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Este Blog se propõe a divulgar o catolicismo segundo a Igreja Católica Apostólica Romana. Os editores do Blog, não estão autorizados a falar em nome da Igreja, não são Sacerdotes e nem donos da verdade. Buscam apenas ser humildes e anônimos missionários na Internet. É também um espaço para postagem de orações, comentários, opiniões.
Defendemos a Igreja conservadora. Acreditamos em DEUS e entregamo-nos nos braços de MARIA. Que DEUS nos ilumine e proteja. AMÉM
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Ó Divindade eterna, ó eterna Trindade,
que pela união da natureza divina tanto fizeste valer o sangue de teu
Filho unigênito! Tu, Trindade eterna, és como um mar profundo, onde
quanto mais procuro mais encontro; e quanto mais encontro, mais cresce a
sede de te procurar. Tu sacias a alma, mas de um modo insaciável;
porque, saciando-se no teu abismo, a alma permanece sempre sedenta e
faminta de ti, ó Trindade eterna, cobiçando e desejando ver-te à luz de
tua luz.
Provei e vi em tua luz com a luz da
inteligência, o teu insondável abismo, ó Trindade eterna, e a beleza de
tua criatura. Por isso, vendo-me em ti, vi que sou imagem tua por aquela
inteligência que me é dada como participação do teu poder, ó Pai
eterno, e também da tua sabedoria, que é apropriada ao teu Filho
unigênito. E o Espírito Santo, que procede de ti e de teu Filho, deu-me a
vontade que me torna capaz de amar-te.
Pois tu, ó Trindade eterna, és criador e
eu criatura; e conheci – porque me fizeste compreender quando de novo me
criaste no sangue de teu Filho – conheci que estás enamorado pela
beleza de tua criatura.
Ó abismo, ó Trindade eterna, ó Divindade,
ó mar profundo! Que mais poderias dar-me do que a ti mesmo? Tu és um
fogo que arde sempre e não se consome. Tu és que consomes por teu calor
todo o amor profundo da alma. Tu és de novo o fogo que faz desaparecer
toda frieza e iluminas as mentes com tua luz. Com esta luz me fizeste
conhecer a verdade.
Espelhando-me nesta luz, conheço-te como
Sumo Bem, o Bem que está acima de todo bem, o Bem feliz, o Bem
incompreensível, o Bem inestimável, a Beleza que ultrapassa toda beleza,
a Sabedoria superior a toda sabedoria. Porque tu és a própria
Sabedoria, tu,o pão dos anjos, que no fogo da caridade te deste aos
homens.
Tu és a veste que cobre minha nudez;
alimentas nossa fome com a tua doçura, porque és doce sem amargura
alguma. Ó Trindade eterna!
Do Diálogo sobre a divina Providência, de Santa Catarina de Sena
(Cap. 167, Gratiarum actio ad Trinitatem: ed.lat., Ingolstadi 1583, f.290v-291)
Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana.
Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais
impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março
de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma
dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância
conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu
franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim
tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado.
Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo.
Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade
consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações
contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição
familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São
Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de
tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de
almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas
ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o
entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que
muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.
Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo
sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a
Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes
católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano
VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o
papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências
francesas.
Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente
e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população
européia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias
mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas
atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos.
Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a
participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente.
Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto
valor histórico, místico e religioso, como o livro "Diálogo sobre a
Divina Providência", lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de
Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos
trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua
casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva.
Foi declarada "doutora da Igreja" pelo papa Paulo VI em 1970.
Santa Catarina de Sena, rogai por nós!
São Pedro de Verona
Pedro nasceu em Verona no ano de 1205. Seus pais eram hereges
maniqueus, adeptos da doutrina religiosa herética do persa Mani, Manes
ou Maniqueu, caracterizada pela concepção dualista do mundo, em que
espírito e matéria representam, respectivamente, o bem e o mal.
Entretanto, o único colégio que havia no local era católico e lá o
menino não só aprendeu as ciências da vida como os caminhos da alma.
Pedro se converteu e se separou da família, indo para Bolonha para
terminar os estudos. Ali acabava de ser fundada a Ordem dos Dominicanos,
onde ele logo foi aceito, recebendo a missão de evangelizar. Foi o que
fez, viajando por toda a Itália, espalhando suas palavras fortes e um
discurso de fé que convertiam as massas. Todas as suas pregações eram
acompanhadas de graças, que impressionavam toda comunidade por onde
passava. E isso logo despertou a ira dos hereges.
