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No
sábado santo honra-se a sepultura de Jesus Cristo e a sua descida ao
Limbo, e, depois do sinal do Glória, começa-se a honrar a sua gloriosa
ressurreição.
A noite do sábado santo é especial e solene, é denominada também como Vigília Pascal.
A Vigília Pascal, era antigamente à meia-noite, mas depois foi mudada para ser a partir das 20 horas, no entanto, ela não pode começar antes do início da noite e deve terminar antes da aurora do domingo.
É considerada "a mãe de todas as santas Vigílias" (S.
Agostinho, Sermão 219: PL 38, 1088. 1). Nela a Igreja mantém-se em
vigília, à espera da Ressurreição do Senhor. E celebra-a com os
sacramentos da Iniciação cristã. Esta noite é "uma vigília em honra do Senhor" (Ex 12,42).
Assim ouvindo a advertência de Nosso Senhor no Evangelho (Lc 12, 35), aguardamos o retorno do Senhor, tendo nas mãos lâmpadas acesas, para que ao voltar nos encontre vigilantes e nos faça sentar à sua mesa.
A vigília desta noite é dividida do seguinte modo: 1º - A celebração da luz; 2º - A meditação sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua palavra e sua promessa; 3º - O nascimento espiritual de novos filhos de Deus através do sacramento do batismo; 4º - E por fim a tão esperada comunhão pascal, na
qual rendemos ação de graças a Nosso Senhor por sua gloriosa
ressurreição, na esperança de que possamos também nós ressurgir como Ele
para a vida eterna.
Benção do lume novo
As luzes da igreja estão todas apagadas. Do lado de fora está um fogareiro preparado pelo sacristão antes do início das funções, com a faísca tirada de uma pedra.
Junto
está uma colher para recolher as brasas e colocá-las dentro do
turíbulo. Então o celebrante abençoa o fogo e o turiferário recolhe
algumas brasas bentas e as coloca no turíbulo.
A benção se originou na Gália (França). O costume de extrair fogo golpeando uma pedra provém da antiguidade germânica. A pedra representa Cristo, "a pedra angular" que, sob os golpes da cruz, jorrou sobre nós o Espírito Santo.
O fogo novo, representativo da Ressurreição de Nosso Senhor, luz Divinaapagada
por três dias, que há de aparecer ao pé do túmulo de Cristo, que se
imagina exterior ao recinto da igreja, e resplandecerá no dia da
ressurreição.
Este fogo deve ser novo porque Nosso Senhor, simbolizado
por ele, acaba de sair do túmulo. Essa cerimônia era já conhecida nos
primeiros séculos. Tem sua origem no costume romano de iluminar a noite
com muitas lâmpadas. Essas lâmpadas passam a ser símbolo do Senhor
Ressuscitado dentro da noite da morte.
O círio pascal
Este talvez seja o único objeto litúrgico que pode ser visto apenas por quarenta dias.
Surge no início da vigília pascal e no dia da Ascensão do Senhor desaparece.
O círio pascal é símbolo da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
É a evocação de Cristo glorioso, vencedor da morte.
Originalmente
o círio tinha a altura de um homem, simbolizando Cristo-luz que brilha
entre as trevas. Os teólogos enriqueceram-no com elementos simbólicos.
Um acólito traz ao celebrante o círio pascal, que grava no mesmo as
seguintes inscrições:
1º - Uma cruz. Dizendo: "Cristo ontem e hoje. Princípio e fim".
2º - As letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego. Isso quer significar que Deus é "o principio e o fim de tudo", que tudo provém de Deus, subsiste por causa dele e vai para ele:"Alfa e Ômega".
3º - Os algarismos, colocados entre os braços da cruz, marcando as cifras do ano corrente. É para expressar que Jesus
Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é o princípio e o fim de
tudo, o Senhor do tempo, é o centro da História e a Ele compete o tempo,
a eternidade, a glória e o poder pelos séculos, a ele oferecemos este
ano e tudo o que nele fizermos; "A ele o tempo e a eternidade a glória e o poder pelos séculos sem fim. Amém".
