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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Odette Vidal de Oliveira, a Odetinha, que morreu aos 9, pode se tornar santa brasileira



Arquidiocese do Rio organiza homenagens para menina que pode virar santa - Garota que morreu aos 9 anos pode se tornar 1ª santa nascida no Rio

A Arquidiocese do Rio inicia às 10h, da próxima sexta-feira (18), o processo de beatificação da menina Odette Vidal de Oliveira, que morreu aos 9 anos e pode ser consagrada como a primeira santa nascida no Rio de Janeiro. Os restos mortais da menina (falecida em 1939) serão levados em uma urna para o ato oficial na Igreja de Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado (zona sul do Rio), com a presença de emissários do Vaticano e do arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta. 

No último dia 10 de janeiro, houve a exumação do corpo da menina que estava no cemitério São João Batista, em Botafogo (zona sul). "O estado de preservação dos ossos de Odetinha surpreendeu os especialistas. Quase sempre, após décadas, os ossos já estão reduzidos a pó", disse Dom Roberto Lopes, vigário episcopal responsável pela condução do processo de beatificação da menina.

Odette Vidal de Oliveira, a Odetinha, que morreu aos 9, pode se tornar santa brasileira
A urna vai permanecer na paróquia do Largo do Machado por dois dias. No domingo, dia de São Sebastião (o padroeiro da cidade), os restos mortais da menina irão passar pela paróquia dos Frades Capuchinhos, na Tijuca (zona norte), e seguirão às 16 horas para a Catedral Metropolitana (no centro). À noite, o corpo será transportado em um carro do Corpo de Bombeiros, acompanhado por religiosos e fiéis, até a igreja Imaculada Conceição, em Botafogo (zona sul), onde um túmulo está em construção para receber definitivamente o corpo da menina Odette. Este último endereço foi onde ela fez sua primeira comunhão.
Com a oficialização do processo de beatificação, a Arquidiocese do Rio vai buscar provas técnicas que atestem o primeiro milagre da santa carioca. 

Emissários do Vaticano acompanham exumação do corpo de 'Santa Odetinha'

Integrantes da Arquidiocese do Rio e do Vaticano acompanharam a exumação do corpo da menina Odette Vidal de Oliveira, realizada no cemitério São João Batista, em Botafogo (zona sul), no último dia 10 de janeiro. O procedimento é parte do processo de beatificação da criança, já chamada de Santa Odetinha, que morreu em 1939, aos 9 anos, e passou a ser cultuada por muitos católicos desde então. 
A exumação diante de representantes da Congregação para Causa dos Santos, do Vaticano, foi divulgada pelo jornal "O Dia".  A Arquidiocese do Rio não confirmou o local para onde a urna foi transferida após o procedimento. Na manhã da próxima sexta-feira (18), o corpo da menina será levado para uma cerimônia de abertura do processo de beatificação na Igreja de Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado (zona sul do Rio). E deve permanecer no local por dois dias.  "Ter uma criança como a primeira santa genuinamente carioca é um fortalecimento da igreja. Uma renovação da fé neste país tão católico", diz o padre Ionaldo Pereira, titular da paróquia no Largo do Machado. 

No domingo, dia de São Sebastião (o padroeiro da cidade), a urna com os restos mortais da candidata à santa vai passar pela paróquia dos Frades Capuchinhos, na Tijuca (zona norte), e pela Catedral Metropolitana (no centro). A última cerimônia do dia será na igreja Imaculada Conceição, em Botafogo (zona sul), onde um túmulo está em construção para receber definitivamente o corpo da menina Odette. Este último endereço foi onde ela fez sua primeira comunhão. Com a oficialização do processo de beatificação, a Arquidiocese do Rio vai buscar provas técnicas que atestem o primeiro milagre de Santa Odetinha. 

Garota que morreu aos 9 anos pode se tornar 1ª santa nascida no Rio

A Arquidiocese do Rio inicia oficialmente no próximo dia 18 o processo de beatificação que pode transformar uma menina de nove anos na primeira santa nascida no Rio. Odette Vidal de Oliveira morreu em 1939, vítima de meningite, e desde então vem sendo cultuada por um número crescente de católicos.

Desde dezembro, quando a intenção de reconhecê-la como santa veio a público, o túmulo da menina passou a ser o mais visitado do cemitério São João Batista, em Botafogo, superando até mesmo o jazigo de Carmen Miranda, historicamente o mais procurado pelos visitantes.

"Já identificamos centenas de graças alcançadas por fiéis que pediram a intercessão de Odetinha. Mas agora precisamos comprovar de fato um milagre", explica o padre e historiador João Cláudio Loureiro do Nascimento, membro de uma comissão da Arquidiocese do Rio criada para identificar novos nomes que podem integrar a lista de santos da Igreja Católica.

O Vaticano já autorizou o prosseguimento do processo. A próxima etapa consiste em obter provas documentais para atestar o primeiro milagre da Santa Odetinha. "As provas serão analisadas por peritos contratados pelo Vaticano, que vão definir se o caso realmente pode ser considerado sem explicação pela medicina", diz. 

Uma intervenção atribuída à menina é a recuperação de uma mãe, que, após o parto, teve uma grave hemorragia. Os médicos teriam afirmado ao próprio marido que sua mulher não iria sobreviver. No hospital, ele pediu a ajuda de Odette em suas orações.
Segundo o padre, Odette provavelmente nasceu em Madureira. Na região, havia o frigorífico de Francisco Oliveira, pai adotivo da menina. Ele se casou com Alice Vidal, a mãe de Odetinha, após a morte de Augusto Ferreira Cardoso - pai biológico que morreu de tuberculose durante a gravidez da esposa.  "Odetinha sempre chamou atenção por sua religiosidade, tinha uma relação muito intensa com a oração. Algo incomum para uma criança de sua idade", acrescentou.

Análise: Beatificação reflete aclamação de católicos

Uma beatificação equivale a uma sentença declaratória da Justiça comum. Assim como não é o juiz quem, por exemplo, torna um homem pai de alguém, mas apenas declara esse fato para ser reconhecido oficialmente, não é a igreja que faz de alguém um santo. 

Beatificar ou canonizar alguém é apenas a afirmação pela igreja de que tem certeza de que determinada pessoa está no Céu junto de Deus. A igreja afirma que há muito mais gente no Céu do que aqueles que ela sabe e afirma ser santos. Como toda afirmação, pois, uma canonização, cujo primeiro passo é a beatificação, diz tanto sobre quem é canonizado quanto sobre quem canoniza. 

João Paulo 2º, por exemplo, recordista de canonizações, perseguia um projeto de levar aos altares pessoas com vidas mais próximas dos católicos contemporâneos. Esforçou-se por canonizar vítimas dos sangrentos conflitos do século 20, como os cristeros do México, religiosos e simples fiéis mortos pelos comunistas na Guerra Civil Espanhola, e gente como são Maximiliano Kolbe, padre assassinado no campo de extermínio de Auschwitz.

Frequentemente essas canonizações foram afirmações tão próximas ao mundo contemporâneo que geraram polêmica. A canonização de Gianna Beretta Molla, por exemplo, pediatra italiana morta em 1962 por se recusar a abortar sua quarta criança, o que, diziam os médicos, salvaria sua vida. Feministas, até dentro da igreja, acusaram o papa de fazer proselitismo na campanha da igreja contra o aborto. 

Bento 16, em sua cruzada contra o relativismo cultural do mundo contemporâneo, tem insistido na ideia de reevangelizar. Algumas de suas canonizações refletem essa preocupação e foram acusadas de serem politicamente incorretas, como a canonização da primeira santa nativa norte-americana, Katheri Tekathwita. Odetinha não deve criar polêmica. Ela já é aclamada como santa pelos católicos que fazem peregrinação a seu túmulo. Após anos tensos em que funcionava como o único baluarte na resistência à Teologia da Libertação, a Arquidiocese do Rio de Janeiro parece querer, acima de tudo, evitar polêmica e dizer que ser católico é algo tranquilo, sem muito drama nem tragédia. Algo a que a classe média pode aderir com facilidade. Um catolicismo de padres-cantores, digamos. 

Fonte: Folha de São Paulo

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