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segunda-feira, 19 de março de 2012

Devoção a São José - o Milagre da escada

O Milagre da Escada de São José.

Tudo o que pedirdes com fé na oração,
vós o alcançareis.
(Mt. 21, 22)

A piedosa tradição

Há na cidade de Santa Fé, no Estado do Novo México, EUA, uma capela conhecida como Loretto Chapel. Nela destaca-se uma bela e despretensiosa escada. A piedade tradicional atribui a construção a São José.

Em 1898 a Capela passou por uma reforma. Um novo piso superior foi feito, porém faltava a escada para subir. As Irmãs consultaram os carpinteiros da região e todos acharam difícil fazer uma escada numa Capela tão pequena.

As religiosas, então, rezaram uma novena a São José para pedir uma solução. No último dia da novena, apareceu um homem com um jumento e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou fazer a escada, porém exigiu que fosse com as portas fechadas.

Meses depois a escada estava construída como queriam as Irmãs. No momento de pagar o serviço, o homem desapareceu sem deixar vestígios. As religiosas puseram anúncios no jornal local e procuraram por toda a região sem encontrar quaisquer notícias ou informações sobre o ignoto carpinteiro. Nesse momento as Irmãs perceberam que o homem poderia ser São José, enviado por Jesus.

19 de março - Santo do dia

São José

São raros os dados sobre as origens, a infância e a juventude de José, o humilde carpinteiro de Nazaré, pai terrestre e adotivo de Jesus Cristo, e esposo da Virgem de todas as virgens, Maria. Sabemos apenas que era descendente da casa de David. Mas, a parte de sua vida da qual temos todo o conhecimento basta para que sua canonização seja justificada. José é, praticamente, o último elo de ligação entre o Velho e o Novo Testamento, o derradeiro patriarca que recebeu a comunicação de Deus vivo, através do caminho simples dos sonhos. Sobretudo escutou a palavra de Deus vivo. Escutando no silêncio.


Nas Sagradas Escrituras não há uma palavra sequer pronunciada por José. Mas, sua missão na História da Salvação Humana é das mais importantes: dar um nome a Jesus e fazê-lo descendente de David, necessário para que as profecias se cumprissem. Por isso, na Igreja, José recebeu o título de "homem justo". A palavra "justo" recorda a sua retidão moral, a sua sincera adesão ao exercício da lei e a sua atitude de abertura total à vontade do Pai celestial. Também nos momentos difíceis e às vezes dramáticos, o humilde carpinteiro de Nazaré nunca arrogou para si mesmo o direito de pôr em discussão o projeto de Deus. Esperou a chamada do Senhor e em silêncio respeitou o mistério, deixando-se orientar pelo Altíssimo.

Quando recebeu a tarefa, cumpriu-a com dócil responsabilidade: escutou solícito o anjo, quando se tratou de tomar como esposa a Virgem de Nazaré, na fuga para o Egito e no regresso para Israel (Mt 1 e 2, 18-25 e13-23). Com poucos mas significativos traços, os evangelistas o descreveram como cuidadoso guardião de Jesus, esposo atento e fiel, que exerceu a autoridade familiar numa constante atitude de serviço. As Sagradas Escrituras nada mais nos dizem sobre ele, mas neste silêncio está encerrado o próprio estilo da sua missão: uma existência vivida no anonimato de todos os dias, mas com uma fé segura na Providência.

Somente uma fé profunda poderia fazer com que alguém se mostrasse tão disponível à vontade de Deus. José amou, acreditou, confiou em Deus e no Messias, com toda sua esperança. Apesar da grande importância de José na vida de Jesus Cristo não há referências da data de sua morte. Os teólogos acreditam que José tenha morrido três anos antes da crucificação de Jesus, ou seja quanto Ele tinha trinta anos.

Por isso, hoje é dia de festa para a Fé. O culto a São José começou no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o Papa Pio IX o proclamou São José, padroeiro universal da Igreja e, a partir de então, passou a ser venerado no dia 19 de março. Porém, em 1955, o Papa Pio XII fixou também, o dia primeiro de maio para celebrar São José, o trabalhador. Enquanto, o Papa João XXIII, inseriu o nome de São José no Cânone romano, durante o seu pontificado.

São José, rogai por nós!

domingo, 18 de março de 2012

CONVOCAÇÃO - CPI da VERDADE sobre o ABORTO. JÁ!

CPI da VERDADE sobre o ABORTO, JÁ

PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO PÚBLICA

DATA: 21.03.2012
HORÁRIO DO INÍCIO: 12:30 horas
CONCENTRAÇÃO: a partir das 11:00 h, na escadaria da CATEDRAL DA SÉ - SÃO PAULO
LOCAL da MANIFESTAÇÃO: em frente ao FORUM JOÃO MENDES, na Praça João Mendes, Centro, São Paulo
CAMISETAS: haverá distribuição de camisetas para os primeiros 500 participantes (dependendo da numeração)
LEVAR : APITOS, FAIXAS E CARTAZES: ABORTO NUNCA MAIS - CPI DO ABORTO, JÁ - ABORTO NÃO - os grupos podem imprimir suas próprias camisetas
Quem não puder comparecer, pode se manifestar no dia por outras formas:
TWITTAÇO: dia 21.03.2012 - a partir das 13h - #abortonuncamais - @SenadoresBrasil - @CamaraDeputados - @AssembleiaSP

FACEBOOK E OUTRAS FORMAS DE SE MANIFESTAR

EMAILS : dia 21.03.2012, a partir das 10:00 - enviar emails para a Câmara Federal e Senado (os nomes e emails dos parlamentares podem ser retirados nos portais da Câmara e do Senado)
TELEFONE: telefonar a partir das 13:00 - Câmara - 0800.619.619 / Senado - (61) 3303-1211
Convocamos as crianças, os jovens, os adultos, os idosos, os CRISTÃOS, de todas as denominações, os NÃO-CRISTÃOS, todos DEFENSORES DA VIDA para, no dia 21.03.2012, às 12:30 horas, comparecerem em frente ao FORUM JOÃO MENDES, Centro de São Paulo, participarem da MANIFESTAÇÃO – CPI DA VERDADE SOBRE O ABORTO, JÁ!