Primeiro inventaram uma calúnia contra ele. Achando que aquilo era uma
prova de Deus, Pedro não tentou provar inocência. Aguardou que Jesus
achasse a hora certa de revelar a verdade. Foi afastado da pregação por
um bom tempo, até que a mentira se desfez sozinha, e ele foi chamado de
volta e aclamado pela comunidade.
Voltando às viagens evangelizadoras, seus inimigos o afrontaram de novo
tentando provar que suas graças não passavam de um embuste. Um homem
fingiu estar doente, e outro foi buscar Pedro. Este, percebendo logo o
que se passava, rezou e pediu a Deus que, se o homem estivesse mesmo
doente, ficasse curado. Mas, se a doença fosse falsa, então que ficasse
doente de verdade. O maniqueu foi tomado por uma febre violentíssima,
que só passou quando a armadilha foi confessada publicamente. Perdoado
por Pedro, o homem se converteu na mesma hora. Pedro anunciou, ainda,
não só o dia de sua morte, como as circunstâncias em que ela ocorreria.
E, mesmo tendo esse conhecimento, não deixou de fazer a viagem que seria
fatal.
No dia 29 de abril de 1252, indo da cidade de Como para Milão, foi morto
com uma machadada por um maniqueu que o emboscou. O nome do assassino
era Carin, que, mais tarde, confessou o crime e, cheio de remorso, se
internou como penitente no convento dominicano de Forli.
Imediatamente, o seu culto se difundiu em meio a comoção e espanto dos
fiéis, que passaram a visitar o seu túmulo, onde as graças aconteciam em
profusão. Apenas onze meses depois, o papa Inocente IV canonizou-o,
fixando a festa de são Pedro de Verona para o dia de sua morte.
Entre as diversas formas de culto à
divina misericórdia, a Festa e o Terço da Divina Misericórdia ocupam uma
posição de destaque.
Em 14 revelações especiais Jesus oferece à Santa Faustina
esta nova forma de piedade, que hoje se encontra disseminada por todo o
mundo. Assim como na vida da Igreja a Liturgia e a piedade intimamente
se associam, na espiritualidade da divina misericórdia proposta por
Santa Faustina se dá igualmente o encontro destas duas dimensões,
particularmente através da Festa e do Terço.
Você pode usar o terço comum
Pai-Nosso Pai
Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome; venha a nós o
Vosso Reino; seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no Céu;
o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair
em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave-MariaAve,
Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as
mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de
Deus, rogai por nós os pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Creio Creio em Deus-Pai Todo Poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo
poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; Padeceu sob Pôncio
Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos
mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à
direita de Deus Pai Todo Poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e
os mortos; creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.
Nas contas grandes Eterno
Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso
diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos
pecados e dos do mundo inteiro.
Nas contas pequenas Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
No fim do Terço diz-se três vezes Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
Os fiéis podem esperar o cumprimento das promessas de Cristo a Santa
Faustina e a todos que rezam com justa intenção, atenção e devoção o
Terço da Misericórdia:
1) Jesus promete acompanhar aquele que reza este Terço com Sua benevolência durante toda a sua vida:
“As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha
misericórdia, durante a sua vida … (D 754); Oh! que grandes graças
concederei às almas que recitarem este Terço. As entranhas da Minha
misericórdia comovem-se por aqueles que recitam este Terço (D 848);
Minha filha, exorta as almas a rezarem esse Terço que te dei. Pela
recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam (D 1541) – se
estiver conforme à sua vontade (D 1731);
2)Jesus promete particular assistência na hora da morte: Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte (D 687; cf. 754; 1541);
3)Jesus promete olhar para toda a humanidade com compaixão: Minha filha, agrada-Me a linguagem do teu coração; pela recitação desse Terço aproximas a Humanidade de Mim (D 929);
4)Jesus promete a graça da paz e da conversão aos pecadores:
Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de
salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este
Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia. (D
687); Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as
suas almas …(D 1541);
5)Jesus promete particular socorro ao agonizante pelo qual rezamos:
Defendo toda alma que recitar esse Terço na hora da morte, como se
fosse a Minha própria glória, ou quando outros o recitarem junto a um
agonizante, eles conseguirão a mesma indulgência. Quando recitam esse
terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia
insondável envolve a alma e abrem-se as entranhas da Minha misericórdia,
movidas pela dolorosa Paixão do Meu Filho (D 811; cf. 810; 834; 1035;
1036; 1541; 1565; 1797).