4º - Cinco grãos de incenso em forma de cravos, nas
cinco cavidades previamente feitas no meio do círio, dispostas em forma
de cruz. Esse cerimonial simboliza as cinco chagas de Nosso Senhor nas
quais penetraram os aromas e perfumes levados por Santa Maria Madalena e
as santas mulheres ao sepulcro.
O incenso é uma substância aromática que queimamos em louvor a Deus. Sua
fumaça, subindo, simboliza nosso desejo de permanente união com Ele e
de que nossa vida, nossas ações e nossas orações sejam agradáveis ao
Senhor.
(...)
Missa solene
A
missa é a primeira das duas que são cantadas na páscoa. Esta celebração
mostra um caráter de extremo júbilo e magnificência, em forte contraste
com a mágoa intensa da sexta-feira santa.
Vemos
agora os altares e os dignatários paramentados em grande gala. Ouvem-se
as notas alegres do Gloria in excelsis, unidas ao repicar festivo dos
sinos.
O
aleluia que não era ouvido desde o início da quaresma, volta a ser
entoada após as leituras. Essa é na realidade a missa da madrugada da
Páscoa. É por assim dizer, a aurora da ressurreição.
Qual o significado do Sábado de Aleluia? Onde está escrito que Jesus
desceu ao inferno e tomou das mãos do Diabo a chave da vida e da morte?
São duas perguntas que têm um mesmo contexto, o da Paixão e Ressurreição de Cristo.
O Sábado de Aleluiaé o Sábado Santo, o dia depois da
morte de Cristo. A referência é sobretudo feita à noite do Sábado Santo,
quando, na liturgia, se canta o aleluia pascoal, depois de 40 dias, a
quaresma, durante os quais o Aleluia é omitido nas celebrações. É a
celebração da Ressurreição de Cristo.
O tema da descida de cristo à "mansão dos mortos" é um dos temas da fé cristã. Está presente já numa das primeiras profissões de fé, o Símbolo dos Apóstolos.
Também Tomás de Aquino, teólogo medieval, dedicou todo um capítulo de
sua Suma Teológica (quaestio 52 della Pars 3) a este argumento. Até
mesmo Lutero incluiu essa afirmação nos seus preceitos: Como se deve crer que Cristo morreu e foi sepultado por nós, assim também é necessário crer que ele desceu à mansão dos mortos.
Na Bíblia, o texto mais importante, nesse sentido, encontra-se em 1Pedro 3,18: Também
Cristo morreu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, a fim de
vos conduzir a Deus. Morto na carne, foi vivificado no espírito, no qual
foi também pregar aos espíritos em prisão, a saber, aos que foram
incrédulos outrora...
Esse texto evoca a profecia de Jesus, testemunhada por Mateus 12,40:
Como Jonas esteve no ventre do monstro marinho três dias e três noites,
assim ficará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra. Também Atos dos Apóstolos 2,24 diz: Mas Deus o ressuscitou, libertando-o das angústias do Hades, pois não era possível que ele fosse retido em seu poder. Também Efésios 4,9: Que
significa "subiu", senão que ele também desceu às profundezas da terra?
O que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, a fim de
plenificar todas as coisas.
O sentido básico dessa expressão teológica é professar que Jesus
realmente morreu e que venceu a morte e o Demônio, que tem o poder da
morte, como escrito em Hebreus 2,14: Ele participou da mesma condição, a fim de destruir pela morte o dominador da morte, isto é, o diabo.
Há várias interpretações muito interessantes sobre esse tema. Bento
XVI, hoje, sexta feira da paixão, respondendo a perguntas de
expectadores, num programa na televisão italiana, disse que o fato de
Jesus ter descido à mansão dos mortos significa que a sua morte abrange
toda a humanidade, isto é, dela não são beneficiados apenas aqueles que
vivem a partir da época de Cristo, mas também os que nasceram antes de
Cristo.
Outra interpretação, que merece ser sublinhada, vem do teólogo Von
Balthasar. Ele diz que Cristo, descendo à mansão dos mortos, tornou-se o
último da humanidade, alcançou os últimos e os redimiu.