Dom Luiz Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos

Jornalista MTb 123

http://www.domluizbergonzini.com.br/



EVANGELHO DO DIA

Evangelho Cotidiano

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

4º Domingo da Quaresma

Evangelho segundo S. João 3,14-21.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.

Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.

De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus. E a condenação está nisto: a Luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas obras eram más.

De facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não seaproxima da Luz para que as suas acções não sejam desmascaradas. Masquem pratica a verdade aproxima-se da Luz, de modo a tornar-se claro que osseus actos são feitos segundo Deus.»

Comentário ao Evangelho do dia feito por: Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]

«Assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido aoalto, a fim de que todo o que n'Ele crê tenha a vida eterna»

«Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que éde condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus, masesvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-Se semelhanteaos homens e sendo, ao manifestar-Se, identificado como homem, rebaixou-Se aSi mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo éque Deus O elevou acima de tudo e Lhe concedeu o nome que está acima de todo onome» (Fl 2,5-9). [...] Este texto, de uma riqueza extraordinária, fazclaramente alusão à primeira queda [...]. Jesus Cristo trilha os passos deAdão. Contrariamente a Adão, Ele é verdadeiramente «como Deus» (cf. Gn 3,5).Mas ser como Deus, ser igual a Deus, é «ser Filho» e, portanto, relação total:«o Filho, por Si mesmo, não pode fazer nada» (Jo 5,19). Por isso, Aquele que éverdadeiramente igual a Deus não Se agarra à Sua própria autonomia, aocarácter ilimitado do Seu poder e do Seu querer. Porque percorre o caminhoinverso, torna-Se o dependente-mor, torna-Se o servo. Porque não segue ocaminho do poder, mas o do amor, pode humilhar-Se até à mentira de Adão, até àmorte e, então aí, erigir a verdade, dar a vida.

Assim, Cristo torna-Se o novo Adão por Quem a vida toma um novo rumo [...] ACruz, lugar da Sua obediência, torna-se a verdadeira árvore da vida. Cristotorna-Se a imagem oposta à serpente, tal como diz João no seu evangelho. Dessaárvore não vem a palavra da tentação, mas a palavra do amor salvador, apalavra da obediência, pela qual o próprio Deus Se faz obediente e nos ofereceassim a Sua obediência como campo da liberdade. A cruz é a árvore da vida quede novo se torna acessível. Na Paixão, Cristo afastou, por assim dizer, aespada flamejante (Gn 3, 24), atravessou o fogo e levantou a cruz comoverdadeiro eixo do mundo, sobre o qual o mundo se reergue. Por isso aeucaristia, enquanto presença da cruz, é a árvore da vida que está sempre nomeio de nós e nos convida a receber os frutos da vida verdadeira.

Santo do dia - 18 de março

São Cirilo de Jerusalém
Nasceu no ano de 315, e foi muito bem formado em Jerusalém. Ordenado sacerdote, poucos anos depois, em 348, já era bispo. Faleceu em 386. Empenhou-se nas catequeses para bem formar o povo de Deus, na verdade e no amor, formando-os também com sua vida.

Muitos cristãos cediam às heresias, e Cirilo pagou o preço. Por três vezes foi desterrado sendo que, na última vez, teve que ficar 11 anos fora do seu pastoreio, percorrendo cidades na Ásia, como um peregrino, tendo uma vida cenobítica até que em 362 pôde retornar.

São Cirilo ajudou os corações dos fiéis a mergulharem no mistério pascal, que é o coração da fé católica: o Crucificado que ressuscitou.

Deixou muito presente para os cristãos do século IV a verdade da Eucaristia. Ele ensinava que era preciso fazer com as mãos, um trono – mão esquerda apoiada sobre a direita, para receber o Corpo do Senhor. E de estarmos atentos aos fragmentos, onde também há a presença real de Jesus.

São Cirilo, rogai por nós!

sábado, 17 de março de 2012

Santo do dia - 17 de março

São Patrício
Há poucos dados sobre a origem de Patrício, mas os que temos foram tirados do seu livro autobiográfico "Confissão". Nele, Patrício diz ter nascido numa vila de seu pai, situada na Inglaterra ou Escócia, no ano 377. Era filho de Calpurnius, e neto de um padre e apesar de ter nascido cristão, só na adolescência passou a se dedicar à religião, e aos estudos.

Aos dezesseis anos, foi raptado por piratas irlandeses e vendido como escravo. Levado para a Irlanda foi obrigado a executar duros trabalhos em meio a um povo rude e pagão. Por duas vezes Patrício tentou a fuga, até que na terceira vez conseguiu se libertar. Embarcou para a Grã-Bretanha e depois para as Gálias, atual França, onde freqüentou vários mosteiros e se habilitou para a vida monástica e missionária.

A princípio, acompanhou São Germano do mosteiro de Auxerre, numa missão apostólica na Grã-Bretanha. Mas seu destino parecia mesmo ligado à Irlanda, mesmo porque sua alma piedosa desejava evangelizar aquela nação pagã, que o escravizara. Quando faleceu o Bispo Paládio, responsável pela missão no país, o Papa Celestino I o convocou para dar segmento à missão. Foi consagrado bispo e viajou para a "Ilha Verde", no ano 432.

Sua obra naquelas terras ficará eternamente gravada na História da Igreja Católica e da própria Humanidade, pois mudou o destino de todo um povo. Em quase três décadas, o bispo Patrício converteu praticamente todo o país. Não contava com apoio político e muito menos usou de violência contra os pagãos. Com isso, não houve repressão também contra os cristãos. O próprio rei Leogário deu o exemplo maior, possibilitando a conversão de toda sua corte. O trabalho desse fantástico e singelo bispo foi tão eficiente que o catolicismo se enraizou na Irlanda, vendo nos anos seguintes florescer um grande número de Santos e evangelizadores missionários.

