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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Processo de beatificação de Odetinha é aberto no Rio



Ela pode ser a primeira santa carioca

Mais de 2 mil pessoas estiveram presentes esta sexta-feira (18), na Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, para acompanhar a cerimônia de abertura do processo de beatificação e canonização de Odette Vidal de Oliveira. Conhecida como Odetinha, a menina - que morreu em 1939, aos 9 anos, de meningite e febre tifóide -, pode se transformar na primeira santa da cidade do Rio de Janeiro. Uma espécie de caixão contendo os restos mortais de Odetinha ficará exposto à visitação do público até o próximo domingo (20).

Para o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que participou da solenidade, o ato representa um “sinal de fé para a cidade, num ano em que a fé e a juventude estão caminhando juntas”, em referência à Jornada Mundial da Juventude,  evento católico que será realizado em julho deste ano.  Dom Orani falou aos presentes na cerimônia sobre as interpretações que as pessoas podem ter diante do processo de beatificação de Odetinha, também conhecida como Serva de Deus. “Muitas interpretações existem e alguns podem até duvidar a respeito da santidade. Mas não é nada planejado para promover a Arquidiocese do Rio. Simplesmente entendemos que precisamos reconhecer se aquilo que muitas pessoas dizem é verdade. É um processo no qual vamos investigar a vida, virtudes e a fama de santidade de Odetinha e, graças a Deus, temos a facilidade de ter testemunhas vivas que conviveram com ela”, afirmou Dom Orani.


Fiéis participam do início do processo de beatificação de Odetinha, na Igreja Nossa Senhora da Glória
Uma dessas testemunhas citadas por Orani é Maria Cristina, a Tininha, de 82 anos, que se diz melhor amiga de Odetinha na infância.  “Embora tivesse tudo do melhor, ela tinha simplicidade, o que falta para muitas pessoas hoje em dia. Quando criança, ela era um amor como todas as outras, mas a bondade dela chamava atenção”, relatou Tininha.  Bondade esta também ressaltou Maria Helena de Oliveira Araújo, de 89 anos, ex-babá de Odetinha, que trabalhou para a família da Serva de Deus “dos 9 aos 60 e poucos anos”. “Como eu era muito pobre, ela sempre me dizia para usar as roupas dela, dizendo que eu própria poderia abrir o armário e pegar o que quisesse. Ela sempre foi muito boa e agora está no céu”, afirmou Maria Helena. O afilhado da mãe de Odetinha, David Azoubel, de 74 anos, que convivia e frequentava a casa da menina, lembrou das idas ao colégio Sion. “A mãe dela pedia para o motorista nos levar na escola e, antes de chegar à porta, ela pedia para parar o carro e chamava as outras crianças, que não tinham carro e estavam a pé, para embarcar. Ela gostava de ver a felicidade no rosto dos outros. Canonizada ou não, para mim ela é uma santa”, disse Azoubel, que lembrou a escassez de automóveis na época no Brasil, para justificar o ato de bondade.

Com mais de 40 anos de devoção à Odetinha e idas constantes ao cemitério São João Batista – onde o corpo da menina foi enterrado – para pedir proteção à família, a farmacêutica Maria Aparecida Jannuzzi Fonseca, 80 anos, garante que as orações sempre surtiram efeito. “Quando a minha filha era adolescente e saía de noite, eu rezava um terço inteiro para Odetinha pedindo proteção. Só me sentia mais calma depois da oração. Nunca aconteceu nada de mau com ela”, destacou, muito emocionada, Maria Aparecida.

Processo de beatificação
Primeiro, serão ouvidos no Rio de Janeiro fiéis que possam reproduzir depoimentos de pessoas que conheceram Odette para comprovar as onze virtudes necessárias, obtidas através de uma vida heroica e santa, como esperança, humildade, castidade e bondade. Após a captação e o armazenamento destes documentos, todo o material será enviado para Roma, para ser analisado e aprovado pelo Vaticano.