NO SÁBADO SANTO honra-se a sepultura de Jesus Cristo e sua descida à mansão dos mortos; depois do sinal do Glória, começa-se a honrar sua gloriosa Ressurreição.
A
noite do Sábado Santo, denominada também Vigília Pascal, é
especialíssima e solene. A Vigília Pascal era antigamente celebrada à
meia-noite, depois mudada, infelizmente, por questões práticas(?). Ela não pode, entretanto, começar antes do início da noite, e deve terminar antes da aurora do domingo. – É considerada "a mãe de todas as santas vigílias", pois
nesta a Igreja mantém-se de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, a
consumação de toda a nossa fé, e celebra-a com os Sacramentos da
Iniciação cristã.
Esta noite é "uma vigília em honra do Senhor" (Ex 12,42). Assim ouvindo a advertência de Nosso Senhor no Evangelho (Lc 12, 35), aguardamos o retorno do Cristo, tendo nas mãos velas acesas, para que ao voltar nos encontre vigilantes e nos faça sentar à sua Mesa.
A vigília desta noite é dividida do seguinte modo:
1) A Celebração da Luz;
2) A meditação sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua Palavra e em sua Promessa;
3) O nascimento espiritual de novos filhos de Deus através do Sacramento do Batismo;
4)
E por fim a tão esperada Comunhão Pascal, na qual rendemos ação de
graças à Nosso Senhor por sua Gloriosa Ressurreição, na esperança de que
possamos também nós ressurgir como Ele para a vida eterna.
Benção do Lume Novo
As
luzes da igreja estão todas apagadas. Do lado de fora está um fogareiro
preparado pelo sacristão antes do início das funções, com a faísca
tirada de uma pedra. Então o celebrante abençoa o fogo e o turiferário
recolhe algumas brasas bentas e as coloca no turíbulo. A pedra
representa Cristo, "a pedra angular" que, sob os golpes da cruz, jorrou sobre nós o Espírito Santo.
O fogo novo, representativo da Ressurreição de Nosso Senhor, luz Divina apagada por três dias, que
há de aparecer ao pé do túmulo de Cristo, que se imagina exterior ao
recinto da igreja, e resplandecerá no Dia da Ressurreição. Deve ser novo
este fogo, porque Nosso Senhor, simbolizado por ele, acaba de sair do
túmulo. Essa cerimônia era já conhecida nos primeiros séculos da
cristandade. Tem sua origem no costume romano de iluminar a noite com
muitas lâmpadas. Essas lâmpadas passam a ser símbolo do Senhor
Ressuscitado, que surge de dentro da noite da morte.
A procissão com o Círio Pascal
Após
a cerimônia de preparação do Círio Pascal, é ele solenemente
introduzido no templo por um diácono que, por três vezes, ao longo do
cortejo pela nave central, canta elevando sucessivamente o tom: "Eis a luz de Cristo" (Lumen Christi). O coro responde: "Graças a Deus" (Deo Gratias).
Em cada parada vão se acendendo aos poucos as velas: na primeira vez é
acesa a vela do celebrante; na segunda parada, feita no meio do corredor
central, são acesas as velas dos clérigos; na terceira vez, por fim, se
acendem as velas dos assistentes, que comunicam as chamas do Círio
bento até toda a igreja estar iluminada.
As
velas são acesas no Círio Pascal, pois nossa luz vem de Cristo. O
diácono, que vem vindo, é, portanto, mensageiro e arauto da boa nova:
anuncia ao povo a Ressurreição de Cristo, como outrora o Anjo às santas
mulheres.
As palavras Lumen Christi significam que Jesus Cristo é a única Luz do mundo.
A procissão, que se forma atrás do Círio Pascal é repleta de símbolos. É alusão às palavras de Nosso Senhor: "Eu Sou a Luz do mundo. Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a Luz da Vida" (Jo
8,12; Jo 9,5; 12,46). O Círio, conduzido à frente, recorda a coluna de
fogo pela qual Deus precedia na escuridão da noite ao povo de Israel ao
sair da escravidão do Egito e lhe mostrava o caminho (Ex 13, 21). – O
cristão é aquele que, para iluminar, se deixa consumir na Luz maior, e
que em sua luz acende outras, dando sua própria vida, como ensinou e
fez Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 15,13).