O método de Patrício para conseguir tanta conversão foi a fundação de incontáveis mosteiros. Esse método foi imitado pela Igreja também na Inglaterra e na evangelização dos alemães do norte da Europa. Promovendo por toda parte a construção e povoação de mosteiros, o bispo Patrício fez da Ilha um centro de irradiação de fé e cultura. Dali partiram centenas de monges missionários que peregrinaram por terras estrangeiras levando o Evangelho. Temos, como exemplo, a atuação dos célebres apóstolos Columbano, Galo, Willibrordo, Tarásio, Donato e tantos outros.

A obra do bispo Patrício interferiu tanto na cultura dos irlandeses, que as lendas heróicas desse povo falam sempre de monges simples com suas aventuras, prodígios e graças, enquanto outras nações têm como protagonistas seus reis e suas façanhas bélicas.

Patrício morreu no dia 17 de março de 461, na cidade de Down, atualmente Downpatrick. Até hoje, no dia de sua festa os irlandeses fixam à roupa um trevo, cuja folha se divide em três, numa homenagem ao venerado São Patrício que o usava para exemplificar melhor o sentido do mistério da Santíssima Trindade: "um só Deus em três pessoas".

A data de 17 de março há séculos marca a festa de São Patrício, a glória da Irlanda. Os irlandeses sempre sentiram um enorme orgulho de sua pátria, tanto, por ter ela nascido na chamada Ilha dos Santos, quanto, por ter sido convertida pelo venerado bispo. Só na Irlanda existem duzentos santuários erguidos em honra a São Patrício, seu padroeiro.

São Patricio, rogai por nós!


Rezo com São Patrício:

Cristo guarde-me hoje,
Cristo comigo, Cristo à minha frente, Cristo atrás de mim,
Cristo em mim, Cristo embaixo de mim, Cristo acima de mim,
Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda,
Cristo ao me deitar,
Cristo ao me sentar,
Cristo ao me levantar,
Cristo no coração de todos os que pensarem em mim,
Cristo na boca de todos que falarem em mim,
Cristo em todos os olhos que me virem,
Cristo em todos os ouvidos que me ouvirem.
Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Trindade,
Pela afirmação da Unidade,
Pelo Criador da Criação.
Amém.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Santo do dia - 16 de março

Santa Eusébia

Pertenceu a uma família de muitos santos. Com oito anos seu pai, Santo Adalberto, faleceu. Sua mãe, chamada a uma vida de entrega total a Deus, montou um convento e quis a sua filha junto. Sua avó Gertrudes também a chamou para a vida religiosa em Hamage (França), e ela aceitou.

A mãe, Santa Riertrudes, soube que Eusébia seria a Abadessa após a morte de sua avó. Então fez de tudo para ela ser bem formada antes, pois tinha apenas 12 anos. E foi para junto de sua mãe, mas às vezes escapava para a comunidade de Hamage (França), onde percebia ser o seu lugar.

Riertrudes repensou, e após se aconselhar com bispos e abades liberou sua filha para voltar e ser Abadessa, talvez a mais jovem da França.

Eusébia pressentiu que não duraria muito por aqui. Com apenas 23 anos reuniu suas filhas espirituais, e deu-lhes vários conselhos. Depois, esperou a morte de maneira calma e confiante. Isso no ano de 680.

Santa Eusébia, rogai por nós!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Em apoio ao Pe. Paulo Ricardo

O Pe. Paulo Ricardo, conhecido por se opor à agenda do marxismo cultural (aborto, feminismo, gayzismo, etc.) e por confrontar e denunciar a infiltração comunista na Igreja Católica, está sendo perseguido. Pretendem calá-lo e afastá-lo de suas atividades ministeriais fazendo uso da calúnia e de críticas absolutamente descabidas, baseadas em ódio e má-fé.


Apoio ao Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

Apóie o Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, participando do abaixo-assinado em apoio às suas ações evangelizadoras na Arquidiocese de Cuiabá (MT), na internet e em encontros e retiros dos quais participa como palestrante.

O querido sacerdote é o alvo das quatro páginas de uma carta aberta assinada por religiosos membros do clero arquidiocesano de Cuiabá e integrantes de outras dioceses mato-grossenses. O sacerdote é “denunciado” por criticar padres pedófilos, corruptos e dados à prostituição, por denunciar a ideologia marxista que tomou conta de diversos setores da Igreja e, principalmente, por defender a ortodoxia da Fé! Parece-nos que o seu maior "pecado", de fato, foi o de ter sido sempre um verdadeiro sacerdote católico, fiel a Sã Doutrina.

A carta é endereçada a bispos, padres e povo de Deus, à CNBB, ANP, CNP, CRB, Regional Oeste II do Estado de Mato Grosso CNBB. Entre outras coisas, denuncia Pe. Paulo Ricardo “por ser polêmico” e até “por não votar em Dilma Rousseff” (mas que católico realmente consciente poderia ter votado nela?)!

Por fim, a carta arremata: "Solicitamos, portanto, de Vossas Excelências Reverendíssimas que Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior seja imediatamente afastado das atividades de magistério no Sedac e das demais atividades por ele desenvolvidas nas diversas instituições formativas sediadas na Arquidiocese e fora dela tais como direção espiritual de seminaristas, palestras, conferências e celebrações, pois não tem saúde mental para ser formador de futuros presbíteros. Pedimos também que seja afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte, isto é, meios eletrônicos, meios impressos, mídias sociais e rede mundial de computadores"

Um assassinato à liberdade de expressão, um assassinato aos direitos do cidadão e aos direitos do padre: um assassinato à vida pública de Pe. Paulo Ricardo. Uma carta que foi pensada e trabalhada simplesmente para atacar um sacerdote fiel, exclusivamente por questões de opinião pessoal. Os autores da carta parecem simplesmente não suportar quem pensa diferente deles.

