Blog Catolicismo

Seja bem-vindo ao Blog Catolicismo

Este Blog se propõe a divulgar o catolicismo segundo princípios da Igreja Católica Apostólica Romana. Os criadores do Blog, não estão autorizados a falar em nome da Igreja, não são Sacerdotes e nem donos da verdade. Buscam apenas ser humildes e anônimos missionários na Internet. É também um espaço para postagem de orações, comentários e opiniões.
Defendemos a Igreja conservadora. Acreditamos em DEUS e nos entregamos nos braços de MARIA. Que DEUS nos ilumine e proteja.

AMAVI - Associação Maria Vitória - Porque raro é ser igual

AMAVI - Associação Maria Vitória - Porque raro é ser igual
AUXILIO a PESSOAS PORTADORAS de DOENÇAS RARAS

AdSense

sábado, 2 de maio de 2009

Algumas diferenças entre o Catolicismo e o Protestantismo - Parte I

Premissas Básicas – Diferenças entre o Catolicismo e o Protestantismo

Seguem abaixo diversos pontos que são motivo de diferenças entre o Catolicismo e o
Protestantismo. Com este tema você terá oportunidade de conhecer bem ambas as doutrinas e o motivo pelo qual existe essa divisão. É também uma boa oportunidade para conhecer mais da doutrina cristã como um todo.

Esse texto constitui-se como Premissa Básica para o seu entendimento. Os pontos de diferença maiores (por exemplo, a presença real de Jesus na Eucaristia) serão abordados em temas específicos e em sequência.

O primeiro deles diz respeito às diferenças entre a bíblia católica e a bíblia protestante, além
de explicitar o que é considerado como fonte de revelação divina, abordando o cânon de cada uma e os critérios adotados, e a polêmica questão da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério.
O segundo diz respeito à questão da Fé e das Obras para a salvação, no tocante a necessidade
ou não da execução de obras para que haja a salvação.
O terceiro ponto refere-se a questão da graça e natureza e complementa o item anterior,
abordando principalmente o aspecto de que as pessoas tem ou não um papel a desempenhar em seu próprio caminho em direção a salvação.
O quarto aborda a questão da confissão e real arrependimento para o perdão dos pecados.
O quinto ponto apresenta a questão da intercessão dos mortos por nós e da nossa intercessão
por aqueles que estão no Purgatório, a caminho do encontro com Deus. É importante ressaltar que a questão do Purgatório, mais especificamente, é abordada no tema Escatologia.

Ainda como premissas básicas, gostaríamos de colocar os seguintes textos bíblicos com seus
respectivos comentários, no tocante à interpretação das Escrituras:
Mat 22, 29: “Jesus respondeu-lhes: estais enganados, desconhecendo as escrituras e o poder de Deus.”
Comentário: É necessário, para se debater a palavra de Deus o conhecimento da mesma, pois
se não, incorreremos no mesmo erro dos saduceus, que desconheciam ou interpretavam a escritura de forma errada!

II Tim 3, 16-17: “Toda a escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para repreender,
para corrigir e para formar na justiça. por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.”
Comentário: Não podemos dar uma interpretação a uma passagem da bíblia sobre um tema,
que contradiga outras passagens bíblicas sobre o mesmo tema.

II Ped 1, 20: “Antes de tudo sabei que nenhuma profecia é de interpretação pessoal.”
Comentário: Não podemos dar a nossa interpretação as Escrituras Sagradas, mas sim fazer
um estudo sério sobre o que se fala sobre o tema em outras passagens e clamar ao Espírito Santo que nos revele a verdadeira interpretação sobre o assunto estudado. Não podemos dar explicações humanas a palavras divinas, pois muitas vezes a lógica divina não é igual a lógica humana.

Efé 4, 1-6: “Exorto-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, a andardes de modo digno da
vocação a que fostes chamados: com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros com amor, procurando conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, assim como é uma só a esperança da vocação a que fostes chamados; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; há um só Deus e pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos.”
Comentário: Se há uma só fé, só pode haver uma doutrina verdadeira, que é a doutrina
divina. As outras doutrinas não são divinas, mas humanas, e por isso incorretas, apesar de muitas vezes, pela lógica humana, acharmos que fazem sentido. A doutrina divina é a revelada a nós pela palavra de Deus e esclarecida à Igreja pelo Espírito Santo.

Boa Leitura e que Deus o abençoe!


1 - Bíblia Católica ou Bíblia Protestante?
Só a Bíblia? ou Bíblia, Tradição e Magistério ?
Com a cisão no Cristianismo, por volta de 1519, os Protestantes resolveram rever a Doutrina ensinada pela Igreja Católica e com isto, entenderam de forma diversa, vários pontos doutrinários, dos quais, alguns, estudaremos a seguir.

1) CANONICIDADE DOS LIVROS DA BÍBLIA:
A palavra cânon significa lista, regra, norma. Os livros inspirados da Bíblia chamam-se
canônicos, isto é, reguladores da nossa fé. O cânon é a lista dos livros inspirados que tem Deus como autor.
A Bíblia católica possui 46 livros no A. T. e 27 no N. T., perfazendo um total de 73 livros. Já a Bíblia protestante possui apenas 39 livros no A. T. e 27 no N. T., perfazendo um total de 66 livros.

As divergências dos livros que compõem o Antigo Testamento, são causadas pelo fato de
existirem dois cânons diferentes, conhecidos como a Bíblia hebraica, dos judeus palestinenses e a Bíblia dos setenta ou Bíblia grega, dos judeus da diáspora (dispersão dos judeus pelo mundo).

A Bíblia hebraica dos judeus da Palestina, tem menos sete livros que a Bíblia dos setenta e
não contém alguns trechos dos livros de Ester e Daniel e foi toda escrita em hebraico (livros originais). A sua codificação começou quase 500 anos antes de Cristo e terminou 100 anos depois de Cristo.
A Igreja Cristã recebeu a versão grega da Bíblia codificada pelos judeus da diáspora. Ora, esta
Bíblia contém os Livros de Judite, Tobias, Eclesiástico, Sabedoria, Baruc e 1º e 2º Livros de
Macabeus, além dos capítulos 3, 13 e 14 do Livro de Daniel e os capítulos 10 a 16 do Livro de Ester que a Bíblia dos judeus da Palestina não possui. Esta tradução da Bíblia, também conhecida como Bíblia Alexandrina ou dos setenta, foi traduzida por 70 (setenta) sábios de Alexandria, 300 anos antes de Cristo.

E por que da diferença na relação de livros considerados como inspirados entre os judeus da
Palestina e os judeus da diáspora? Porque os judeus da Palestina eram ultra-nacionalistas e consideraram os seguintes critérios para decretar um livro como canônico:
- Ter sido escrito na língua hebraica;
- Ter sido escrito na Terra Santa (Israel);
- Ter sido escrito até o tempo de Esdras (458-428 a.C)
- Estar de acordo com a Lei de Moisés.
A Bíblia dos setenta foi a Bíblia usada por Jesus e pelos Apóstolos. Isto significa dizer que aceitavam os livros que não constam na Bíblia hebraica, como Palavra de Deus revelada. Estes sete livros que não constam na Bíblia hebraica, são chamados livros deuterocanônicos, isto é, canônicos depois.

continua...

Nenhum comentário: