Nossa Senhora do Carmo: “Senhora do Escapulário”

Reitor do Santuário Nossa Senhora do Carmo - Curitiba/PR
Fonte: A 12
Seja bem-vindo! Este Blog se propõe a divulgar o catolicismo segundo a Igreja Católica Apostólica Romana. Os editores do Blog, não estão autorizados a falar em nome da Igreja, não são Sacerdotes e nem donos da verdade. Buscam apenas ser humildes e anônimos missionários na Internet. É também um espaço para postagem de orações, comentários, opiniões. Defendemos a Igreja conservadora. Acreditamos em DEUS e entregamo-nos nos braços de MARIA. Que DEUS nos ilumine e proteja. AMÉM

Santo Aleixo
Aleixo, filho único do senador italiano Eufemiano, nasceu em Roma,
no ano de 350. Herdeiro de uma considerável fortuna, cresceu dentro da
religião cristã. Desde a infância, ficou famoso por sua natural
caridade, possuindo todas as graças e virtudes. Os pais, como era
costume na época, cuidaram do seu enlace com uma jovem de excelente
família cristã e ele acabou se casando.
Porém, na noite de núpcias, sem consumar a união e após conversar com a
esposa, abandonou tudo para aproximar-se de Deus. Como peregrino, vagou
de cidade em cidade até chegar em Edessa, na Síria, onde ficou por algum
tempo. Vivia como um piedoso mendigo ao lado da basílica do Apóstolo
Tomé, repartindo com os pobres as esmolas que recebia. Diversos
prodígios aconteciam com a sua presença, por isso passou a ser chamado
de "o homem de Deus" e venerado por sua santidade. Mas, para continuar
no anonimato, abandonou a cidade.
Retornou para a vida de peregrino. Sofreu tanto que ficou transfigurado.
Quando em Roma, bateu na casa do pai e disse: "Tende compaixão deste
pobre de Jesus Cristo e permita-me ficar em algum canto do palácio". Não
tendo reconhecido o próprio filho, ele o acolheu e mandou que o levasse
para cuidar da cocheira dos animais. Viveu assim durante 17 anos, na
cocheira do seu próprio palácio, sendo maltratado pelos seus próprios
criados e sem ser identificado pelos pais.
Morreu em 17 de julho e foi enterrado num cemitério coletivo para
criados. Porém, antes de morrer, entregou um pergaminho ao criado que o
socorreu, na qual revelava sua identidade. Os pais, quando souberam,
levaram o caso ao conhecimento do bispo, que autorizou sua exumação.
Aleixo foi levado, então, para um túmulo construído na propriedade do
senador. A fama de sua história e de "homem de Deus" espalhou-se entre
os cristãos romanos e orientais, difundindo rapidamente o seu culto.
Segundo uma antiga tradição romana, a casa do senador ficava no monte
Aventino. Em 1217, durante a construção da igreja dedicada a São
Bonifácio, foram encontradas, neste local, as relíquias de Santo Aleixo.
Por esse motivo, o papa Honório III decidiu que ela seria dedicada a
Santo Aleixo. Outro grande devoto deste santo foi o bispo Sérgio de
Damasco, que viveu em Roma no final do século X. Ele acabou fundando o
Mosteiro de Santo Aleixo, destinado aos monges gregos.
No século XV, os Irmãos de Santo Aleixo elegeram-no como patrono. Em
1817, a Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria nomeou-o seu
segundo patrono, como exemplo de paciência, humildade e de caridade a
ser seguido. A Igreja manteve o dia de sua festa no dia 17 de julho,
como sempre foi celebrada pela antiga tradição cristã.
No dia 28 de novembro de 1758, nasceu a filha primogênita do casal
Postel, camponeses de uma rica fazenda em Barfleur, na Normandia,
França. A criança foi batizada com o nome de Júlia Francisca Catarina,
tendo como padrinho aquele rico proprietário.
