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domingo, 27 de abril de 2014

Os bastidores de uma canonização

A canonização de João XXIII e João Paulo II despertou mundo afora a curiosidade sobre como um religioso pode se tornar um santo. 
Os processos são, em sua maioria, arrastados e tramitam à mercê da boa vontade da Santa Sé. Dos Papas aos mártires, da pressão política à opinião pública, veja o que pode determinar quem serão os indivíduos mais venerados pela Igreja.

1º - O início

O processo detalhado do Vaticano para fazer um santo começa normalmente na diocese onde o candidato viveu ou morreu. Um postulador - essencialmente aquele que estará à frente do projeto - junta testemunhos e documentos para construir o caso e apresentar um relatório para a Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano. Se os peritos do órgão concordarem que o candidato teve uma vida virtuosa, o caso é encaminhado para o Papa, que assina um decreto atestando as "virtudes heroicas" do candidato.

Com o tempo, o postulador pode encontrar informações de pessoas que foram miraculosamente curadas pelo candidato a santo. Se, com novas investigações, a cura não puder ser explicada por médicos, o caso é apresentado à Congregação como um possível milagre necessário para a beatificação. O Papa então assina um decreto dizendo que o candidato pode ser beatificado. Um segundo milagre é necessário para a canonização.

Mártires, ou pessoas que são mortes devido à fé, têm um "passe livre" e podem ser beatificados sem a comprovação de um milagre. Este, no entanto, será necessário para sua canonização.

2º - João XXIII e João Paulo II

A acelerada marcha de João Paulo II para sua santificação foi iniciada em seu funeral em 2005, em que um coro em Roma ecoou "Santo Subito", ou "Santo agora". O Papa Bento XVI ouviu a multidão e, poucas semanas depois, dispensou a espera de cinco anos necessária para o início de uma investigação que levaria à canonização de seu antecessor.

Em 2011, João Paulo II foi beatificado, após o Vaticano certificar-se que uma freira francesa que sofria com mal de Parkinson foi miraculosamente curada depois de rezar pelo Pontífice. Uma mulher costarriquenha com um aneurisma cerebral supostamente inoperável livrou-se da doença depois de orar pelo Papa. Este foi o segundo milagre de João Paulo.

João XXIII foi beatificado em 2000, depois de o Vaticano comprovar seu papel na cura de freira italiana que sofria de uma hemorragia gástrica.

O Papa Francisco, notório admirador de João, rejeitou a necessidade de um segundo milagre, para que ele pudesse ser canonizado com João Paulo II.

3º - A abundância de santos

João Paulo II concluiu mais canonizações - 482 - do que todos os seus antecessores somados. Alguns dos santos mais famosos instituídos em seu pontificado: Edith Stein, uma carmelita de origem judia e que foi morta em Auschwitz, e Maximilian Kolbe, frei franciscano polonês que sacrificou sua vida em um campo de concentração para que sua família pudesse sobreviver.

O número de beatificações também foi recorde: 1.338. Entre eles, João XXIII (2000) e Madre Teresa de Calcutá (2003).










Há santos demais?

A quase "linha de montagem" de novos santos iniciada por João Paulo II reacendeu uma polêmica durante sua própria canonização. Em seu livro "Making Saints", Kenneth Woodward, editor de religião da revista "Newsweek", argumentou que as importantes verificações e revisões do processo de santificação foram eliminados com a abolição do "advogado do diabo" - cujo trabalho é desafiar o postulador e encontrar falhas em seus relatórios.

"Todos os envolvidos no processo de canonização têm agora um posicionamento positivo", ressaltou. Ele ressaltou que isso poderia resultar na manipulação do processo e em candidaturas indignas. "Sem o advogado do diabo, quem pode remediar esses resultados? E, sem meios para tornar este processo público, quem saberia como as coisas são feitas?".


Papas devem ser santos?

Os Papas aceleram os processos de canonização que lhes agradam, ignoram os casos com os quais não concordam e atrasam os que seriam politicamente importunos.

Um deles é o caso de Oscar Romero, padre salvadorenho morto a tiros. A canonização do "mártir" se arrastou por dois pontificados hostis à Teologia da Libertação.

Outro episódio é a candidatura do Papa Pio XII, que esteve à frente do Vaticano durante a Segunda Guerra Mundial. Sua candidatura, lançada em 1965, foi atrasada devido às acusações, feitas por judeus, de que ele não foi suficientemente firme em seu posicionamento contra o Holocausto.

Dado à politização natural destes processos, há quem argumente que os Papas não devem ser canonizados, já que eles servem de modelos somente para seus sucessores.

"Fazer de um Papa um santo é uma forma de fortalecer o seu legado, dificultando que futuros Papas mudem as políticas já implementadas", analisa o reverendo Thomas Reese, colunista do "National Catholic Reporter".

Esclarecimento dos editores do Blog CATOLICISMO BRASIL: 
-  por ter o presente POST finalidade unicamente informativa, deixamos de opinar sobre manifestações expressas quanto a  "demoras" nos processos de canonização.
Consideramos também inaceitável qualquer debate sobre os processos adotados pela Santa Madre Igreja para beatificação e canonização.
Aos que criticam a, digamos, 'falta de publicidade', é sempre conveniente lembrar que a Igreja Católica Apostólica Romana defende valores perenes e que não estão sujeitos ao chamado "politicamente correto" ou qualquer outro tipo de "prestação de contas".

Concluímos citando um pequeno trecho do Evangelho de hoje:
"... E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.»
Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo.
Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos. ...» 




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