Dois rios de misericórdia (Homilia Dominical.450: Domingo da Divina Misericórdia)
Na famosa visão que Santa Faustina teve de Jesus Misericordioso, cuja
festa celebramos neste domingo, vemos dois rios saírem de seu Coração:
um branco e outro vermelho. A partir do Evangelho, Padre Paulo Ricardo
medita nesta homilia sobre o significado desses dois rios de
misericórdia, com os quais Cristo quer, por um lado, nos perdoar e, por
outro, nos unir ao seu mistério pascal.
"Senhor, a quem
iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68
2º Domingo da Páscoa
Anúncio do Evangelho (Jo 20,19-31)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!
Ao
anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo
dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus
entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”
Mas Tomé disse-lhes: “Se eu
não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas
marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
Oito
dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e
Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se
no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.
Depois
disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua
mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.
Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas
estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho
de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
1 – Ninguém se sinta
seguro nesta vida, que é uma contínua tentação. Não aconteça que quem
conseguiu ser melhor torne-se pior. Minha única esperança, minha única
confiança, minha única firmeza é a misericórdia de Deus. (Santo
Agostinho)
2 – Agrada sumamente a
Deus, a nossa confiança em sua misericórdia, porque assim honramos e
exaltamos aquela sua infinita bondade que Ele quis manifestar ao mundo
nos criando. (Santo Afonso de Ligório)
3 – A oração constante obtém a misericórdia de Deus, mesmo para os que não são seus amigos. (Santo Afonso)
4 – O desprezo
voluntário à Minha misericórdia constitui pecado mais grave que todos os
anteriores. É o pecado que não será perdoado nem aqui nem no além.
(Deus a Santa Catarina, Diálogos)
5 – Por falta de
confiança na Minha misericórdia, corre-se o risco de cair no desespero,
um dos enganos a que o demônio pode conduzir meus servidores. (Santa
Catarina, Diálogos)
9 – Quem desespera, despreza minha misericórdia e julga que seu pecado é maior que minha bondade. (Santa Catarina, Diálogos)
10 – É o pecado do desespero que conduz o homem ao inferno. (Santa Catarina, Diálogos)
11 – Minha misericórdia é
infinitamente maior do que todos os pecados que o homem possa cometer.
Entristece-Me o fato de que alguém considere suas faltas maior que o Meu
perdão. Esse é o pecado que não será perdoado nem neste século, nem no
outro (Mt 12, 32). (Santa Catarina, Diálogos)
12 – Quanto mais nos
sentimos miseráveis, tanto mais devemos confiar na misericórdia de Deus.
Porque, entre a misericórdia e a miséria, há uma ligação tão grande que
uma não pode se exercer sem a outra. (São Francisco de Sales)
O bispo eleito para suceder o pontífice João II, na cidade de Roma,
foi Agapito I, que se consagrou no dia 13 de maio de 535. O seu
pontificado durou apenas onze meses e dezoito dias.
Nesse tão curto período do seu governo, o papa Agapito I elevou as
finanças da Igreja; tomou decisões doutrinais importantes para a correta
compreensão dos fundamentos do cristianismo e lutou com energia pela
defesa da fé e dos bons costumes. Ele mandou queimar as bulas de
Bonifácio II, condenatórias das doutrinas de Dióscoro, e negou aos
hereges re-convertidos que conservassem seus cargos e benefícios, como
pretendia o imperador Justiniano. Enfim, foi um papa zeloso e defensor
da tradição católica.
Também proibiu que os bispos das Gálias, atuais França e Espanha,
vendessem os bens de suas igrejas, até mesmo em caso de extrema
necessidade. Excomungou Antimo, o patriarca de Constantinopla, que havia
alcançado o patriarcado graças às intrigas da imperatriz Teodora, e
nomeou em seu lugar Mena, um bispo católico, homem de fé e saber. Como
revelou o próprio papa Agapito I, numa carta a Pedro, bispo de
Jerusalém; era a primeira vez, desde os tempos apostólicos, que uma
Igreja Oriental recebia como patriarca um bispo consagrado pelo papa.