O Precônio Pascal
Ao
término da procissão, na qual se introduz o Círio no Templo, é ele
colocado em local apropriado. Com a vela acesa na mão, renovamos nossa
fé, proclamando Jesus Cristo, Luz do mundo que ressurgiu das trevas para
iluminar nosso caminho. E lembramos que por vocação todo cristão é
chamado a ser também luz, como Ele mesmo nos diz: "Vós sois a luz do
mundo. Que, portanto, brilhe vossa luz diante dos homens, para que as
pessoas vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai, que está nos
Céus!" (Mt 5,14.16).
O diácono, após incensar o Círio e o Livro, canta o Precônio Pascal, do latim Praeconium Pascale,
que significa Anunciação da Páscoa (vídeo acima), em que se exaltam os
benefícios da Redenção e que é um belo poema, a partir da vela, sobre o
trabalho das abelhas e o material para a sua confecção, o significado da
luz ao longo da história de Israel e, de modo especial, sobre Jesus, a
Luz do mundo. As magníficas palavras deste hino são atribuídas a Santo
Ambrósio e a Santo Agostinho. É esse canto o antigo Lucernário da
Vigília Pascal. O nome Lucernário foi dado às orações que se diziam na
reunião litúrgica ao acenderem-se as luzes ao anoitecer (veja letra e tradução aqui).
Arderá
daí em diante o Círio Pascal, em todas as funções, durante quarenta
dias, recordando a permanência na Terra de Cristo ressuscitado.
Retirar-se-á no dia da Ascensão, isto é, no momento em que Jesus Cristo
ressuscitado sobe ao Céu.
Leitura das Profecias
Nos
primórdios da Igreja, nesta hora, aproximavam-se os catecúmenos para
receberem o Batismo. A fim de ocupar a atenção dos fiéis e para a maior
instrução dos catecúmenos, liam-se na tribuna passagens da Sagrada
Escritura apropriados ao ato. Eram as Doze Profecias, como resumo
histórico da Religião: criação, dilúvio, libertação dos israelitas,
oráculos messiânicos.
Atualmente
são feitas apenas nove leituras, sete do Antigo Testamento e duas do
Novo. Para cada leitura, há uma oração, com cântico ou salmo
responsorial. Após a sétima leitura, são acessas as velas do Altar a
partir do Círio Pascal e o sacerdote entoa o canto do Gloria in Excelsis,
com acompanhamento de instrumentos musicais e de sinos, que ficaram
calados durante todo o Tríduo sagrado. A Igreja, portanto, entra inteira
na alegria pascal. Logo em seguida é feita a primeira leitura do Novo
Testamento (Rm 6,3-11), que é sobre o Batismo.
Após
o término das leituras, o sacerdote entoa o canto solene do "Aleluia",
quebrando o clima de tristeza e contrição que acompanhava todo o tempo
da Quaresma. Esse canto solene, repetido gradativamente três vezes em
tom cada vez mais alto, representa a saída de Cristo da sepultura e
expressa o crescente júbilo pela Vitória do Salvador. Por fim,
proclama-se um trecho do Evangelho sobre a Ressurreição de Jesus,
levando-se em consideração o ciclo anual A, B e C.
Benção da pia batismal
Terminada
a leitura das Profecias, vai o Clero para a pia batismal. Na frente do
cortejo, a Cruz e o Círio Pascal, símbolos de Cristo que deve alumiar a
nossa peregrinação terrena, como em outras eras a nuvem luminosa
norteava o rumo dos israelitas no deserto.
O
celebrante abençoa a água num magnífico prefácio em que são lembradas
as maravilhas que Deus quis operar por meio da água; depois, com a mão
divide em quatro partes a água já purificada, e derrama algumas gotas
nos quatro pontos cardeais. Enfim, nessa pia batismal, mergulha por três
vezes o Círio Pascal, simbolizando o poder regenerador que Jesus
Ressuscitado dá a essa água e, também, nossa participação em seu
Mistério Pascal, no qual morremos ao pecado e ressuscitamos para a vida
da Graça. E ainda deita nela um pouco do óleo dos catecúmenos e do santo
Crisma. Essa água será usada nos batizados ao longo do ano e na
aspersão do povo.
