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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Missa tradicional atrai fiéis

Reportagem, assinada por Leonardo Vieira no jornal “O Globo” (27-7-14), fala da grande procura por missas tradicionais, de rito tridentino, entre os fiéis, especialmente jovens: “Missas em latim, o padre voltado para o altar, rito antigo, mulheres com véu na cabeça, canto gregoriano”.
“Missas tridentinas se difundem pelo Brasil, numa ressurreição de formas litúrgicas antigas que atrai incontáveis jovens fiéis. O termo Juventutem, aliás, designa um movimento de volta às tradições católicas liderado por pessoas de 16 a 34 anos”.     

   
Conta o engenheiro Felipe Alves, 25: “Descobri a missa há uns anos, é um tesouro. Está claro que tem algo de sagrado aqui. É possível perceber tanto com os ouvidos quanto com os olhos”.
A reportagem explica que “foram séculos assim, até que o Concílio Vaticano II, na década de 1960, introduziu inúmeras mudanças, o uso da língua local e o padre de frente para os fiéis entre elas. Mas o século XXI vive uma intrigante retomada de tradições conservadoras na Igreja [...] Amparadas pelos jovens católicos conservadores, as missas tridentinas crescem país afora. Em 2007, uma organização independente contabilizou 20 dessas celebrações no território nacional. Agora, cerca de cem ocorrem com regularidade”.

Diz o adolescente Eduardo Salomão, 15: “Claramente prefiro a tridentina. Já cheguei a ser tachado de maluco. O rito contemporâneo não é para mim. No antigo, a meditação, o silêncio e a beleza encantam”.
Bárbara Soares, 20, descobriu o rito pela internet. Ela ficou tão encantada com as primeiras celebrações que “não parou mais de frequentar as missas”.

Como explicar esse interesse dos jovens – insisto, dos jovens! – pela Missa tridentina?  Uma ação do Divino Espírito Santo, a rogos de Maria, preparando as almas abertas à sua inspiração para um futuro totalmente diferente do atual? Futuro que São Luís Grignion de Montfort chamou “Reino de Maria” e que Nossa Senhora anunciou em Fátima como sendo o triunfo de seu Imaculado Coração, que se daria depois de terríveis convulsões?

Referi esses fatos e reflexões a um velho conhecido com quem me encontrei casualmente na rua, de barba branca e um tanto alquebrado pela idade. Quando jovem, ele se entusiasmara com as perspectivas abertas pelo Concílio Vaticano II e, esquerdista da gema que era, entrara no foguete do otimismo que o levou até os céus da utopia, certo de que a adorada modernidade conduziria a uma reconciliação de toda a humanidade, que não haveria mais lutas nem disputas, fossem elas ideológicas, religiosas ou quaisquer outras. Liberdade para tudo e para todos, um supra ecumenismo mundial regado à festança e sem a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Para ele, a mencionada reportagem não constituía novidade, pois já a conhecia. Fitou-me com um olhar entre desolado e frustrado, nada comentando. Depois, virou as costas e afastou-se. Ele representava uma geração de clérigos e leigos que acreditara na abertura da Igreja para o mundo e que agora se via desmentida pelos jovens.

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

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