Júlia Postel teve os estudos patrocinados pelo padrinho, que, como seus
pais, queria que seguisse a vida religiosa. Ela foi aluna interna do
colégio da Abadia Real das Irmãs Beneditinas, em Volognes, onde se
formou professora. No início, não pensou na vida religiosa, sua
preocupação era com a grande quantidade de jovens que, devido à pobreza,
estavam condenadas à ignorância e à inferioridade social.
De volta à sua aldeia natal, Júlia Postel, com determinação e
dificuldade, criou uma escola onde lecionava e catequizava crianças,
jovens e adultos abandonados à ignorância, até do próprio clero da
época, que desconhecia a palavra "pastoral". Era solicitada sempre pelos
mais infelizes: pobres, órfãos, enfermos, idosos, viúvas, que a viam
como uma mãe zelosa, protetora, que não os abandonava, sempre cheia de
fé em Cristo. Aos ricos pedia ajuda financeira e, quando não tinha o
suficiente, ia pedir esmolas, pois a escola e as obras não podiam parar.
Em 1789, a Revolução Francesa chegou arrasadora, declarando guerra e
ódio ao trono e à Igreja, dispersando o clero e reduzindo tudo a ruínas.
Júlia Postel fechou a escola, mas, a pedido do bispo, escondeu em sua
casa os livros sagrados e o Santíssimo Sacramento e foi autorizada a
ministrar a comunhão nos casos urgentes. Organizou missas clandestinas e
instruiu grupos de catequistas para depois da Revolução. Sua vocação
religiosa estava clara.
A paz com a Igreja foi restabelecida em 1802. Juntamente com duas
colegas e a ajuda do padre Cabart, Júlia Postel fundou a Congregação das
Filhas da Misericórdia, em Cherbourg.
Ao proferir seus votos, escolheu o
nome de Maria Madalena. A princípio, a formação das religiosas ficou
voltada para o ensino escolar e foi baseada nos mesmos princípios dos
irmãos das escolas cristãs, já que na época era grande essa necessidade.
Essas religiosas, aos poucos, foram se espalhando por todo o território
francês. Depois, a pedido de Roma, a formação foi mudada, quando
passaram a servir como enfermeiras.
Em 1832, madre Maria Madalena, junto com suas irmãs, estabeleceu-se nas
ruínas da antiga Abadia Beneditina de Saint-Sauveur-le-Vicomte. Foi
reconstruída com dificuldade e tornou-se a Casa-mãe da congregação.
Madre Maria Madalena Postel morreu com noventa anos de idade, em 16 de
julho de 1846. A fama de sua santidade logo se espalhou pelo mundo
cristão.
Foi beatificada em 1908 e depois canonizada pelo papa Pio XI, em 1925.
Está sepultada em Saint-Sauveur-le-Vicomte. A sua festa acontece no dia
17 de julho e a sua obra, hoje, chama-se Congregação das Irmãs de Santa
Maria Madalena Postel.
Santa Maria Madalena Postel, rogai por nós!
São Boaventura
São Camilo de Lellis
Camila
Compelli e João de Lellis eram já idosos quando o filho foi anunciado.
Ele, um militar de carreira, ficou feliz, embora passasse pouco tempo em
casa. Ela também, mas um pouco constrangida, por causa dos quase
sessenta anos de idade. Do parto difícil, nasceu Camilo, uma criança
grande e saudável, apenas de tamanho acima da média. Ele nasceu no dia
25 de maio de 1550, na pequena Bucchianico, em Chieti, no sul da Itália.
Cresceu
e viveu ao lado da mãe, uma boa cristã, que o educou dentro da
religião e dos bons costumes. Ela morreu quando ele tinha treze anos de
idade. Camilo não gostava de estudar e era rebelde. Foi então residir
com o pai, que vivia de quartel em quartel, porque, viciado em jogo,
ganhava e perdia tudo o que possuía. Apesar do péssimo exemplo, era um
bom cristão e amava o filho. Percebendo que Camilo, aos quatorze anos,
não sabia nem ler direito, colocou-o para trabalhar como soldado. O
jovem, devido à sua grande estatura e físico atlético, era requisitado
para os trabalhos braçais e nunca passou de soldado, por falta de
instrução.