Só depois desta aprovação é que o trabalho retorna ao Brasil. Para comprovar milagres, a comissão aguarda o apoio da população brasileira, para que procurem a arquidiocese e relatem as histórias. No entanto, é necessário ter provas documentais e comprovação científica/medicinal para a cura relevante de uma enfermidade, por exemplo. “Pacientes curados de câncer não estão mais sendo muito aceitos para servir como prova, pois, com o avanço da medicina, já há controvérsias quanto a isso”, afirmou Dom Roberto.

Vida de Odetinha
Nascida no bairro de Madureira, em 15 de setembro de 1930, Odette Vidal Oliveira era filha de Augusto Ferreira Cardoso e Alice Vidal, imigrantes portugueses vindos da região do Porto, ricos empresários do ramo de carnes que, ao longo da vida, estabeleceram fortes laços com a Igreja através de grandes doações e apoio. A garota, que estudou no colégio Sion, também morou com sua família nos bairros de Botafogo, Copacabana e Laranjeiras.

Fonte: Jornal do Brasil

18 de janeiro - Santo do dia

Santa Margarida da Hungria

Margarida era uma princesa, filha do rei Bela IV, da Hungria e da rainha Maria, de origem bizantina. Ela nasceu no castelo de Turoc, em 1242, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos. Aos dez anos, o casal real a entregou para viver e ser preparada para os votos religiosos, no mosteiro dominicano de Vespem, em agradecimento pela libertação da pátria dos Tártaros.

Dois anos depois, fez a profissão de fé de religiosa num novo mosteiro, fundado para ela por seu pai, na Ilha das Lebres, localizada no rio Danúbio, perto de Budapeste. Em 1261, tomou o véu definitivo, entregando seu coração e sua vida a serviço do Senhor, tendo uma particular devoção pela Eucaristia e Paixão de Cristo. Ela realmente, era especial, foi um exemplo de humildade e virtude para as outras religiosas. Rezava sempre, e fazia penitencias, se oferecendo como vítima proposital, para a salvação do seu povo.

Margarida, não desejou ter uma cultura elevada. Sua instrução se limitou ao conhecimento primário da escrita e da leitura, talvez apenas um pouco mais que isto. Ela pedia que lhe lessem as Sagradas Escrituras e confiava sua direção espiritual ao seu confessor, o dominicano Marcelo, que era o superior da Ordem.

Possuía um ilimitado desapego às coisas materiais, amando plenamente a pobreza, o qual unido à sua vida contemplativa espiritual, a elevou a uma tal proximidade de Deus, que recebeu o dom das visões. Ela se tornou uma das grandes místicas medievais da Europa, respeitada e amada pelas comunidades religiosas, pela corte e população. Morreu em 18 de janeiro de 1270, no seu mosteiro.

A sua sepultura se tornou meta de peregrinação, pelas sucessivas graças e milagres atribuídos à sua intercessão. Um ano depois da sua morte, seu irmão, Estevão V, rei da Hungria, encaminhou um pedido de santidade, à Roma. Mas este processo desapareceu, bem como um outro, que foi enviado em 1276. Porém na sua pátria e em outros paises, Margarida já era venerada como Santa.

Depois de muitos desencontros, em 1729 um processo chegou em Roma, completo e contendo dados de autenticidade inquestionável. Neste meio tempo as relíquias de Margarida tinham sido transferidas, por causa da invasão turca, do convento da Ilha das Lebres para o de Presburgo em 1618.

Em 1804, mesmo sem o reconhecimento oficial, seu culto se estendia na Ordem Dominicana e na diocese da Transilvânia. No século XIX, sua festa se expandiu por todas as dioceses húngaras. A canonização de Santa Margarida da Hungria foi concedida pelo papa Pio XII em 1943, em meio ao júbilo dos devotos e fiéis, de todo o mundo, especialmente pelos da comunidade cristã do Leste Europeu, onde sua veneração é muito intensa.

Santa Margarida da Hungria, rogai por nós !
 