Fundou, em Roma, uma academia de Belas Letras e várias escolas para
adultos e crianças pobres, e distinguiu-se por sua inesgotável caridade.
Por fim, o papa Agapito I viajou para Constantinopla, capital do Império
Romano do Oriente, na qualidade de embaixador do rei, na esperança,
logo tornada desilusão, de fazer cessar a desastrosa guerra greco-gótica
da Itália, estourada em 535. Porém quase foi condenado ao exílio pelo
imperador Justiniano, decidindo voltar para Roma. Ocorreu, entretanto,
que o papa Agapito I foi acometido por uma grave enfermidade, morrendo
logo em seguida, no dia 22 de abril de 536. Seu funeral foi tal como
nunca se vira em Constantinopla, tanto para um bispo quanto para um
imperador. O corpo de santo Agapito I, papa e confessor, foi transladado
para o Vaticano e enterrado no dia 17 de setembro do mesmo ano, no
pátio da catedral de São Pedro, em Roma.
A santidade do papa Agapito I sempre foi muito lembrada pelos escritos
de são Gregório Magno. Ele que é reverenciado pela Igreja no dia 28 de
abril, como consta do Martirológio Romano.
Santo Agapito I, rogai por nós!
Santa Joana (Gianna) Baretta Molla
Na família italiana dos Baretta de Milão, os treze filhos foram
reduzidos a oito pela epidemia da gripe espanhola e por duas mortes
ocorridas na primeira infância. Desses oito, saíram uma pianista, dois
engenheiros, quatro médicos e uma farmacêutica. Um dos engenheiros,
José, depois se fez sacerdote, e dois médicos fizeram-se religiosos
missionários: madre Virgínia e padre Alberto.
Gianna Baretta, para nós Joana, a penúltima dos oito, nasceu no dia 4 de
outubro de 1922 na cidade de Magenta, onde cresceu e se formou médica
cirurgiã, com especialização em pediatria, concluída 1952. Porém
preferiu exercer clínica geral, atendendo especialmente os velhos
abandonados e carentes. Para ela, tudo era dever, tudo era sagrado:
"Quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo", dizia.
Em 1955, ela se casa com Pedro Molla. O casal vive na tradição religiosa
familiar: missa, oração e eucaristia, inserida com harmonia na
Modernidade. Joana ama esquiar na neve, pintar e a música também. Ela
freqüenta o teatro e os concertos com o marido, importante diretor
industrial, sempre muito ocupado.
Residem em Magenta mesmo, onde Joana participa ativamente também da vida
local da Associação Católica Feminina. Os retiros espirituais são
momentos de forte interiorização e ela é a verdadeira colaboradora
dessas novidades felizes da comunidade católica. Vive essa atribuição
como sua missão de médica.
Nascem os filhos: Pedro Luiz , Maria Rita e Laura . No mês de setembro
de 1961, no início da quarta gravidez, é hospitalizada e então é
descoberto um fibroma no útero. Diante da gravidade, sempre mais
evidente, do caso, a única perspectiva de sobreviver é renunciar à
gravidez, para não deixar órfãos os três filhos. Mas Joana possui
valores cristãos firmemente consolidados e coloca em primeiro lugar o
direito à vida. E assim decide, com o preço da sua vida, ter o bebê.
Joana Emanuela nasce e sua mãe ainda a segura nos braços antes de
morrer, no dia 28 de abril de 1962. Uma morte que é uma mensagem
iluminada do amor em Cristo.
Após sua morte, o marido lê as anotações pessoais de Joana que
antecediam os retiros espirituais, e descobre sua conexão indissolúvel
com o amor, o sacrifício e a fé inabalável.
Ao proclamar santa Joana Baretta Molla, em 2004, o papa João Paulo II
quis exaltar, juntamente com seu heroísmo final, a sua existência
inteira, os ensinamentos de toda uma vida no seguimento de Jesus,
exemplo para os casais modernos.
Joana Emanuela, a filha nascida do seu sacrifício, em pronunciamento
nessa ocasião, disse: "Sinto em mim a força e a coragem de viver, sinto
que a vida me sorri". Ela ainda disse que rende homenagem à mãe
"dedicando a minha vida à cura e assistência aos anciãos".
Santa Joana, rogai por nós!