Quando não há Batismo-Confirmação, sempre se benze a água, que é levada solenemente até a pia batismal.
Antigamente,
após os ritos preparatórias, era administrado o Batismo solene aos
catecúmenos (os que se iniciavam na fé cristã) que, durante três anos,
viviam um processo intenso de preparação para ingressar na Igreja, com
um rigor maior na Quaresma e na Semana Santa. Findos os ritos
preparatórios, os catecúmenos, jubilosos, eram levados ao lugar onde
haveriam de receber o Batismo. A aspersão dos fiéis que hoje em dia o
celebrante faz, avançando através da igreja, com a água acabada de
benzer, recorda esta antiga cerimônia .
Depois
da benção da pia batismal, volta o préstito ao coro, cantando a
Ladainha de Todos os Santos, recordando os que viveram com fidelidade a
Graça Batismal. Chegados ao pé do Altar, o celebrante e seus ministros
prostram-se para meditar ainda na Morte e Sepultura de Nosso Senhor.
O
final do Sábado Santo, com seus três aspectos do mesmo e único Mistério
Pascal: Morte, Sepultamento e Ressurreição de Jesus, está no ápice do
Tríduo Pascal. Primeiro está a Morte na Sexta-feira; depois Jesus no
túmulo, no Sábado; e, em seguida, a Ressurreição, no Domingo, iniciada,
porém, na noite de Sábado, por isso dito "Sábado de Aleluia", na Vigília
Pascal.
A
Missa do Sábado Santo é a primeira das duas cantadas na Páscoa. Esta
Celebração ostenta o caráter de extremo júbilo e magnificência, em forte
contraste com a mágoa intensa da Sexta-feira Santa. Vemos agora os
Altares e os dignatários paramentados, em grande gala. Reboam as notas
alegres do Gloria in Excelsis, unidas ao eco dos sinos festivos! O
Aleluia, não mais ouvido desde o início da Quaresma, ressurge após a
Epístola. – Essa é, na realidade a Missa da madrugada da Páscoa. É a
celebração, por assim dizer, da Aurora da Ressurreição.
José
de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, na cidade de São
Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias,
Espanha. Foi educado na ilha até os quatorze anos de idade. Depois, seus
pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua
formação na Universidade de Coimbra, em Portugal. Era um jovem
inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor,
sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier.
Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce
e melodiosa, era chamado pelos companheiros de "canarinho".
Mas
também tinha forte inclinação para a solidão. Tinha o hábito de
recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de
dedicar-se à oração e à contemplação. Certa vez, isolou-se na catedral
de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a
missão que o aguardava. Naquele mesmo instante, sentiu o chamado para
dedicar sua vida ao serviço de Deus. Tinha dezessete anos e fez o voto
de consagrar-se à Virgem Maria.
Ingressou na Companhia de Jesus
e, quando se tornou jesuíta, seguiu para o Brasil, em 1553, como
missionário. Chegou na Bahia junto com mais seis jesuítas, todos
doentes, inclusive ele, que nunca mais se recuperou. Em 1554, chegou à
capitania de São Vicente, onde, junto com o provincial do Brasil, padre
Manoel da Nóbrega, fundou, no planalto de Piratininga, aquela que seria a
cidade de São Paulo, a maior da América do Sul. No local foi instalado
um colégio e seu trabalho missionário começou.
José de Anchieta
não apenas catequizava os índios. Dava condições para que se adaptassem à
chegada dos colonizadores, fortalecendo, assim, a resistência cultural.
Foi o primeiro a escrever uma "gramática tupi-guarani", mas, ao mesmo
tempo, ensinava aos silvícolas noções de higiene, medicina, música e
literatura. Por outro lado, fazia questão de aprender com eles,
desenvolvendo diversos estudos da fauna, da flora e do idioma.