Santa Prisca

Prisca, é um nome que nos soa um pouco estranho, significa: "a primeira". Mas evoca uma grande Santa, que se impôs à admiração de todos nos primeiros tempos do Cristianismo. Ela foi considerada a mais antiga santa romana e se tornou uma das mulheres mais veneradas na Igreja.

Segundo a tradição, Prisca foi batizada aos treze anos de idade por São Pedro e se tornou a primeira mulher do Ocidente a testemunhar com o martírio, sua fé em Cristo. Ela morreu decapitada durante a perseguição do imperador Cláudio, na metade do século I, em Roma.

As "Atas de Santa Prisca" registram, de fato, que ela foi martirizada durante o governo desse tirano e seu corpo sepultado na Via Ostiense, nas catacumbas de Priscila, as mais antigas de Roma. Depois foi transladado para a igreja do monte Aventino.

Uma igreja construída sobre os alicerces de uma grande casa romana do primeiro século, como atestam as mais recentes descobertas arqueológicas, muito importante para os cristãos. Ainda hoje, mantém uma cripta que guarda uma preciosa relíquia: a concha com que São Pedro apóstolo batizou seus seguidores e discípulos.

Mas, a partir do século VIII, alguns dados vieram à tona dando total veracidade da
existência dessa mártir romana, como mulher evangelizadora atuante, descrita numa carta escrita por São Paulo, em que falou: "Saúdem Prisca e Áquila, meus colaboradores em Jesus Cristo, os quais expuseram suas cabeças para me salvar a vida. À isso devo render graças não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios" (Rm 16,3).

Desta maneira, se soube que Prisca não morreu logo apos seu batizado, mas alguns anos depois, ainda durante aquela perseguição. No Sínodo Romano de 499, se determinou que os dados fossem acrescentados às "Atas de Prisca", confirmando ainda mais a sua valorosa contribuição à Igreja dos primeiros tempos.

Para homenagear e perpetuar o seu exemplo, aquela igreja de monte Aventino foi consagrada com o nome de Santa Prisca e se manteve no dia 18 de janeiro a sua tradicional festa litúrgica.

Santa Prisca, rogai por nós!  
 

São Sulpicio

Sulpício faz parte de um grupo seleto de santos que alcançaram importância teológica, cultural e política na história da Igreja, pois atuaram na formação política e religiosa de toda uma nação, no seu caso, a França. Além de serem venerados e chamados à interceder nas aflições diárias ou nas curas dos males físicos da população, à ele recorrem os que sofrem de males nos pulmões.

Para entender o alcance da atuação pastoral e política deste santo, é preciso primeiro visualizar o contexto em que ela aconteceu. Era o século VII e a França se consolidava como nação. Mas, ainda co-existiam vários grupos étnicos que geravam muitos conflitos naqueles domínios e Sulpício, bispo de Burges, impedia e controlava os choques, mediando e negociando entre eles as convivências difíceis, sempre dentro dos preceitos da Igreja.

Pouco se sabe de sua vida antes de se tornar bispo, mas pode-se calcular que tenha sido exemplar e trabalhosa, pois Burges era uma importante cidade, situada bem no centro da França. Foi conquistada, pelo Império Romano, meio século antes de Cristo, sendo anexada ao Império dos Francos no ano 507. O cristianismo só chegou no século II. Como bispo, Sulpício, além de colocar a Igreja como base da consolidação política do país, estruturou uma sólida formação religiosa e humana do clero, através da vida monástica que implantou, para garantir a maneira mais segura de evangelização do povo.

A diocese de Burges teve a felicidade de acrescentar seis santos ao corpo da Igreja, todos bispos. Um deles foi Sulpício que morreu em 647. Em Paris, foi erguida a igreja de São Sulpício de belíssima arquitetura, à esquerda do rio Sena, onde foram depositadas as suas relíquias. Ao lado dela se estabeleceu um seminário beneditino, que adotou o nome do santo, e se tornou, depois, no maior centro de formação do clero francês. Esta comunidade deu origem à uma nova família de religiosos, chamada de Ordem dos Padres Religiosos de São Sulpício.