Tinha dezenove anos de idade quando o pai morreu e
deixou-lhe como herança apenas o punhal e a espada. Na ocasião, Camilo
já ganhara sua própria fama, de jogador fanático, briguento e violento,
era um rapaz bizarro. Em 1570, após uma conversa com um frade
franciscano, sentiu-se atraído a ingressar na Ordem, mas foi recusado,
porque apresentava uma úlcera no pé. Ele então foi enviado para o
hospital de São Tiago, em Roma, que diagnosticou o tumor incurável.
Sem
dinheiro para o tratamento, conseguiu ser internado em troca do
trabalho como servente. Mesmo assim, afundou-se no jogo e foi posto na
rua. Sabendo que o mosteiro dos capuchinhos estava sendo construído,
ofereceu-se como ajudante de pedreiro e foi aceito.
O contato com os franciscanos foi fundamental para sua conversão.
Um
dia, a caminho do trabalho, teve uma visão celestial, nunca revelada a
ninguém. Estava com vinte e cinco anos de idade, largou o jogo e pediu
para ingressar na Ordem dos Franciscanos. Não conseguiu, por causa de
sua ferida no pé.
Mas os franciscanos o ajudaram a ser novamente
internado no hospital de São Tiago, que, passados quatro anos, estava
sob a sua direção. Camilo, já tocado pela graça, dessa vez, além de
tratar a eterna ferida passou a cuidar dos outros enfermos, como
voluntário. Mas preferia assistir aos doentes mais repugnantes e
terminais, pois percebeu que os funcionários, apesar de bem remunerados,
abandonavam-nos à própria sorte, deixando-os passar privações e
vexames.
Neles, Camilo viu o próprio Cristo e por eles passou a
viver. Em 1584, sob orientação do amigo e contemporâneo, também fundador
e santo, padre Filipe Néri, constituiu uma irmandade de voluntários
para cuidar dos doentes pobres e miseráveis, depois intitulada
Congregação dos Ministros Camilianos. Ainda com a ajuda de Filipe Néri,
estudou e vestiu o hábito negro com a cruz vermelha de sua própria
Ordem, pois sua congregação, em 1591, recebeu a aprovação do Vaticano,
sendo elevada à categoria de ordem religiosa.
Eleito para
superior, dirigiu por vinte anos sua Ordem dos padres enfermeiros, dizem
que com "mão de ferro" e a determinação militar recebida na infância e
juventude. Depois, os últimos sete anos de vida preferiu ficar ensinado
como os doentes deviam ser tratados e conviver entre eles. Mesmo
sofrendo terríveis dores nos pés, Camilo ia visitar os doentes em casa
e, quando necessário, chegava a carregá-los nas costas para o hospital.
Nessa hora, agradecia a Deus a estatura física que lhe dera.
Recebeu
o dom da cura pelas palavras e orações, logo a sua fama de padre
milagreiro correu entre os fiéis, que, ricos e pobres, procuravam sua
ajuda. Era um homem muito querido em toda a Itália, quando morreu em 14
de julho de 1614. Foi canonizado em 1746. São Camilo de Lellis, em1886,
foi declarado Padroeiro dos Enfermos, dos Doentes e dos Hospitais.
Algumas frases do santo
“Deixe tudo nas mãos de Deus e recorra a Nossa Senhora”.
“Não faça oração que corta as asas da caridade”.
“Os doentes são a pupila e o rosto de Deus”.
“Todos peçam a Deus que lhes dê um amor de mãe para com o próximo”.
“Os doentes nos revelam o rosto de Deus”.
“Tudo passa, o bem permanece”.