Anchieta
era também um poeta, além de escritor. É célebre o dia em que, estando
sem papel e lápis à mão, escreveu nas areias da praia o célebre "Poema à
Virgem", que decorou antes que o mar apagasse seus versos. A
profundidade do seu trabalho missionário, de toda a sua vida dedicada ao
bem do próximo aqui no Brasil, foi exclusivamente em favor do futuro e
da sobrevivência dos índios, bem como para preservar sua influência na
cultura geral de um novo povo.
Com a morte do padre Manoel da
Nóbrega em 1567, o cargo de provincial do Brasil passou a ser ocupado
pelo padre José de Anchieta. Neste posto mais alto da Companhia de
Jesus, viajou por todo o país orientando os trabalhos missionários.
José
de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de
Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido
como o "Apóstolo do Brasil". Foi beatificado pelo papa João Paulo II em
1980. A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.
São José de Anchieta, rogai por nós!
São Luís Scrosoppi
Luís
nasceu em 4 de agosto de 1804, em Udine, cidade do Friuli, no Norte da
Itália. Foi o último dos filhos de Antônia e Domingos Scrosoppi,
cristãos fervorosos que educaram os filhos dentro dos preceitos da fé e
na caridade. Aos doze anos, Luís ingressou no seminário diocesano de
Udine, e, em 1827, foi ordenado sacerdote.
A região do Friuli, a
partir de 1800, mergulhou na miséria em conseqüência das guerras e
epidemias, o que serviu ao padre Luís de estímulo para cuidar dos
necessitados. Dedicou-se, com outros sacerdotes e um grupo de jovens
professoras, à acolhida e à educação das "derelitas", as mais sozinhas e
abandonadas jovens de Udine e dos arredores. A elas ele disponibilizou
todos os seus bens, suas energias e seu afeto, sem economizar nada de
si. Quando foi preciso, ele não hesitou em pedir esmolas. A sua vida
foi, de fato, uma expressão palpável da grande confiança na Providência
Divina.
Com essas senhoras, chamadas de "professoras", hábeis no
trabalho de costura e de bordado, que estavam aptas à alfabetização,
dispostas a colocarem suas vidas nas mãos do Senhor para servi-lo e
optando por uma vida de pobreza, padre Luís Scrosoppi fundou a
Congregação das Irmãs da Providência. Mas notou que necessitava de algo
mais para dar continuidade a essa obra. Por isso, aos quarenta e dois
anos de idade, em 1846, tornou-se um "filho de são Felipe" e, através do
santo, aprendeu a mansidão e a doçura, qualidades que lhe deram mais
idoneidade na função de fundador e pai da nova família religiosa.
Todas
as obras feitas por padre Luís refletiram sua opção pelos mais pobres e
necessitados. Ele profetizou certa vez: "Doze casas abrirei antes da
minha morte", e sua profecia concretizou-se. Foram, realmente, doze
casas abertas às jovens abandonadas, aos doentes pobres e aos anciãos
que não tinham família. Porém Luís não se dedicava apenas às suas obras
de caridade. Ele também oferecia seu apoio espiritual e econômico a
outras iniciativas sociais de Udine, realizadas por leigos de boa
vontade. Era dele, também, a missão de sustentar todas as atividades da
Igreja, em particular as destinadas aos jovens do seminário de Udine.
Depois
de 1850, a Itália unificou-se, num clima anticlerical, e os fatos
políticos representaram um período difícil para Udine e toda a região do
Friuli. Uma das conseqüências foi o decreto de supressão da "Casa das
Derelitas" e da Congregação dos Padres do Oratório, de Udine. Após uma
verdadeira batalha, conseguiu salvar as "Casas", mas não conseguiu
impedir a supressão da Congregação do Oratório.
Já no fim da
vida, padre Luís transferiu a direção de suas obras às irmãs, que
aceitaram a missão com serenidade e esperança. Quando sentiu chegar o
fim, dirigiu suas últimas palavras às irmãs, animando-as para os revezes
que surgiriam, lembrando-as: "... Caridade! Eis o espírito da vossa
família religiosa: salvar as almas e salvá-las com a caridade". Morreu
no dia 3 de abril de 1884. Toda a população de Udine e das cidades
vizinhas foram vê-lo pela última vez e pedir-lhe ajuda do paraíso
celeste.
No terceiro milênio, as irmãs da Providência continuam a
obra do fundador nos seguintes países: Romênia, Moldávia, Togo, Índia,
Bolívia, Brasil, África do Sul, Uruguai e Argentina. Padre Luís
Scrosoppi foi proclamado santo pelo papa João Paulo II em 2001. Nessa
solenidade estava presente um jovem sul-africano que foi curado, em
1996, da Aids. Por esse motivo, esse mesmo pontífice declarou São Luis
Scrosoppi padroeiro dos portadores do vírus da Aids e de todos os
doentes incuráveis. O jovem sul-africano que se curou desse vírus entrou
no Oratório de São Felipe Néri, tomando o nome de Luís.
São Luís Scrosoppi, rogai por nós!
São Ricardo Bachedine
Ricardo
Bachedine nasceu na Inglaterra em 1197, já em meio a uma tragédia
familiar: os pais, que eram nobres e ricos, de repente caíram na
miséria. Logo depois, morreram e deixaram-lhe como herança muitas
dívidas e um casal de irmãos. Por isso Ricardo teve de deixar os
estudos com os beneditinos em Worcester e voltou para casa para ajudar a
restaurar as finanças. A situação melhorou e ele voltou para os
estudos, deixando as propriedades aos cuidados de um bom administrador,
resguardando, assim, os irmãos de qualquer imprevisto.
Ricardo
completou sua formação na Universidade de Oxford, onde foi eleito
reitor. Desde então, começou sua atuação em prol da Igreja, pois eram
anos de grande corrupção moral.
O povo, ignorante e
supersticioso, aceitava passivamente a vida devassa dos nobres e do
clero, que há muito estava afastado da disciplina monástica. Ricardo, ao
contrário, vivia com austeridade e passou a lutar por uma reforma geral
nos meios católicos, para com isso elevar o nível de vida do povo,
tanto material quanto espiritual. Na universidade, favoreceu a aceitação
dos frades franciscanos e dominicanos, que aos poucos instituíram a
volta da disciplina e da humildade entre os religiosos e seus agregados.
Essa
postura acabou gerando retaliações do rei Henrique III ao bispo da
Cantuária, sob a orientação de quem Ricardo agia. Perseguido pelo rei,
o bispo buscou exílio na França e Ricardo o acompanhou fielmente até
que morresse. Foi neste período que, por insistência do bispo,
ordenou-se sacerdote, apesar dos seus quarenta e cinco anos. Os seus
talentos e sua dedicação foram recompensados um ano depois, quando o
arcebispo da Cantuária consagrou-o bispo de Chichester. Henrique III
ficou furioso, apossando-se dos bens da diocese e proibindo Ricardo de
assumir seu cargo.
Mas Ricardo não se intimidou, voltou
disfarçado de mendigo e, na clandestinidade, atuou durante dois anos,
organizando o trabalho pastoral da diocese junto ao povo explorado.
Entretanto o papa Inocêncio IV perdeu a calma e ameaçou excomungar o
rei, que teve de aceitar Ricardo como bispo de Chichester. Assim, ele
pôde atuar com liberdade até morrer, em Dover, no dia 3 de abril de
1253, a caminho de uma cruzada.
Ricardo foi sepultado no
cemitério da catedral de Chichester e sua santidade era tanta que, nove
anos depois, o papa Ubaldo IV o canonizou. Em 1276, com a presença do
casal real dos ingleses e outras cabeças coroadas da Europa, o corpo de
são Ricardo foi transferido para um relicário dentro do altar maior da
catedral, o qual depois foi destruído pelo cismático rei Henrique VIII,
em 1528. Mas suas relíquias foram secretamente levadas para várias
igrejas da diocese. Somente em 1990 elas foram reunidas e voltaram para a
catedral de Chichester, onde foram depositadas na urna sob o mesmo
altar.
São Ricardo é festejado, tanto pelos católicos como pelos
anglicanos, no dia 3 de abril, sendo venerado como padroeiro dos
cavaleiros e dos cocheiros.