Entretanto, São Sulpício se fixou no coração do povo antes mesmo do seu transito, e é ainda o grande auxiliador e intercessor na cura das doenças pulmonares. Segundo uma antiga tradição, o rei Clotário II, soberano da primeira dinastia francesa, foi curado milagrosamente de uma severa pleurite, pelo bispo Sulpício, cuja fama de santidade era muito grande. O rei ficou tão contente que até diminuiu os impostos que cobrava da população de Burges.


São Sulpicio, rogai por nós! 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Odetinha, Primeira Santa Carioca


Estado de conservação de restos mortais de Odetinha surpreende Igreja

 

Exumação encontrou grande quantidade de moedas jogadas em sepultura da menina desde a década de 30

Um tesouro da fé que só aumentou com o tempo. Na exumação do corpo da candidata a santa Odetinha, para o processo de beatificação, autoridades da Igreja Católica encontraram verdadeira relíquia: dezenas de moedas, jogadas por fiéis numa fresta do túmulo desde a década de 1930. Foram recuperados ainda 60% da parte óssea de Odette Vidal de Oliveira, que morreu aos 9 anos, em 1939, vítima de meningite. O estado de conservação dos restos mortais de Odetinha causou surpresa aos membros da Igreja. “Encontramos moedas de diferentes épocas, até dos dias atuais. É um gesto antigo, que demonstra a relação de veneração e santidade”, explicou o vigário episcopal Dom Roberto Lopes.

  Autoridades da Igreja dão início ao processo de beatificação de Odetinha | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Segundo ele, que está à frente do processo de Odetinha, o próximo passo para a canonização será a elaboração de 100 perguntas que serão feitas para pessoas que conheceram a menina. O intuito é confirmar se ela tinha as chamadas 11 virtudes necessárias: fé, esperança, caridade, prudência, justiça, fortaleza, temperança, pobreza, castidade, obediência e humildade.

Na continuidade do processo, deverão ser comprovados os milagres que Odetinha teria realizado. “Pedimos ao povo carioca que se manifeste. Se houve algum pedido de milagre que foi atendido por Odetinha, que nos procurem”, pediu Dom Roberto. Uma idosa de 95 anos, que afirma ter sido babá de Odetinha, foi localizada e vai conceder informações sobre a menina. Única parente viva da criança, a viúva de um irmão adotivo também foi chamada.

Primeira Santa Carioca
Odette Vidal de Oliveira, a Odetinha, que morreu em 1939,  vítima de meningite quando tinha 9 anos, seria a primeira santa carioca, já que a menina nasceu em Madureira e foi criada em Botafogo. Cultuada por uma legião de seguidores, Odetinha é um dos túmulos mais visitados no Cemitério São João Batista, em Botafogo, só perdendo para o mausoléu de Carmem Miranda. 

 

Igreja cria museu para contar a vida de Odetinha

Menina carioca que morreu aos 9 anos pode se tornar santa

A igreja vai criar a Associação Cultural Católica Odetinha, a fim de manter acervo sobre a história de vida da primeira candidata à santa carioca, Odette Vidal de Oliveira. Além de um museu, a instituição ficará encarregada de centralizar relatos sobre possíveis milagres feitos pela menina, falecida em 1939, aos 9 anos. A sede deve ficar na Basílica da Imaculada Conceição, em Botafogo, onde a menina fez primeira comunhão e terá os restos mortais sepultados.

 

Uma das iniciativas da associação será remontar o túmulo de Odetinha para visitação no museu a ser criado. O corpo foi exumado na semana passada, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, numa cerimônia fechada e que teve a presença de representantes do Vaticano, conforme O DIA mostrou ontem.