A minha oração
“São Camilo, ensina-me a ser o olhar de misericórdia para com os
que sofrem e contemplar nos necessitados sempre um Cristo que espera por
ser acolhido, amado e cuidado. Recorda-me sempre que, como filho (a)
amado (a) de Deus também preciso oferecer amor. Ajuda-me a entender os
momentos de sofrimentos nessa terra como uma via de santificação para
minha alma. Concede aqueles que cuidam de enfermos a graça de serem
amorosos e generosos na vivência do serviço.Amém "
Henrique,
primogênito do duque da Baviera, nasceu num belíssimo castelo às
margens do rio Danúbio, em 973, e recebeu o mesmo nome do seu pai. Veio
ao mundo para reinar, desfrutando de todos os títulos e benesses que uma
corte imperial pode proporcionar ao seu futuro soberano, com os luxos e
diversões em abundância. Por isso foi uma grata surpresa para os
súditos verem que o jovem se resguardou da perdição pela esmerada
criação dada por sua mãe.
Seu pai, antes conhecido como "o
briguento", abriu seu coração à orientação da esposa, católica
fervorosa, que anos depois seu apelido foi mudado para "o pacífico".
Assim, seus filhos receberam educação correta e religiosamente conduzida
nos ensinamentos de Cristo. Um dos irmãos de Henrique, Bruno, foi o
primeiro a abandonar o conforto da corte para tornar-se padre e, depois,
bispo de Augusta. Das irmãs, Brígida fez-se monja e Gisela,
bem-aventurada da Igreja, foi mulher do rei Estêvão da Hungria, também
um santo.
O príncipe Henrique, na idade indicada, foi confiado ao
bispo de Ratisbona, são Wolfgang, e com ele se formou cultural e
espiritualmente. A tradição germânica diz que, certa noite, Henrique
sonhou com o seu falecido diretor espiritual, são Wolfgang, que teria
escrito na parede do quarto do príncipe: "Entre seis". Henrique julgou
que morreria dali a seis dias, o que não ocorreu. Depois, achou que a
morte o alcançaria dali a seis meses. Isso também não aconteceu. Mas,
seis anos após o sonho, ele assumiu o trono da Alemanha, quando da morte
de seu pai.
Por causa dos laços familiares, acabou sendo coroado
também imperador de Roma, sendo consagrado pelo papa Bento VIII.
Henrique II não poderia ter comandado o povo com mais sabedoria,
humildade e cristandade do que já tinha. Promoveu a reforma do clero e
dos mosteiros. Regeu a população com justiça, bondade e caridade,
frequentando com ela a santa missa e a eucaristia. Convocou e presidiu
os concílios de Frankfurt e Bamberg. Realizou ainda muitas outras obras
assistenciais e sociais.
Ao mesmo tempo que defendia o povo e a
burguesia contra os excessos de poder dos orgulhosos fidalgos,
estabeleceu a paz com Roberto, rei da França. Com o fim da guerra,
reconstruiu templos e mosteiros, destinando-lhes generosas contribuições
para que se desenvolvessem e progredissem. Enfim, ao lado da esposa
Cunegundes, agora santa, concedeu à população incontáveis benefícios
sociais e assistenciais, amparando os mais necessitados e doentes. O
casal chegou a fazer voto eterno de castidade, para que, com mais
firmeza de espírito, pudessem dedicar-se apenas a fazer o bem ao
próximo.
No caso de Henrique o adágio de que “por trás de um grande homem está uma grande mulher” funcionou,
pois casou-se com a princesa de Luxemburgo, Cunegundes, uma mulher de
muitas virtudes e inúmeros dons ao ponto de ajudar por 27 anos seu
esposo na organização do império e implantação do Reino de Deus.
Com
a morte de Henrique II e seu reconhecimento de santidade, Cunegundes
foi morar num mosteiro, onde cortou o cabelo, vestiu hábito pobre e
passou a obedecer suas superioras até ir ao encontro de Henrique no céu,
isto quando tinha 61 anos.
Sendo assim, ambos morreram sob a coroa de Sacro Romano no império terrestre e a coroa da Glória no império celeste.
Henrique
II morreu em 13 de julho de 1024 e foi sepultado em Bamberg. Foi
canonizado em 1152, pelo papa Eugênio III. Talvez o rei são Henrique II
seja um dos santos mais queridos da Alemanha, ao lado de sua esposa.
Minha oração
“São Henrique, que amou a Deus acima do trono, vos pedimos a fortaleza de seguir uma vida santa, abandonando os caminhos fácies e luxuosos. Amém.”