São Luís Maria Grignion de Montfort
Luís Maria Grignion nasceu em Montfort, França, em 1673. Descendente
de uma família cristã bem situada, recebeu uma excelente instrução e
educação. Ainda menino, decidiu seguir o caminho da fé e vestiu o hábito
de sacerdote em 1700.
Seu maior desejo era ser um missionário no Canadá, mas acabou sendo
enviado a Poitiers, ali mesmo na França. Logo ficou famoso devido à sua
preparação doutrinal e o discurso fácil e atraente. Todos queriam ouvir
suas palavras, mas sua caridade era outra: cuidar de pacientes com
doenças repugnantes.
A idéia de ser missionário não o abandonava. Mesmo contrariando seu
superior, foi pedir permissão diretamente ao papa. Para tanto, fez uma
viagem a pé, ida e volta, de Poitiers a Roma. Entretanto, o papa
Clemente XI disse-lhe que havia urgência, naquele momento, em pregar aos
franceses, que viviam sob o conflito entre Roma e a doutrina
jansenista, uma nova heresia.
Luís Maria obedeceu e passou a pregar nas cidades e no meio rural e,
quando necessário, confrontava os doutores jansenistas com discurso
igualmente douto, munido de sua autoridade teológica. Ainda assim, sua
linguagem era extremamente acessível aos mais humildes, adaptado ao seu
cotidiano, à sensibilidade popular, combinada com o exemplo de uma
conduta coerente e cristã. Usava de um discurso fraterno, convidando o
povo a adorar e confiar num Jesus amigo, em vez de temê-lo como um
rígido juiz. Outra característica muito importante de sua pregação era a
devoção extremada a Maria Santíssima.
Embora a Igreja daquele tempo estivesse questionando certos aspectos do
culto mariano, ele pregava a veneração sem excessos, firme e constante a
Maria, a Mãe de Deus. Por meio dela é que Jesus fez o seu primeiro
milagre nas bodas de Caná. Esse argumento, de fato, sempre esteve muito
presente em todos os seus escritos e exortações, como o tratado da
"Verdadeira devoção à Santa Virgem", e todos eles relacionados com a
prática do Rosário. Seus textos foram publicados em 1842 e tornaram-se
os fundamentos da piedade mariana. Em meados de 1712, Luís Maria de
Montfort elaborou as Regras e fundou uma nova ordem masculina: a dos
Missionários da Companhia de Maria.
Esses religiosos, chamados habitualmente de montfortianos, estenderam,
aos poucos, as suas atividades pela Europa, América e África. Contudo
seu fundador acompanhou apenas o seu início, porque morreu no dia 28 de
abril de 1716, poucos anos depois de sua aprovação. Em 1947, o papa Pio
XII proclamou-o santo.
São Luís Maria Grignion de Montfort, rogai por nós!
São Pedro Chanel
Pedro nasceu no dia 12 de julho de 1803, na pequena Cuet, França.
Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário
local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou
sacerdote.
Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve de
trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres
em sua pátria. Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e
trabalhavam sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um
dos primeiros membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceania, em
1827, na companhia de um irmão leigo, Nicézio.
Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes, a
cultura tão antagônica à do Ocidente, que primeiro ele teve de entender o
povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a
evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se
expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido.
Ao perceber que vários membros de sua família haviam aderido ao
cristianismo, Musumuso, o genro do cacique, matou Pedro Chanel a
bordoadas de tacape. Era o dia 28 de abril de 1841.
Foi o fim da vida terrestre para o marista, entretanto a semente que
plantara, Musumuso não poderia matar. Quando o missionário Pedro Chanel
desembarcou na minúscula ilha de Futuna, um fragmento das ilhas Fiji
entre o Equador e o Trópico de Capricórnio, não se pode dizer que o
lugar fosse um paraíso.
A pequena ilha é dividida em duas por uma montanha central, e cada lado
era habitado por uma tribo, que vivia em guerra permanente, uma contra a
outra. Hoje o local é, sim, um paraíso para os milhares de turistas que
a visitam anualmente e para a população, que é totalmente católica e
vive na paz no Senhor.
E se hoje é assim, muito se deve à semente plantada pelo trabalho de
Pedro Chanel, que por esse ideal deu seu testemunho de fé. O novo mártir
cristão foi beatificado em 1889 e inscrito no Martirológio Romano em
1954, sendo declarado padroeiro da Oceania.