Os restos mortais serão depositados, no domingo, num túmulo que está sendo construído na basílica. Ontem, devotos de Odetinha procuravam a igreja para fazer orações. Um dos mais emocionados era o administrador de empresas Sidney Timbó, 47. Ele pediu aos pedreiros que colocassem junto ao cimento e aos tijolos uma folha de papel com sete pedidos para Odetinha. "Acredito que minhas graças serão alcançadas. Quando vi a obra na igreja, não pensei duas vezes. Corri e fiz as anotações direcionadas para ela. Agora, os pedidos estão para sempre no túmulo de Odetinha”, contou Sidney.

Fonte: Jornal O Dia

Santo do dia - 17 de janeiro

Santo Antonio do Deserto ou Antão do Egito


Antonio do Deserto nasceu na cidade de Conam, no coração do antigo Egito, em 251, e batizado com o nome de Antão. Era o primogênito de uma família cristã de camponeses abastados e tinha apenas uma irmã.

Aos vinte anos, com a morte dos pais, herdou todos os bens e a irmã para cuidar. Mas, numa missa, foi tocado pela mensagem do Evangelho em que Cristo ensina a quem quer ser perfeito: "Vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e me segue". Foi exatamente o que ele fez. Distribuiu tudo o que tinha aos pobres, consagrou sua irmã ao estado de virgem cristã e se retirou para um deserto não muito longe de sua casa.

Passou a viver na oração e na penitência, dedicado exclusivamente à Deus. Como, entretanto, não deixava de atender quem lhe pedia orientação e ajuda, começou a ser muito procurado. Por isto, decidiu se retirar ainda para mais longe, vivendo numa gruta abandonada, por dezoito anos. Assim surgiu Antonio do Deserto o único discípulo do santo mais singular da Igreja: São Paulo, o ermitão.

Mas seus seguidores não o abandonavam. Aos cinqüenta e cinco anos, atendeu o pedido de seus discípulos, abandonando o isolamento do deserto. Com isto, nasceu uma forma curiosa de eremitas, os discípulos viviam solitários, cada um em sua cabana, mas todos em contato e sob a direção espiritual de Antonio.

A fama de sua extraordinária experiência de vida santa no deserto, correu o mundo. Passou a ser o modelo do monge recluso e chamado, até hoje, de "pai dos monges cristãos".
Antonio não deixou de ser procurado também pelo próprio clero, por magistrados e peregrinos que não abriam mão de seus conselhos e consolo. Até o imperador Constantino e seus filhos estiveram com ele.

Mas, o corajoso Antonio esteve em Alexandria duas vezes: em 311 e 335. A primeira para animar e confortar os cristãos perseguidos por Diocleciano. E a segunda, para defender seu discípulo Atanásio, que era o bispo, e estava sendo perseguido e caluniado pelos arianos e para exortar os cristãos a se manterem fiéis à doutrina do Concílio de Nicéia de 325.

Ele também profetizou sua morte, depois de uma última visão de Deus com seus santos, que ocorreu aos cento e cinco anos, em 17 de janeiro de 356, na cidade de Coltzum, Egito. Antonio do Deserto ou Antão do Egito, foi colocado no Livro dos Santos para ser cultuado no dia de sua morte. Santo Atanásio foi o discípulo e amigo que escreveu sua biografia, registrando tudo sobre o caráter, costumes, obras e pensamento do monge mais ilustre da Igreja Católica antiga.

As suas relíquias são conservadas na igreja de Santo Antonio de Viennois, na França, onde os seus discípulos construíram um hospital e numerosas casas para abrigar os doentes abandonados. Mais tarde, se tornaram uma congregação e receberam o nome de "Ordem dos Hospedeiros Antonianos", que atravessou os séculos, vigorosa e prestigiada.


Santo Antonio do Deserto, rogai por nós!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Odette Vidal de Oliveira, a Odetinha, que morreu aos 9, pode se tornar santa brasileira



Arquidiocese do Rio organiza homenagens para menina que pode virar santa - Garota que morreu aos 9 anos pode se tornar 1ª santa nascida no Rio

A Arquidiocese do Rio inicia às 10h, da próxima sexta-feira (18), o processo de beatificação da menina Odette Vidal de Oliveira, que morreu aos 9 anos e pode ser consagrada como a primeira santa nascida no Rio de Janeiro. Os restos mortais da menina (falecida em 1939) serão levados em uma urna para o ato oficial na Igreja de Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado (zona sul do Rio), com a presença de emissários do Vaticano e do arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta. 

