha aparência. Ele enxerga a pessoa por dentro. Mas Deus é maior. Se Ele permite que alguém seja possuído, é porque guardou algo maior, especial e muito bom para essa pessoa no futuro”, ensina.

O líder religioso ingressou no seminário quando ainda era criança, aos 12 anos. Conheceu essa opção de vida no Rio Grande do Sul, onde nasceu, graças à família, muito católica. Tem formação superior em psicologia e em filosofia. “A psicologia é necessária para ter discernimento, para identificar a possessão e os problemas de outra natureza”, esclarece. Selso está em Brasília há oito anos. Mesmo com todo conhecimento, ele admite: o exorcismo sempre estará cercado de mistérios