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terça-feira, 3 de julho de 2012

EUCARISTIA OU NADA. "A IGREJA FAZ A EUCARISTIA E A EUCARISTIA FAZ A IGREJA" - Parte 8


EUCARISTIA OU NADA.

"A IGREJA FAZ A EUCARISTIA
E A EUCARISTIA FAZ A IGREJA"

“Ficai conosco Senhor!”

Vítima sacrificada pelos pecados do mundo e oferecida como alimento de vida eterna, Jesus fica conosco, Hóspede, Amigo, Confidente, Fonte de Graça, fiel à promessa de nos não deixar órfãos. Contra a heresia protestante, a Comunhão Eucarística não exclui que Ele prolongue a Sua presença real no Sacrário.

Os termos do dogma são inequívocos: essa presença dura, até que as espécies sacramentais se mantenham inalteradas e, por conseguinte, elas mesmas são seu “sinais” mais certo para os crentes. Comprova-o a própria impiedade dos profanadores que, embora não podendo prejudicar fisicamente a pessoa de Cristo, ofendem, no entanto, a Sua Pessoa, que está justamente presente, onde quer que as propriedades de pão indiquem presença do Seu Corpo.

Corpo ressuscitado, glorioso, impassível, mas permanecido numa condição de morte, porque sacramentalmente separado do Seu Sangue: a Vítima, morta, prolonga virtualmente o Sacrifício celebrado. No sacrário, de fato, em virtude do sinal, não temos o Ressuscitado, mas o Crucificado. Se Ele nos redimiu, morrendo (e não já ressuscitado), convinha que ficasse como nós, sob as aparências dessa Sua Morte que continua a gerar-nos para a Vida, aplicando-nos os méritos da Sua Oferta cruenta; e não cessa de ensinar-nos a levar a nossa Cruz, a morrer para nós próprios.

Atualmente, na Sua condição de “ressuscitado” o Seu Corpo (por natural concomitância), vive e sente. Corpo informado pela alma racional que pensa e ama, como o exige a eminente perfeição da natureza humana feita Sua própria pelo Verbo. Por isso, o Homem – Cristo - Jesus, no Sacrário, está inteiro ou completo como quando vivia na Palestina, e está presente para nós, como já o estava para Seus familiares e amigos. Não importa se não Se vê: os sentidos não são critério absoluto de verdade: infinitas coisas são realíssimas, muito embora não sendo por eles percebidas.

Como quer que seja, nenhum entendimento criado poderia alguma vez dar - se conta da presença eucarística: os acidentes do pão, naturalmente, autorizam-nos a supor apenas a substância do mesmo, como único sujeito capaz de o fazer existir, comunicando-lhes o próprio ato de ser ou existir. Pela transubstanciação, de fato, não falta toda a relação ontológica entre propriedades do pão e substância do Corpo de Cristo, permanecendo apenas a Palavra de Deus a assegurar-me de que esta é real, mesmo sob acidentes que Lhe não são próprios. Não vejo, aliás, porque razão Deus, Causa Primeira, com a Sua Onipotência, não possa suprir a virtude da substância do pão (causa segunda), fazendo-o de maneira que existissem as propriedades deste sem o seu natural sujeito. É este um dos aspectos essenciais do mistério eucarístico.

Por isso, onde está uma hóstia incorrupta, aí mesmo descubro e adoro todo o Cristo, com Seu Corpo, a Sua Alma, a Sua Divindade. Divindade do Verbo a quem pertence o mesmo poder realizador do Pai, e que opera mediante o instrumento da Sua humanidade.

Trata-se de uma presença, não simbólica, mas real e substancial, condicionada, quanto à Sua localização sensível, às dimensões do pão, feitas subsistir prodigiosamente para tornar possível o culto eucarístico.

Culto de adoração, se devo acreditar que a hóstia consagrada é adorável, não pelas espécies sacramentais, mas pela sustância do Corpo de Cristo, que veio substituir a do pão. Adoro-O a Ele, Pessoa divina subsistente na natureza humana, e não os acidentes do pão e do vinho, que permanecem realmente distintos de Cristo como entidades criadas, pelo que pecaria por idolatria quem as adorasse por si mesmas.