Apoiemos este incansável guerreiro na defesa da fé e da ortodoxia cristã católica, que tanto bem tem feito ao povo que tem sede de conhecimento, justiça e verdade. Sabemos que, como qualquer ser humano, ele é passível de falhas e equívocos, mas isso não dá a ninguém o direito de promover ainda mais divisões em nosso meio.

Acesse agora o site PeticoesOnline.com e vamos combater a injustiça com amor e lealdade. Vamos mostrar que para cada página de ódio dessa carta aberta existem milhares de católicos que amam este sacerdote e lhe são gratos por seu trabalho incansável na defesa da Tradição católica.

Os brados retumbantes dos abortistas

Ah! Que espetáculo, (…) que trágicos, inesquecíveis dias acabamos de atravessar! Não conheço outros que me tenham suscitado mais sentimentos de humanidade, angústia, cólera generosa. Vivi exasperado, no ódio à estupidez e à má-fé (...). É que, na verdade, o ignóbil espetáculo foi inaudito, ultrapassando em brutalidade, em impudência tudo o que a besta humana jamais confessou de mais instintivo e de mais baixo. É raro um tal exemplo de perversão, de demência, de uma turba.

Émile Zola, J’Accuse...!

Na tarde de 24 de fevereiro ocorreu a audiência pública para debater o anteprojeto da reforma do Código Penal, que o relator, ministro Gilson Dipp, entregará ao Senado Federal em 31 de maio próximo. O relatório desta reunião foi publicado por Hermes Rodrigues Nery, coordenador do Movimento Legislação e Vida e da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté, diretor-executivo do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto, e especialista em Bioética, pós-graduado pela PUC-RJ.

Quando perguntou “Quem defenderá o indefeso?", emergiu então por todo o salão uma imensa vaia, algumas feministas, em estado de histeria, pediam: “Abaixo o feto!”, e “houve um início de tumulto porque elas queriam nos impedir de entregar a pequena imagem em gesso de um feto de 10 semanas ao relator do anteprojeto do Código Penal”. “Chega de Deus!”, vociferou uma das abortistas, com os punhos erguidos e os olhos esbugalhados.

Estas senhoras (sic) que defendemo direito das mulheres ao próprio corpo” e a matança irrestrita de seres humanos ainda não nascidos, devem se achar muito moderninhas, revolucionárias, contra os “reacionários” e conservadores que defendem a vida. Pois seu exemplo nada mais é que uma versão atual de algo que já foi dito por um dos generais franquistas mais radicais, José de Millán Astray, na Universidade de Salamanca em 12 de outubro de 1936 quando se comemorava o Dia de La Raza, aniversário da descoberta da América por Cristóvão Colombo.

O professor Francisco Maldonado, perante a esposa de Francisco Franco, Carmen Polo Martínez-Valdés e outros líderes falangistas, denunciou a Catalunha e o Pais Basco como “cânceres no corpo na nação espanhola” acrescentando que o fascismo, “que curará a Espanha, saberá como exterminá-los, cortando a própria pele, como um cirurgião livre de qualquer falso sentimentalismo”. Alguém do auditório gritou “Viva La Muerte!” sendo respondido por Millán Astray com o grito: "¡España!” várias vezes, de cada uma delas arrancando da platéia os slogans franquistas: "¡Una! "¡Grande! "¡Libre!

O Presidente da Universidade, Miguel de Unamuno, que até então apenas tomava notas, levantou-se e se dirigiu à turba: “Vocês esperam por minhas palavras. Vocês me conhecem e sabem que eu não posso ficar em silêncio mais tempo. Às vezes, permanecer em silêncio é mentir, já que o silêncio pode ser entendido como consentimento. Quero comentar o assim chamado ‘discurso’ do professor Maldonado, que está aqui hoje. Ignorarei sua ofensa pessoal aos bascos e catalães. Eu mesmo, como sabem, nasci em Bilbao (cidade Basca). O bispo de Salamanca, aqui presente, gostem ou não, é catalão, nascido em Barcelona. Mas agora eu ouvi a afirmação insensível e necrófila, "¡Viva la Muerte!", que me soa igual a que "¡Muera la vida!". E eu, que passei minha vida escrevendo paradoxos que provocaram a ira dos que não me entendiam, sendo, portanto, um especialista na matéria, acho este ridículo paradoxo repelente. O general Millán Astray é um inválido de guerra. Também o era Cervantes. Mas, infelizmente, a Espanha hoje tem muitos inválidos. E se Deus não nos ajudar, brevemente teremos muitos mais. Me atormenta pensar que o general Millán Astray pode ditar as normas da psicologia das massas. Um inválido que não tem a grandeza espiritual de Cervantes, tenta encontrar alívio aumentando o número de inválidos que o cercam”.

Millán Astray interrompeu: "¡Muera la inteligencia! ¡Viva la Muerte!". Unamuno continuou: “Estamos no templo da inteligência e eu sou seu sumo sacerdote. Vocês estão profanando este domínio sagrado. Vencereis porque tendes enorme força bruta. Mas não convencereis. Para convencer é necessário persuadir, e para persuadir é necessário algo que vocês não têm: razão e direito, e o ódio que não deixa lugar para a compaixão não pode convencer. É inútil perguntar o que pensam da Espanha. Falei!”

E eu também! Depois de Zola e Unamuno, nada há a acrescentar quanto aos fatídicos, raivosos e psicóticos brados de Abaixo o Feto! Chega de Deus!

Por: Heitor de Paula

Santo do dia - 15 de março

São Longuinho

Longuinho viveu no primeiro século, e dele muito se falou e escreveu, sendo encontrado em todos os registros contemporâneos da Paixão de Cristo. Existem citações sobre ele nos evangelhos, epistolas dos Santos Padres, e martirológios tanto orientais como nos ocidentais. Estes relatos levaram a uma combinação de diferentes situações, mas, em todas foi identificado como um soldado centurião presente na cena da Crucificação.

