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quinta-feira, 13 de março de 2014

A escolha errada = escolher um gay para padrinho de batismo de um filho é ofender a um sacramento



Por que a Igreja insiste em tentar excluir?
Sem nenhuma vocação para panfletagem, digo ao padre que nunca concordei, por exemplo, com a condenação prévia de gays pela Igreja
As ruas da arborizada Vila Nova Conceição estavam vazias. Asfalto ainda molhado. Choveu pacas um dia antes. A pequena igreja entre prédios com apartamentos de R$ 10 milhões está de portas abertas. Movimento, apenas de quem chegava para o curso de batismo, no último sábado. No salão paroquial, cadeirinhas brancas de plástico formavam um U, que desembocava num altar decorado com vela embalada em casca de bambu e um quadro de tapeçaria com Jesus Cristo nos braços de Nossa Senhora. São dez da manhã.Camisa listrada em tons pastéis, calça jeans segurada por um cinto de couro com fivela dourada, Valentim é todo entusiasmo para falar do ritual do qual serei coadjuvante daqui a algumas semanas. Conversa daqui, sermão dali, tudo transcorre como previa o protocolo até a pausa pro cafezinho. Seu Valentim sai de cena. Todos ficam ao redor da mesa forrada em toalha azul. Para o desjejum, suco de tangerina, biscoito amanteigado e rodelas de salaminho.

Mais ansioso que nosso primeiro anfitrião, o padre responsável pelo pedaço assume o controle. Gesticula muito e se movimenta como se respeitasse marcações feitas com esparadrapos no chão. Olha nos olhos de pais e padrinhos, que assistem a tudo a fim de conquistar a folha de sulfite sem timbre que lhes dá o direito de batizar alguém. Quieto eu estava, até que ele resolve pregar o quanto a Igreja só pensa no bem das pessoas. Um por um, pergunta no recinto se todos concordam com a tese. “Ele não vai me perguntar nada, ele não vai me perguntar nada, ele não vai me perguntar nada” e... “Então, rapaz, o que você acha?” Veio logo um palavrão na cabeça, impronunciável até em feira livre. Sem nenhuma vocação para panfletagem, digo ao padre que nunca concordei, por exemplo, com a condenação prévia de gays pela Igreja. O padre tosse discretamente, diz que o assunto é importante e que voltaria a ele antes do fim do nosso encontro.

Diante de olhares cuja curiosidade é menos intensa que os bocejos, pensei que ninguém estava a fim de discutir sexualidade, mas sim de zarpar o quanto antes para aproveitar o fim de semana. Mas o padre é arisco, e volta com carga total. “Você não precisa se sentir excluído, meu filho?”. Ué, excluído, como assim? Havia acabado de rir com minha mãe no telefone, trabalhado como sempre naquela semana, beijado na boca naquela manhã, planos para almoçar com amigos. Será que sairia dali e mamãe não me atenderia mais, teria perdido meu emprego, não o encontraria quando voltasse para casa, o almoço seria cancelado? É um almoço tradicional, eu mesmo organizo, será que agora eu “tô fora”?.O padre evoca preceitos morais. Diz que os princípios da Igreja devem ser respeitados. Subo nas tamancas, reajo, não entendi como, panfletariamente. Que não me sinto excluído, tampouco minha moral seria colocada à prova. Que aquele discurso era cafona, antiquado e incitava um ódio que termina sabemos bem no quê. O padre dá um passo para trás. Continuo com as pernas cruzadas, cotovelo sobre os joelhos, mãos com dedos em L segurando o queixo. Mariana, grávida há seis meses de Francisco, se recupera de uma outra provocação do padre. Poderia uma virgem conceber uma criança? Começa o sambalelê. Um tal de críticas a quem muda de sexo, a quem não respeita a castidade, a quem bebe além da conta, a quem não representa a família. Ponto a ponto, rebato o discurso. Repito que condenações prévias nunca fizeram bem a ninguém. Os certificados são distribuídos. Sou o último a recebê-lo. Uma mensagem chega no meu celular. “Foi por isso que eu escolhi você para ser o padrinho do meu filho. Estamos te esperando”. O almoço com os amigos foi uma delícia. 

Nota dos editores do Blogo Catolicismo Brasil: Indiscutivelmente o autor do texto não tem condições de ser padrinho de batismo de uma criança. A escolha feita pelos pais foi péssima e só resta rogar a Deus que a criança nunca precise receber orientação religiosa do padrinho.


Um comentário:

Anônimo disse...

A igreja católica sempre foi hipócrita, defende o lado que convém... pior do que ser gay e o sacerdócio abrigar em suas igrjas padres que molestam crianças como ja vinos em alguns casos e agora ja foi esquecido pela mídia porque a igreja católica é a igreja, a sujeira de baixo do tapete delas isso elas não jos mostram né? Hipocrisia pura....