Mostraria ignorar os próprios termos do dogma, quem supusesse que a teologia católica identifica a Pessoa com o sinal. O mais humilde dos catequistas sabe que a identificação da Pessoa de Cristo com o sinal sacramental, autorizaria a atribuir-Lhe a Ele Mesmo as qualidades do pão, contra tudo quanto de há séculos tem sido demonstrado sobre a impossibilidade que os acidentes do pão se tornem acidentes do Corpo de Cristo, por eucarístico ou glorioso que seja.

É por isso que, como acima se notou o Corpo de Cristo não pode ser alcançado ou atingido por agentes externos: enquanto é certo que, tal como os atos de amor Lhe são agradáveis, assim também os comportamentos hostis O ofendem.

E daqui o dever da adoração e da reparação, praticada sobretudo depois das aparições do Sagrado Coração a Santa Margarida Maria Alacoque: foi enorme o seu contributo para a vida da Igreja destes últimos séculos.

Precisamente a reparação lembrou ao mundo o significado mais sublime da Oferta cruenta da Cruz, tornada bem evidente pela liturgia eucarística. Ela mesma constitui a finalidade fundamental da mediação redentora de Cristo, em que Maria Santíssima participou num grau eminente; única de fato, foi a Sua compreensão da gravidade do pecado, como ofensa a Deus, que exige a reparação como via exclusiva da salvação...

Especialmente a partir do ano 600, a espiritualidade reparadora afirmou-se deveras, estimulando a procura ou investigação teológica, iluminando a vida pastoral, promovendo a fundação de Institutos religiosos, inspirando o próprio Magistério... A história documenta um especial florescimento de iniciativas reveladoras de uma surpreendente tomada de consciência do ministério Eucarístico, que abre as almas mais vigilantes a essa compaixão – expiadora, o aspecto mais profundo da vitalidade do Corpo Místico... Refere-se ao Ministério Eucarístico a habitual linguagem dos Santos, absortos até a loucura, pela Sua realidade, indicada (não constituída) pelas espécies consagradas... É justamente a linguagem da Igreja docente que, elabora pela mais prudente e ajuizada ou penetrante teologia de todos os tempos, foi feita justamente pelo atual Pontífice, o mais autorizado intérprete da Tradição eclesial (Estamos nesse momento em 1994)

“ A visita ao Santíssimo Sacramento (havia declarado João Paulo II, no dia 29 de setembro de 1979) é um grande tesouro da Igreja Católica. Ela mesma alimenta o amor social e oferece-nos a possibilidade de adorar, de agradecer, de reparar e de suplicar. A benção com o Santíssimo Sacramento, as Horas Santas e as Procissões Eucarísticas são outros tantos e bem preciosos elementos da (nossa) herança, em pleno acordo com os ensinamentos do Concílio Vaticano II (...).

Cada ato de reverência, cada genuflexão que fazemos diante do Santíssimo Sacramento é importante, porque é um ato de fé em Cristo, um ato de amor a Cristo. “E cada sinal da cruz, todo gesto de respeito feito cada vez que passamos diante de uma igreja, é também um ato de fé...”.

E como poderia justificar-se um tal culto, se a presença eucarística não fosse real e adorável? Só atuando com uma tal presença Jesus nos pôde ter prometido que nos não iria deixar órfãos. Presença pela qual Se fez “alimento” e “bebida” das almas, realizando entre Si e nós essa inefável simbiose de graça, desejada e cobiçada por todos quantos O amam...

De resto, só uma presença devida à transubstanciação do pão e do vinho sob as distintas espécies dos dois elementos pôde tornar-nos participante do Seu Sacrifício... Só a instituição do Sacramento, culme da super-Realidade de Cristo nos consentiu conviver com Ele, contempla-Lo nos nossos Sacrários, e devolver-Lhe amor pelo AMOR.

Continua ...

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