Os apóstolos escreveram que ele foi o primeiro a reconhecer Cristo como "o filho de Deus" (27:54 Mateus; 15:39 Marcos; 23:47 Lucas). Em meio ao coro dos insultos e escárnios, teria sido a única voz favorável a afirmar Sua Divindade. Identificado pelo apóstolo João (19:34), como o soldado que "perfurou Jesus com uma lança". Fato este que o definiu como um soldado centurião e que lhe deu o nome Longuinho, derivado do grego que significa "uma lança". Outros textos dizem que era o centurião, comandante dos poucos soldados que guardava o sepulcro do crucifixo, e que presenciava as crucificações, portanto presenciou a de Jesus. Depois, da qual, se converteu.

Segundo a tradição,os crucificados tinham seus pés quebrados para facilitar a retirada da cruz, mas, como Jesus já estava com os pés soltos, um dos soldados perfurou o lado do seu corpo com uma lança. O sangue que saiu deste ferimento de Jesus respingou em seus olhos. Caindo em si, comovido e tocado pela graça, o soldado se converteu. Abandonou para sempre o exército e sua moradia, se tornou um monge que percorreu a Cesarea e a Capadócia, atual Turquia, levando a palavra de Cristo e mais tarde, promovia prodígios pela graça do Espírito Santo.

Entretanto, o governador de Cesarea, que estava irritado com a conversão de seu secretário, descobriu sua identidade de centurião e o denunciou a Poncio Pilatos em Jerusalém. Este, acusou Longuinho de desertor ao imperador e o condenou a morte, caso não oferecesse incenso no altar do imperador, renegando a fé. Longuinho se manteve fiel a Cristo, por isto foi torturado, tendo seus dentes arrancados, a língua cortada e, depois, decapitado.

No Oriente são inúmeros os dias do calendário para as suas homenagens, o mais freqüente ainda é em 16 de Outubro. Na Europa e nas Américas, a comemoração ocorre no dia 15 de Março, como indica o Livro dos Santos do Vaticano.

São Longuinho, à luz de muitas tradições, comumente é invocado pelos devotos para encontrar objetos perdidos. Os artistas ao longo do tempo foram atraídos pela singularidade de sua figura e o representaram em suas obras na cena da crucificação, com lança ou sem lança, mas sempre presente. Em Roma, na basílica de São Pedro, na base de um dos quatro pilares que sustentam a imensa cúpula que cobre o espaço do altar do trono do Sumo Pontífice, está a estátua do centurião São Longuinho, que foi o primeiro a acreditar na divindade de Cristo.

 São Longuinho, rogai por nós

quarta-feira, 14 de março de 2012

Proposta macabra

A dignidade e o direito à vida não dependem de uma suposta autoconsciência, mas derivam do próprio fato de se pertencer à espécie humana, o que ocorre logo no instante da fecundação.

Nivaldo Cordeiro
comenta editorial 'Proposta Macabra', do jornal Gazeta do Povo, publicado no dia 4 de março (domingo):
Falar em aborto após o nascimento parece uma aberração de conceito. Com efeito, a definição médica de abortamento é: "Interrupção precoce da gravidez, espontânea ou induzida, seguida pela expulsão do produto gestacional pelo canal vaginal (Aborto). Pode ser precedido por perdas sangüíneas através da vagina”. Portanto, não cabe falar em aborto após o nascimento.
O ato de matar criança após o nascimento é apenas assassinato, infanticídio. Chamar o ato de aborto é apenas um eufemismo, objetivando suavizar o gesto. Se o aborto é abominável, mais o é o suposto aborto após o nascimento, uma licença para matar a partir de supostos critérios de bem estar e de preferência dos pais ou de autoridades políticas. Mas é coerente, sim, para os defensores do aborto a defesa do infanticídio. Ambos os homicídios são motivados pelas mesmas causas e justificados pela mesma falsa ética. A lógica do aborto leva ao infanticídio, que leva ao homicídio de adultos politicamente (e racialmente) justificados. É, nada mais, nada menos, que o renascer da eugenia nazista.
Os cultuadores da morte perderam o limite para a sua ação pública.

Proposta Macabra - Editorial
Em 23 de fevereiro, o Journal of Medical Ethics publicou, em sua versão on-line, um artigo de Alberto Giubilini e Francesca Minerva em que os pesquisadores defendem o infanticídio cometido logo após o nascimento.
Seu texto, chamado After-birth abortion: why should the baby live? (“Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?”), defende não apenas o direito de matar crianças que apresentam algum problema de saúde, como doenças genéticas não diagnosticadas durante a gravidez, mas também a morte de qualquer criança, ainda que saudável, se ela “ameaçar” o bem-estar da família, inclusive o financeiro. [que enquadra perfeitamente a ‘falta de condições psicológicas das mulher para ser mãe’, tese que permite o aborto de prevalecer o entendimento dos carniceiros que discutem reformas no Código Penal Brasileiro.]
As conclusões da dupla, por mais chocantes que sejam, partem de uma premissa correta: a de que não existe diferença ontológica e moral entre o feto e o recém-nascido. Mas, com base nessa constatação, Giubilini e Minerva trilham o caminho aberto por Peter Singer e equivocadamente negam a qualidade de “pessoa” a qualquer um que não tenha capacidade de atribuir valor à própria existência e perceber como uma perda a possibilidade de que essa existência lhe seja tirada. Os autores, portanto, atribuem aos recém-nascidos o mero status de “pessoas em potencial”, que não têm um direito à vida pelo fato de (ainda) não terem consciência da própria vida. A dupla de pesquisadores argumenta que os direitos das pessoas prevalecem sobre os das “não pessoas”, inclusive o direito de buscar o próprio bem-estar: se este for “atrapalhado” de qualquer forma pelo recém-nascido, estaria moralmente justificada a sua eliminação. Nem mesmo a adoção é considerada como alternativa por trazer um “sofrimento permanente” à mulher que entrega o filho: enquanto a mãe de um recém-nascido eliminado aceitaria a irreversibilidade da perda, a mãe de uma criança entregue à adoção sofreria indefinidamente com a esperança de um dia voltar a rever o filho.
A repulsa natural que tal ideia provoca na maioria das pessoas se sobrepõe à consideração de que o raciocínio de Giubilini e Minerva é de uma macabra coerência; incoerente é a posição de quem defende o direito ao aborto, mas rejeita as conclusões da dupla de pesquisadores. Afinal, se de fato não existe diferença entre um feto e um recém-nascido, por que aquele poderia ser morto e este não? No entanto, a dignidade e o direito à vida não dependem de uma suposta autoconsciência, mas derivam do próprio fato de se pertencer à espécie humana, o que ocorre logo no instante da fecundação: quando os gametas se unem, cria-se um indivíduo, com DNA indiscutivelmente humano e diferente daquele de seus pais. A partir desse momento, o embrião já merece proteção, pois é um indivíduo humano, qualidade que manterá até sua morte.
A proposta da dupla de pesquisadores não apenas traz de volta a triste memória da eugenia; ao sugerir inclusive o assassinato de crianças saudáveis, dá um novo passo em um processo de relativização da vida em que o conceito de “indesejado” se alarga, usando critérios mais e mais subjetivos para sufocar vidas que têm uma dignidade e um direito à vida objetivos. Depois do artigo de Giubilini e Minerva, ninguém mais poderá descartar como “redução ao absurdo” o argumento de que o infanticídio é o ponto final do caminho que começa com a defesa da legalização do aborto: afinal, a proposta está aí, para a contemplação de todos – e o assombro de muitos.
Transcrito do Mídia Sem Máscara