No último dia 10 de janeiro, houve a exumação do corpo da menina que estava no cemitério São João Batista, em Botafogo (zona sul). "O estado de preservação dos ossos de Odetinha surpreendeu os especialistas. Quase sempre, após décadas, os ossos já estão reduzidos a pó", disse Dom Roberto Lopes, vigário episcopal responsável pela condução do processo de beatificação da menina.

Odette Vidal de Oliveira, a Odetinha, que morreu aos 9, pode se tornar santa brasileira
A urna vai permanecer na paróquia do Largo do Machado por dois dias. No domingo, dia de São Sebastião (o padroeiro da cidade), os restos mortais da menina irão passar pela paróquia dos Frades Capuchinhos, na Tijuca (zona norte), e seguirão às 16 horas para a Catedral Metropolitana (no centro). À noite, o corpo será transportado em um carro do Corpo de Bombeiros, acompanhado por religiosos e fiéis, até a igreja Imaculada Conceição, em Botafogo (zona sul), onde um túmulo está em construção para receber definitivamente o corpo da menina Odette. Este último endereço foi onde ela fez sua primeira comunhão.
Com a oficialização do processo de beatificação, a Arquidiocese do Rio vai buscar provas técnicas que atestem o primeiro milagre da santa carioca. 

Emissários do Vaticano acompanham exumação do corpo de 'Santa Odetinha'

Integrantes da Arquidiocese do Rio e do Vaticano acompanharam a exumação do corpo da menina Odette Vidal de Oliveira, realizada no cemitério São João Batista, em Botafogo (zona sul), no último dia 10 de janeiro. O procedimento é parte do processo de beatificação da criança, já chamada de Santa Odetinha, que morreu em 1939, aos 9 anos, e passou a ser cultuada por muitos católicos desde então. 
A exumação diante de representantes da Congregação para Causa dos Santos, do Vaticano, foi divulgada pelo jornal "O Dia".  A Arquidiocese do Rio não confirmou o local para onde a urna foi transferida após o procedimento. Na manhã da próxima sexta-feira (18), o corpo da menina será levado para uma cerimônia de abertura do processo de beatificação na Igreja de Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado (zona sul do Rio). E deve permanecer no local por dois dias.  "Ter uma criança como a primeira santa genuinamente carioca é um fortalecimento da igreja. Uma renovação da fé neste país tão católico", diz o padre Ionaldo Pereira, titular da paróquia no Largo do Machado. 

No domingo, dia de São Sebastião (o padroeiro da cidade), a urna com os restos mortais da candidata à santa vai passar pela paróquia dos Frades Capuchinhos, na Tijuca (zona norte), e pela Catedral Metropolitana (no centro). A última cerimônia do dia será na igreja Imaculada Conceição, em Botafogo (zona sul), onde um túmulo está em construção para receber definitivamente o corpo da menina Odette. Este último endereço foi onde ela fez sua primeira comunhão. Com a oficialização do processo de beatificação, a Arquidiocese do Rio vai buscar provas técnicas que atestem o primeiro milagre de Santa Odetinha. 

Garota que morreu aos 9 anos pode se tornar 1ª santa nascida no Rio

A Arquidiocese do Rio inicia oficialmente no próximo dia 18 o processo de beatificação que pode transformar uma menina de nove anos na primeira santa nascida no Rio. Odette Vidal de Oliveira morreu em 1939, vítima de meningite, e desde então vem sendo cultuada por um número crescente de católicos.

Desde dezembro, quando a intenção de reconhecê-la como santa veio a público, o túmulo da menina passou a ser o mais visitado do cemitério São João Batista, em Botafogo, superando até mesmo o jazigo de Carmen Miranda, historicamente o mais procurado pelos visitantes.