Angelo Giuseppe Roncalli nasceu na Itália, em 25 de novembro de 1881.
Foi eleito Papa em 28 de outubro de 1958, escolhendo o nome de João
XXIII. Faleceu em 3 de junho de 1963. Por muitos, foi considerado um
Papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XIII. Foi o
responsável pela convocação do Concílio Vaticano II. No curto tempo de
papado, João XXIII escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater
et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).
Foi declarado beato pelo Papa João Paulo II, em 3 de setembro de 2000. É
considerado o patrono dos delegados pontifícios. Foi canonizado pelo
Papa Francisco, em 27 abril 2014, no Vaticano. São João XXIII, rogai por nós!
São João Paulo II
Karol Józef Wotjtyla nasceu na Polônia, em 18 de maio de 1920. Foi
eleito Papa em 16 de outubro de 1978, escolhendo o nome de João Paulo
II, e teve o terceiro maior pontificado da história da Igreja Católica.
Faleceu, em Roma, em 2 de abril de 2005.
Durante o Pontificado, visitou 129 países, em viagens apostólicas. Sabia
se expressar em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português,
ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além
do polaco. João Paulo II beatificou 1.340 pessoas e canonizou 483
santos.
Foi proclamado beato, pelo Papa Bento XVI, em primeiro de maio de 2011.
Foi canonizado pelo Papa Francisco, em 27 abril 2014, no Vaticano.
São João Paulo II, rogai por nós!
Santa Zita
Zita foi empregada doméstica durante trinta anos em Luca, na Itália.
Hoje em dia, as comunidades de baixa renda sofrem grande injustiça
social, principalmente quando trabalham em serviços domésticos, como
ela, mas no século XIII as coisas eram bem piores.
Zita nasceu em 1218, no povoado de Monsagrati, próximo a Luca, e, como
tantas outras meninas, ela foi colocada para trabalhar em casa de nobres
ricos. Era a única forma de uma moça não se tornar um peso para a
família, pobre e numerosa. Ela não ganharia salário, trabalharia
praticamente como uma escrava, mas teria comida, roupa e, quem sabe, até
um dote para conseguir um bom casamento, se a família que lhe desse
acolhida se afeiçoasse a ela e tivesse interesse em vê-la casada.
Zita tinha apenas doze anos quando isso aconteceu. E a família para quem
foi servir não costumava tratar bem seus criados. Ela sofreu muito,
principalmente nos primeiros tempos. Era maltratada pelos patrões e
pelos demais empregados. Porém agüentou tudo com humildade e fé, rezando
muito e praticando muita caridade. Aliás, foi o que tornou Zita famosa
entre os pobres: a caridade cristã. Tudo que ganhava dos patrões, um
pouco de dinheiro, alimentos extras e roupas, dava aos necessitados. A
conseqüência disso foi que, em pouco tempo, Zita dirigia a casa e
comandava toda a criadagem. Conquistou a simpatia e a confiança dos
patrões e a inveja de outros criados.
Certa vez, Zita foi acusada de estar dando pertences da despensa da casa
para os mendigos, por uma das criadas que invejavam sua posição junto
aos donos da mansão. Talvez não fosse verdade, mas dificilmente a moça
poderia provar isso aos patrões. Assim, quando o patriarca da casa
perguntou o que levava escondido no avental, ela respondeu: "são
flores", e soltando o avental uma chuva delas cobriu os seus pés. Esta é
uma de suas tradições mais antigas citadas pelos seus fervorosos
devotos.
A sua vida foi uma obra de dedicação total aos pobres e doentes que
durou até sua morte, no dia 27 de abril de 1278. Todavia, sua
interferência a favor deles não terminou nesse dia. O seu túmulo, na
basílica de São Frediano, conserva até hoje o seu corpo, que repousa
intacto, como foi constatado na sua última exumação, em 1652, e se
tornou um lugar de graças e de muitos milagres comprovados e aceitos.
Acontecimentos que serviram para confirmar sua canonização em 1696, pelo
papa Inocêncio XII.
Apesar da condição social humilde e desrespeitada, a vida de santa Zita
marcou de tal forma a história da cidade que ela foi elevada à condição
de sua padroeira. E foi uma vida tão exemplar que até Dante Alighieri a
cita na Divina Comédia. O papa Pio XII proclamou-a padroeira das
empregadas domésticas.