Se existe a permissão para matar, quem é a vítima é apenas um detalhe.

Autorização para matar

Um americano viajou à Irlanda, e lá ficou surpreso com a quantidade de pessoas com o que antigamente se chamava mongolismo e hoje é chamado “Síndrome de Down”. Raríssimas na sociedade americana, estas pessoas a quem Morris West se referiu como “aqueles a quem Deus deu a graça da eterna inocência” são muito mais comuns na Irlanda.
A razão da diferença proporcional é simples: nos EUA, eles são mortos. Mortos em condições controladas e assépticas, em clínicas esterilizadas, assim que o pré-natal faz com que os pais saibam que o filho é assim. Já na Irlanda, onde o aborto é proibido, a pena de morte não é aplicada de modo tão automático.

Aqui no Brasil estamos no meio-termo: muitos – não todos – são mortos; ilegalmente, mas não menos fatalmente. Mas ressurge a ideia, já proposta pelo nazismo, de que o Estado pode declarar que há vidas humanas sem valor. Vários juízes já deram autorização para que fossem abortados bebês com má-formação do crânio ou do cérebro, considerando que a condição deles seria “incompatível com a vida”, e por isso a vida que eles têm pode ser exterminada. Agora, ao que se diz, a questão vai para o Supremo Tribunal.

Eu poderia citar casos, como o do funcionário francês que vive, trabalha e criou dois filhos apesar de ter uma má-formação cerebral que lhe valeria a pena de morte se seu caso houvesse sido julgado por um desses juízes, ou o da menininha Vitória, que nasceu sem crânio e vive, ri e alegra seus pais em São Paulo desde que nasceu, há um ano e meio. Mas não interessa.

O que apavora é que a possibilidade de problemas, ou mesmo de morte precoce, possa valer uma autorização automática para matar.

Ora, todos nós morreremos. O mais saudável dos seres humanos pode morrer amanhã, e pessoas com doenças graves podem viver longos anos, muitas vezes criando coisas que perduram para sempre. Matar agora por ser provável que se morra amanhã é um passo gigantesco e apavorante: é considerar que se pode matar, que se pode julgar que uma vida presente não tem valor. Hoje podem ser crianças doentes. Amanhã podem ser idosos, como já ocorre na Holanda. Depois de amanhã, podem ser as crianças com o sexo “errado”, como já ocorre na China, podem ser os homossexuais, podem ser quaisquer pessoas que se julgue não serem “produtivas o bastante”. O céu, ou melhor, o inferno é o limite.

O perigoso é passar por esta primeira porta, é achar que se pode declarar que uma vida não tem valor. Se existe a permissão para matar, quem é a vítima é apenas um detalhe.


Publicado em julho de 2011 no jornal Gazeta do Povo.
Por: Carlos Ramalhete, professor.

Santo do dia - 14 de março

Santa Matilde
Matilde era filha de nobres saxões. Nasceu em Westfalia, por volta do ano 895 e foi educada pela avó, também Matilde, abadessa de um convento de beneditinas em Herford. Por isso, aprendeu a ler, a escrever e estudou teologia e filosofia, fato pouco comum para as nobres da época, inclusive gostava de assuntos políticos. Constatamos nos registros da época que associada à brilhante inteligência estava uma impressionante beleza física e de alma. Casou-se aos catorze anos com Henrique, duque da Saxônia, que em pouco tempo se tornou Henrique I, rei da Alemanha, com o qual viveu um matrimônio feliz por vinte anos.

Foi um reinado justo e feliz também para o povo. Segundo os relatos, muito dessa justiça recheada de bondade se deveu à rainha que, desde o início, mostrou-se extremamente generosa com os súditos pobres e doentes. Enquanto a ela assistia à população e erguia conventos, escolas e hospitais, o rei tornava a Alemanha líder da Europa, salvando-a da invasão dos húngaros, regularizando a situação de seu país com a Itália e a França e exercendo ainda domínio sobre os eslavos e dinamarqueses. Havia paz em sua nação, graças à rainha, e por isso, ele podia se dedicar aos problemas externos, fortalecendo cada vez mais o seu reinado.