"Já identificamos centenas de graças alcançadas por fiéis que pediram a intercessão de Odetinha. Mas agora precisamos comprovar de fato um milagre", explica o padre e historiador João Cláudio Loureiro do Nascimento, membro de uma comissão da Arquidiocese do Rio criada para identificar novos nomes que podem integrar a lista de santos da Igreja Católica.

O Vaticano já autorizou o prosseguimento do processo. A próxima etapa consiste em obter provas documentais para atestar o primeiro milagre da Santa Odetinha. "As provas serão analisadas por peritos contratados pelo Vaticano, que vão definir se o caso realmente pode ser considerado sem explicação pela medicina", diz. 

Uma intervenção atribuída à menina é a recuperação de uma mãe, que, após o parto, teve uma grave hemorragia. Os médicos teriam afirmado ao próprio marido que sua mulher não iria sobreviver. No hospital, ele pediu a ajuda de Odette em suas orações.
Segundo o padre, Odette provavelmente nasceu em Madureira. Na região, havia o frigorífico de Francisco Oliveira, pai adotivo da menina. Ele se casou com Alice Vidal, a mãe de Odetinha, após a morte de Augusto Ferreira Cardoso - pai biológico que morreu de tuberculose durante a gravidez da esposa.  "Odetinha sempre chamou atenção por sua religiosidade, tinha uma relação muito intensa com a oração. Algo incomum para uma criança de sua idade", acrescentou.

Análise: Beatificação reflete aclamação de católicos

Uma beatificação equivale a uma sentença declaratória da Justiça comum. Assim como não é o juiz quem, por exemplo, torna um homem pai de alguém, mas apenas declara esse fato para ser reconhecido oficialmente, não é a igreja que faz de alguém um santo. 

Beatificar ou canonizar alguém é apenas a afirmação pela igreja de que tem certeza de que determinada pessoa está no Céu junto de Deus. A igreja afirma que há muito mais gente no Céu do que aqueles que ela sabe e afirma ser santos. Como toda afirmação, pois, uma canonização, cujo primeiro passo é a beatificação, diz tanto sobre quem é canonizado quanto sobre quem canoniza. 

João Paulo 2º, por exemplo, recordista de canonizações, perseguia um projeto de levar aos altares pessoas com vidas mais próximas dos católicos contemporâneos. Esforçou-se por canonizar vítimas dos sangrentos conflitos do século 20, como os cristeros do México, religiosos e simples fiéis mortos pelos comunistas na Guerra Civil Espanhola, e gente como são Maximiliano Kolbe, padre assassinado no campo de extermínio de Auschwitz.

Frequentemente essas canonizações foram afirmações tão próximas ao mundo contemporâneo que geraram polêmica. A canonização de Gianna Beretta Molla, por exemplo, pediatra italiana morta em 1962 por se recusar a abortar sua quarta criança, o que, diziam os médicos, salvaria sua vida. Feministas, até dentro da igreja, acusaram o papa de fazer proselitismo na campanha da igreja contra o aborto. 

Bento 16, em sua cruzada contra o relativismo cultural do mundo contemporâneo, tem insistido na ideia de reevangelizar. Algumas de suas canonizações refletem essa preocupação e foram acusadas de serem politicamente incorretas, como a canonização da primeira santa nativa norte-americana, Katheri Tekathwita. Odetinha não deve criar polêmica. Ela já é aclamada como santa pelos católicos que fazem peregrinação a seu túmulo. Após anos tensos em que funcionava como o único baluarte na resistência à Teologia da Libertação, a Arquidiocese do Rio de Janeiro parece querer, acima de tudo, evitar polêmica e dizer que ser católico é algo tranquilo, sem muito drama nem tragédia. Algo a que a classe média pode aderir com facilidade. Um catolicismo de padres-cantores, digamos. 

Fonte: Folha de São Paulo