Mas essa bonança chegou ao fim. Henrique I faleceu e começou o sofrimento de Matilde. Antes de morrer, o rei indicou para o trono seu primogênito Oton, mas seu irmão Henrique queria o trono para si. As forças aliadas de cada um dos príncipes entraram em guerra, para desgosto de sua mãe. O exército do príncipe Henrique foi derrotado e Oton foi coroado rei assumindo o trono. Em seguida, os filhos se voltaram contra a mãe, alegando que ela esbanjava os bens da coroa, com a Igreja e os pobres. Tiraram toda sua fortuna e ordenaram que deixasse a corte, exilando-a.

Matilde, triste, infeliz e sofrendo muito, retirou-se para o convento de Engerm. Contudo, muitos anos mais tarde, Oton e Henrique se arrependeram do gesto terrível de ingratidão e devolveram à mãe tudo o que lhe pertencia. De posse dos seus bens, Matilde distribuiu tudo o que tinha para os pobres.

Preferindo continuar sua vida como religiosa permaneceu no convento onde, depois de muitas penitências e orações, desenvolveu o dom das profecias. Matilde faleceu em 968, sendo sepultada ao lado do marido, no convento de Quedlinburgo. Logo foi venerada como Santa pelo povo que propagou rapidamente a fama de sua santidade por todo mundo católico do Ocidente ao Oriente. Especialmente na Alemanha, Itália e Mônaco ainda hoje sua festa, autorizada pela Igreja, é largamente celebrada no dia 14 de março.

Santa Matilde, rogai por nós!

terça-feira, 13 de março de 2012

13 de março - Santo do dia

Santos Rodrigo e Salomão

Pertenceram ao bispado de Córdova. Rodrigo tornou-se um sacerdote muito zeloso na busca da santidade e cumprimento dos seus deveres, em um tempo onde os cristãos eram duramente perseguidos.

Seus irmãos de sangue começaram uma contenda, a qual tentou apartar. Não compreendendo tal ato, um deles o feriu, deixando-o inconsciente. Aproveitou então para difamá-lo, espalhando que o sacerdote Rodrigo tinha renunciado a fé cristã. Um escândalo foi gerado e o caluniado refugiou-se numa serra, em oração e contemplação, indo a cidade somente para buscar alimentos.

Numa dessas ocasiões, o irmão agressor resolveu denunciá-lo. Ao ser questionado pelo juiz, Rodrigo declarou: “Nasci cristão e cristão hei de morrer”.

Foi preso, e ali na cadeia conheceu outro cristão, Salomão. Ambos transformaram a cadeia num oratório, travando uma linda amizade. Ameaçados e questionados, não renunciaram a fé. Foram separados, mas permaneceram fiéis a Deus. Condenados à morte, ajoelharam-se, abraçaram o crucifixo e degolados, foram martirizados.

Santos Rodrigo e Salomão, rogai por nós!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Santo do dia - 12 de março

Santa Serafina

São Geminiano é uma pequena, mas belíssima, cidade medieval, situada na região da Toscana, Itália. Essa cidade é curiosamente cercada por numerosas torres. No passado, as famílias nobres mandavam construir torres como símbolo de poder e riqueza. Assim, quanto mais alta ou mais bonita fosse a torre, mais aristocrata era essa família. A nobre família Ciardi também mandou erguer sua torre, mas, não foi ela que eternizou o nome da família, foi sua filha Serafina, a pequena e frágil "Fina", como era chamada.

Serafina nasceu no ano de 1238, seus pais, Impéria e Câmbio Ciardi, nessa época, eram nobres decadentes. Ela teve uma vida breve, mas de intensa religiosidade. Sempre foi uma menina modesta, pura, bondosa e caridosa para com todos. Com receio que, pela sua inocência, alguém pudesse se aproveitar dela, seus pais sempre a alertavam quanto aos perigos mundanos. Por isso, se acentuou nela um maior amor à pureza, tanto que resolveu consagrar sua virgindade a Cristo, que desejava como único esposo.

Serafina tinha dez anos de idade, quando adoeceu gravemente. Ficou com o corpo coberto de chagas, incuráveis e dolorosas, e incapacitada de se movimentar. Como se não bastasse, seu sofrimento aumentou ainda mais, com a morte de sua mãe. Durante cinco anos permaneceu imóvel numa cama de tábua se mantendo feliz por sofrer, tendo como conforto seu amor à Cristo, sua devoção à Virgem Maria e aos Santos mártires da Igreja.

Josefina era devota de São Gregório Magno. Em sonho, ele a avisou que a levaria para a vida eterna no dia em que ele próprio morrera, ou seja, 12 de março. De fato, Serafina morreu com quinze anos de idade, no dia 12 de março de 1253. No momento de sua morte, todos os sinos das torres ecoaram, sem que nenhuma mão tivesse tocado nas cordas. Esse relato faz parte da sua biografia escrita no século XIV, pelo padre João do Coppo.

Extremamente amada, o culto a Serafina começou logo após sua morte. A ela foram atribuídas inúmeras graças de cura, e fatos prodigiosos ocorreram no local de sua sepultura, que fizeram crescer cada vez mais sua fama de santidade e sua popularidade entre os fiéis.

Em sua honra foi construído um hospital e em 1457 seu corpo foi transferido para o túmulo construído na nova na catedral da cidade. A Igreja a declarou Santa e padroeira da cidade de São Geminiano e o dia 12 de março escolhido para suas homenagens litúrgicas.

Santa Serafina, rogai por nós!

domingo, 11 de março de 2012

EVANGELHO DO DIA

EVANGELHO COTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vidaeterna. João 6, 68

3º Domingo da Quaresma

Evangelho segundo S. João 2,13-25.
Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nos seuspostos.
Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão ederrubou-lhes as mesas; e aos que vendiam pombas, disse-lhes: «Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira.»

Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devora.
Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: «Que sinal nos dás de poderes fazer isto?»
Declarou-lhes Jesus, em resposta: «Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei!»
Replicaram então os judeus: «Quarenta e seis anos levou este templo a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?»
Ele,porém, falava do templo que é o seu corpo.

Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras que tinha proferido.
Enquanto Ele estava em Jerusalém, durante as festas da Páscoa, muitos creram nele ao verem os sinais miraculosos que realizava.
Mas Jesus não se fiava deles,porque os conhecia a todos e não precisava de que ninguém o elucidasse acerca das pessoas, pois sabia o que havia dentro delas.

Comentário ao Evangelho do dia feito por: Orígenes (c.185-253), presbítero e teólogo

«E em três dias o levantarei»

Como é grande e difícil de entender o mistério da nossa própria ressurreição!Anunciado por muitos textos da Sagrada Escritura, aparece sobretudo em Ezequiel, [...] que diz: «A mão do Senhor desceu sobre mim; então, conduziu-me em espírito e colocou-me no meio de um vale que estava cheio de ossos [...]completamente ressequidos. O Senhor disse-me: «Filho de homem, estes ossos poderão voltar à vida?» Eu respondi: «Senhor Deus, só Tu o sabes.» Ele disse-me: «Profetiza sobre estes ossos e diz-lhes: Ossos ressequidos, ouvi a palavra do Senhor»» (Ez 37, 1-4). [...]

Que ossos serão esses, aos quais se diz «ouvi a palavra do Senhor» [...] senão o Corpo de Cristo, que o próprio Senhor refere, dizendo: «todos os Meus ossos se desconjuntaram» (Sl 22/21, 15)? [...] Tal como teve lugar a Ressurreição do corpo perfeito e verdadeiro de Cristo, assim nós, os Seus membros [...],seremos um dia reunidos osso a osso, articulação a articulação. Ninguém, privado desta junção, poderá chegar ao estado de «homem adulto, à medida completa da plenitude de Cristo» (Ef 4, 13). Assim, «todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo» (1Cor 12, 12).

Vem tudo isto a propósito do Templo, do qual o Senhor disse: «O zelo da Tua casa me devora» (Sl 69/68, 10); dos judeus que Lhe pediam um sinal; por último, da Sua própria resposta [...]: «Destruí este Templo, e em três dias o levantarei». É necessário banir deste templo, que é o Corpo de Cristo, tudo aquilo que a razão recusa e é ocasião de negócio, para que, no futuro, ele não venha a tornar-se morada de mercadores. É necessário igualmente [...] que,depois da sua destruição por aqueles que recusarem a Palavra de Deus, seja levantado ao terceiro dia [...]. Assim, graças à purificação levada a cabo por Jesus, tendo abandonado tudo o que era contrário à razão e todo o tipo de comércio por causa do zelo do Verbo, Palavra de Deus, presente neles, os Seus discípulos são destruídos para serem levantados por Jesus em três dias [...],uma vez que são precisos três dias inteiros para levar a cabo essa reconstrução. Por isso podemos afirmar, por um lado, que a Ressurreição teve lugar mas, por outro, que ainda está para vir. Em verdade, «se estamos integrados n'Ele por uma morte idêntica à Sua, também o estaremos pela Sua Ressurreição» (Rm 6, 5) [...] e «assim, em Cristo, todos voltarão a receber a vida. Mas cada um na sua própria ordem: primeiro, Cristo; depois, aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião da Sua vinda» (1Cor 15, 22-23).

Santo do dia - 11 de março

São Constantino
Constantino faz parte da heróica história do cristianismo na Escócia. Ele era rei da Cornualha, pequena região da Inglaterra e se casou com a filha do rei da Bretanha. Depois se tornou o maior evangelizador de sua pátria e o responsável pela conversão do país.

O rei Constantino não foi um governante justo, até sua conversão. No início da vida cometeu sacrilégios e até assassinatos, em sua terra natal. Para ficar livre de cobranças na vida particular, divorciou-se da esposa. Foram muitos anos de vida mundana, envolvido em crimes e pecados. Mas quando soube da morte de sua ex-esposa, foi tocado pela graça tão profundamente que decidiu transformar sua vida. Primeiro abriu mão do trono em favor de seu filho, depois se converteu, recebendo o batismo. Em seguida se isolou no mosteiro de São Mócuda, na Irlanda, onde trabalhou por sete anos, executando as tarefas mais difíceis, no mais absoluto silêncio.

Os ensinamentos de Columbano, que também é celebrado pela Igreja, e que nesse período estava na região em missão apostólica, o levaram a se ordenar sacerdote. Assim, partiu para evangelizar junto com Columbano, e empregou a coragem que possuía, desde a época em que era rei, para a conversão do seu povo. As atitudes de Constantino passaram a significar um pouco de luz no período obscuro da Idade Média.

A Inglaterra e a Irlanda, naquela época, viviam já seus dias de conversão, graças ao trabalho missionário de Patrício, que se tornou mártir e santo pela Igreja, e outros religiosos. Constantino que recebera orientação espiritual de Columbano não usava os mantos ricos dos reis e sim o hábito simples e humilde dos padres. Lutou bravamente pelo cristianismo, pregou, converteu, fundou vários conventos, construiu igrejas e, assim, seu trabalho deu muitos frutos. Sua terra, antes conhecida como "o país dos Pitti", assumiu o nome de Escócia, que até então pertencia a Irlanda.

Porém, antes de se tornar um estado católico, a Escócia viu Constantino ser martirizado. Foi justamente lá que, quando pregava em uma praça pública, um pagão o atacou brutalmente, amputando-lhe o braço direito, o que causou uma hemorragia tão profunda que o sacerdote esvaiu-se em sangue até morrer, não sem antes abraçar e abençoar a cada um de seus seguidores. Morreu no dia 11 de março de 598, e se tornou o primeiro mártir escocês.

O seu culto correu rápido entre os cristãos de língua anglo-saxônica, atingiu a Europa e se propagou por todo o mundo cristão, ocidental e oriental. Sua veneração litúrgica foi marcada para o dia de seu martírio.

São Constantino, rogai por nós!